Meu processo de criação literária e peculiar, bem antes de escrever faço uma organograma dos personagens e da ideia central da história. Tenho mais de duas dezenas de esquema desses. Fico pensando se colocar todos no papel, terei uma considerável de produção literária.
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Eder B. Jr.
Só
Sou minhas desistências, minhas escolhas
isso tudo que arde, isso tudo que atordoa
antes de reinar a paz
Sou minha deferências, minhas insistências
isso tudo que traça sulcos na face
depois que o sorriso renasce
Sou essa negação veemente, frágil
essas afirmações impetuosas
diluídas em profícuo amor
nas madrugadas
#marcosADpereira
#impetosemadrugadas
Sou minhas desistências, minhas escolhas
isso tudo que arde, isso tudo que atordoa
antes de reinar a paz
Sou minha deferências, minhas insistências
isso tudo que traça sulcos na face
depois que o sorriso renasce
Sou essa negação veemente, frágil
essas afirmações impetuosas
diluídas em profícuo amor
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#marcosADpereira
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#Desafio 034
(Des) montagem
Construo
com tudo que sou:
cabeça, olhos, fala.
Édens, searas,
castelos de vento…
Belos no sonho,
no toque, no traço.
Na vida?
Anseio encaixes.
Aperto. Forço. Insisto.
Nada feito.
Bloco sem base,
peça sem par,
casa sem chão.
Fico. Olho.
Ruindo, desmanchando.
O que resta?
Um punhado de nada
e a certeza de sempre:
recomeçar.
Quem sabe, um dia,
me encaixar.
Crs Ribeiro
(Des) montagem
Construo
com tudo que sou:
cabeça, olhos, fala.
Édens, searas,
castelos de vento…
Belos no sonho,
no toque, no traço.
Na vida?
Anseio encaixes.
Aperto. Forço. Insisto.
Nada feito.
Bloco sem base,
peça sem par,
casa sem chão.
Fico. Olho.
Ruindo, desmanchando.
O que resta?
Um punhado de nada
e a certeza de sempre:
recomeçar.
Quem sabe, um dia,
me encaixar.
Crs Ribeiro
Despedida
#Desafio 365 dias (034 de 365)
Ref. 03/02
Despedida
Não quero mais te ver porque não te mereço;
Antes fosses tu uma vadia.
Quiçá, assim, não lhe guardaria o menor apreço
E talvez, nem mesmo conhecer-te-ia;
Não era necessário nossas vidas cruzarem-se assim
- Me és um mal, uma sífilis, uma enfermidade
Justamente porque és boa; e há algo em mim
Que – isto eu sei – te amará por toda a eternidade.
Não quero mais te ver porque já te vi demais,
Eis o meu mais ignominioso pecado:
E esta purificação não me virá jamais.
Havia tantas que eu poderia ter amado!...
E tantas bocas que poderiam ser minhas
E eu poderia ter sido de muitas, e sido feliz –
Mas, não: ao invés de me entregar às paixões tolas e mesquinhas,
Deus me entregou às sombras, me entregou a ti, assim o quis.
Vai embora. Desaparece daqui, Some.
Não volte mais; me deixe como quem se desfaz,
Na porta alheia, de um cão mendigo e sem nome.
Tal é como deve ser; e até me apraz
Que o faças com sangue-frio e crueldade
Pois o ódio sufocará o amor – eis minha salvação:
Melhor um ódio que se nutre da verdade
Do que um amor que se mortifica na ilusão.
#Desafio 365 dias (034 de 365)
Ref. 03/02
Despedida
Não quero mais te ver porque não te mereço;
Antes fosses tu uma vadia.
Quiçá, assim, não lhe guardaria o menor apreço
E talvez, nem mesmo conhecer-te-ia;
Não era necessário nossas vidas cruzarem-se assim
- Me és um mal, uma sífilis, uma enfermidade
Justamente porque és boa; e há algo em mim
Que – isto eu sei – te amará por toda a eternidade.
Não quero mais te ver porque já te vi demais,
Eis o meu mais ignominioso pecado:
E esta purificação não me virá jamais.
Havia tantas que eu poderia ter amado!...
E tantas bocas que poderiam ser minhas
E eu poderia ter sido de muitas, e sido feliz –
Mas, não: ao invés de me entregar às paixões tolas e mesquinhas,
Deus me entregou às sombras, me entregou a ti, assim o quis.
Vai embora. Desaparece daqui, Some.
Não volte mais; me deixe como quem se desfaz,
Na porta alheia, de um cão mendigo e sem nome.
Tal é como deve ser; e até me apraz
Que o faças com sangue-frio e crueldade
Pois o ódio sufocará o amor – eis minha salvação:
Melhor um ódio que se nutre da verdade
Do que um amor que se mortifica na ilusão.
Quase pronta!
A Biblioteca é o local no Literunico que mais queria concluir e mais me deu trabalho!
A primeira parte está pronta, a mais dificil.
Agora vai ser a parte da marcação de livros lidos, diário de leitura e importação das resenhas já feitas aqui com #resenha
A Biblioteca é o local no Literunico que mais queria concluir e mais me deu trabalho!
A primeira parte está pronta, a mais dificil.
Agora vai ser a parte da marcação de livros lidos, diário de leitura e importação das resenhas já feitas aqui com #resenha
Santo ou Pecador?
Prazer e dor, tortuoso é o pecador!
tristeza e culpa atormentam o pecador
Santo ou ímpio, o que será do pecador?
Viver no ceticismo ou na fé que amansa a dor? Curtir a vida viva ou sonhar com a vida morta?
Se houver um Deus, o que será do pecador? E se não houver Deus, perdeu a vida o pecador!
Culpa, maldita, dívida não paga, nada pagará aquele santo sacrifício! Dúvida cruel, é a do pecador, que nem ao menos sabe se existe o seu credor!
Santo ou ímpio, ser ou não ser! Devo eu sofrer por ser um sujo pecador? Devo eu queimar no fogo eterno do inferno? Ou devo eu viver e ser um livre pecador?
Certo ou errado? Sou ou não sou? Sou um pecador ou sou um santo bem feitor? Sou só pecador ou sou um santo e pecador?
Preto e Branco, é o mundo assim? E se eu for um cinza, serei santo ou pecador?
Céu ou inferno, moral ou amoral, quanto mais eu penso mais me embrenho em um covil!
Quanto mais pergunto, mais despenco nesse abismo! Quanto mais afundo só em dúvidas me encontro! E no meio delas vejo lobos furiosos!
E em um rosnar eu ouço som dos vossos nomes! É o maldito nome! É a minha velha culpa.
Prazer e dor, tortuoso é o pecador!
tristeza e culpa atormentam o pecador
Santo ou ímpio, o que será do pecador?
Viver no ceticismo ou na fé que amansa a dor? Curtir a vida viva ou sonhar com a vida morta?
Se houver um Deus, o que será do pecador? E se não houver Deus, perdeu a vida o pecador!
Culpa, maldita, dívida não paga, nada pagará aquele santo sacrifício! Dúvida cruel, é a do pecador, que nem ao menos sabe se existe o seu credor!
Santo ou ímpio, ser ou não ser! Devo eu sofrer por ser um sujo pecador? Devo eu queimar no fogo eterno do inferno? Ou devo eu viver e ser um livre pecador?
Certo ou errado? Sou ou não sou? Sou um pecador ou sou um santo bem feitor? Sou só pecador ou sou um santo e pecador?
Preto e Branco, é o mundo assim? E se eu for um cinza, serei santo ou pecador?
Céu ou inferno, moral ou amoral, quanto mais eu penso mais me embrenho em um covil!
Quanto mais pergunto, mais despenco nesse abismo! Quanto mais afundo só em dúvidas me encontro! E no meio delas vejo lobos furiosos!
E em um rosnar eu ouço som dos vossos nomes! É o maldito nome! É a minha velha culpa.
O GATO
Um dia chego em casa e todo mundo está chorando pois o nosso gato desapareceu.
Procuro o gato na rua, acho o nosso gato preto e branco.
Ele quer fugir, mas consigo pegá-lo.
Dias depois nosso gato aparece.
Agora não sei o que faço, pois agora tenho dois gatos iguais.
Pedro Barretho
Publicado primeiramente no recanto das letras.
Um dia chego em casa e todo mundo está chorando pois o nosso gato desapareceu.
Procuro o gato na rua, acho o nosso gato preto e branco.
Ele quer fugir, mas consigo pegá-lo.
Dias depois nosso gato aparece.
Agora não sei o que faço, pois agora tenho dois gatos iguais.
Pedro Barretho
Publicado primeiramente no recanto das letras.
Olá queridos leitores!
Avisando que meu livro "Quatro Destinos" AINDA está para leitura gratuita na Amazon. Quem for assinante, aproveite para ler essa minha humilde obra literária.
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Malkovich embarcou em Paris
o trem tinha a direção de Moscou
Malkovich fez o que sempre quis
largou tudo e enfim viajou
Ao chegar na fria capital moscovita
Nastassja em sua cabine embarcou
o Trem Transiberiano inconteste apita
e o sonho de uma viagem longa começou:
Malkovich se encantou
com os olhos e cabelos escuros
de Nastassja que timidamente sorriu
sem delongas ele se apresentou
Malkovich, lhe amava contar histórias
Nastassja curiosamente deliciava-se ouvi-las
Por muitos dias e noites
quilômetros sem fim
ele cantava em prosa uma vida rica
com momentos de glória
e derrotas comuns
ela acenava, sorria ou franzia
e adjetivos apontava
que belo!
que singelo!
que triste!
que peste!
assim a Europa se foi
e a Ásia surgiu
os montes, estepes, tundras
o que fosse
decoravam as janelas
mas ele só tinha
olhos nela
e ela ouvidos nele
o Trem Transiberiano
apitava inocente
e não era consciente
do encantamento que havia
na cabine sessenta e seis
onde Malkovich se apaixonou
e Nastassja o beijou
em Vladivostok
viveram os últimos anos
de Malkovich
tiveram bons e maus momentos
sobreviveram felizes
aos doces tormentos
ela o ouvia e agora corrigia
ele a respeitava e aprendia
um romance burlesco
improvável
imprevisível
mas quem poderá dizer
as razões quentes que vem do coração
nos caminhos frios siberianos
Nastassja se lembra de Malkovich
com carinho
não se arrepende
nem um pouquinho
de ter naquele dia
embarcado em Moscou
sem saber que havia
na cabine sessenta e seis
o homem que queria
Malkovich
o contador de histórias
Edu Liguori
o trem tinha a direção de Moscou
Malkovich fez o que sempre quis
largou tudo e enfim viajou
Ao chegar na fria capital moscovita
Nastassja em sua cabine embarcou
o Trem Transiberiano inconteste apita
e o sonho de uma viagem longa começou:
Malkovich se encantou
com os olhos e cabelos escuros
de Nastassja que timidamente sorriu
sem delongas ele se apresentou
Malkovich, lhe amava contar histórias
Nastassja curiosamente deliciava-se ouvi-las
Por muitos dias e noites
quilômetros sem fim
ele cantava em prosa uma vida rica
com momentos de glória
e derrotas comuns
ela acenava, sorria ou franzia
e adjetivos apontava
que belo!
que singelo!
que triste!
que peste!
assim a Europa se foi
e a Ásia surgiu
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o que fosse
decoravam as janelas
mas ele só tinha
olhos nela
e ela ouvidos nele
o Trem Transiberiano
apitava inocente
e não era consciente
do encantamento que havia
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onde Malkovich se apaixonou
e Nastassja o beijou
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viveram os últimos anos
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tiveram bons e maus momentos
sobreviveram felizes
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ela o ouvia e agora corrigia
ele a respeitava e aprendia
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O templo do Sol para uma deusa.
Declamação de Maio de 2024
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