>> DESERTO
E as promessas que não iremos cumprir
Seguimos fazendo-as, só pra distrair
À espera do céu, que dizem, vai intervir
E enfim teremos motivos pra sorrir
O fôlego gasto ficará para trás
E os lábios, nem se lembrarão das palavras a mais
As preces, as pragas, maldições em vão
Rotundos redutos criados para manter as crianças acordadas, com medo da noite
E as algemas que iremos aceitar
Nos permitindo deixar de sonhar
Um inferno tal qual o paraíso que insistem em desenhar
Afim de algo que nem eles são capazes de notar
Sôfregos nos tornaremos
Inquietos, anárquicos, nos perderemos
Então a visão ficará clara,
Assim como a paisagem no deserto a nossa volta
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
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>> Modernidade
Andamos cegos ao desfiladeiro,
As notas escoando do gordo globo,
E as sombras, cada vez mais abaixo
As víboras nos abraçam com força,
E fartos, seguimos comendo as beiradas
Reclusos as gaiolas escancaradas
A saída, uma tecla inalcançável,
A pomba branca já não aguenta o peso da granada
E as mentes insanas dominaram as ruas
Um poço, uma piñata, uma batata queimando
Triturando as florestas transformando-as em códigos
Tão crível que as borboletas se foram
Serrados os dedos, mantiveram-se ocupados
Amarrando os balões com as cores do arco-íris
Sugando o recomeço à espera do fim de todos
Andamos cegos ao desfiladeiro,
As notas escoando do gordo globo,
E as sombras, cada vez mais abaixo
As víboras nos abraçam com força,
E fartos, seguimos comendo as beiradas
Reclusos as gaiolas escancaradas
A saída, uma tecla inalcançável,
A pomba branca já não aguenta o peso da granada
E as mentes insanas dominaram as ruas
Um poço, uma piñata, uma batata queimando
Triturando as florestas transformando-as em códigos
Tão crível que as borboletas se foram
Serrados os dedos, mantiveram-se ocupados
Amarrando os balões com as cores do arco-íris
Sugando o recomeço à espera do fim de todos
Indesejado
Não me conhece? Nem queira;
Sou mau, sou vil;reconheço.
Um ser sem fim nem começo
Um ser sem eira nem beira.
Jura que não me conhece?
Pois continue assim:
Sem saber nada de mim.
A sua vida agradece.
Não queira me ver por perto;
Viva na paz e alegria:
Viver sem mim é um acerto.
Mas, se insistes nessa dor
De ter minha companhia...
Prazer: meu nome é Amor.
Não me conhece? Nem queira;
Sou mau, sou vil;reconheço.
Um ser sem fim nem começo
Um ser sem eira nem beira.
Jura que não me conhece?
Pois continue assim:
Sem saber nada de mim.
A sua vida agradece.
Não queira me ver por perto;
Viva na paz e alegria:
Viver sem mim é um acerto.
Mas, se insistes nessa dor
De ter minha companhia...
Prazer: meu nome é Amor.
Duas almas à beira do abismo
Não vou te pedir que venha.
Não vou forçar o passo, nem te puxar pela mão.
Mas quero que saiba: estou aqui.
E continuo inteiro.
Você pode estar tentando sufocar o que sente
— e, ainda assim, sente.
Pode estar ensaiando a despedida
— e, ainda assim, espera.
Pode estar fingindo
que nada aconteceu —
mas as suas palavras não ditas
ainda gritam por mim.
Eu vi você tremer no abraço.
Vi seus olhos fugirem dos meus,
como se evitassem cair…
e, ao mesmo tempo, como se quisessem se lançar de vez.
Você não me pertence.
E eu não quero que pertença.
Quero apenas que escolha — sem pressa, mas sem mentiras.
Com o coração que pulsa, não com o medo que trava.
Se for pra viver isso,
que seja com coragem.
Se for pra deixar pra trás,
que seja com verdade.
Só te peço que não finja que não houve.
Porque houve.
Ainda há.
Sempre haverá. Lide com isso.
E quando — se —
você decidir pular,
não vai me encontrar
te esperando na beira do abismo.
Vai me encontrar voando.
Com asas abertas.
Com amor inteiro.
Com espaço pra você.
Não vou te pedir que venha.
Não vou forçar o passo, nem te puxar pela mão.
Mas quero que saiba: estou aqui.
E continuo inteiro.
Você pode estar tentando sufocar o que sente
— e, ainda assim, sente.
Pode estar ensaiando a despedida
— e, ainda assim, espera.
Pode estar fingindo
que nada aconteceu —
mas as suas palavras não ditas
ainda gritam por mim.
Eu vi você tremer no abraço.
Vi seus olhos fugirem dos meus,
como se evitassem cair…
e, ao mesmo tempo, como se quisessem se lançar de vez.
Você não me pertence.
E eu não quero que pertença.
Quero apenas que escolha — sem pressa, mas sem mentiras.
Com o coração que pulsa, não com o medo que trava.
Se for pra viver isso,
que seja com coragem.
Se for pra deixar pra trás,
que seja com verdade.
Só te peço que não finja que não houve.
Porque houve.
Ainda há.
Sempre haverá. Lide com isso.
E quando — se —
você decidir pular,
não vai me encontrar
te esperando na beira do abismo.
Vai me encontrar voando.
Com asas abertas.
Com amor inteiro.
Com espaço pra você.
Eclipses de uma Paixão
(Sussurros à Deusa Noturna)
Ainda não sei se você é a Lua, inalcançável, ou o poema perfeito, algo que tenho dentro de mim, mas que não consigo externar. Talvez, seu nome seja apenas "Inspiração". De qualquer forma, é a você que este poema foi feito.
Eu nunca te vi, mas vi o que há de bonito e valioso em você. Momentos difíceis para ambos; carência mútua se abraçando no meio da tempestade.
E, de repente, começamos a nos comunicar numa linguagem que é só nossa.
Escrever é um gesto de entrega profunda — uma forma de deixar o outro morar dentro da nossa mente.
Não sei se o poema nos redime, mas sei que ele precisava existir.
Porque você existe.
E o que sinto também.
Não escrevo poemas — escrevo nós dois.
O corpo confirmou o que os poemas só arriscavam sussurrar.
Sem tocar sua pele, toquei partes de você que talvez nem você mesma tivesse deixado expostas.
Você viu beleza onde eu só enxergava o rascunho.
Leu entrelinhas que nem eu sabia que escrevia.
E foi assim, no silêncio de cada madrugada e no calor de cada provocação, que algo nasceu.
Algo real.
Poesia em carne viva.
Milhões de palavras ditas em silêncio.
Ah, o silêncio!...
O silêncio também é uma carta de amor.
Talvez a mais difícil de escrever.
Ainda nos falamos — só que agora os versos é que gritam.
Os poemas são as mãos que não se tocam mais.
As palavras, os olhos que evitam... mas continuam enxergando.
Você me amaria no silêncio? Na doença?
No cansaço do dia a dia?
No cheiro do outro depois de dez anos, e não no perfume da primeira noite?
Nos momentos em que não houver "química" nem "afinidade"?
Química não é sexo.
É quando o olhar diz "eu te entendo" antes de qualquer palavra.
É quando o "não posso" se transforma em "não consigo evitar".
É quando o corpo está pedindo o que a mente já permitiu.
E cá estamos nós: uma daquelas histórias que nascem para virar literatura.
Não porque é inventada —
Mas porque é intensa demais pra caber só na vida real.
Talvez o que mais precisemos não seja pressa, mas tempo.
Quanto?
Não sei.
Sei o que sinto.
Sei o que quero.
Sei o que posso.
E, quando os diferentes saberes apontam para direções diferentes...
Não há pressa.
Ah, o Tempo!...
Agonia prolongada até o eterno.
Resposta já dada, mas não consumada.
Alma dilacerada por saber que não se pode cobrar por uma decisão — mas que se morre a cada dia sem ela.
Tudo já foi dito, mas talvez ainda precise ser assimilado.
Quantas vezes poderemos mudar de ideia?
Todas as vezes necessárias.
Que você saiba que escolhas do passado podem ser revistas.
Que a decisão sempre será sua.
Que seu compromisso é com a sua própria felicidade, não com a felicidade dos outros.
Mas que, ao menos uma vez, você saiba que foi amada por alguém que viu quem você é — por dentro e por fora.
Com carinho.
Com desejo.
Com tudo o que há de sincero em mim.
(Sussurros à Deusa Noturna)
Ainda não sei se você é a Lua, inalcançável, ou o poema perfeito, algo que tenho dentro de mim, mas que não consigo externar. Talvez, seu nome seja apenas "Inspiração". De qualquer forma, é a você que este poema foi feito.
Eu nunca te vi, mas vi o que há de bonito e valioso em você. Momentos difíceis para ambos; carência mútua se abraçando no meio da tempestade.
E, de repente, começamos a nos comunicar numa linguagem que é só nossa.
Escrever é um gesto de entrega profunda — uma forma de deixar o outro morar dentro da nossa mente.
Não sei se o poema nos redime, mas sei que ele precisava existir.
Porque você existe.
E o que sinto também.
Não escrevo poemas — escrevo nós dois.
O corpo confirmou o que os poemas só arriscavam sussurrar.
Sem tocar sua pele, toquei partes de você que talvez nem você mesma tivesse deixado expostas.
Você viu beleza onde eu só enxergava o rascunho.
Leu entrelinhas que nem eu sabia que escrevia.
E foi assim, no silêncio de cada madrugada e no calor de cada provocação, que algo nasceu.
Algo real.
Poesia em carne viva.
Milhões de palavras ditas em silêncio.
Ah, o silêncio!...
O silêncio também é uma carta de amor.
Talvez a mais difícil de escrever.
Ainda nos falamos — só que agora os versos é que gritam.
Os poemas são as mãos que não se tocam mais.
As palavras, os olhos que evitam... mas continuam enxergando.
Você me amaria no silêncio? Na doença?
No cansaço do dia a dia?
No cheiro do outro depois de dez anos, e não no perfume da primeira noite?
Nos momentos em que não houver "química" nem "afinidade"?
Química não é sexo.
É quando o olhar diz "eu te entendo" antes de qualquer palavra.
É quando o "não posso" se transforma em "não consigo evitar".
É quando o corpo está pedindo o que a mente já permitiu.
E cá estamos nós: uma daquelas histórias que nascem para virar literatura.
Não porque é inventada —
Mas porque é intensa demais pra caber só na vida real.
Talvez o que mais precisemos não seja pressa, mas tempo.
Quanto?
Não sei.
Sei o que sinto.
Sei o que quero.
Sei o que posso.
E, quando os diferentes saberes apontam para direções diferentes...
Não há pressa.
Ah, o Tempo!...
Agonia prolongada até o eterno.
Resposta já dada, mas não consumada.
Alma dilacerada por saber que não se pode cobrar por uma decisão — mas que se morre a cada dia sem ela.
Tudo já foi dito, mas talvez ainda precise ser assimilado.
Quantas vezes poderemos mudar de ideia?
Todas as vezes necessárias.
Que você saiba que escolhas do passado podem ser revistas.
Que a decisão sempre será sua.
Que seu compromisso é com a sua própria felicidade, não com a felicidade dos outros.
Mas que, ao menos uma vez, você saiba que foi amada por alguém que viu quem você é — por dentro e por fora.
Com carinho.
Com desejo.
Com tudo o que há de sincero em mim.
Eu ando tão cansada.
Cansada da vida
Cansada de tentar
Cansada de respirar
Cansada de fingir
Cansada de fugir
da minha realidade.
Não tenho mais forças.
Talvez eu jogue a toalha
Talvez eu só me retraia
Talvez no buraco eu caia
Ou de tanto nadar
Morra na praia.
#desafio 365/197
Cansada da vida
Cansada de tentar
Cansada de respirar
Cansada de fingir
Cansada de fugir
da minha realidade.
Não tenho mais forças.
Talvez eu jogue a toalha
Talvez eu só me retraia
Talvez no buraco eu caia
Ou de tanto nadar
Morra na praia.
#desafio 365/197
Eu não sou
pra qualquer um;
Eu não sou
uma mulher comum.
Isso lhe parece presunçoso?
Se entregar assim, é perigoso.
Não se pode entregar
em qualquer mão,
algo tão valioso
quanto um coração
amoroso.
#desafio 365/198
pra qualquer um;
Eu não sou
uma mulher comum.
Isso lhe parece presunçoso?
Se entregar assim, é perigoso.
Não se pode entregar
em qualquer mão,
algo tão valioso
quanto um coração
amoroso.
#desafio 365/198
Eu odeio o amor.
Eu odeio o descontrole que ele me causa.
Eu odeio a ansiedade.
Eu odeio me sentir assim,
desregulada;
Uma locomotiva em disparada,
descarrilada,
Prestes a bater contra o muro.
Porque eu carrego o mundo;
E às vezes, isso é tudo
o que esperam de mim.
#desafio 365/199
Eu odeio o descontrole que ele me causa.
Eu odeio a ansiedade.
Eu odeio me sentir assim,
desregulada;
Uma locomotiva em disparada,
descarrilada,
Prestes a bater contra o muro.
Porque eu carrego o mundo;
E às vezes, isso é tudo
o que esperam de mim.
#desafio 365/199
Vê, a alma que cresce e habita o outro.
É igual a tua, em papéis marcados,
Engavetados, milimétricamente moldados.
Que quando se implodem,
Procuram logo, os culpados.
Por não seguirem esses papéis marcados, surrados,
Com lágrimas e sangue jorrado,
Em benefício do mercado.
Fábricas de filhos, vivos ou alados.
Até quando serás taxado?
Até quando seus olhos,
Permanecerão vendados?
Límpidos olhos de criança,
Sujos com lágrimas das matança,
De velhos poderosos,
Que com uma bomba,
Roubam-lhes a vida, os sonhos e seu breve existir.
Que destroem, e riem, plantando a pobreza no mundo,
Para apenas poucos(eles) usufruir.
E aqueles, de grilhões nas mãos,
Que defendem esses poucos,
Também carregam o mar de sangue,
Dispostos a morrer, fãs
De quem quer mesmo lhes tirar a vida,
Em troca de tudo e de todo poder.
Eliz Leão
É igual a tua, em papéis marcados,
Engavetados, milimétricamente moldados.
Que quando se implodem,
Procuram logo, os culpados.
Por não seguirem esses papéis marcados, surrados,
Com lágrimas e sangue jorrado,
Em benefício do mercado.
Fábricas de filhos, vivos ou alados.
Até quando serás taxado?
Até quando seus olhos,
Permanecerão vendados?
Límpidos olhos de criança,
Sujos com lágrimas das matança,
De velhos poderosos,
Que com uma bomba,
Roubam-lhes a vida, os sonhos e seu breve existir.
Que destroem, e riem, plantando a pobreza no mundo,
Para apenas poucos(eles) usufruir.
E aqueles, de grilhões nas mãos,
Que defendem esses poucos,
Também carregam o mar de sangue,
Dispostos a morrer, fãs
De quem quer mesmo lhes tirar a vida,
Em troca de tudo e de todo poder.
Eliz Leão
Interage
Com minhas sanhas
Reflete as minhas chamas
Onde teu prazer começa,
O meu inflama.
Sou o ápice do teu gozo.
O arrepio que tua pele ama,
Ao tocar o teu pescoço,
Tua boca me clama.
Penetra meu corpo,
Minha alma e reclama,
Com tuas mãos
E boca sedenta,
Faz coro com minha voz
E movimenta
Até derreter
Meus pensamentos,
Ter o meu e o seu suor,
Escorrendo.
Eliz Leão
Com minhas sanhas
Reflete as minhas chamas
Onde teu prazer começa,
O meu inflama.
Sou o ápice do teu gozo.
O arrepio que tua pele ama,
Ao tocar o teu pescoço,
Tua boca me clama.
Penetra meu corpo,
Minha alma e reclama,
Com tuas mãos
E boca sedenta,
Faz coro com minha voz
E movimenta
Até derreter
Meus pensamentos,
Ter o meu e o seu suor,
Escorrendo.
Eliz Leão