Deságua em mim
um silêncio sem margem.
Sou o leito que cede
ao toque da lembrança.
As pedras não falam,
mas guardam os gestos.
E eu, rio contido,
revivo o que escoamos.
Entre curvas e suspiros,
não fui tua nascente,
mas fui o caminho
onde tua essência nadou.
Não fazes pegadas,
mas ondas.
E toda vez que cerro os olhos,
elas me buscam,
me dobram,
nos desenham, nas almas.
Sou o som sem o ar.
Sou o fluir do molhar.
Sou o depois do ainda.
Depois.
Eder B. Jr.
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Calada, te dispo com o olhar.
Minha imaginação voa,
Semeia, regando essa carne,
Antes tão árida, solitária,
Agora, transformada em um lindo oásis.
Tua pele de reentrâncias,
Protuberâncias,
Toma a minha,
Fazendo nuances,
De arrepios e calor.
Quero, provar do teu doce salgado,
Do teu gemido, gritado,
Da tua ondulação em mim.
Pisco, e meu prazer te molha,
Tornando o teu,
O gozo que reflete o meu.
Eliz Leão
Minha imaginação voa,
Semeia, regando essa carne,
Antes tão árida, solitária,
Agora, transformada em um lindo oásis.
Tua pele de reentrâncias,
Protuberâncias,
Toma a minha,
Fazendo nuances,
De arrepios e calor.
Quero, provar do teu doce salgado,
Do teu gemido, gritado,
Da tua ondulação em mim.
Pisco, e meu prazer te molha,
Tornando o teu,
O gozo que reflete o meu.
Eliz Leão
Cansada da minh'alma quebrada
Arquejante, sussurrante,
Que me acorda às três da madrugada.
Que grita e vocifera,
Todas as dores que passeiam por mim.
Cansada, da culpa, da raiva
De tudo que impõe à minha vida,
Feminina?
Como devo vestir,
Quando chorar,
Como me portar.
Cansada do tudo que enfiaram comigo, dentro de uma caixa, fechada, quadrada, apertada,me impedindo o crescimento,
Que me imputaram, como sendo meu, sendo eu...
Cansada do rosa, do azul, do pseudo conhecimento, que de conhecimento não tem nada, além de achismos.
Cansada dos julgamentos,
Os quais ignoro, pois eles não pagam minha janta.
Cansada dos olhares, que me transformaram em apenas carne, pra ser vista e consumida.
Apenas um produto, para dar prazer, nunca receber, e se eu não tiver, ou não der, a culpa ainda é minha.
E seguem incólumes, todos eles, cometendo seus crimes nas nossas carnes, nas nossas custas, até nossa morte.
Eu morri a primeira vez, aos seis anos.
A quem eu quis seduzir...?!
O ódio consome, a única saída é a revanche?
Eliz Leão
Arquejante, sussurrante,
Que me acorda às três da madrugada.
Que grita e vocifera,
Todas as dores que passeiam por mim.
Cansada, da culpa, da raiva
De tudo que impõe à minha vida,
Feminina?
Como devo vestir,
Quando chorar,
Como me portar.
Cansada do tudo que enfiaram comigo, dentro de uma caixa, fechada, quadrada, apertada,me impedindo o crescimento,
Que me imputaram, como sendo meu, sendo eu...
Cansada do rosa, do azul, do pseudo conhecimento, que de conhecimento não tem nada, além de achismos.
Cansada dos julgamentos,
Os quais ignoro, pois eles não pagam minha janta.
Cansada dos olhares, que me transformaram em apenas carne, pra ser vista e consumida.
Apenas um produto, para dar prazer, nunca receber, e se eu não tiver, ou não der, a culpa ainda é minha.
E seguem incólumes, todos eles, cometendo seus crimes nas nossas carnes, nas nossas custas, até nossa morte.
Eu morri a primeira vez, aos seis anos.
A quem eu quis seduzir...?!
O ódio consome, a única saída é a revanche?
Eliz Leão
Diario de escrita de uma escritora em pânico com vida dupla:
Ahh não aguento mais pintar, mas preciso exercitar para melhorar o desenho
mas AAAH não consigo escrever e minha escrita estou sentindo que está começando a mofar ou criar pó? Teias de aranha ainda não cheguei nesse estado.
Espero que termine logo os exercicios da minha outra vida e que não me arraste até o fim de noite, porque EU PRECISO ESCREVER AAAAAH!
Ahh não aguento mais pintar, mas preciso exercitar para melhorar o desenho
mas AAAH não consigo escrever e minha escrita estou sentindo que está começando a mofar ou criar pó? Teias de aranha ainda não cheguei nesse estado.
Espero que termine logo os exercicios da minha outra vida e que não me arraste até o fim de noite, porque EU PRECISO ESCREVER AAAAAH!
Diaria de uma ilustradora quase frustrada:
eeeeeeweeeeeeeeeeeeeeee
aprendi a pintar vrido ( ta errado de proposito memo, tô feliz e vou falar do jeito que quero)
e de arrasto acho que cheguei perto de como pintar água
Então sem mais delongas , a obra prima dessa noite
Ah água tá! o vidro também passei raiva , ai não valeu
eeeeeeweeeeeeeeeeeeeeee
aprendi a pintar vrido ( ta errado de proposito memo, tô feliz e vou falar do jeito que quero)
e de arrasto acho que cheguei perto de como pintar água
Então sem mais delongas , a obra prima dessa noite
Ah água tá! o vidro também passei raiva , ai não valeu
Quero escrever
um poema de saudade.
Na madrugada,
minha dor abraça
meu travesseiro.
Na dor,
meu travesseiro
é o que tenho
à mão, e ao meu corpo.
Nunca bastará.
Quero voltar aos sonhos.
Na verdade, não:
Quero, bem acordado,
trazer-te para cá.
A saudade se manteria
presente,
como a lenha infinita
que nosso amor
queimará.
Alberto Busquets.
#Desafio 104
um poema de saudade.
Na madrugada,
minha dor abraça
meu travesseiro.
Na dor,
meu travesseiro
é o que tenho
à mão, e ao meu corpo.
Nunca bastará.
Quero voltar aos sonhos.
Na verdade, não:
Quero, bem acordado,
trazer-te para cá.
A saudade se manteria
presente,
como a lenha infinita
que nosso amor
queimará.
Alberto Busquets.
#Desafio 104
#Desafio 101
*Tato*
As mãos, que me tiram do sério,
E permeiam meu imaginário.
Percorrem em mim cada sentido,
Desvendando-me no tato!
Arrancando-me o marasmo,
Na ponta dos seus dedos.
Dedilhando em mim sua poesia.
Versando meus sentidos com maestria.
Me encantando sem pena,
Provando meu gosto.
Com olhar de predador, fito nos meus olhos!
Inserido dentro e ensopando de mim,
Seus dedos grossos.
MarU
*Tato*
As mãos, que me tiram do sério,
E permeiam meu imaginário.
Percorrem em mim cada sentido,
Desvendando-me no tato!
Arrancando-me o marasmo,
Na ponta dos seus dedos.
Dedilhando em mim sua poesia.
Versando meus sentidos com maestria.
Me encantando sem pena,
Provando meu gosto.
Com olhar de predador, fito nos meus olhos!
Inserido dentro e ensopando de mim,
Seus dedos grossos.
MarU
#Desafio 102
*Por um fi(lh)o*
A sutileza do vazio
Como um sexto sentido,
Subitamente me acerca.
(O sinto vindo…)
No peito, um aperto,
Um frio sem sentido.
É o vazio:
Estou alerta.
Ele vem sem aviso,
Toma de mim
O colorido,
O sabor,
A fragrância,
Essência.
Toma-me o calor,
Me deixa com frio.
Mas, por já haver
Vivido algo parecido,
Se tornou fácil
Me acostumar…
Até não sobrar
Nenhum sentido.
Vão-se os sentimentos,
Vai-se a vontade de viver.
Não tem luz,
Não tem escuridão,
Não tem nada
Que me faça sentir.
Apesar de tudo,
Há um fio fino
Pelo qual
Me amarro,
Me agarro
Com toda minha crença
De que,
Amarrada a este fio,
A minha existência
Fará diferença.
A este fio
Me amarro,
Como sentença
De permanência.
Este fio
É meu último ato
Da mais pura resistência.
Meu fi(lh)o.
MarU
*Por um fi(lh)o*
A sutileza do vazio
Como um sexto sentido,
Subitamente me acerca.
(O sinto vindo…)
No peito, um aperto,
Um frio sem sentido.
É o vazio:
Estou alerta.
Ele vem sem aviso,
Toma de mim
O colorido,
O sabor,
A fragrância,
Essência.
Toma-me o calor,
Me deixa com frio.
Mas, por já haver
Vivido algo parecido,
Se tornou fácil
Me acostumar…
Até não sobrar
Nenhum sentido.
Vão-se os sentimentos,
Vai-se a vontade de viver.
Não tem luz,
Não tem escuridão,
Não tem nada
Que me faça sentir.
Apesar de tudo,
Há um fio fino
Pelo qual
Me amarro,
Me agarro
Com toda minha crença
De que,
Amarrada a este fio,
A minha existência
Fará diferença.
A este fio
Me amarro,
Como sentença
De permanência.
Este fio
É meu último ato
Da mais pura resistência.
Meu fi(lh)o.
MarU
‘Não quero falar do meu amor,
nem das poesias que li nos livros.’
Quero desabafar com os lírios
soltar no vento os meus suspiros
Não quero promessas, nem fantasias
nem esperança nesse tormento
Quero o silêncio que alivia
a paz no sopro de um momento
Quero dormir no meu abrigo
e, quem sabe, sem mais ferida
acabar sorrindo comigo
enfim em paz com a minha vida.
Utopia
nem das poesias que li nos livros.’
Quero desabafar com os lírios
soltar no vento os meus suspiros
Não quero promessas, nem fantasias
nem esperança nesse tormento
Quero o silêncio que alivia
a paz no sopro de um momento
Quero dormir no meu abrigo
e, quem sabe, sem mais ferida
acabar sorrindo comigo
enfim em paz com a minha vida.
Utopia
Abre… mais um pouco.
Quero te ver inteira antes dos meus dedos te tomarem.
Quero te devorar no desejo de te possuir por completo,
chupar cada parte tua, te fazer minha.
Vem… chega mais perto.
Roça teus seios nos meus,
se exibe como quem quer ser comprada.
E eu compro, recompro, te uso inteira.
Se expõe… deixa minha língua passear por ti
orelha, pescoço, barriga…
Buceta e cu ao meu dispor, abertos para mim.
Te chupar, te explorar sem pressa, em cada detalhe,
te preencher entre dedos e entradas,
te fazer gemer, gozar, implorar,
ajoelhada entre minhas pernas, pedindo mais.
E eu te dou.
Te prendo pelos cabelos, puxo tua boca para a minha,
me esfrego em ti, sinto teu calor, teu gosto, tua entrega.
Te viro de bruços, te seguro firme,
te faço sentir cada investida, cada estremecer,
te afundo contra mim até que não haja mais nada
somos só pele, suor e tesão.
Te faço perder a noção do tempo,
te deixo marcada nos lençóis, nas paredes,
no meu corpo.
E quando acha que terminou,
te puxo de volta,
porque ainda não tive o bastante.
Quero mais…
Quero te ver inteira antes dos meus dedos te tomarem.
Quero te devorar no desejo de te possuir por completo,
chupar cada parte tua, te fazer minha.
Vem… chega mais perto.
Roça teus seios nos meus,
se exibe como quem quer ser comprada.
E eu compro, recompro, te uso inteira.
Se expõe… deixa minha língua passear por ti
orelha, pescoço, barriga…
Buceta e cu ao meu dispor, abertos para mim.
Te chupar, te explorar sem pressa, em cada detalhe,
te preencher entre dedos e entradas,
te fazer gemer, gozar, implorar,
ajoelhada entre minhas pernas, pedindo mais.
E eu te dou.
Te prendo pelos cabelos, puxo tua boca para a minha,
me esfrego em ti, sinto teu calor, teu gosto, tua entrega.
Te viro de bruços, te seguro firme,
te faço sentir cada investida, cada estremecer,
te afundo contra mim até que não haja mais nada
somos só pele, suor e tesão.
Te faço perder a noção do tempo,
te deixo marcada nos lençóis, nas paredes,
no meu corpo.
E quando acha que terminou,
te puxo de volta,
porque ainda não tive o bastante.
Quero mais…