Os seringueiros Calendário · Capítulo 23 de 31
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Os seringueiros

OS SERINGUEIROS

A. Deodofo de Mendonça.

So,

pelo caminho entre as selvas lendarias,

no estreito da picada que o machado abriu,

o Seringueiro passou — despreoccupadamente...

E so,

pela floresta,

sem mais ninguém —

seguiu!

Meio dia.

Laivos de sol, sob as copas das ramas,

estrellam, em chuva de ouro, o verde da chlorophylla.

E no auge daquella festa luminosa

o coração da seringueira exhaure

e em sorriso de lágrimas...

scintilla!...

E a tarde,

quando de volta,

defumando a lympha,

pachorrento a volvel-a,... a volvel-a... a volvel-a

entre espiraes de fumo,

como um incenso no altar da cathedral das selvas

e quando a urucury toda em braseiro ardeu

o Caboclo, a scismar — filho rude daquellas brenhas

ergue ao alto o olhar e o coração na prece

e sincero — bemdiz — a Terra que Deus lhe deu!

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