Minh’alma e o Verso Horto · Capítulo 80 de 106
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Minh’alma e o Verso

Não me olhes mais assim... Eu fico triste

Quando a fitar-me o teu olhar persiste

Choroso e suplicante...

Já não possuo a crença que conforta.

Vai bater, meu amigo, a uma outra porta.

Em terra mais distante.

Cuidavas que era amor o que eu sentia

Quando meus olhos, loucos de alegria,

Sem nuvem de desgosto,

Cheios de luz e cheios de esperança,

N’uma carícia ingenuamente mansa,

Pousavam no teu rosto?

Cuidavas que era amor? Ah! se assim fosse!

Se eu conhecesse esta palavra doce,

Este queixume amado!

Talvez minh’alma mesmo a ti voasse

E n’um berço de flor ela embalasse

Um riso abençoado.

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