Faróis: Mãos V Faróis · Capítulo 37 de 49
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Faróis: Mãos V

Mãos V

V

Ó Mãos ebúrneas, Mãos de claros veios,

Esquisitas tulipas delicadas,

Lânguidas Mãos sutis e abandonadas,

Finas e brancas, no esplendor dos seios.

Mãos etéricas, diáfanas, de enleios,

De eflúvios e de graças perfumadas,

Relíquias imortais de eras sagradas

De amigos templos de relíquias cheios.

Mãos onde vagam todos os segredos,

Onde dos ciúmes tenebrosos, tredos,

Circula o sangue apaixonado e forte.

Mãos que eu amei, no féretro medonho

Frias, já murchas, na fluidez do Sonho,

Nos mistérios simbólicos da Morte!

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