Os seringueiros
OS SERINGUEIROS
A. Deodofo de Mendonça.
So,
pelo caminho entre as selvas lendarias,
no estreito da picada que o machado abriu,
o Seringueiro passou — despreoccupadamente...
E so,
pela floresta,
sem mais ninguém —
seguiu!
Meio dia.
Laivos de sol, sob as copas das ramas,
estrellam, em chuva de ouro, o verde da chlorophylla.
E no auge daquella festa luminosa
o coração da seringueira exhaure
e em sorriso de lágrimas...
scintilla!...
E a tarde,
quando de volta,
defumando a lympha,
pachorrento a volvel-a,... a volvel-a... a volvel-a
entre espiraes de fumo,
como um incenso no altar da cathedral das selvas
e quando a urucury toda em braseiro ardeu
o Caboclo, a scismar — filho rude daquellas brenhas
ergue ao alto o olhar e o coração na prece
e sincero — bemdiz — a Terra que Deus lhe deu!