Saudade Horto · Capítulo 68 de 106
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Saudade

SAUDADE

A ella, a Eugenia, a doce creatura que me chama irmã.

Ah! se soubesses quanto soffro e quanto

Longe de ti meu coração padece!

Ah! se soubesses como dóe o pranto

Que eternamente de meus olhos desce!

Ah! se soubesses!... Não perguntarias

De onde é que vem esta sombria magua

Que traz-me o peito cheio de agonias

E os tristes olhos arrasados d’agua!

Querem que a lyra de meus versos cante

Mais esperança e menos amargura,

Que falle em noites de luar errante

E não invoque a pobre noite escura.

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