Ao clarão da lua
Janeiro de 1897.
AO CLARÃO DA LUA
A meu irmão Eloy
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Lá nas alturas, modesta e loura,
Do Céo immenso na face núa
A lua branca todo o Azul doura...
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Ah! si eu podesse mudar-me em lua!
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E aquella estrella, tão pequenina
Que mal a gente consegue vel-a ,
Como scintilla, casta e divina!