Não digas nada.
Fecha os olhos.
Sente...
Tenho a brisa noturna
em meu hálito
para eriçar tua pele.
Sopro lento...
Sente.
Não há nada para ver,
mas tudo a sentir:
minha boca tão perto do
teu corpo.
Meu respirar
no teu pescoço.
As brisas de pura ânsia
descendo ao teu colo.
Sente...
Não há toque,
a não ser do meu vento.
Movendo-se,
explorando-te.
Enrijecendo-te.
Sente...
Faço tornados em cada pico.
Desço ventando sem pressa...
Exploro todo o vale. Toda a planície.
Espalho. Sopro. Roubo teu fôlego...
Sentes?
O ar é impaciente...
Volta a subir. Galga as tuas alturas mais belas.
Retorna ao pescoço.
Encontra eco em teu ouvido.
Na ventania, uma voz gotejante de vontade:
"Sente!"
Não há mais tempo.
Resta a urgência.
O vento cessa.
Hora dos lábios.
Hora das bocas.
Hora do gosto.
Sente...
Alberto Busquets.
#Desafio 114
@MarU
Mar.U
381
posts
58
Seguidores
49
Seguindo
Séries por #
@Sjangelsautora
sj Angels
@liria
Líria Azevedo
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jotorquato
Josué Pereira Torquato
@alexsander-oliveira-g00U8
Alexsander Oliveira
@karen622
Karen Kazumi de Souza Moraes Yoritoni
@cynthiabrum
Cynthia Brum
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@francisco579
Francisco Calmon
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@danielmareis
Maria Danielma dos Santos Reis
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@louaguillarautora
Louisa Aguillar
@projvts
João Victor Tavares Sampaio
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@autorsilviojunior
Silvio Junior
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Baennfox
Maddison Baennfox
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@Yasmine
Yasmine Gabriela da Silva
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@luanaescritora
Luana Oliveira
@tecaschiavo
Teca Schiavo
@uaipaulinnn
Paulin Basalces
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@brunob612
Bruno Barboza
@mirian52
Mirian SCalvo
@fernanda51
Fernanda Piotrowski
@Cilene
CILENE RESENDE
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@marcia48
MÁRCIA MARIA DE MEDEIROS
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@zamiescritora
Zami Fernandez
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@radiohead
Radiohead
@beatrizkath
Beatriz Kath da Silva Ribeiro
@cynthiabrum
Cynthia Brum
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@danielmareis
Maria Danielma dos Santos Reis
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@wilcipolli
Wilcleverson Cipolli Pereira Junior
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@dani_ln
Dani. LN
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@autorsilviojunior
Silvio Junior
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@carlajaia
Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@Branca20
Branca
@aleituracria
A Leitura Cria
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@gisele
Gisele Carmona
@corinievre
Corine Gueniévre
@eliz_leao
Eliz Leão
@zamiescritora
Zami Fernandez
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@literunico
Eder B. Jr.
Vortêmo @tiagoandreatto
E quem disse que o #sexxxtou acaba!? Mas só vale ler devorando bem devagar cada... palavra.
Proibido,
Que palavra de gosto amargo
Um doce convite
Estar diante das portas do céu
Desejando intensamente
Ver as aréolas caindo
Imaginar buracos escondidos
Querendo entrar em todos eles
Alimentar a fama de bandido
Distribuir palmadas leves
Até receber pedidos de mais força
Convite a ser dos prazeres submisso
Proibido,
Paredes já não existem no ali contido
Rapto da realidade da carne
Imaginação segue longe
Precisa de um freio
Pra não ultrapassar a libido
Um jogo de poder delirante
A gritos que revelam o enlevo
De ser e estar embalado pra presente
Incêndio que arde
Evapora cada líquido
Recende os cheiros e acende cada sentido
O ápice surge,
Proibido dizer não
Ao pé do ouvido
Deliciosa prisão
Estar livre para devorar
Cada centímetro de pele compartido
Proibido,
Que palavra de gosto amargo
Um doce convite
Estar diante das portas do céu
Desejando intensamente
Ver as aréolas caindo
Imaginar buracos escondidos
Querendo entrar em todos eles
Alimentar a fama de bandido
Distribuir palmadas leves
Até receber pedidos de mais força
Convite a ser dos prazeres submisso
Proibido,
Paredes já não existem no ali contido
Rapto da realidade da carne
Imaginação segue longe
Precisa de um freio
Pra não ultrapassar a libido
Um jogo de poder delirante
A gritos que revelam o enlevo
De ser e estar embalado pra presente
Incêndio que arde
Evapora cada líquido
Recende os cheiros e acende cada sentido
O ápice surge,
Proibido dizer não
Ao pé do ouvido
Deliciosa prisão
Estar livre para devorar
Cada centímetro de pele compartido
Que grosseria, nos tempos atuais, desejar pra alguém um bom dia!
Violentar assim o direito do outro em se contentar com o que é pouco
Querer para ele a alegria, que talvez, mesmo você não queria
E quem é gostaria?
Ter um verdadeiro bom dia, pra ficar relembrando e revisitando
Fazendo de todos os outros, perca de tempo, esquecíveis
Covardia essa, transferir para o semelhante essa carga tão sufocante
Só pra satisfazer o teu ego… tão educado ego… tão invasivo ego
E quem não é egocêntrico, hoje em dia?
Tá se enganando e mentindo pra si mesmo. Que vergonha alheia!
Se preocupar com o planeta, as plantas, os animais… e a gente?
Onde é que fica a gente, nessa busca de completar os “bons dias” tão intransigentes?
Até gostaria que fosse diferente, mas como seria plausível dizer que é. Quando?
Quando é que o dia de hoje, deveras seria um bom dia?
Tenho a esperança inocente de ser o amanhã, restando-me apenas sobreviver no silêncio,
Ou na manifestação do meu protesto que lhe entrego toda manhã
Desejando a você um grandíssimo “Bom dia!”
Violentar assim o direito do outro em se contentar com o que é pouco
Querer para ele a alegria, que talvez, mesmo você não queria
E quem é gostaria?
Ter um verdadeiro bom dia, pra ficar relembrando e revisitando
Fazendo de todos os outros, perca de tempo, esquecíveis
Covardia essa, transferir para o semelhante essa carga tão sufocante
Só pra satisfazer o teu ego… tão educado ego… tão invasivo ego
E quem não é egocêntrico, hoje em dia?
Tá se enganando e mentindo pra si mesmo. Que vergonha alheia!
Se preocupar com o planeta, as plantas, os animais… e a gente?
Onde é que fica a gente, nessa busca de completar os “bons dias” tão intransigentes?
Até gostaria que fosse diferente, mas como seria plausível dizer que é. Quando?
Quando é que o dia de hoje, deveras seria um bom dia?
Tenho a esperança inocente de ser o amanhã, restando-me apenas sobreviver no silêncio,
Ou na manifestação do meu protesto que lhe entrego toda manhã
Desejando a você um grandíssimo “Bom dia!”
Hoje saiu um pedacinho novo ♥️
Enquanto muitos aprendem a cobrar, exigir e mesmo ameaçar o próprio Deus, aquele com "D" maiúsculo mesmo; um ser observa e balança a cabeça. Ora ri, ora estreita seus olhos negros, ora afia uma unha e mira. O que deseja (e muitas vezes faz) é que virem pó; todas as vozes se calem transformadas em poeira que o vento leva...
— Escrevendo em terceira pessoa novamente, senhor?
— Tentando, Lord Shiva. Ouça isso: "enquanto tramas mesquinharias, suspiro e novos mundos surgem. Como podes sequer imaginar que tua vontade tenha peso diante de mim?". Pensei em escrever 'sequer' com letras maiúsculas.
— Que tal em itálico, senhor? Soaria mais como és. Elegante. Refinado. Sem exagero. Sem barulho.
— Humm…
A pena dançava enquanto aqueles dois seres sobrenaturais pensavam em como escrever o pergaminho. O cenário? Um escritório repleto de livros de todas as épocas e um teto com vista para um céu entre muitos, completamente estrelado.
FONTE: rascunhos "EU SOU ONI" por
© 퐓퐚퐦퐚퐫퐚 퐒. 퐅퐚퐰퐤퐞퐬, ퟐퟎퟐퟓ
襁 Considere Apoiar Minha Campanha de Edição do Meu Primeiro Livro através do post fixado — ou ainda — contribuir com qualquer valor pelo Pix 71991708188 [a partir de R$2 receba um capítulo de amostra :) ]
Enquanto muitos aprendem a cobrar, exigir e mesmo ameaçar o próprio Deus, aquele com "D" maiúsculo mesmo; um ser observa e balança a cabeça. Ora ri, ora estreita seus olhos negros, ora afia uma unha e mira. O que deseja (e muitas vezes faz) é que virem pó; todas as vozes se calem transformadas em poeira que o vento leva...
— Escrevendo em terceira pessoa novamente, senhor?
— Tentando, Lord Shiva. Ouça isso: "enquanto tramas mesquinharias, suspiro e novos mundos surgem. Como podes sequer imaginar que tua vontade tenha peso diante de mim?". Pensei em escrever 'sequer' com letras maiúsculas.
— Que tal em itálico, senhor? Soaria mais como és. Elegante. Refinado. Sem exagero. Sem barulho.
— Humm…
A pena dançava enquanto aqueles dois seres sobrenaturais pensavam em como escrever o pergaminho. O cenário? Um escritório repleto de livros de todas as épocas e um teto com vista para um céu entre muitos, completamente estrelado.
FONTE: rascunhos "EU SOU ONI" por
© 퐓퐚퐦퐚퐫퐚 퐒. 퐅퐚퐰퐤퐞퐬, ퟐퟎퟐퟓ
襁 Considere Apoiar Minha Campanha de Edição do Meu Primeiro Livro através do post fixado — ou ainda — contribuir com qualquer valor pelo Pix 71991708188 [a partir de R$2 receba um capítulo de amostra :) ]
Tem novidade por aqui! Tornando-se assinante, você recebe com exclusividade uma amostra do meu novo lançamento: a adaptação em áudio do meu romance Se eu pudesse me perdoar.
Estranho, saber que um dia já fomos conhecidos,
Que já moramos na mesma casa e até tínhamos os mesmos objetivos
E quando a casa se foi e com ela, aos poucos a gente se partiu sorrindo
A amizade, na palavra, se manteve… distante,
Mas a convivência, ou melhor, a sua ausência
Tornou-se presente, deixando a substância que dava vida ao substantivo
Apenas morando numa lembrança boa do passado
Que não era perfeito, porém, havia ali mil significados,
Singelos sim, mas vazios nunca e a gente cuidava com tanto esmero
Uma somatória de “queros”, que se juntavam em ondas e se propagava
Até rebentar na areia e se desfazerem feito espuma
Estranhos éramos, até nos conhecermos pouco a pouco
Tantas afinidades, tantas qualidades mútuas, conjuntas,
Esfaceladas pelo propósito, cada um buscando o seu,
Do jeito que tem que ser…
Do jeito que deveria ser...
E desconhecidos tornamos a nos ver
Mas… Um pouco menos desta vez
>> Estranhos Conhecidos, Tiago Andreatto
Que já moramos na mesma casa e até tínhamos os mesmos objetivos
E quando a casa se foi e com ela, aos poucos a gente se partiu sorrindo
A amizade, na palavra, se manteve… distante,
Mas a convivência, ou melhor, a sua ausência
Tornou-se presente, deixando a substância que dava vida ao substantivo
Apenas morando numa lembrança boa do passado
Que não era perfeito, porém, havia ali mil significados,
Singelos sim, mas vazios nunca e a gente cuidava com tanto esmero
Uma somatória de “queros”, que se juntavam em ondas e se propagava
Até rebentar na areia e se desfazerem feito espuma
Estranhos éramos, até nos conhecermos pouco a pouco
Tantas afinidades, tantas qualidades mútuas, conjuntas,
Esfaceladas pelo propósito, cada um buscando o seu,
Do jeito que tem que ser…
Do jeito que deveria ser...
E desconhecidos tornamos a nos ver
Mas… Um pouco menos desta vez
>> Estranhos Conhecidos, Tiago Andreatto
#Desafio 114 de
365 dias de ⛵️力
Entre Mentes: Bicho e Verso.
Bicho esperto
bicho do mundo:
tundra
floresta
deserto
montanha
onde o silêncio dança com o vento
e a solidão é só mais uma forma
de liberdade.
Ela
raposa de olhos atentos
sina de errância
mora em si
mas sabe partir
inteira
altiva
se recolher
sem se render.
Não permite a doma
é feita do selvagem:
faro de alma
fareja o que pulsa
o que vibra
o que dói bonito.
E foi ali
na curva de uma noite cheia
cheia de folhas
de luas
de vontades
que o poeta
surgiu
perdido num quase-suspiro
vagando entre páginas soltas
e noites sem fim
castelos de papel nos olhos
delírio de amor nos dedos.
Ele falava com as estrelas
e escrevia com as entranhas
amava como quem reza
bebia palavras como vinho forte
e chorava beleza.
Ela o olhou
e viu o mundo escorrendo pelos olhos dele.
Ele a leu
como um poema esquecido no bolso:
amassado
verdadeiro
inesperadamente necessário.
Entre um “oi, moço”
e um “virei tua fã”
nasceu o improvável:
o enlace nu entre duas fomes.
Corpos pagãos
mentes em chamas
um alfabeto novo
inventado na pele.
Excesso se amando
falta se acolhendo
promessas sussurradas
entre dentes
devota mente
devotamente.
Porque o poeta
ah
o poeta também era bicho;
raposa do verbo
selvagem da metáfora
caçador de belezas tortas.
E quando a escreveu
não foi com tinta
foi com saliva
com calor
com espasmo.
Ele a fez casa.
Ela o fez rito.
Um no outro
foram altar
e oferenda.
E ele levou pra si
o que nem sabia querer:
o corpo
a alma
a paixão dela inteira.
Assim,
no tempo em que a Terra
dança em volta do Sol seduzindo
ela gira dentro dele:
cativa
e livre
casta
e nua
tua
tão tua
e só tua.
Crs Ribeiro
365 dias de ⛵️力
Entre Mentes: Bicho e Verso.
Bicho esperto
bicho do mundo:
tundra
floresta
deserto
montanha
onde o silêncio dança com o vento
e a solidão é só mais uma forma
de liberdade.
Ela
raposa de olhos atentos
sina de errância
mora em si
mas sabe partir
inteira
altiva
se recolher
sem se render.
Não permite a doma
é feita do selvagem:
faro de alma
fareja o que pulsa
o que vibra
o que dói bonito.
E foi ali
na curva de uma noite cheia
cheia de folhas
de luas
de vontades
que o poeta
surgiu
perdido num quase-suspiro
vagando entre páginas soltas
e noites sem fim
castelos de papel nos olhos
delírio de amor nos dedos.
Ele falava com as estrelas
e escrevia com as entranhas
amava como quem reza
bebia palavras como vinho forte
e chorava beleza.
Ela o olhou
e viu o mundo escorrendo pelos olhos dele.
Ele a leu
como um poema esquecido no bolso:
amassado
verdadeiro
inesperadamente necessário.
Entre um “oi, moço”
e um “virei tua fã”
nasceu o improvável:
o enlace nu entre duas fomes.
Corpos pagãos
mentes em chamas
um alfabeto novo
inventado na pele.
Excesso se amando
falta se acolhendo
promessas sussurradas
entre dentes
devota mente
devotamente.
Porque o poeta
ah
o poeta também era bicho;
raposa do verbo
selvagem da metáfora
caçador de belezas tortas.
E quando a escreveu
não foi com tinta
foi com saliva
com calor
com espasmo.
Ele a fez casa.
Ela o fez rito.
Um no outro
foram altar
e oferenda.
E ele levou pra si
o que nem sabia querer:
o corpo
a alma
a paixão dela inteira.
Assim,
no tempo em que a Terra
dança em volta do Sol seduzindo
ela gira dentro dele:
cativa
e livre
casta
e nua
tua
tão tua
e só tua.
Crs Ribeiro
Um poeminha para uma amiga mais que querida, um farol para todos nós...
Vejo-te,
muito além de tuas
janelas de jade.
Vejo-te,
muito além do teu
templo de carne.
Vejo-te luz
guia bondosa aos desafortunados
Vejo-te sombra
amor leve de carinhos e cuidados
Vejo-te,
e por isto sou grato.
Vejo-te livre de prisões
grilhões, gaiolas
ou conceitos natos.
E o que vejo
é imenso...
Derrete-dor
transforma-dor
liberta-dor
até não restar
nada mais que doa.
Vejo-te, e lembro
que a vida é dura,
mas contigo por perto
pode ser muito boa.
華
Alberto Busquets.
#Desafio 110
Vejo-te,
muito além de tuas
janelas de jade.
Vejo-te,
muito além do teu
templo de carne.
Vejo-te luz
guia bondosa aos desafortunados
Vejo-te sombra
amor leve de carinhos e cuidados
Vejo-te,
e por isto sou grato.
Vejo-te livre de prisões
grilhões, gaiolas
ou conceitos natos.
E o que vejo
é imenso...
Derrete-dor
transforma-dor
liberta-dor
até não restar
nada mais que doa.
Vejo-te, e lembro
que a vida é dura,
mas contigo por perto
pode ser muito boa.
華
Alberto Busquets.
#Desafio 110