#Desafio 160
*Quero mais*
Então…
o primeiro olhar.
O frio na barriga.
A pele que vibra.
O pelo que eriça.
O calor que sobe,
a vontade que aproxima,
a malícia que premedita.
O ato que não espera:
o beijo na boca,
de língua.
Seu gosto.
Seus olhos.
Seu rosto.
Meus poros.
Os cheiros que noto.
Mistura perfeita
de ardor, amor,
suor, sabor,
vigor…
e gozo.
É nosso.
E posso.
E quero mais.
MarU
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#Desafio 159
*Às vistas*
Olhares são portais
para dentro,
carregam mensagens
de intento
que palavras foram
incapazes de falar.
Te ver…
Ler sua alma intuitiva,
adentrar sua íris íntima,
observar com perícia
a mensagem implícita
que seu olhar vem relatar.
Falar com olhares
o que na alma invade,
o que por dentro arde,
olhando e contendo
o incêndio que se alastra
em nossos pensamentos…
Quando penso,
e não me atrevo,
meus olhos revelam
meus segredos.
E sem saída,
me percebo
sendo vista.
Para manter
meu segredo,
desvio o olhar de você.
Fujo de te encarar
pois olhando me encurrala,
sinto-me arder o peito,
hipnotizada.
Palavra a palavra
não dita, mas vista.
Sentida vívida,
com pupila expandida,
sentimento que dilata
em silêncio…
por trás dos óculos…
vistas a dentro.
MarU
*Às vistas*
Olhares são portais
para dentro,
carregam mensagens
de intento
que palavras foram
incapazes de falar.
Te ver…
Ler sua alma intuitiva,
adentrar sua íris íntima,
observar com perícia
a mensagem implícita
que seu olhar vem relatar.
Falar com olhares
o que na alma invade,
o que por dentro arde,
olhando e contendo
o incêndio que se alastra
em nossos pensamentos…
Quando penso,
e não me atrevo,
meus olhos revelam
meus segredos.
E sem saída,
me percebo
sendo vista.
Para manter
meu segredo,
desvio o olhar de você.
Fujo de te encarar
pois olhando me encurrala,
sinto-me arder o peito,
hipnotizada.
Palavra a palavra
não dita, mas vista.
Sentida vívida,
com pupila expandida,
sentimento que dilata
em silêncio…
por trás dos óculos…
vistas a dentro.
MarU
#Desafio 158
*Fôlego*
Toca-me calmo, suave…
Passa seus dedos
na minha pele,
por todo meu corpo,
como quem conhece
meu íntimo,
tocando sem tocar,
apenas resvale.
Passeia por mim,
me desbravando…
Arrepie meus pelos,
escorregando…
a ponta dos dedos,
eriçando meu corpo
e amenizando
com bafejar morno.
Marque presença
na cútis anserina…
sugue meus seios
e, de súbito, se insira
em minhas lacunas úmidas:
reto e vagina.
Com afeto e cuidado
e olhares de um anjo-diabo.
Docemente me torture,
observando a vista…
E divirta-se!
Dentro de mim,
sinta-me tremer,
pulsar, contorcer,
gemer alto
e jorrar meu prazer
todo em você.
Pintarei de branco
seus dedos,
e te limparei
lambendo,
fitando-te
olho no olho.
Acesa e carente,
me encaixarei em você
rapidamente,
e só pararei
quando, suados e exaustos,
perdermos
todo nosso fôlego.
Ou morrermos
de tanto prazer.
MarU
#
*Fôlego*
Toca-me calmo, suave…
Passa seus dedos
na minha pele,
por todo meu corpo,
como quem conhece
meu íntimo,
tocando sem tocar,
apenas resvale.
Passeia por mim,
me desbravando…
Arrepie meus pelos,
escorregando…
a ponta dos dedos,
eriçando meu corpo
e amenizando
com bafejar morno.
Marque presença
na cútis anserina…
sugue meus seios
e, de súbito, se insira
em minhas lacunas úmidas:
reto e vagina.
Com afeto e cuidado
e olhares de um anjo-diabo.
Docemente me torture,
observando a vista…
E divirta-se!
Dentro de mim,
sinta-me tremer,
pulsar, contorcer,
gemer alto
e jorrar meu prazer
todo em você.
Pintarei de branco
seus dedos,
e te limparei
lambendo,
fitando-te
olho no olho.
Acesa e carente,
me encaixarei em você
rapidamente,
e só pararei
quando, suados e exaustos,
perdermos
todo nosso fôlego.
Ou morrermos
de tanto prazer.
MarU
#
#Desafio 157
*Comtemplação*
Quando o sol acordar
e a brisa da manhã
for mais fria,
sentirá correr
um arrepio na espinha.
Um calor
tomará seu corpo.
Cheiros doces,
presença feminina.
Pele quente,
suave, macia…
Cabelos loiros
jogados de lado…
se fosse anjo,
seria pecado.
E você, acordado,
apreciando a vista.
A velocidade
da respiração,
a pele rosada,
feição plácida
dela dormindo,
sonhando…
Marcando
na memória,
do rosto
a expressão…
Contemplação.
E você,
sem notar,
se perceberá
sorrindo.
E aquela sensação
de quem não acredita…
Será que está
dentro de um sonho?
Se for?
Desejará
não acordar.
Vontade incontrolável
de se encaixar.
Penetrar vagaroso,
de conchinha.
Abraçar
como um urso carinhoso.
Ouvir
um gemido-grunhido
de voz feminina
baixinha, suspiros.
E ficar guardado
ali dentro dela,
quietinho, pra sempre…
Até que o mundo acabe
ou ela se acorde,
para acabar
com seus instantes
de sossego.
De ver-viver,
este sonho apaixonado
transformar-se rapidamente
de afeto em corpos suados.
E levar seus desejos
ao ápice a galope,
e exigente,
ordenar a você:
— Não goze!
Ah,
que golpe
de azar
e sorte!
Sentir o desespero
de segurar a explosão
em contrição
desse angelical
e demoníaco ser,
que ama
com a fúria
de um vulcão.
Onde é que você
foi se meter?!
Agora, aguenta.
Ninguém mandou
querer ser meu amor!
MarU
*Comtemplação*
Quando o sol acordar
e a brisa da manhã
for mais fria,
sentirá correr
um arrepio na espinha.
Um calor
tomará seu corpo.
Cheiros doces,
presença feminina.
Pele quente,
suave, macia…
Cabelos loiros
jogados de lado…
se fosse anjo,
seria pecado.
E você, acordado,
apreciando a vista.
A velocidade
da respiração,
a pele rosada,
feição plácida
dela dormindo,
sonhando…
Marcando
na memória,
do rosto
a expressão…
Contemplação.
E você,
sem notar,
se perceberá
sorrindo.
E aquela sensação
de quem não acredita…
Será que está
dentro de um sonho?
Se for?
Desejará
não acordar.
Vontade incontrolável
de se encaixar.
Penetrar vagaroso,
de conchinha.
Abraçar
como um urso carinhoso.
Ouvir
um gemido-grunhido
de voz feminina
baixinha, suspiros.
E ficar guardado
ali dentro dela,
quietinho, pra sempre…
Até que o mundo acabe
ou ela se acorde,
para acabar
com seus instantes
de sossego.
De ver-viver,
este sonho apaixonado
transformar-se rapidamente
de afeto em corpos suados.
E levar seus desejos
ao ápice a galope,
e exigente,
ordenar a você:
— Não goze!
Ah,
que golpe
de azar
e sorte!
Sentir o desespero
de segurar a explosão
em contrição
desse angelical
e demoníaco ser,
que ama
com a fúria
de um vulcão.
Onde é que você
foi se meter?!
Agora, aguenta.
Ninguém mandou
querer ser meu amor!
MarU
#Desafio 156
*Dez coisas que adoro em você*
Adoro
seu jeito calmo,
seu olhar cansado,
que sempre fala algo.
Sua boca contida…
Essa sua
cara de “nada”,
de quem tenta disfarçar
a vontade atrevida,
mas não consegue.
Sua voz educada…
e a forma
como você me olha,
quando diz algo,
que só a gente entende.
Adoro a sensação
de formigamento,
que vem me tomando
por dentro,
quando você vem
chegando perto.
Sempre me preparo
para algo…
Nunca sei
o que será!
Adoro quando você
me surpreende…
E depois,
sabendo que
me compreende,
faz esse jogo louco,
de atiçar e soltar,
só pra me fazer
ficar assim…
louca de saudades
e vontades…
Controlando liberdades,
até o momento
de saciarmos de verdade,
tudo o que guardamos
até podermos
estar a sós…
só eu e você.
Quase esqueci de dizer:
— Te adoro!
MarU
*Dez coisas que adoro em você*
Adoro
seu jeito calmo,
seu olhar cansado,
que sempre fala algo.
Sua boca contida…
Essa sua
cara de “nada”,
de quem tenta disfarçar
a vontade atrevida,
mas não consegue.
Sua voz educada…
e a forma
como você me olha,
quando diz algo,
que só a gente entende.
Adoro a sensação
de formigamento,
que vem me tomando
por dentro,
quando você vem
chegando perto.
Sempre me preparo
para algo…
Nunca sei
o que será!
Adoro quando você
me surpreende…
E depois,
sabendo que
me compreende,
faz esse jogo louco,
de atiçar e soltar,
só pra me fazer
ficar assim…
louca de saudades
e vontades…
Controlando liberdades,
até o momento
de saciarmos de verdade,
tudo o que guardamos
até podermos
estar a sós…
só eu e você.
Quase esqueci de dizer:
— Te adoro!
MarU
#Desafio 155
*Noite pesada*
A noite
chegou pesada.
Arrebatou-me
ao sono,
quase mortal.
Descansei!
Mas o dia
não tarda,
não falha.
Ele sempre vem,
pontual,
despontando a luz
nas frestas
da janela.
Iluminando
a casa.
E o corpo,
ainda pesado
do sono de ontem à noite…
Como despertar?
Um pouco
de água gelada
no rosto
e uma xícara
caprichada
de café forte,
por favor!
MarU
*Noite pesada*
A noite
chegou pesada.
Arrebatou-me
ao sono,
quase mortal.
Descansei!
Mas o dia
não tarda,
não falha.
Ele sempre vem,
pontual,
despontando a luz
nas frestas
da janela.
Iluminando
a casa.
E o corpo,
ainda pesado
do sono de ontem à noite…
Como despertar?
Um pouco
de água gelada
no rosto
e uma xícara
caprichada
de café forte,
por favor!
MarU
#Desafio 154
*Tango suave*
Ah, juízo,
por que
me abandonaste?
Despindo
cada milésimo
da minha alma,
me envolvendo
num tango
suave.
A cada frase,
um arrepio.
Com a alma
flutuante,
rodopio,
sentindo o toque
desse beijo
sonhado.
Você
me tem
nas mãos,
confidencio!
Congelada
na sua frente,
revelando
meus segredos,
intimamente
desnudada.
Profundamente
preocupada,
com o que virá
depois
do nosso abraço.
MarU
*Tango suave*
Ah, juízo,
por que
me abandonaste?
Despindo
cada milésimo
da minha alma,
me envolvendo
num tango
suave.
A cada frase,
um arrepio.
Com a alma
flutuante,
rodopio,
sentindo o toque
desse beijo
sonhado.
Você
me tem
nas mãos,
confidencio!
Congelada
na sua frente,
revelando
meus segredos,
intimamente
desnudada.
Profundamente
preocupada,
com o que virá
depois
do nosso abraço.
MarU
#Desafio 153
*Serás*
E em madrugadas
insones,
nos embriagamos
de sentimentos
borbulhantes,
ébrios
e conflitantes.
Nos pomos
à mercê da dúvida.
Dos serás
que serão…
ou não?
E se serão,
será que
seremos?
Não sabemos.
Queremos tanto…
e ao mesmo tempo,
não sabemos
o que queremos.
Então…
Vivemos,
até quanto der.
Se puder?
Mesmo sabendo
que não devemos.
MarU
*Serás*
E em madrugadas
insones,
nos embriagamos
de sentimentos
borbulhantes,
ébrios
e conflitantes.
Nos pomos
à mercê da dúvida.
Dos serás
que serão…
ou não?
E se serão,
será que
seremos?
Não sabemos.
Queremos tanto…
e ao mesmo tempo,
não sabemos
o que queremos.
Então…
Vivemos,
até quanto der.
Se puder?
Mesmo sabendo
que não devemos.
MarU
#Desafio 152
*Estopim*
O que fará
com este sentimento,
quando estivermos
cara a cara?
Quando vir,
dos meus olhos,
o lume,
ao vê-lo sem jeito,
disfarçando sem fala?
Como será,
que será,
quando me vir
de ti
me aproximar?
A cada passo:
chegando…
vindo…
vendo os segundos
que conta
tornarem-se infindos…
a cada estalido
do meu sapato,
mais alto ouvindo.
Sem conseguir vencer,
ver sem pretender
meu sorriso
nos teus olhos,
a beijar você.
Sentir o calor
que te causo
subindo…
o suor
incontrolavelmente
fluindo.
E quando,
finalmente,
frente a frente,
a vontade
dizer:
Te quero pra mim!
Urgindo o “agora”.
Mas a realidade
te fizer conter
o estopim.
Tão próximos…
sentindo
meu hálito quente
enfeitiçar em êxtase
sua mente.
Vidrado
nos sinais
que só “a gente”
entende.
Entorpecido
na fragrância
do meu perfume,
enebriado
pelas nuances
de hormônios
e ciúmes.
Como será,
que será,
segurar
a explosão
ruindo
por dentro?
E como,
em um ato
de bravura,
recolher
tanto sentimento,
aguardando
o exato momento
de: talvez um dia…
mesmo que nunca.
Pois há tanto
em jogo!
Por um sentimento
que nasceu
de um príncipe louco
em tormento.
Mas há tanto sentimento…
E no momento
que os segundos
acabam
e a alma
retorna ao corpo,
controlando…
Finalmente,
envolver-me
num abraço…
Nos seus braços.
Tudo que poderá fazer
será eternizar
este laço
na memória
e conter
a bagunça
que faço
em você,
agora.
Parará o tempo
por um segundo,
nas voltas loucas
deste mundo.
Eu e você, contidos
em horas de segundos
que queríamos
que fossem infinitos…
Neste abraço profundo.
Se atendo
à formalidades,
mas, na verdade,
só você sabe
(e eu também sei)
o que é.
E isso é só nosso,
e de mais ninguém!
MarU
*Estopim*
O que fará
com este sentimento,
quando estivermos
cara a cara?
Quando vir,
dos meus olhos,
o lume,
ao vê-lo sem jeito,
disfarçando sem fala?
Como será,
que será,
quando me vir
de ti
me aproximar?
A cada passo:
chegando…
vindo…
vendo os segundos
que conta
tornarem-se infindos…
a cada estalido
do meu sapato,
mais alto ouvindo.
Sem conseguir vencer,
ver sem pretender
meu sorriso
nos teus olhos,
a beijar você.
Sentir o calor
que te causo
subindo…
o suor
incontrolavelmente
fluindo.
E quando,
finalmente,
frente a frente,
a vontade
dizer:
Te quero pra mim!
Urgindo o “agora”.
Mas a realidade
te fizer conter
o estopim.
Tão próximos…
sentindo
meu hálito quente
enfeitiçar em êxtase
sua mente.
Vidrado
nos sinais
que só “a gente”
entende.
Entorpecido
na fragrância
do meu perfume,
enebriado
pelas nuances
de hormônios
e ciúmes.
Como será,
que será,
segurar
a explosão
ruindo
por dentro?
E como,
em um ato
de bravura,
recolher
tanto sentimento,
aguardando
o exato momento
de: talvez um dia…
mesmo que nunca.
Pois há tanto
em jogo!
Por um sentimento
que nasceu
de um príncipe louco
em tormento.
Mas há tanto sentimento…
E no momento
que os segundos
acabam
e a alma
retorna ao corpo,
controlando…
Finalmente,
envolver-me
num abraço…
Nos seus braços.
Tudo que poderá fazer
será eternizar
este laço
na memória
e conter
a bagunça
que faço
em você,
agora.
Parará o tempo
por um segundo,
nas voltas loucas
deste mundo.
Eu e você, contidos
em horas de segundos
que queríamos
que fossem infinitos…
Neste abraço profundo.
Se atendo
à formalidades,
mas, na verdade,
só você sabe
(e eu também sei)
o que é.
E isso é só nosso,
e de mais ninguém!
MarU
#Desafio 151
*Amor e fé*
Como explicar
saudades
do que não se conhece?
Amor
pelo que nunca se viu.
Desejo
pelo desconhecido.
Acreditar
poder alcançar
o inalcançável…
Encontrar brechas
e dobras
no tempo e espaço.
Querer ser querido
e digno
de algo divino.
Desafiar a razão
e o impossível
por um único
e principal motivo:
o amor inexplicável
que sinto
e acredito,
sem ter certeza
da reciprocidade.
O amor transcendental
que transpõe barreiras
para alcançar
algo além da razão.
Advindo
e impulsionado
pela emoção,
a fusão da fé
com a esperança.
Acreditando
no invisível,
caminhando
em direção ao incerto,
com o coração aceso,
movido
pela perseverança
de um lampejo.
Algo que,
com olhos humanos,
não vejo.
Preciso usar
a alma
como bússola
de precisão.
Como explicar o amor,
se para o amor
não há explicação?
MarU
*Amor e fé*
Como explicar
saudades
do que não se conhece?
Amor
pelo que nunca se viu.
Desejo
pelo desconhecido.
Acreditar
poder alcançar
o inalcançável…
Encontrar brechas
e dobras
no tempo e espaço.
Querer ser querido
e digno
de algo divino.
Desafiar a razão
e o impossível
por um único
e principal motivo:
o amor inexplicável
que sinto
e acredito,
sem ter certeza
da reciprocidade.
O amor transcendental
que transpõe barreiras
para alcançar
algo além da razão.
Advindo
e impulsionado
pela emoção,
a fusão da fé
com a esperança.
Acreditando
no invisível,
caminhando
em direção ao incerto,
com o coração aceso,
movido
pela perseverança
de um lampejo.
Algo que,
com olhos humanos,
não vejo.
Preciso usar
a alma
como bússola
de precisão.
Como explicar o amor,
se para o amor
não há explicação?
MarU