#Desafio 230
*Fadiga*
Prendo
os cabelos
de lado,
me olho
no espelho,
deixando
a roupa cair
do corpo,
parando
nos pés
descalços.
Afasto,
com as pontas
dos dedos,
caminho suave
para o chuveiro.
Giro o registro,
testo a
temperatura
com a mão.
O vapor
toma o banheiro,
sinto na pele
gotículas
em formação.
Molho o corpo,
dos ombros
para baixo.
A água
que cai…
renova
meu vigor.
Me ensaboo,
me enxáguo…
e satisfeita,
desligo tudo
e saio.
Com o corpo
molhado,
te vejo,
deitado…
e ofereço
minha pele,
meu cheiro
e sabor,
para você
seca-los…
com a língua…
e depois
cavalga-lo,
até o raiar
do dia,
ou se acabar
em mim,
de fadiga…
afogado
de paixão.
MarU
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#Desafio 229
*Sinais*
Já faz muito tempo
desde que me apaixonei
pela última vez.
Parei para pensar…
e não sei se reconheço mais…
quais serão os sinais:
Se saberei identificar
quando alguém gostar
um pouco mais de me ver?
Se me abrigando
nesses olhos
e me sentindo num colo,
é corresponder?
Se ouvirei
nas entrelinhas
de uma melodia
e decodificarei
uma mensagem escondida?
E se eu cantarola-la
por todo um dia…
poderei distinguir
de empatia
aquele olhar
que me abriga?
Será que conseguirei
interpretar
se houver
reciprocidade afetiva?
Será que verei
a vontade
de ficar
na minha vida?
Me darei liberdade
de viver de verdade
um novo amor?
Eu tenho
essa minha
armadura de amiga…
que me mantém
protegida.
Vejo a vida
como poeta,
apaixonada
por natureza.
A vida me encanta,
vejo nas pessoas
extrema beleza.
E por que não…
esperanças?
Emocionada,
como diriam…
carente não!
Tenho
um enorme coração…
e ele segue pulsando,
mostrando-se vivo,
talvez, assim…
guiando-me, sigo-o.
Ainda que não esteja
traçando
nos meus planos.
Até não restarem
mais dúvidas,
ou enganos,
de que o que sinto,
sejam os sinais
da paixão
me tomando.
Com cautela,
amando-o,
me privo.
MarU
*Sinais*
Já faz muito tempo
desde que me apaixonei
pela última vez.
Parei para pensar…
e não sei se reconheço mais…
quais serão os sinais:
Se saberei identificar
quando alguém gostar
um pouco mais de me ver?
Se me abrigando
nesses olhos
e me sentindo num colo,
é corresponder?
Se ouvirei
nas entrelinhas
de uma melodia
e decodificarei
uma mensagem escondida?
E se eu cantarola-la
por todo um dia…
poderei distinguir
de empatia
aquele olhar
que me abriga?
Será que conseguirei
interpretar
se houver
reciprocidade afetiva?
Será que verei
a vontade
de ficar
na minha vida?
Me darei liberdade
de viver de verdade
um novo amor?
Eu tenho
essa minha
armadura de amiga…
que me mantém
protegida.
Vejo a vida
como poeta,
apaixonada
por natureza.
A vida me encanta,
vejo nas pessoas
extrema beleza.
E por que não…
esperanças?
Emocionada,
como diriam…
carente não!
Tenho
um enorme coração…
e ele segue pulsando,
mostrando-se vivo,
talvez, assim…
guiando-me, sigo-o.
Ainda que não esteja
traçando
nos meus planos.
Até não restarem
mais dúvidas,
ou enganos,
de que o que sinto,
sejam os sinais
da paixão
me tomando.
Com cautela,
amando-o,
me privo.
MarU
#Desafio 228
*Libertem o poeta*
Alguns dias
não haverão poemas.
Mesmo com o coração
em festa…
alguns dias,
o poeta não é poeta.
Alguns dias,
o poeta apenas pensa.
Nesses dias,
a caneta se cala,
mas não a alma…
não dentro da cabeça.
Alguns dias,
a vida não cabe
numa folha
em cima da mesa.
A vida não faz verso,
mas fala…
e é preciso se escutar
para que se entenda.
Nesses dias,
o poeta,
por trás da pessoa,
entra em recesso,
assume o dilema,
fora do poema.
Talvez,
faça um retrocesso,
pareça introspecto,
discreto.
Nesses dias,
internado em si…
o poeta não é poeta,
é gente.
Aprisionando
no coração
um poeta,
que não entende
assuntos de gente.
Bate às portas
do coração
insistentemente,
na esperança
de que alguém
se atente…
que uma caneta
na mão de um poeta
é a melhor arma,
compondo versos,
tocando almas,
traduzindo a emoção
com a sensibilidade aguçada.
Vou fazer
uma moção
pela liberdade
dos poetas do coração.
E uma nota
de repúdio
contra a afetofobia latente.
Quem sabe,
assim,
ler poemas
se torne
ato cotidiano?!
Invés de ler
com pesar
o engano
de cultuar
o desapego.
Invés de viver
com o coração
em desassossego,
banalizando o afeto,
estigmatizando
a sensibilidade,
com medo…
Não quero!
MarU
*Libertem o poeta*
Alguns dias
não haverão poemas.
Mesmo com o coração
em festa…
alguns dias,
o poeta não é poeta.
Alguns dias,
o poeta apenas pensa.
Nesses dias,
a caneta se cala,
mas não a alma…
não dentro da cabeça.
Alguns dias,
a vida não cabe
numa folha
em cima da mesa.
A vida não faz verso,
mas fala…
e é preciso se escutar
para que se entenda.
Nesses dias,
o poeta,
por trás da pessoa,
entra em recesso,
assume o dilema,
fora do poema.
Talvez,
faça um retrocesso,
pareça introspecto,
discreto.
Nesses dias,
internado em si…
o poeta não é poeta,
é gente.
Aprisionando
no coração
um poeta,
que não entende
assuntos de gente.
Bate às portas
do coração
insistentemente,
na esperança
de que alguém
se atente…
que uma caneta
na mão de um poeta
é a melhor arma,
compondo versos,
tocando almas,
traduzindo a emoção
com a sensibilidade aguçada.
Vou fazer
uma moção
pela liberdade
dos poetas do coração.
E uma nota
de repúdio
contra a afetofobia latente.
Quem sabe,
assim,
ler poemas
se torne
ato cotidiano?!
Invés de ler
com pesar
o engano
de cultuar
o desapego.
Invés de viver
com o coração
em desassossego,
banalizando o afeto,
estigmatizando
a sensibilidade,
com medo…
Não quero!
MarU
#Desafio 227
*Pensando em teorias*
A noite está quente,
talvez o vinho instigue
o desejo na mente.
Talvez a lua crescente…
Pensando em teorias,
que só fazem sentido
para quem as entende…
Se acende.
Se toca, se goza,
se olha…
nota-a,
olhando tudo da porta.
Paralisa, sorrindo…
ainda sentado.
Ela vem vindo…
com um sorriso safado.
Ajoelha-se
e prova o sabor da teoria.
Degusta com euforia
e desejo,
olhando-o nos olhos,
doando-lhe beijos
libidinosos.
Sua língua o envolve
sem modos,
dançando na boca,
passeando por cada detalhe,
entre suas coxas…
enquanto oscila
do topo à base,
despindo-se a roupa,
em partes.
Rouba-lhe suspiros,
assiste os delírios,
faz pressão com as mãos
e dedos atrevidos,
escorregadios…
provocando
com os seios expostos,
esfregando-o
entre eles metido
e fogoso.
Termina subindo a boca,
deixando um cuspe
antes do sorriso…
murmurando
algo inaudível
com a voz rouca.
E com um beijo bandido,
pega-o desprevenido…
na boca.
Erguendo o vestido,
se ajeita e senta,
encaixa-se lenta
e desce sedenta…
aproveitando seu momento
de rebolar como louca,
até o ápice infinito,
enquanto restar-lhes fogo…
ou fôlego…
e caírem exaustos,
agarradinhos.
MarU
*Pensando em teorias*
A noite está quente,
talvez o vinho instigue
o desejo na mente.
Talvez a lua crescente…
Pensando em teorias,
que só fazem sentido
para quem as entende…
Se acende.
Se toca, se goza,
se olha…
nota-a,
olhando tudo da porta.
Paralisa, sorrindo…
ainda sentado.
Ela vem vindo…
com um sorriso safado.
Ajoelha-se
e prova o sabor da teoria.
Degusta com euforia
e desejo,
olhando-o nos olhos,
doando-lhe beijos
libidinosos.
Sua língua o envolve
sem modos,
dançando na boca,
passeando por cada detalhe,
entre suas coxas…
enquanto oscila
do topo à base,
despindo-se a roupa,
em partes.
Rouba-lhe suspiros,
assiste os delírios,
faz pressão com as mãos
e dedos atrevidos,
escorregadios…
provocando
com os seios expostos,
esfregando-o
entre eles metido
e fogoso.
Termina subindo a boca,
deixando um cuspe
antes do sorriso…
murmurando
algo inaudível
com a voz rouca.
E com um beijo bandido,
pega-o desprevenido…
na boca.
Erguendo o vestido,
se ajeita e senta,
encaixa-se lenta
e desce sedenta…
aproveitando seu momento
de rebolar como louca,
até o ápice infinito,
enquanto restar-lhes fogo…
ou fôlego…
e caírem exaustos,
agarradinhos.
MarU
#Desafio 226
*Sonhos vívidos*
O dia amanheceu,
com melodias
na cabeça.
A claridade
nas frestas da janela
me trazem a realidade,
de não estar
mais sonhando.
Na cama, aconchego…
mas no pensamento, não.
Falta algo,
que deixei nos sonhos,
perdidos
numa ilusão.
Me enrolo na cama,
não quero levantar.
A preguiça matinal
tem motivo:
preciso, antes,
assimilar.
Aceitar que,
mesmo em sonhos vívidos,
mesmo sentindo tanto
e reagindo,
mesmo com o corpo
dormindo…
sentindo minhas sensações,
explodindo
a um toque indescritível…
pulsando
entre minhas pernas,
queimando em fogo vivo,
me consumindo
em labaredas internas.
Mesmo ardendo,
arfando,
me contorcendo
e me molhando,
mesmo querendo
e vivendo tudo isso…
não é real.
São sonhos vívidos,
não vividos…
mesmo sentindo
vívida(mente),
vivendo no corpo,
perdendo o controle
sobre meus sentidos
e a mente…
fluindo fluídos…
O que sinto,
são projeções
da minha mente,
que me mente…
me iludindo.
MarU
*Sonhos vívidos*
O dia amanheceu,
com melodias
na cabeça.
A claridade
nas frestas da janela
me trazem a realidade,
de não estar
mais sonhando.
Na cama, aconchego…
mas no pensamento, não.
Falta algo,
que deixei nos sonhos,
perdidos
numa ilusão.
Me enrolo na cama,
não quero levantar.
A preguiça matinal
tem motivo:
preciso, antes,
assimilar.
Aceitar que,
mesmo em sonhos vívidos,
mesmo sentindo tanto
e reagindo,
mesmo com o corpo
dormindo…
sentindo minhas sensações,
explodindo
a um toque indescritível…
pulsando
entre minhas pernas,
queimando em fogo vivo,
me consumindo
em labaredas internas.
Mesmo ardendo,
arfando,
me contorcendo
e me molhando,
mesmo querendo
e vivendo tudo isso…
não é real.
São sonhos vívidos,
não vividos…
mesmo sentindo
vívida(mente),
vivendo no corpo,
perdendo o controle
sobre meus sentidos
e a mente…
fluindo fluídos…
O que sinto,
são projeções
da minha mente,
que me mente…
me iludindo.
MarU
#Desafio 225
*Como ourives*
Quando você chegar,
quero olhar
nos seus olhos
de universo…
e me enxergar
no cosmos
da sua alma
em verso.
Decorar suas linhas,
suas cores…
desfrutar dos seus gostos,
saber seus sabores.
Quero, com calma,
viver o momento…
e o inverso, intenso.
E, sem pressa nenhuma,
te ler como poema,
com um coração
que sabe reconhecer-se
em outro (eco)sistema.
À luz da lua,
noite adentro,
quero mapear
os desenhos
na tua íris,
reagindo a cada
sensação…
a cada
sentimento.
Decorar cada nuance
no teu semblante,
refletindo luzes
e cores vibrantes,
diferentes
a cada mínimo
movimento.
E, como ourives,
confeccionarei
uma joia
inesquecível
de olhar.
Será nosso elo
este momento…
a pupila expandindo
e nossos olhos
refletindo
um ao outro,
dentro.
E, em silêncio,
saberemos
termos encontrado
nosso lugar.
MarU
*Como ourives*
Quando você chegar,
quero olhar
nos seus olhos
de universo…
e me enxergar
no cosmos
da sua alma
em verso.
Decorar suas linhas,
suas cores…
desfrutar dos seus gostos,
saber seus sabores.
Quero, com calma,
viver o momento…
e o inverso, intenso.
E, sem pressa nenhuma,
te ler como poema,
com um coração
que sabe reconhecer-se
em outro (eco)sistema.
À luz da lua,
noite adentro,
quero mapear
os desenhos
na tua íris,
reagindo a cada
sensação…
a cada
sentimento.
Decorar cada nuance
no teu semblante,
refletindo luzes
e cores vibrantes,
diferentes
a cada mínimo
movimento.
E, como ourives,
confeccionarei
uma joia
inesquecível
de olhar.
Será nosso elo
este momento…
a pupila expandindo
e nossos olhos
refletindo
um ao outro,
dentro.
E, em silêncio,
saberemos
termos encontrado
nosso lugar.
MarU
#Desafio 224
*Por tudo que há de sagrado*
Aos poderes da água,
do vento, da alma…
Aos ventos intensos,
que bagunçam e acalmam…
Ao firmamento,
apelo sem pausa.
E por tudo que arde aqui dentro,
ergo meu protesto,
contra um sentimento,
que me toma e me arrasta.
Por tudo que penso sem querer,
que entrego ao desejo sem perceber…
Renego a mim mesma,
evitando o sofrer…
e sofro, botando tudo a perder.
Por tudo que há de sagrado,
não quero arder neste pecado!
Penso em partir, sem deixar rastro…
e penso também em ficar aqui
e ver como me saio.
Se ao menos a lua
atendesse meu recado?
Se os deuses me provessem a cura
para este coração desvairado?
Se o saber coubesse no conter,
e não pudesse ser transbordado!
Se existisse uma brecha
no tempo e espaço…
Aqui dentro,
iria viver com um coração libertado…
sem perder mais tempo,
contendo os sentimentos
mantendo-os guardados.
MarU
*Por tudo que há de sagrado*
Aos poderes da água,
do vento, da alma…
Aos ventos intensos,
que bagunçam e acalmam…
Ao firmamento,
apelo sem pausa.
E por tudo que arde aqui dentro,
ergo meu protesto,
contra um sentimento,
que me toma e me arrasta.
Por tudo que penso sem querer,
que entrego ao desejo sem perceber…
Renego a mim mesma,
evitando o sofrer…
e sofro, botando tudo a perder.
Por tudo que há de sagrado,
não quero arder neste pecado!
Penso em partir, sem deixar rastro…
e penso também em ficar aqui
e ver como me saio.
Se ao menos a lua
atendesse meu recado?
Se os deuses me provessem a cura
para este coração desvairado?
Se o saber coubesse no conter,
e não pudesse ser transbordado!
Se existisse uma brecha
no tempo e espaço…
Aqui dentro,
iria viver com um coração libertado…
sem perder mais tempo,
contendo os sentimentos
mantendo-os guardados.
MarU
#Desafio 223
*Criado mudo*
No criado mudo,
a luz no meu abajur
se tornou testemunha
da minha falha.
Sonhando acordada,
repassando
cada palavra
detalhada…
Querendo o impossível,
distante.
Não podendo
dar-se ao prazer…
relutante.
Enquanto tudo
me faz pensar
em você…
A cada instante.
MarU
*Criado mudo*
No criado mudo,
a luz no meu abajur
se tornou testemunha
da minha falha.
Sonhando acordada,
repassando
cada palavra
detalhada…
Querendo o impossível,
distante.
Não podendo
dar-se ao prazer…
relutante.
Enquanto tudo
me faz pensar
em você…
A cada instante.
MarU
#Desafio 222
*não nos meus sonhos*
Um pouco mais
do que pensa…
além da amizade,
contemplamento.
Admiração de verdade…
liberdade,
(mais do que mostro),
pensamentos.
E junto,
o medo de tomar liberdades
e bagunçar seus sentimentos.
Não devo,
não posso,
contenho.
Mas não em meus pensamentos,
não nos sonhos que invento…
Ali,
me entrego
e te tenho.
MarU
*não nos meus sonhos*
Um pouco mais
do que pensa…
além da amizade,
contemplamento.
Admiração de verdade…
liberdade,
(mais do que mostro),
pensamentos.
E junto,
o medo de tomar liberdades
e bagunçar seus sentimentos.
Não devo,
não posso,
contenho.
Mas não em meus pensamentos,
não nos sonhos que invento…
Ali,
me entrego
e te tenho.
MarU
#Desafio 221
*Bebida forte*
Um querer fervente na taça,
borbulha ardente,
a garganta me rasga.
Degusto experiente,
sendo novata.
Disfarço a dor,
como se não fosse nada.
Rindo displicente
com a taça em mãos,
provoco aos risos,
provando a paixão.
Ignoro o perigo,
saboreando meu vício,
me faço de forte
(seria pura sorte)…
nessa bebida forte,
não perder meu coração,
embriagado de paixão,
numa poção de feitiço.
MarU
*Bebida forte*
Um querer fervente na taça,
borbulha ardente,
a garganta me rasga.
Degusto experiente,
sendo novata.
Disfarço a dor,
como se não fosse nada.
Rindo displicente
com a taça em mãos,
provoco aos risos,
provando a paixão.
Ignoro o perigo,
saboreando meu vício,
me faço de forte
(seria pura sorte)…
nessa bebida forte,
não perder meu coração,
embriagado de paixão,
numa poção de feitiço.
MarU