O encantamento e a profundidade de @eliz_leao. Lindeza que fala?
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Eder B. Jr.
Ladainha
Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994.
Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome - "Ladainha", por conta de suas rimas internas e trançadas. Ter boa memória não é tudo, mas que ajuda, ajuda...
Aqui vai ele (antes que o esqueça de novo):
LADAINHA
O meu triste pranto,
De tanto chorar,
Faz amar a vida
Querida, cantar,
Dar o ar do meu canto
– meu santo da dor –
Na cor do seu manto
Eu canto o amor.
Não sei se a quero:
Espero que sim...
Assim o meu dia
Seria sem fim!...
A mim ela ama:
Me chama, me adora;
Agora, ela acalma
Minh'alma, que chora...
Acabo de lembrar de um poema que compus nos idos de 1994.
Estou no trem, e ele me veio à lembrança de uma vez, inteirinho, cantadinho. Lembro até da professora que lhe deu o nome - "Ladainha", por conta de suas rimas internas e trançadas. Ter boa memória não é tudo, mas que ajuda, ajuda...
Aqui vai ele (antes que o esqueça de novo):
LADAINHA
O meu triste pranto,
De tanto chorar,
Faz amar a vida
Querida, cantar,
Dar o ar do meu canto
– meu santo da dor –
Na cor do seu manto
Eu canto o amor.
Não sei se a quero:
Espero que sim...
Assim o meu dia
Seria sem fim!...
A mim ela ama:
Me chama, me adora;
Agora, ela acalma
Minh'alma, que chora...
ECOS
Eu sou apenas
Uma tradutora de sentimentos.
Meus poemas são lamentos,
Vozes, que perpetuam
aqui dentro
Ecos, de risos e tormentos.
Se eu escrevo nestas páginas,
É porque você está lendo.
#desafio 51/365
Jusley Naiane
Eu sou apenas
Uma tradutora de sentimentos.
Meus poemas são lamentos,
Vozes, que perpetuam
aqui dentro
Ecos, de risos e tormentos.
Se eu escrevo nestas páginas,
É porque você está lendo.
#desafio 51/365
Jusley Naiane
se ame sem escusa
avesso à contrapartida
se ame em teor de ave
em forma d'asa e ninho
se ame destemendo o fogo
e a fumaça colonize a Terra
se ame para sempre
e como nunca
no parco tempo
usucapido o amor
decore-se
com verbos de cor
os metros cúbicos
correm ralo adentro
antes que esgote
antes do encontro
amemos
perdidamente.
avesso à contrapartida
se ame em teor de ave
em forma d'asa e ninho
se ame destemendo o fogo
e a fumaça colonize a Terra
se ame para sempre
e como nunca
no parco tempo
usucapido o amor
decore-se
com verbos de cor
os metros cúbicos
correm ralo adentro
antes que esgote
antes do encontro
amemos
perdidamente.
O beija-flor veio
A flor esperou
Ele sorveu o nectar
Depois partiu
No dia seguinte
voltou
E no outro
E no outro (…)
Nunca prometeu
Nunca pediu
Nem insistia
Ainda assim
toda manhã
a flor abria
Esperançada.
冀
A flor esperou
Ele sorveu o nectar
Depois partiu
No dia seguinte
voltou
E no outro
E no outro (…)
Nunca prometeu
Nunca pediu
Nem insistia
Ainda assim
toda manhã
a flor abria
Esperançada.
冀
ÓDIO
O ódio, o sentimento que todos sentimos, mas nenhum de nós admite, o pecado que habita em todas as almas, as trevas que trancafiamos sobre nossa casca!
Ele é o fogo que nos queima por dentro, o ácido que corrói até os ossos, o monstro que mantemos enjaulado! por toda vida tentamos domá-lo!
Mas as vezes tudo se complica, a vida não facilita, e a fera esfomeada, já não suporta mais ficar calada, as celas que lhe prendem, já são frágeis demais para prendê-la e seu domador já não tem forças para impedi-la! E então ela escapa!
Imprevisível, incontrolável e insaciável! Ela toma o controle! E em sua ferocidade nos faz confundir coragem com crueldade! E só depois de muito tarde notamos, que tudo o que restou foi orgulho e solitude
O ódio, o sentimento que todos sentimos, mas nenhum de nós admite, o pecado que habita em todas as almas, as trevas que trancafiamos sobre nossa casca!
Ele é o fogo que nos queima por dentro, o ácido que corrói até os ossos, o monstro que mantemos enjaulado! por toda vida tentamos domá-lo!
Mas as vezes tudo se complica, a vida não facilita, e a fera esfomeada, já não suporta mais ficar calada, as celas que lhe prendem, já são frágeis demais para prendê-la e seu domador já não tem forças para impedi-la! E então ela escapa!
Imprevisível, incontrolável e insaciável! Ela toma o controle! E em sua ferocidade nos faz confundir coragem com crueldade! E só depois de muito tarde notamos, que tudo o que restou foi orgulho e solitude
O amor è abismo
feito de céu
no qual mergulho
a cada gorgeio
pela manhã libertado
e zingro sem noite,
sem nado
e sem norte
além do véu prateado
entre ilhas oníricas
contigo feliz ao meu lado.
Alberto Busquets.
#Desafio 051
feito de céu
no qual mergulho
a cada gorgeio
pela manhã libertado
e zingro sem noite,
sem nado
e sem norte
além do véu prateado
entre ilhas oníricas
contigo feliz ao meu lado.
Alberto Busquets.
#Desafio 051
#desafio 365 dias
Dia 51- Fale sobre um livro que você não entendeu ou teve bastante dificuldade para entender.
Há livros de conforto; livros instigantes; livros que trazem novas perspectivas a cerca de algum conhecimento que você já tem; livros que te ensinam algo novo; que te fazem rir ou chorar... e há livros que te chamam de burra. É o caso de “Ideias para uma Fenomenologia Pura e para uma Filosofia Fenomenológica”, de Edmund Husserl.
O filósofo e matemático busca um olhar filosófico que se contrapôs ao pensamento positivista do século 19. Talvez por nossa escola (ao menos nos anos 80 e 90 quando estudei) ainda fosse tão cartesiana, ou ainda na universidade as discussões filosóficas fossem tão dialéticas, eu me peguei batendo a cabeça para apreender o sentido da intencionalidade da consciência acerca dos fenômenos.
Não entenderam a última coisa que eu disse? Também não. Sigamos.
Dia 51- Fale sobre um livro que você não entendeu ou teve bastante dificuldade para entender.
Há livros de conforto; livros instigantes; livros que trazem novas perspectivas a cerca de algum conhecimento que você já tem; livros que te ensinam algo novo; que te fazem rir ou chorar... e há livros que te chamam de burra. É o caso de “Ideias para uma Fenomenologia Pura e para uma Filosofia Fenomenológica”, de Edmund Husserl.
O filósofo e matemático busca um olhar filosófico que se contrapôs ao pensamento positivista do século 19. Talvez por nossa escola (ao menos nos anos 80 e 90 quando estudei) ainda fosse tão cartesiana, ou ainda na universidade as discussões filosóficas fossem tão dialéticas, eu me peguei batendo a cabeça para apreender o sentido da intencionalidade da consciência acerca dos fenômenos.
Não entenderam a última coisa que eu disse? Também não. Sigamos.
#Dia 274
Sensualidade
Passa, desliza, sem pressa,
Sabe que o tempo é seu.
Sensualidade nunca tropeça,
Move-se no que jamais conheceu
Olhos que falam sem rima,
Voz que sussurra o fervor
Sensualidade senpre se anima,
Ela conduz ao estupor
Onde há medo, se aproxima,
No toque, a pele responde.
Sensualidade jamais se finda,
Sabe onde o limite se esconde.
Não é jogo, nem insistência,
Mas magnetismo, presença e cor.
Sensualidade é a cadência,
Do desejo e do fim do pudor.
Eder B. Jr.
Sensualidade
Passa, desliza, sem pressa,
Sabe que o tempo é seu.
Sensualidade nunca tropeça,
Move-se no que jamais conheceu
Olhos que falam sem rima,
Voz que sussurra o fervor
Sensualidade senpre se anima,
Ela conduz ao estupor
Onde há medo, se aproxima,
No toque, a pele responde.
Sensualidade jamais se finda,
Sabe onde o limite se esconde.
Não é jogo, nem insistência,
Mas magnetismo, presença e cor.
Sensualidade é a cadência,
Do desejo e do fim do pudor.
Eder B. Jr.
#Desafio 052
NU
Me olhas.
Sorriso afiado nos lábios,
segurança cravada no gesto.
Sabes o que queres,
e tomas.
Teu corpo ordena.
Teus pensamentos?
Açoites.
Você se toca,
só para me torturar.
O tônus do braço me domina:
a firmeza,
o controle,
o fogo contido
na carne que exige.
Decoro teus gestos,
memorizo o ritmo.
Suplico em silêncio.
Te falo indecências,
desenho promessas com a língua.
Provoco,
mas és tu quem dita.
O som do momento me fere,
minha boca seca,
meus sentidos gritam.
Estou molhada:
aumento o ritmo.
Te obedeço.
Me devoras.
O mundo silencia
quando gozas.
Te sigo.
Me desfaço.
Bruto
Sagrado
Meu.
Crs Ribeiro
NU
Me olhas.
Sorriso afiado nos lábios,
segurança cravada no gesto.
Sabes o que queres,
e tomas.
Teu corpo ordena.
Teus pensamentos?
Açoites.
Você se toca,
só para me torturar.
O tônus do braço me domina:
a firmeza,
o controle,
o fogo contido
na carne que exige.
Decoro teus gestos,
memorizo o ritmo.
Suplico em silêncio.
Te falo indecências,
desenho promessas com a língua.
Provoco,
mas és tu quem dita.
O som do momento me fere,
minha boca seca,
meus sentidos gritam.
Estou molhada:
aumento o ritmo.
Te obedeço.
Me devoras.
O mundo silencia
quando gozas.
Te sigo.
Me desfaço.
Bruto
Sagrado
Meu.
Crs Ribeiro