Ao pé do tumulo Horto · Capítulo 86 de 106
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Ao pé do tumulo

Aos meus

Eis o descanso eterno, o doce abrigo

Das almas tristes e despedaçadas;

Eis o repouso, enfim; e o sono amigo

Já vem cerrar-me as pálpebras cansadas.

Amarguras da terra! eu me desligo

Para sempre de vós... Almas amadas

Que soluças por mim, eu vos bendigo,

Ó almas de minh’alma abençoadas.

Quando eu d’aqui me for, anjos da guarda,

Quando vier a morte que não tarda

Roubar-me a vida para nunca mais...

Em pranto escrevam sobre a minha lousa:

"Longe da mágoa, enfim, no céu repousa

Quem sofreu muito e quem amou demais".

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