Ao luar Horto · Capítulo 13 de 106
Obra Menu

Ao luar

Angicos Junho de 1896.

AO LUAR

A Maria Fausta e a Mercês Coelho

Astros celestes, docemente louros,

Giram no Espaço, em luminoso bando;

Ouve-se ao longe um violão plangente

E, mais além, n’um soluçar dolente,

Canções serenas, ao luar voando.

Quanta tristeza pela noite clara!

Quanta saudade pelo Azul boiando!

Cuida-se ouvir n’um dolorido chôro

As preces tristes de um magoado côro

De almas penadas ao luar rezando.

O Céo parece uma egrejinha antiga

Que a Lua branca vai allumiando...

E essas estrellas, muito alem dispersas,

São rosas brancas no Infinito immersas,

Monjas bemditas, ao luar chorando.

1/1
Menu

Fazer anotação