#Desafio 90
*Estrelas tardias*
Não é lógico
Sentir tanto
A sua falta.
Mas sinto!
Não esperava
O coração,
Desta forma,
Tão apertado.
Mas está!
Sei que tenho
Ao meu alcance,
Tão acessível,
Você disponível.
Mas não quero!
Não tenho o direito
De te atrapalhar.
Então,
Sinto no peito
A sua ausência.
Saudade necessária,
Na falta
Da tua presença.
Sofro calada.
Em silêncio, absorvo
Qualquer vestígio
Da tua passada.
Mas engulo a frio
E me contento
Com isso!
Não importa
O que passou.
Só importa
O que será!
Inda que
Desarraigue-se
Nosso tempo,
Na urbe mônada
Deste sentimento,
Ao fim do dia,
Nos ecos da penumbra.
Como estrelas tardias,
Nos juntaremos
No firmamento,
Quando o sol
Não mais brilhar!
MarU
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#Desafio 89
*Trinta e oito anos do meu silêncio*
Silêncio,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio!
O tempo passou,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio…
Em silêncio,
Estou refletindo.
Em silêncio,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio!
Em silêncio,
O tempo passou,
E dentro de mim,
Em silêncio,
Estou refletindo “o silêncio”,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio…
Sem silêncio,
Os anos passaram,
Mais de três décadas
E menos do que quatro.
Hoje, estou em silêncio…
E sem silêncio, os anos passaram.
O silêncio encontraram tarde,
Silêncio nem sempre calado.
Silêncio tão turbulento
Quanto um mar agitado.
Silêncio almejado,
Nem sempre alcançado.
Silêncio bradado
Nos ecos dos quatro ventos,
Silêncio vazado de dentro
Nos olhos molhados.
Hoje, estou em silêncio,
Nesta única vida.
Em silêncio…
Mas dentro deste silêncio,
Já vivi tantas outras!
Já fui várias versões
Da mesma pessoa.
Muda… No meu silêncio,
O silêncio muda a pessoa!
E o silêncio?
O silêncio…
Hoje, estou em silêncio.
Dentro de mim,
O tempo passou.
Estou refletindo,
Conversando comigo…
Os anos passaram!
Hoje, estou em silêncio.
Mas já foram turbulentos.
Hoje, estão em silêncio,
Nesta única vida.
Mas já vivi outras,
Versões da mesma pessoa.
E o silêncio?
Ah, o silêncio…
Ecoa, ardendo, revivendo
Cada fagulha de mim.
Gritando, reacendendo
Minha essência
No que ficou abafado,
Afogado por cada “silêncio”
Que guardei ao longo dos anos.
“Trinta e oito anos de silêncios.”
Hoje, tenho muito a refletir.
MarU
*Trinta e oito anos do meu silêncio*
Silêncio,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio!
O tempo passou,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio…
Em silêncio,
Estou refletindo.
Em silêncio,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio!
Em silêncio,
O tempo passou,
E dentro de mim,
Em silêncio,
Estou refletindo “o silêncio”,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio…
Sem silêncio,
Os anos passaram,
Mais de três décadas
E menos do que quatro.
Hoje, estou em silêncio…
E sem silêncio, os anos passaram.
O silêncio encontraram tarde,
Silêncio nem sempre calado.
Silêncio tão turbulento
Quanto um mar agitado.
Silêncio almejado,
Nem sempre alcançado.
Silêncio bradado
Nos ecos dos quatro ventos,
Silêncio vazado de dentro
Nos olhos molhados.
Hoje, estou em silêncio,
Nesta única vida.
Em silêncio…
Mas dentro deste silêncio,
Já vivi tantas outras!
Já fui várias versões
Da mesma pessoa.
Muda… No meu silêncio,
O silêncio muda a pessoa!
E o silêncio?
O silêncio…
Hoje, estou em silêncio.
Dentro de mim,
O tempo passou.
Estou refletindo,
Conversando comigo…
Os anos passaram!
Hoje, estou em silêncio.
Mas já foram turbulentos.
Hoje, estão em silêncio,
Nesta única vida.
Mas já vivi outras,
Versões da mesma pessoa.
E o silêncio?
Ah, o silêncio…
Ecoa, ardendo, revivendo
Cada fagulha de mim.
Gritando, reacendendo
Minha essência
No que ficou abafado,
Afogado por cada “silêncio”
Que guardei ao longo dos anos.
“Trinta e oito anos de silêncios.”
Hoje, tenho muito a refletir.
MarU
#Desafio 88
*Meus escombros*
Perdi o palato,
A fragrância não me incita.
Olho a vida em preto e branco,
E o trajeto: uma reta sem saídas.
Meu fogo se tornou brando,
Meu ardor se amornou.
A luz que me mantinha acesa
Era reflexo, e não mais me encontrou.
Me perdi aqui dentro, em pensamentos,
Vagando num castelo que construí.
Castelo que hoje é vazio e em ruínas,
Mas que, ainda, não desmoronou.
Assim como eu, continua em pé…
Até nos tornarmos escombros,
Lembranças do que um dia fomos.
Somos sombras, seremos assombros!
Apagados com o tempo,
Não permaneceremos nem memórias,
Até não sermos mais nada,
Perdidos no tempo e na história.
MarU
*Meus escombros*
Perdi o palato,
A fragrância não me incita.
Olho a vida em preto e branco,
E o trajeto: uma reta sem saídas.
Meu fogo se tornou brando,
Meu ardor se amornou.
A luz que me mantinha acesa
Era reflexo, e não mais me encontrou.
Me perdi aqui dentro, em pensamentos,
Vagando num castelo que construí.
Castelo que hoje é vazio e em ruínas,
Mas que, ainda, não desmoronou.
Assim como eu, continua em pé…
Até nos tornarmos escombros,
Lembranças do que um dia fomos.
Somos sombras, seremos assombros!
Apagados com o tempo,
Não permaneceremos nem memórias,
Até não sermos mais nada,
Perdidos no tempo e na história.
MarU
#Desafio 87
*Molhada*
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Tirei os sapatos e corri descalço.
Sequei ao vento, meu corpo molhado.
Minha pele, alegre, recebe o agrado,
Natureza rupestre, de alegria o arado.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Deitei na grama e dormi no orvalho.
Acordei sentindo que estive ao seu lado.
Sonhei manhã de amantes apaixonados.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Entreguei-me ao desejo tão sonhado,
Provei dos beijos, dormi em seus braços.
Senti na pele, no corpo suado… Acordei,
Com meus cabelos cacheados,
Molhados do meu suor.
MarU
*Molhada*
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Tirei os sapatos e corri descalço.
Sequei ao vento, meu corpo molhado.
Minha pele, alegre, recebe o agrado,
Natureza rupestre, de alegria o arado.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Deitei na grama e dormi no orvalho.
Acordei sentindo que estive ao seu lado.
Sonhei manhã de amantes apaixonados.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Entreguei-me ao desejo tão sonhado,
Provei dos beijos, dormi em seus braços.
Senti na pele, no corpo suado… Acordei,
Com meus cabelos cacheados,
Molhados do meu suor.
MarU
#Desafio 86
*Farmácia Particular*
Escrevo poemas
Que não gosto.
Mas os escrevo,
Mesmo assim!
Meus textos
São minha cura,
Para que o que estiver
Se fazendo em mim “loucura”
Não se faça meu fim.
Escrevo poemas
Que não gosto,
Nem posto.
Guardo-os
Só pra mim!
Mas, se alguém
Me pedir ajuda…
Não vou deixar
De doar
Meu remédio ruim:
Poemas amargos
Que curam,
Da minha
Farmácia particular,
Para outra alma
Tão sofredora
Quanto a minha.
MarU
*Farmácia Particular*
Escrevo poemas
Que não gosto.
Mas os escrevo,
Mesmo assim!
Meus textos
São minha cura,
Para que o que estiver
Se fazendo em mim “loucura”
Não se faça meu fim.
Escrevo poemas
Que não gosto,
Nem posto.
Guardo-os
Só pra mim!
Mas, se alguém
Me pedir ajuda…
Não vou deixar
De doar
Meu remédio ruim:
Poemas amargos
Que curam,
Da minha
Farmácia particular,
Para outra alma
Tão sofredora
Quanto a minha.
MarU
#Desafio 85
*Sina*
Há uma sina
Que me persegue.
Nesta vida, sou tolhida;
Do que a vida solicita, a sorte se retira.
Não serei a primeira em nada,
Por isso nem entro em competição.
Com tantos anos de estrada,
Já estou cansada de tantos “nãos”.
Não há nada de especial em mim,
Além dessa incrível falta de sorte.
Serei a segunda, terceira,
Última opção… Não tenho sorte.
Sei lá se existe vida após a morte?!
Por que devo estar pagando,
Colhendo o que fiz em outra vida,
Em outro tempo, neste plano.
A vida às vezes flerta comigo,
Me engana, me iludindo.
Mas não adianta… Nunca serei eu quem ganha.
No jogo da vida, estou impedida.
Perdendo, perdida…
Eu nunca ganho!
MarU
*Sina*
Há uma sina
Que me persegue.
Nesta vida, sou tolhida;
Do que a vida solicita, a sorte se retira.
Não serei a primeira em nada,
Por isso nem entro em competição.
Com tantos anos de estrada,
Já estou cansada de tantos “nãos”.
Não há nada de especial em mim,
Além dessa incrível falta de sorte.
Serei a segunda, terceira,
Última opção… Não tenho sorte.
Sei lá se existe vida após a morte?!
Por que devo estar pagando,
Colhendo o que fiz em outra vida,
Em outro tempo, neste plano.
A vida às vezes flerta comigo,
Me engana, me iludindo.
Mas não adianta… Nunca serei eu quem ganha.
No jogo da vida, estou impedida.
Perdendo, perdida…
Eu nunca ganho!
MarU
#Desafio 84
*Acordo silencioso*
Todos dormem,
Menos eu!
Pensamentos em recortes,
De estrofes que alguém escreveu
E ninguém leu.
Acordada, de acordo
Com o acordo silencioso
Que firmamos, tacitamente,
Sem ninguém acordar.
Me recordo
De cada palavra trocada,
Cada sensação imaginada,
Cada emoção sentida…
Conclusão de nada com nada.
Não daria certo, todavia!
Mas queria… Ah, como queria!
MarU
*Acordo silencioso*
Todos dormem,
Menos eu!
Pensamentos em recortes,
De estrofes que alguém escreveu
E ninguém leu.
Acordada, de acordo
Com o acordo silencioso
Que firmamos, tacitamente,
Sem ninguém acordar.
Me recordo
De cada palavra trocada,
Cada sensação imaginada,
Cada emoção sentida…
Conclusão de nada com nada.
Não daria certo, todavia!
Mas queria… Ah, como queria!
MarU
#Desafio 83
*Paixão de verdade*
Toca meu corpo,
Sente meu gosto,
Meu cheiro,
Me invade…
Faz loucuras
De amor na cama,
Me assanha,
Me arrebate!
Enrola meus cabelos
Nos seus dedos,
Me puxa.
Me enlace!
Suga meus seios,
Beija minha boca
Com desejo…
Me encare!
Faz-me tremer,
Gozando orgasmos.
Se banhe…
Me banhe…
Seja aconchego,
Meu colo…
Me rendo!
Descanse…
Descansemos…
Isso é paixão de verdade!
MarU
*Paixão de verdade*
Toca meu corpo,
Sente meu gosto,
Meu cheiro,
Me invade…
Faz loucuras
De amor na cama,
Me assanha,
Me arrebate!
Enrola meus cabelos
Nos seus dedos,
Me puxa.
Me enlace!
Suga meus seios,
Beija minha boca
Com desejo…
Me encare!
Faz-me tremer,
Gozando orgasmos.
Se banhe…
Me banhe…
Seja aconchego,
Meu colo…
Me rendo!
Descanse…
Descansemos…
Isso é paixão de verdade!
MarU
#Desafio 82
*Ressentida*
Apaguei suas cartas
As fotos, os versos…
Me afastei do que me mata
E me fode sem gozo ou afeto.
Se fui um dia tua?
Hoje sou muda, (me “tinha!”).
Em silêncio me guardo (covarde),
Sem tempo pra mais sofrimento.
Remoo vestígios do passado,
Procurando pistas que justifiquem
Permanecer ao seu lado,
Por negar que tudo tenha sido em vão.
Oh, que dor no coração!
Serei capaz de sobreviver ao perdão?
Ainda dói tanto confiar…
Há pranto e insegurança,
Que não me permitem enxergar
Se é possível ou não?!
Retendo a esperança,
De um dia esquecer
E te prover o meu perdão.
MarU
*Ressentida*
Apaguei suas cartas
As fotos, os versos…
Me afastei do que me mata
E me fode sem gozo ou afeto.
Se fui um dia tua?
Hoje sou muda, (me “tinha!”).
Em silêncio me guardo (covarde),
Sem tempo pra mais sofrimento.
Remoo vestígios do passado,
Procurando pistas que justifiquem
Permanecer ao seu lado,
Por negar que tudo tenha sido em vão.
Oh, que dor no coração!
Serei capaz de sobreviver ao perdão?
Ainda dói tanto confiar…
Há pranto e insegurança,
Que não me permitem enxergar
Se é possível ou não?!
Retendo a esperança,
De um dia esquecer
E te prover o meu perdão.
MarU
#Desafio 81
*Aceso*
Água de fonte,
Nascente,
Fluente.
Sua boca,
Sua fome,
Seu ardor
Em minha
Mente.
Meu corpo
Responde
Inconscientemente,
Inconsequente.
Meu ventre
Te sente,
Te sente…
Em minha
Mente.
Meu corpo
Responde,
Ascende…
O desejo
Tem fome,
Vontade
E arquejo.
Em minha
Mente,
Meu corpo
Responde
Ardentemente…
Aceso.
MarU
*Aceso*
Água de fonte,
Nascente,
Fluente.
Sua boca,
Sua fome,
Seu ardor
Em minha
Mente.
Meu corpo
Responde
Inconscientemente,
Inconsequente.
Meu ventre
Te sente,
Te sente…
Em minha
Mente.
Meu corpo
Responde,
Ascende…
O desejo
Tem fome,
Vontade
E arquejo.
Em minha
Mente,
Meu corpo
Responde
Ardentemente…
Aceso.
MarU