O Soneto de um Plebeu
Paralisado, quase em pranto, envolto pela poeira, na aurora de mais um dia, enquanto o sol ainda hesitava em nascer, eu ficava para trás, apesar da promessa de nunca abandonar aqueles que um dia jurei não deixar sozinhos.
Não era algo eterno, embora meu comprometimento parecesse ser para sempre; eu me consolava sabendo que, ao entardecer, enquanto o sol punha-se lentamente, retornaria para enxugar as lágrimas do pequeno.
No meio do nada — que para mim era nada, mas para os grandões coroados com aço e ouro era muito — eu cavava a terra com ferramentas de ferro, alimentando a esperança de que, ao menos, houvesse pão na mesa todos os dias.
― Por que será que tantos têm tão pouco?
As palavras da velha mais sábia da vila indicavam que, por vezes, era do pouco que mais se podia ter. No entanto, todos anseiam por mais do que lhes é dado.
Suor, dor, fome e fraqueza... esses eram os ingredientes que sustentavam a vida de um plebeu.
― Minha obrigação, não é mesmo? Pelo menos era isso que o arauto sempre dizia. E os cobradores de impostos eram a confirmação.
Afinal, nasci e cresci para isso. Se fosse diferente, a vida seria como saborear as pétalas de uma rosa amarela, suave e fresca, e beber o sumo dos lírios brancos.
― Sou apenas um plebeu, alimentando-me das marmitas de ferro, com pão duro e, com sorte, água. Caso contrário, apenas água para sustentar o dia cansativo de tanto caminhar.
Às vezes, sob o sol escaldante, viajo entre os muitos pensamentos, que é a única coisa que não podem nos cobrar. Nessas reflexões sobre o tempo e sobre o que poderia ter sido diferente, vêm-me à mente lembranças que ainda pairam como devaneios que nunca se concretizaram.
Longe dos ouvidos afiados do grande e respeitado arauto, posso afirmar que, como plebeu, sou a peça fundamental desse moinho.
― Contudo, não sou o juiz!
No fim da tarde, com o dia quase coberto pela escuridão, as notas de silêncio ecoam alto sobre as balanças repletas de coroas e tesouros escondidos que um dia ajudei a encontrar. Desse silêncio, compreendo que minha vida, tal como é, é minha. Por mais dura que ela possa ser, tento ser feliz e me alegrar, mesmo carregando no calcanhar as marcas dolorosas de um dia cansativo.
Prosa Poética - Projeto: Sons, Vozes e Silêncio
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contemplação
paro
sinto o coração da minha filha
com a ponta dos dedos
percussão veloz
enquanto vejo um quadro
de nós
fotografo o sol na cortina
dançando ao canto do vento
tudo se movimenta
e quedamos estáticos
subversivos
o quintal está pra passarinho
estou para pedra
não movo um mindinho
ela pode despertar
e quero que sonhe
o quanto possa
enquanto possa
há cordões umbilicais
junto ao útero do infinito
as lâminas tem sede de corte
resisto
pelo seu pulso, pelo seu sumo
me ato a esta carne etérea
cedo as tripas ao vento
batizo a pele com o momento.
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sinto o coração da minha filha
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de nós
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subversivos
o quintal está pra passarinho
estou para pedra
não movo um mindinho
ela pode despertar
e quero que sonhe
o quanto possa
enquanto possa
há cordões umbilicais
junto ao útero do infinito
as lâminas tem sede de corte
resisto
pelo seu pulso, pelo seu sumo
me ato a esta carne etérea
cedo as tripas ao vento
batizo a pele com o momento.
Um poema feito com @MarU , @JusleyNaiane e emojis.
#
prazer crescente
guia-me à nascente do teu gozo
onde cachoeiram prazeres
banha-me sob este véu
d'águas quentes e viscosas
faz-me planta viçosa, ereta
eriçando em busca do céu
rega-me, a banharei com sementes
o solo fértil de teu corpo regarei
com minh'água alva
cultivarei teu róseo jardim.
prazer crescente
guia-me à nascente do teu gozo
onde cachoeiram prazeres
banha-me sob este véu
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eriçando em busca do céu
rega-me, a banharei com sementes
o solo fértil de teu corpo regarei
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cultivarei teu róseo jardim.
Persegue
Suga meu pescoço
Me prende
Me implora
Devora
E ama
Pernas abertas
Na cama
Reclama
Minha suavidade
Na sua rigidez.
Eliz Leão
Suga meu pescoço
Me prende
Me implora
Devora
E ama
Pernas abertas
Na cama
Reclama
Minha suavidade
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Eliz Leão
#Bom dia!
Palavra do dia:
#핀픻피핀픸
Frase do dia:
"A melhor maneira de ter uma boa ideia é ter muitas ideias."
— Linus Pauling
Datas comemorativas de hoje, 28 de fevereiro de 2025:
Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras
Dia da Ressaca
Aniversariantes:
Linus Pauling (1901)
Vincente Minnelli (1903)
Stephen Spender (1909)
Mario Andretti (1940)
Bernadette Peters (1948)
John Turturro (1957)
Rae Dawn Chong (1961)
Ali Larter (1976)
Luka Dončić (1999)
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#Desafio 059
Como seria tocar uma pele
tão macia quanto a minha?
Um sopro: suave, tão leve,
seria a minha rendição?
Tua voz aveludada,
teu riso, desordem sutil.
Palavra doce, safada,
veneno que ensina
a febre a ser mais febril.
Texturas de fina seda,
renda a roçar meus dedos…
Teu toque? Promessa acesa
deslizo dentro dos teus segredos.
Tua língua, trilha aberta:
labirinto que me invade
em doce oferta
acende ais,
me deixa tensa,
me embriaga,
entorpece.
Envolve-me no teu véu,
Que fere sem machucar,
me faz tocar o céu,
em queda delirante:
descer sem aterrissar.
Te quero sem mais demora,
teu querer é minha verdade.
Me toma,
agora,
sem hora
E derreto…
Sem salvação.
Crs Ribeiro
Como seria tocar uma pele
tão macia quanto a minha?
Um sopro: suave, tão leve,
seria a minha rendição?
Tua voz aveludada,
teu riso, desordem sutil.
Palavra doce, safada,
veneno que ensina
a febre a ser mais febril.
Texturas de fina seda,
renda a roçar meus dedos…
Teu toque? Promessa acesa
deslizo dentro dos teus segredos.
Tua língua, trilha aberta:
labirinto que me invade
em doce oferta
acende ais,
me deixa tensa,
me embriaga,
entorpece.
Envolve-me no teu véu,
Que fere sem machucar,
me faz tocar o céu,
em queda delirante:
descer sem aterrissar.
Te quero sem mais demora,
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Me toma,
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sem hora
E derreto…
Sem salvação.
Crs Ribeiro
Para sexxxtar em grande estilo: @Albertobusquets
Declamação: setembro de 2024
Declamação: setembro de 2024
Caros leitores,
Estou avisando a todos que minha noveleta “Quatro Destinos” não está mais disponível para venda na plataforma da Amazon. Ele terá uma nova edição em breve por meio de uma editora conhecida, em uma edição revisada, tanto na versão física quanto na digital. Aguardem as novidades.
Estou avisando a todos que minha noveleta “Quatro Destinos” não está mais disponível para venda na plataforma da Amazon. Ele terá uma nova edição em breve por meio de uma editora conhecida, em uma edição revisada, tanto na versão física quanto na digital. Aguardem as novidades.
A felicidade é um alucinógeno
percorre nossas veias feito seiva
despetalam-se sorrisos e sons
miúdos, quase surdos que só
a alma reconhece
esse estado mais ao norte
irriga a tez, excita a melanina
e belos, quão belos são os que
amam
Edu Liguori
percorre nossas veias feito seiva
despetalam-se sorrisos e sons
miúdos, quase surdos que só
a alma reconhece
esse estado mais ao norte
irriga a tez, excita a melanina
e belos, quão belos são os que
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Edu Liguori