Os deuses
escrevem
"beleza"
por linhas
sinuosas.
Eu sei:
vi e acredito.
A luz também,
quando brinca
nas tuas curvas.
Mas minhas mãos
só creem no que tocam.
Heresia!
Querem agarrar tua cintura
fazendo do teu suor
liturgia.
Ficassem alheias
ao teu corpo,
Pecado maior seria!
Alberto Busquets
#Desafio 073
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Minhas vidas vão seguindo
Minhas dúvidas vão sumindo
Decolando da minha janela.
Eu, constante, fiquei.
Sempre fico,
como se eu fosse
o próprio ficar.
Cada vez mais rijo,
mais lítico, mais pedra.
Não demora, agora:
já já serei eu o aparante
Parapeito rochoso
da janela de outro
ficante.
E ao fim, desmoronar.
Alberto Busquets.
#Desafio 074
Minhas dúvidas vão sumindo
Decolando da minha janela.
Eu, constante, fiquei.
Sempre fico,
como se eu fosse
o próprio ficar.
Cada vez mais rijo,
mais lítico, mais pedra.
Não demora, agora:
já já serei eu o aparante
Parapeito rochoso
da janela de outro
ficante.
E ao fim, desmoronar.
Alberto Busquets.
#Desafio 074
selvagem
este corpo lhe pertence
o tateie, o rasgue!
lambe-o, chupa-o
selvagem
me oferto, presa
devora-me
me põe na boca
me põe em ti
roça e uiva
revela o instinto
alimenta-te de minha carne
a leva à tua garganta
saboreia a minha seiva
não deixas uma gota
desfruta de meus restos
e eu de tua nua fruta
comemo-nos
ceemos sem receio
melarei-me com tua polpa
a face entre as dunas
as mãos em tua maciez
colherei os suspiros
matarei a sede
com a tua mélea água.
selvagem
este corpo lhe pertence
o tateie, o rasgue!
lambe-o, chupa-o
selvagem
me oferto, presa
devora-me
me põe na boca
me põe em ti
roça e uiva
revela o instinto
alimenta-te de minha carne
a leva à tua garganta
saboreia a minha seiva
não deixas uma gota
desfruta de meus restos
e eu de tua nua fruta
comemo-nos
ceemos sem receio
melarei-me com tua polpa
a face entre as dunas
as mãos em tua maciez
colherei os suspiros
matarei a sede
com a tua mélea água.
O cego, vive de ilusões
Num castelo cheio de nada,
Onde as paredes flutuam,
Presas ao chão da imaginação.
Imaginação, que idealiza,
Engana e faz doer,
Quando a alma sente,
Que não há nada ali, para ver.
E quando o sol se põe,
Das colinas e montanhas,
Se vê, as consequências
Do baixar a guarda.
Desolado, o visionário, tenso
Caminha por escombros,
Daquilo que ele mesmo construiu,
No vórtice sem sentido da esperança.
Morreu ali, todas as suas ilusões.
A docilidade se findou,
À exaustão, se entrega,
Inapto.
E só espera que a paralisia,
O deixe, para que possa voar,
Por entre as nuvens, de vento,
Que o leve a recomeçar, desta vez,
Em suas próprias bases,
Pois só nessas, ele pode confiar.
Eliz Leão
Num castelo cheio de nada,
Onde as paredes flutuam,
Presas ao chão da imaginação.
Imaginação, que idealiza,
Engana e faz doer,
Quando a alma sente,
Que não há nada ali, para ver.
E quando o sol se põe,
Das colinas e montanhas,
Se vê, as consequências
Do baixar a guarda.
Desolado, o visionário, tenso
Caminha por escombros,
Daquilo que ele mesmo construiu,
No vórtice sem sentido da esperança.
Morreu ali, todas as suas ilusões.
A docilidade se findou,
À exaustão, se entrega,
Inapto.
E só espera que a paralisia,
O deixe, para que possa voar,
Por entre as nuvens, de vento,
Que o leve a recomeçar, desta vez,
Em suas próprias bases,
Pois só nessas, ele pode confiar.
Eliz Leão
Luz dos meus olhos
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver
Repesagem
Não me interessa a leveza
da pluma ou da pena.
Imutabilidade para mim
é incompletude;
não há eternidade
que seja serena.
Gosto do que
torna-se leve,
metamorfoseando-se
por interna vontade.
Invejo a beleza
da água em vapor
após cumprir sua missão
de tempestade.
Admiro a fluidez
e doçura da brisa
depois de acalmar-se
das monções da tarde.
Encanta-me tudo o que
alça voos com esforço.
Ainda que findos Ícaros,
ou em pleno processo:
brainstorming de esboços.
Não quero a leveza certa
das plumas constantes;
prefiro a transformação
das coisas
hoje esvoaçantes,
mas que já foram
plúmbeas
em algum instante.
Alberto Busquets
#Desafio 072
Não me interessa a leveza
da pluma ou da pena.
Imutabilidade para mim
é incompletude;
não há eternidade
que seja serena.
Gosto do que
torna-se leve,
metamorfoseando-se
por interna vontade.
Invejo a beleza
da água em vapor
após cumprir sua missão
de tempestade.
Admiro a fluidez
e doçura da brisa
depois de acalmar-se
das monções da tarde.
Encanta-me tudo o que
alça voos com esforço.
Ainda que findos Ícaros,
ou em pleno processo:
brainstorming de esboços.
Não quero a leveza certa
das plumas constantes;
prefiro a transformação
das coisas
hoje esvoaçantes,
mas que já foram
plúmbeas
em algum instante.
Alberto Busquets
#Desafio 072
A sua história
mais bela
ainda está
lhe esperando lá fora.
Abra a porta,
destranque a janela,
o coração,
o portão e a gaiola.
Vá sem pressa!
Vá contente
confiança latente
que o que é bom
não demora:
Derrame-se pela vida!
Com sorriso
e coragem
aproveite a viagem.
Ela é curta. Mas pode ser
bem cumprida...
Só não deixe-se
parado(a) na garagem!
;)
Alberto Busquets
#Desafio 071
mais bela
ainda está
lhe esperando lá fora.
Abra a porta,
destranque a janela,
o coração,
o portão e a gaiola.
Vá sem pressa!
Vá contente
confiança latente
que o que é bom
não demora:
Derrame-se pela vida!
Com sorriso
e coragem
aproveite a viagem.
Ela é curta. Mas pode ser
bem cumprida...
Só não deixe-se
parado(a) na garagem!
;)
Alberto Busquets
#Desafio 071
Eu te amo, até que tudo que conhecemos nesta vida, como certo, imutável, vire pó.
Eu te amo, até que minhas memórias, de quem você é, deixem de existir.
Eu te amo, até que todas as palavras que você me dedicou, se percam, nas dobras incontestáveis do tempo.
Eu te amo, até que, quem sabe um dia, nossa existência, seja medida apenas pelo tanto de amor, que podemos dar.
Eu te amo, mesmo, que apesar de tudo, seu amor, deixe de ser eu.
Eliz Leão
Eu te amo, até que minhas memórias, de quem você é, deixem de existir.
Eu te amo, até que todas as palavras que você me dedicou, se percam, nas dobras incontestáveis do tempo.
Eu te amo, até que, quem sabe um dia, nossa existência, seja medida apenas pelo tanto de amor, que podemos dar.
Eu te amo, mesmo, que apesar de tudo, seu amor, deixe de ser eu.
Eliz Leão
Me espreguiço,
me aproximo,
te abraço.
A manhã nem começou...
A fome não terminou.
Te aperto,
me esfrego,
me insinuo.
Teu corpo responde.
Meu corpo responde.
Te apalpo.
Me enfio.
Te possuo.
Teu corpo responde.
A fome responde.
Teus gemidos,
meus movimentos,
nossos ruídos.
Meu corpo não terminou.
A manhã nem começou...
Alberto Busquets.
#Desafio 066
me aproximo,
te abraço.
A manhã nem começou...
A fome não terminou.
Te aperto,
me esfrego,
me insinuo.
Teu corpo responde.
Meu corpo responde.
Te apalpo.
Me enfio.
Te possuo.
Teu corpo responde.
A fome responde.
Teus gemidos,
meus movimentos,
nossos ruídos.
Meu corpo não terminou.
A manhã nem começou...
Alberto Busquets.
#Desafio 066
Elas têm um dia
Formalmente só delas
Para lembrar-nos
Que, na verdade,
São incontestes proprietárias
De todos os nossos momentos.
Feliz dia internacional das mulheres!
Alberto Busquets.
#Desafio 067
Formalmente só delas
Para lembrar-nos
Que, na verdade,
São incontestes proprietárias
De todos os nossos momentos.
Feliz dia internacional das mulheres!
Alberto Busquets.
#Desafio 067