De todos os meus medos,
o maior deles é me perder
tentando alcançar você.
Mas não quero
que você diminua o passo,
continua seguindo seu ritmo
Se for pra ser
Eu te alcanço.
#Desafio 71/365
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O amor
Tem esse dom
De apertar o coração
E emudecer minha voz
Paralisar meus sentidos
Sufocar o meu peito
Extinguir minhas forças
Me desconectar
de mim mesmo.
Jusley Naiane
#Desafio 72/365
Tem esse dom
De apertar o coração
E emudecer minha voz
Paralisar meus sentidos
Sufocar o meu peito
Extinguir minhas forças
Me desconectar
de mim mesmo.
Jusley Naiane
#Desafio 72/365
O amor é um tirano
Não aceita a expressão poética
Recusa qualquer dialética
Impõe-se acima de tudo
Quer me ver assim, entregue
e completamente
mudo.
#desafio 74/365
Não aceita a expressão poética
Recusa qualquer dialética
Impõe-se acima de tudo
Quer me ver assim, entregue
e completamente
mudo.
#desafio 74/365
Repesagem
Não me interessa a leveza
da pluma ou da pena.
Imutabilidade para mim
é incompletude;
não há eternidade
que seja serena.
Gosto do que
torna-se leve,
metamorfoseando-se
por interna vontade.
Invejo a beleza
da água em vapor
após cumprir sua missão
de tempestade.
Admiro a fluidez
e doçura da brisa
depois de acalmar-se
das monções da tarde.
Encanta-me tudo o que
alça voos com esforço.
Ainda que findos Ícaros,
ou em pleno processo:
brainstorming de esboços.
Não quero a leveza certa
das plumas constantes;
prefiro a transformação
das coisas
hoje esvoaçantes,
mas que já foram
plúmbeas
em algum instante.
Alberto Busquets
#Desafio 072
Não me interessa a leveza
da pluma ou da pena.
Imutabilidade para mim
é incompletude;
não há eternidade
que seja serena.
Gosto do que
torna-se leve,
metamorfoseando-se
por interna vontade.
Invejo a beleza
da água em vapor
após cumprir sua missão
de tempestade.
Admiro a fluidez
e doçura da brisa
depois de acalmar-se
das monções da tarde.
Encanta-me tudo o que
alça voos com esforço.
Ainda que findos Ícaros,
ou em pleno processo:
brainstorming de esboços.
Não quero a leveza certa
das plumas constantes;
prefiro a transformação
das coisas
hoje esvoaçantes,
mas que já foram
plúmbeas
em algum instante.
Alberto Busquets
#Desafio 072
Sou um anjo
sem asas ou aspas
nem penas, fonemas
ou a crase da tarde.
Sou demônio
sem meus cornos curvos
nem cauda, ditongos
ou acentuado alarde.
Sou são
insano qual santo caído
capacho de sobras despido
Sem ponto ou final que me agrade.
Sou bufão
sou tudo que o amor odeia
sou a aranha paciente na teia
das mentiras que sinto de verdade.
Não mereço rimas.
Mas ofereço poesias.
O intento é bom, mas é falho.
Oferto-me também
mas findo por afugentar
quem me quer bem:
Sou um poeta-espantalho.
Alberto Busquets.
#Desafio 069
sem asas ou aspas
nem penas, fonemas
ou a crase da tarde.
Sou demônio
sem meus cornos curvos
nem cauda, ditongos
ou acentuado alarde.
Sou são
insano qual santo caído
capacho de sobras despido
Sem ponto ou final que me agrade.
Sou bufão
sou tudo que o amor odeia
sou a aranha paciente na teia
das mentiras que sinto de verdade.
Não mereço rimas.
Mas ofereço poesias.
O intento é bom, mas é falho.
Oferto-me também
mas findo por afugentar
quem me quer bem:
Sou um poeta-espantalho.
Alberto Busquets.
#Desafio 069
Quero companhia para olhar as estrelas
Pra ver de perto o mar
Esperar a chuva passar
Quero companhia para ver o sol se pôr
Tomar banho de cachoeira
Assistir um filme de amor
Quero companhia pra sentar comigo na praça
Pra andar de mãos dadas
Pra falar coisas sérias ou fazer graça
Quero companhia pra fazer absolutamente tudo ou nada
Quero companhia pra compartilhar choro ou risada
Quero companhia pra falar besteira ou filosofar
Eu quero companhia que seja companheira,
E que venha pra ficar.
Pra ver de perto o mar
Esperar a chuva passar
Quero companhia para ver o sol se pôr
Tomar banho de cachoeira
Assistir um filme de amor
Quero companhia pra sentar comigo na praça
Pra andar de mãos dadas
Pra falar coisas sérias ou fazer graça
Quero companhia pra fazer absolutamente tudo ou nada
Quero companhia pra compartilhar choro ou risada
Quero companhia pra falar besteira ou filosofar
Eu quero companhia que seja companheira,
E que venha pra ficar.
Nós, mulheres que saíram da maldita caverna,
Vimos o mundo, galgamos a montanha,
Nosso olhar vai longe, as vendas caíram,
Nossos pés e braços estão livres, as algemas quebraram,
Abriremos os olhos daquelas que ainda se submetem, e das que virão.
Nunca mais, nos queimarão!
Somos mais da metade do mundo, nós somos o mundo,
Somos a força na multidão !
Eliz Leão
Vimos o mundo, galgamos a montanha,
Nosso olhar vai longe, as vendas caíram,
Nossos pés e braços estão livres, as algemas quebraram,
Abriremos os olhos daquelas que ainda se submetem, e das que virão.
Nunca mais, nos queimarão!
Somos mais da metade do mundo, nós somos o mundo,
Somos a força na multidão !
Eliz Leão
perdidamente
se for para perder o ar
seja em teu beijo
se for para perder o medo
seja em teu abraço
se for para perder a cabeça
seja em tua cama.
se for para perder o ar
seja em teu beijo
se for para perder o medo
seja em teu abraço
se for para perder a cabeça
seja em tua cama.
O Soneto das Máscaras
Eis que eles ainda estão aqui presos em indagações que se julgam no direito de proferir: ― Para quê? Por quê?
Essas questões são abstratas e servem como um refúgio, onde eles esperam encontrar a salvação de um abismo criado por sua imaginação voraz.
Todos esses adúlteros inconformados não fazem ideia de que a roda sempre existiu e permanecerá igual mesmo que a mudança aconteça. Esta naturalidade que tanto buscam já não é mais natural.
Seria mais fácil se eles seguissem o roteiro planejado para não perder tanto tempo de sua simples e humilde realidade. Afinal, a única certeza que existe é que tudo já está definido e ninguém pode fugir do seu destino.
― Para todo efeito, eles são o que nós queremos que sejam.
No entanto, nem todos são iguais, pois existem aqueles que transcendem em um sentido mais amplo da realeza e esses pertencem à aristocracia da majestade. Eles são bem diferentes dos seres inferiores que só buscam questionar a ordem natural do sistema.
Esses, por sua vez, até tentam incorporar sua revolta em gritos ecoantes, mas sempre vão escutar a mesma resposta: ― Porque sempre foi assim e pronto!
Afinal, não precisa lutar contra aquilo que se mostra verdadeiro, tampouco desejar algo tão irreal quanto os sonhos, pois tudo ficará mais evidente quando finalmente compreenderem o nosso papel: — Sou o espelho que preenche o vazio do rosto de quem deseja ser mais do que um simples plebeu nem um bobo da corte.
Prosa Poética - Projeto: Sons, Vozes e Silêncio
Eis que eles ainda estão aqui presos em indagações que se julgam no direito de proferir: ― Para quê? Por quê?
Essas questões são abstratas e servem como um refúgio, onde eles esperam encontrar a salvação de um abismo criado por sua imaginação voraz.
Todos esses adúlteros inconformados não fazem ideia de que a roda sempre existiu e permanecerá igual mesmo que a mudança aconteça. Esta naturalidade que tanto buscam já não é mais natural.
Seria mais fácil se eles seguissem o roteiro planejado para não perder tanto tempo de sua simples e humilde realidade. Afinal, a única certeza que existe é que tudo já está definido e ninguém pode fugir do seu destino.
― Para todo efeito, eles são o que nós queremos que sejam.
No entanto, nem todos são iguais, pois existem aqueles que transcendem em um sentido mais amplo da realeza e esses pertencem à aristocracia da majestade. Eles são bem diferentes dos seres inferiores que só buscam questionar a ordem natural do sistema.
Esses, por sua vez, até tentam incorporar sua revolta em gritos ecoantes, mas sempre vão escutar a mesma resposta: ― Porque sempre foi assim e pronto!
Afinal, não precisa lutar contra aquilo que se mostra verdadeiro, tampouco desejar algo tão irreal quanto os sonhos, pois tudo ficará mais evidente quando finalmente compreenderem o nosso papel: — Sou o espelho que preenche o vazio do rosto de quem deseja ser mais do que um simples plebeu nem um bobo da corte.
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