Doente Horto · Capítulo 102 de 106
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Doente

A lua veio... foi-se... e em breve ainda,

Há de voltar, a doce lua amada,

Sem que eu a veja, a minha fada linda,

Sem que eu a veja, a minha boa fada.

Ela há de vir, Ofélia desmaiada,

Sob as nuvens do céu na alvura infinda

Do seu branco roupão, noiva gelada,

Boiando à flor de um rio que não finda.

Ela há de vir, sem que eu a veja... Entanto,

Com que tristezas e saudoso encanto

Choro estas noites que passando vão...

Ó lua! mostra-me o teu rosto ameno:

Olha que murcha à falta de sereno

O lírio roxo do meu coração!

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