Abrir os olhos pela manhã
gosto amargo na boca
cabelos emaranhados
cotidiano explícito
mas ao levantar
lavar o rosto
escovar os dentes
pentear os cabelos
o cotidiano é só uma escolha
o que você faz com sua vida
faça poesia
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Tua língua brinca
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Desordem Poética (03/06/25 - 23:40)
Te leio como página úmida...
Sem dó...
Sem leitura prévia.
Minha boca não pergunta,
Devora.
Minhas mãos não pedem,
Tomam.
De forma rápida...
Contra o chão das palavras te jogo...
Com os pulsos tatuados de poemas,
Te seguro...
E enterro em teu interior,
Meus versos.
Duro...
Sem pausa...
Sem rima.
Você geme como quem sangra sentido...
Enquanto te fodo com a fúria de um autor sem censura...
De um animal que escreve com o corpo inteiro...
Até a tua pele se tornar papel timbrado.
Minha língua é caneta esferográfica,
Que abre teu ventre e preenche meu nome...
Marca presença entre tuas pernas com força,
Não brutal...
Mas poética...
Como um ponto final decretando a sentença.
A cada estocada,
Te faço um texto por dentro,
Com o ritmo do gozo...
Te faço suar palavras que nunca ousou dizer...
Mas as conhece de cor,
E agora as geme em prova oral.
E a cada estalo de quadril é sentença imposta...
Sem sujeito oculto...
Apenas oração subordinada.
Pura dominação...
Sem metáfora.
E no fim,
Te amo assim...
Em desordem poética...
Com raiva...
Não violenta,
Mas explícita...
Com suor escorrendo entre as sílabas do teu cu...
Te fazendo tremer como verso maldito,
Até não sobrar nada de sagrado em ti...
Nada além da minha porra escorrendo de sua buceta,
Que deixo como assinatura...
#
Te leio como página úmida...
Sem dó...
Sem leitura prévia.
Minha boca não pergunta,
Devora.
Minhas mãos não pedem,
Tomam.
De forma rápida...
Contra o chão das palavras te jogo...
Com os pulsos tatuados de poemas,
Te seguro...
E enterro em teu interior,
Meus versos.
Duro...
Sem pausa...
Sem rima.
Você geme como quem sangra sentido...
Enquanto te fodo com a fúria de um autor sem censura...
De um animal que escreve com o corpo inteiro...
Até a tua pele se tornar papel timbrado.
Minha língua é caneta esferográfica,
Que abre teu ventre e preenche meu nome...
Marca presença entre tuas pernas com força,
Não brutal...
Mas poética...
Como um ponto final decretando a sentença.
A cada estocada,
Te faço um texto por dentro,
Com o ritmo do gozo...
Te faço suar palavras que nunca ousou dizer...
Mas as conhece de cor,
E agora as geme em prova oral.
E a cada estalo de quadril é sentença imposta...
Sem sujeito oculto...
Apenas oração subordinada.
Pura dominação...
Sem metáfora.
E no fim,
Te amo assim...
Em desordem poética...
Com raiva...
Não violenta,
Mas explícita...
Com suor escorrendo entre as sílabas do teu cu...
Te fazendo tremer como verso maldito,
Até não sobrar nada de sagrado em ti...
Nada além da minha porra escorrendo de sua buceta,
Que deixo como assinatura...
#
Ardor
Movimentos contínuos
Esfregando, pulsando
Colados os sexos
Demoramos
A dor do Tesão
predomina
O tempo passa
e não cansamos
Chupamos, lambe-mos
Gozamos.
~*~
JJr.
Ardor
Movimentos contínuos
Esfregando, pulsando
Colados os sexos
Demoramos
A dor do Tesão
predomina
O tempo passa
e não cansamos
Chupamos, lambe-mos
Gozamos.
~*~
JJr.
Bom dia!
— Bom...
— ... Dia!
Palavras que se completam
Sintonia.
Vozes que se buscam
Em texto, em áudio e emoji
Vontade de não ficar longe;
Companhia.
— Bom dia! Dormiu bem?
Sorriso matinal
Voz angelical,
Que arrepia.
— Bom...
— ... Dia!
Amor que ecoa
Contagia
— Bom...
— ... Dia!
Eis o som
Da Alegria.
— Bom...
— ... Dia!
Palavras que se completam
Sintonia.
Vozes que se buscam
Em texto, em áudio e emoji
Vontade de não ficar longe;
Companhia.
— Bom dia! Dormiu bem?
Sorriso matinal
Voz angelical,
Que arrepia.
— Bom...
— ... Dia!
Amor que ecoa
Contagia
— Bom...
— ... Dia!
Eis o som
Da Alegria.
#Desafio153
Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.
Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.
Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.
Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.
Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.
Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.
Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.
Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor
a me devorar.
Crs Ribeiro
****Releitura
Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.
Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.
Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.
Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.
Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.
Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.
Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.
Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor
a me devorar.
Crs Ribeiro
****Releitura
VIAGEM NO TEMPO
(mais uma contribuição envergonhada para o sexxxtou)
Eu pensei que não faria outro sexxxtou na vida. Mas decidi experimentar uma mistura de poema hot com sci-fi (é a minha área, afinal de contas) A ideia é: Imagine um ménage entre uma mulher ,meu eu atual e meu eu do passado?
Espero que gostem. Eu achei a experiência e o exercício... Bem... Deixa pra lá.
(Obs: Eu nunca sei se estou perdendo o tom; então, se vocês acharem que está além da conta, me avisem nas mensagens privadas... )
**VIAGEM NO TEMPO**
Estamos em três. Eu, você e eu.
Você, a mais centrada, no centro.
Ele te acaricia os seios,
Eu me encosto no seu traseiro.
Ele beija seus lábios, você se vira
Deixa seu rosto de lado para nós dois
Beijamos-te, cada um em uma bochecha,
Beijamos os três, línguas trançadas.
Seu hálito se espalha entre nós dois
Um mesmo aroma dividido em dois suspiros.
Seu perfume se confunde com nosso suor,
Como um bálsamo a se aquecer no nosso fogo.
Ele encosta em sua virilha e te enlaça as costas,
Eu me acomodo nas suas nádegas, e te enlaço o umbigo
Você, o recheio de um delicioso sanduíche:
Misto mais que quente.
Ele te beija como em 1996 —
Mas eu, que já conheço teus dentes,
Prefiro morder teu ombro,
onde guardo marcas de outros verões.
Quem você quer na frente? Quem você quer por trás?
Eu e meu eu do passado aguardamos...
Você será de nós dois, de toda forma:
Mas pode escolher as posições.
Está sentindo? Entre a lança e a espada,
Você deverá decidir como irá ser:
Quem adentrará em cada domínio proibido
De seu corpo, a estremecer e palpitar.
Respire. Calma. Não tenha medo.
Não vamos te machucar nem forçar a barra.
Mas você sabe que não há para onde escapar:
Hoje, você será invadida por duas eras.
Invadida por inteiro,
Gemidos diferentes, de ontem e de hoje,
Perfumes que arfam em ares distintos.
Sândalo que te envolve a alma.
Ele te acaricia como quem descobre um país,
Mas eu, navegante antigo, leio teus mapas,
E você, bússola de carne, no centro
Nos guiando e abrindo seus segredos.
Você, bússola de carne a girar, descontrolada
E nós, dois imãs do mesmo polo, a te confundir,
Te virando do avesso em êxtase e arrepios
E te repartindo em eternidades
Suas duas mãos. Duas armas em riste.
Você aceita ambas e acaricia
Cada um dos seus dois objetos de desejo,
Decidindo de qual abismo cada um será senhor.
Mas não há o que escolher: vamos trocando
E te girando a cada nova empreitada:
Ora eu, ora ele, atrás, na frente
Você no meio, você envolta.
Centrada.
Ele tem o vigor, eu tenho a experiência.
Você tem a nós dois, e está plena.
O prazer explode por várias veredas,
E inundamos você em torrentes de orgasmo.
Isso. Sente a ambos. Sem controle.
Brincamos com seu corpo e seu espírito,
Até que seu corpo não saiba se é fogo, líquido
Ou o tempo que te consome - espasmos em loop.
Mas, não, não és uma garota submissa:
És a dona do ritmo, que sabe o que quer.
És a deusa de duas fases de uma mesma vida,
És mulher o bastante para incendiar nós dois.
Não és território a ser conquistado:
És nosso centro de gravidade.
És senhora do jogo, és boca que ordena
"Mais fundo" a um, "Mais devagar" ao outro.
Entre a volúpia adolescente
E a calma da meia-idade,
És o centro e domina
És quem nos dita os caminhos dentro de ti.
Boa menina. Sedenta. Gulosa.
Mulher sem medo, louca para dar prazer
A nós dois - o mesmo homem, em dobro,
Presente e passado te devorando.
(mais uma contribuição envergonhada para o sexxxtou)
Eu pensei que não faria outro sexxxtou na vida. Mas decidi experimentar uma mistura de poema hot com sci-fi (é a minha área, afinal de contas) A ideia é: Imagine um ménage entre uma mulher ,meu eu atual e meu eu do passado?
Espero que gostem. Eu achei a experiência e o exercício... Bem... Deixa pra lá.
(Obs: Eu nunca sei se estou perdendo o tom; então, se vocês acharem que está além da conta, me avisem nas mensagens privadas... )
**VIAGEM NO TEMPO**
Estamos em três. Eu, você e eu.
Você, a mais centrada, no centro.
Ele te acaricia os seios,
Eu me encosto no seu traseiro.
Ele beija seus lábios, você se vira
Deixa seu rosto de lado para nós dois
Beijamos-te, cada um em uma bochecha,
Beijamos os três, línguas trançadas.
Seu hálito se espalha entre nós dois
Um mesmo aroma dividido em dois suspiros.
Seu perfume se confunde com nosso suor,
Como um bálsamo a se aquecer no nosso fogo.
Ele encosta em sua virilha e te enlaça as costas,
Eu me acomodo nas suas nádegas, e te enlaço o umbigo
Você, o recheio de um delicioso sanduíche:
Misto mais que quente.
Ele te beija como em 1996 —
Mas eu, que já conheço teus dentes,
Prefiro morder teu ombro,
onde guardo marcas de outros verões.
Quem você quer na frente? Quem você quer por trás?
Eu e meu eu do passado aguardamos...
Você será de nós dois, de toda forma:
Mas pode escolher as posições.
Está sentindo? Entre a lança e a espada,
Você deverá decidir como irá ser:
Quem adentrará em cada domínio proibido
De seu corpo, a estremecer e palpitar.
Respire. Calma. Não tenha medo.
Não vamos te machucar nem forçar a barra.
Mas você sabe que não há para onde escapar:
Hoje, você será invadida por duas eras.
Invadida por inteiro,
Gemidos diferentes, de ontem e de hoje,
Perfumes que arfam em ares distintos.
Sândalo que te envolve a alma.
Ele te acaricia como quem descobre um país,
Mas eu, navegante antigo, leio teus mapas,
E você, bússola de carne, no centro
Nos guiando e abrindo seus segredos.
Você, bússola de carne a girar, descontrolada
E nós, dois imãs do mesmo polo, a te confundir,
Te virando do avesso em êxtase e arrepios
E te repartindo em eternidades
Suas duas mãos. Duas armas em riste.
Você aceita ambas e acaricia
Cada um dos seus dois objetos de desejo,
Decidindo de qual abismo cada um será senhor.
Mas não há o que escolher: vamos trocando
E te girando a cada nova empreitada:
Ora eu, ora ele, atrás, na frente
Você no meio, você envolta.
Centrada.
Ele tem o vigor, eu tenho a experiência.
Você tem a nós dois, e está plena.
O prazer explode por várias veredas,
E inundamos você em torrentes de orgasmo.
Isso. Sente a ambos. Sem controle.
Brincamos com seu corpo e seu espírito,
Até que seu corpo não saiba se é fogo, líquido
Ou o tempo que te consome - espasmos em loop.
Mas, não, não és uma garota submissa:
És a dona do ritmo, que sabe o que quer.
És a deusa de duas fases de uma mesma vida,
És mulher o bastante para incendiar nós dois.
Não és território a ser conquistado:
És nosso centro de gravidade.
És senhora do jogo, és boca que ordena
"Mais fundo" a um, "Mais devagar" ao outro.
Entre a volúpia adolescente
E a calma da meia-idade,
És o centro e domina
És quem nos dita os caminhos dentro de ti.
Boa menina. Sedenta. Gulosa.
Mulher sem medo, louca para dar prazer
A nós dois - o mesmo homem, em dobro,
Presente e passado te devorando.
Silêncio,
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.
Eliz Leão
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.
Eliz Leão
_
**Eis**
Eis a ti. Nua.
A espalhar seu corpo em pulsações febris
E a me dizer em movimentos sutis:
"Sou tua".
Sob o lençol,
A marcar meu território com teu cheiro,
E aquecê-lo com teu corpo inteiro:
Meu Sol.
Em sua cama,
Me convida a adentrar seu mundo
E me pede, como a um príncipe vagabundo:
"Me ama".
Perco a linha:
Me entrego, sem medo nem escolha:
Vejo a mim num par de pérolas que me olha.
Eis a ti. Minha.
Eis a ti. Nua.
A espalhar seu corpo em pulsações febris
E a me dizer em movimentos sutis:
"Sou tua".
Sob o lençol,
A marcar meu território com teu cheiro,
E aquecê-lo com teu corpo inteiro:
Meu Sol.
Em sua cama,
Me convida a adentrar seu mundo
E me pede, como a um príncipe vagabundo:
"Me ama".
Perco a linha:
Me entrego, sem medo nem escolha:
Vejo a mim num par de pérolas que me olha.
Eis a ti. Minha.