#Dia 254
Dissidência
Ela não segue a corrente,
É voz que escala o o futuro
Dissidência é o grito insistente,
Que recusa o acordo absurdo.
No rosto expressa que discorda,
Carregando firmeza no olhar.
Dissidência é a dor que acorda,
É o joelho que se nega a dobrar.
Onde o medo tenta calar,
Ela encontra razão para agir.
Dissidência, ato de lutar,
Mesmo sendo mais fácil ceder e seguir.
É coragem que não busca aplauso,
Nem mais nada para se vangloriar
Dissidência é o pé descalço,
Que escolhe o próprio caminhar.
Eder B. Jr.
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Eder B. Jr.
A sinfonia da chuva,
o perfume da névoa,
o acalanto da brisa,
o frescor da noite.
Tesouros nada secretos
que guardo passionalmente
nas entrelinhas cadentes
de um poeminha discreto
pronto para ser lido
em emergências,
caso meu mundo real
pare de fazer sentido.
Alberto Busquets.
#Desafio 022
o perfume da névoa,
o acalanto da brisa,
o frescor da noite.
Tesouros nada secretos
que guardo passionalmente
nas entrelinhas cadentes
de um poeminha discreto
pronto para ser lido
em emergências,
caso meu mundo real
pare de fazer sentido.
Alberto Busquets.
#Desafio 022
#Desafio 022
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
O que será dessa vez
o relógio já marca mais de uma da manhã
a goteira persistente irrita os nervos
o barulho da chuva lá fora molha os intestinos
pega a seda, enrola um cigarro e fuma
a cama foi abandonada, está de novo sobre o teclado
não tem absolutamente nada para dizer
apenas precisa escrever
sem razão aparente o sono não vem
os minutos passam juntos com os carros
a garganta arranha a fumaça já exagerada
a luz amarela do abajur e vermelha do computador
Espanha
não, nada de espanhol
só o lençol bagunçado
a mente ansiosa, entediado
de mais uma noite longa e molhada
os poetas não dormem
bebe mais um copo d'água
outro trago e o silêncio misturado
com o maldito som da goteira
outra noite igual a tantas outras
a mente que trabalha um verão
e atrapalha o sono frio
do dono destas palavras sem sentido
não sabe como encerrar o poema
já deu boa noite há muito tempo
engole seco o pigarro amargo
coça a cabeça vazia de ideias
esqueça, só mais um anoitecer
de poeta
e os poetas não dormem
falecem
Edu Liguori
o relógio já marca mais de uma da manhã
a goteira persistente irrita os nervos
o barulho da chuva lá fora molha os intestinos
pega a seda, enrola um cigarro e fuma
a cama foi abandonada, está de novo sobre o teclado
não tem absolutamente nada para dizer
apenas precisa escrever
sem razão aparente o sono não vem
os minutos passam juntos com os carros
a garganta arranha a fumaça já exagerada
a luz amarela do abajur e vermelha do computador
Espanha
não, nada de espanhol
só o lençol bagunçado
a mente ansiosa, entediado
de mais uma noite longa e molhada
os poetas não dormem
bebe mais um copo d'água
outro trago e o silêncio misturado
com o maldito som da goteira
outra noite igual a tantas outras
a mente que trabalha um verão
e atrapalha o sono frio
do dono destas palavras sem sentido
não sabe como encerrar o poema
já deu boa noite há muito tempo
engole seco o pigarro amargo
coça a cabeça vazia de ideias
esqueça, só mais um anoitecer
de poeta
e os poetas não dormem
falecem
Edu Liguori
#Desafio 021
Chuva na janela,
gota a gota,
melodia de quem não desiste.
No vidro,
no parapeito;
bate, escorre, insiste.
Diz sem dizer:
“Carrego o que pesa,
limpo o que dói;
traduzo o viver
no que há de mais simples”.
Faça o mesmo contigo,
deixe escorrer o pranto.
Permita, das lágrimas,
o estrondo mais forte;
a enxurrada arrastar fragmentos…
Sinta o calor da terra molhada,
o cheiro de renovação no ar.
Só assim,
no vácuo do grito,
brilhando tímido,
mas firme;
o sol volta a nascer.
Crs Ribeiro
Chuva na janela,
gota a gota,
melodia de quem não desiste.
No vidro,
no parapeito;
bate, escorre, insiste.
Diz sem dizer:
“Carrego o que pesa,
limpo o que dói;
traduzo o viver
no que há de mais simples”.
Faça o mesmo contigo,
deixe escorrer o pranto.
Permita, das lágrimas,
o estrondo mais forte;
a enxurrada arrastar fragmentos…
Sinta o calor da terra molhada,
o cheiro de renovação no ar.
Só assim,
no vácuo do grito,
brilhando tímido,
mas firme;
o sol volta a nascer.
Crs Ribeiro
Oh, época descontente,
de inconteste
descontexto!
A liquidez
liquefez
os sentidos...
Preguiça para o todo,
pressa para o tudo;
e o sertão da ignorância
de repente fez-se mar.
Ideias bóiam à deriva,
Náufragas na própria
incompletude.
Mas são elas que valem:
Tornam-se icebergs.
O contexto de tudo
com qualquer coisa
é o mais recente Titanic.
E o mundo afunda com ele,
ao som de violinos tocando funk.
Alberto Busquets.
#Desafio 021
de inconteste
descontexto!
A liquidez
liquefez
os sentidos...
Preguiça para o todo,
pressa para o tudo;
e o sertão da ignorância
de repente fez-se mar.
Ideias bóiam à deriva,
Náufragas na própria
incompletude.
Mas são elas que valem:
Tornam-se icebergs.
O contexto de tudo
com qualquer coisa
é o mais recente Titanic.
E o mundo afunda com ele,
ao som de violinos tocando funk.
Alberto Busquets.
#Desafio 021
#desafio - 20
Viveria todos os dias
Em intensa alegria,
Se em minha vida
Eu tivesse o prazer
Da sua companhia.
Mas meu bem,
Eu só sinto
Da tua ausência,
Profunda agonia.
Poderia eu,
Ser feliz um dia?
E de tanto ser feliz,
Feliz eu morreria.
Jusley Naiane
Viveria todos os dias
Em intensa alegria,
Se em minha vida
Eu tivesse o prazer
Da sua companhia.
Mas meu bem,
Eu só sinto
Da tua ausência,
Profunda agonia.
Poderia eu,
Ser feliz um dia?
E de tanto ser feliz,
Feliz eu morreria.
Jusley Naiane
Enlace
dois corpos
nus
crescentes
e o mundo
apequenando
dois fósforos
riscando
para apagar
o fogo
interjeições
e dois sujeitos
fazendo uma oração
ao prazer.
dois corpos
nus
crescentes
e o mundo
apequenando
dois fósforos
riscando
para apagar
o fogo
interjeições
e dois sujeitos
fazendo uma oração
ao prazer.
Água, inofensiva e, para alguns, quase banal quando dentro de um copo. Contida, parece inofensiva, mas, no mar, ela mostra sua fúria; quando livre, revela sua verdadeira força. No mar, ela nos lembra que não podemos controlá-la.
Água, que, quando calma, se torna um belo espelho e, ao nos tocar, parece gélida e impiedosa. Mas, no mergulho seguinte, nos acolhe e nos mostra que, abaixo do frio espelho, a vida cresce junto ao mais raro dos silêncios.
Bela, mortal e enigmática. Viva, escassa e perigosa! A água carrega a vida; a água pode matar!
Como tudo que é mortal, a água é fascinante, linda e deslumbrante. E, assim como no amor, vale a pena arriscar e mergulhar de cabeça!
Água, que, quando calma, se torna um belo espelho e, ao nos tocar, parece gélida e impiedosa. Mas, no mergulho seguinte, nos acolhe e nos mostra que, abaixo do frio espelho, a vida cresce junto ao mais raro dos silêncios.
Bela, mortal e enigmática. Viva, escassa e perigosa! A água carrega a vida; a água pode matar!
Como tudo que é mortal, a água é fascinante, linda e deslumbrante. E, assim como no amor, vale a pena arriscar e mergulhar de cabeça!
#desafio - 21
Em um intenso desejo
me submeto à você;
Apenas pelo prazer
de te ver comandar-me.
De joelhos me entrego
à sua vontade.
Faça o que quiser,
mas faça com maldade.
Em um intenso desejo
me submeto à você;
Apenas pelo prazer
de te ver comandar-me.
De joelhos me entrego
à sua vontade.
Faça o que quiser,
mas faça com maldade.