Faróis: Sem esperança Faróis · Capítulo 11 de 49
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Faróis: Sem esperança

Sem esperança

Ó candidos phantasmas da Esperança,

Meigos espectros do meu vão Destino,

Volvei a mim nas leves ondas do Hymno

Sacramental da Bemaventurança.

Nas verêdas da vida a alma não cança

De vos buscar pelo Vergel divino

Do céo sempre estrellado e diamantino

Onde toda a alma no Perdão descança.

Na volupia da dor que me transporta,

Que este meu ser transfunde nos Espaços.

Sinto-te longe, ó Esperança morta.

E em vão alongo os vacillantes passos

Á procura febril da tua porta,

Da ventura celeste dos teus braços.

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