#Desafio 100
*Por hoje*
Por hoje,
Me basta
A palavra
Que me cala.
Por hoje,
Não para
A palpitação
Do que fala.
Por hoje,
Me escapa
A agonia
Que sinto.
Por hoje,
Eu paro,
Me calo,
Não minto.
Por hoje,
Eu só sinto,
Medito.
Por hoje,
Reflito.
Por hoje,
O aperto
No peito
Encontrou
Meu exício.
Por hoje,
Não almejo
Tanta agonia.
Admito,
Com dor,
Que minha aura
Está vazia.
Nem que seja
Só por hoje…
Por hoje…
Apenas,
Me limito.
MarU
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· Em andamento
#Desafio 99
*Decidi…*
Decidi não te dedicar
Mais nenhum texto.
Decidi abortar o sentimento,
Matar-te dentro do peito.
Decidi que não quero mais
Viver nesta tortura,
De dedicar-te amor e ternura,
Que, com desprezo, desfaz-se de mim.
Decidi, então, que deixarás de viver
Em meu coração.
Vais morrer! Pois te mato em meu peito.
Meu pleito é viver sem este tormento.
Decidi que te darei o meu desprezo,
Como um ato autodefeso.
Libertar meu coração do seu cabresto
Será o seu ou o meu fim…
Ou nada feito!
Decidi…
Mas não sou eu quem decido.
Amar você foi um ato (auto imbuído).
Queria não ter te querido, (Aconteceu!)
…Mas darei um jeito nisso.
Meu compromisso, agora, será comigo!
(Quando eu descobrir como fazer isso).
Em mim, terás morrido,
Para eu viver.
Ou, ao ler isto, terás entendido,
Afinal, o que tento te dizer.
MarU
*Decidi…*
Decidi não te dedicar
Mais nenhum texto.
Decidi abortar o sentimento,
Matar-te dentro do peito.
Decidi que não quero mais
Viver nesta tortura,
De dedicar-te amor e ternura,
Que, com desprezo, desfaz-se de mim.
Decidi, então, que deixarás de viver
Em meu coração.
Vais morrer! Pois te mato em meu peito.
Meu pleito é viver sem este tormento.
Decidi que te darei o meu desprezo,
Como um ato autodefeso.
Libertar meu coração do seu cabresto
Será o seu ou o meu fim…
Ou nada feito!
Decidi…
Mas não sou eu quem decido.
Amar você foi um ato (auto imbuído).
Queria não ter te querido, (Aconteceu!)
…Mas darei um jeito nisso.
Meu compromisso, agora, será comigo!
(Quando eu descobrir como fazer isso).
Em mim, terás morrido,
Para eu viver.
Ou, ao ler isto, terás entendido,
Afinal, o que tento te dizer.
MarU
#Desafio 98
*Minha escolha*
Luto, dia após dia,
Contra mim mesma.
Sinto, na sutileza da vida,
Uma tristeza descabida.
A beleza de poucos
Momentos felizes,
Onde não me encaixo,
Me traz estranhamento.
Com um sorriso, consinto.
Participo invisível da cena,
Mesmo no fundo sentindo
O arrebate dessa tristeza
Que persiste, em efeito rebote.
Só eu sei quantas vezes,
Por dia, desisto…
E ao desistir uma última vez,
Te olho, reflito…
E desisto da ideia de morrer.
Por você,
Todos os dias,
Meu filho,
Minha escolha é viver.
Por você!
MarU
*Minha escolha*
Luto, dia após dia,
Contra mim mesma.
Sinto, na sutileza da vida,
Uma tristeza descabida.
A beleza de poucos
Momentos felizes,
Onde não me encaixo,
Me traz estranhamento.
Com um sorriso, consinto.
Participo invisível da cena,
Mesmo no fundo sentindo
O arrebate dessa tristeza
Que persiste, em efeito rebote.
Só eu sei quantas vezes,
Por dia, desisto…
E ao desistir uma última vez,
Te olho, reflito…
E desisto da ideia de morrer.
Por você,
Todos os dias,
Meu filho,
Minha escolha é viver.
Por você!
MarU
#Desafio 97
*Sentimento ruim*
Tem dias que dói a alma.
Um nó insiste
Em fechar a garganta.
O peito parece querer
Expulsar o coração de dentro.
Esmoreço.
Me sinto à beira do precipício.
Olho para baixo,
Com o ímpeto de saltar…
Fugir…
Me esqueço do meu valor,
Sou apenas dor.
E, assim,
Tento lutar
Contra este sentimento.
Resisto…
Permaneço…
Tento esquecer,
Mas não esqueço
Este sentimento ruim.
MarU
*Sentimento ruim*
Tem dias que dói a alma.
Um nó insiste
Em fechar a garganta.
O peito parece querer
Expulsar o coração de dentro.
Esmoreço.
Me sinto à beira do precipício.
Olho para baixo,
Com o ímpeto de saltar…
Fugir…
Me esqueço do meu valor,
Sou apenas dor.
E, assim,
Tento lutar
Contra este sentimento.
Resisto…
Permaneço…
Tento esquecer,
Mas não esqueço
Este sentimento ruim.
MarU
#Desafio 96
*Cortaria minhas asas*
Fecha-me a porta
Abre a janela,
Assobia…
Como pássaro,
Convidando-me
Para entrar.
Fecha-me a porta
Abre a janela,
De onde sequer saberia
Dizer onde me encontrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Pequena,
Comparada à extensão
Das minhas asas,
Onde, mesmo escancarada,
Eu jamais caberia
Para passar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Assobia, assobia…
Seu canto
Me instiga,
Me provoca…
Assobiando
Me convida
A entrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Onde te ouço, encolhida,
Pensando numa forma
Bem cabida de me encaixar.
Quem sabe,
Pena por pena,
Das asas arrancadas?
Quem sabe,
De asas quebradas?
Ou apenas,
Cortando completamente
Minhas asas?
Eu caberia?
Ainda me acharia bonita,
Sem voo, nem pouso,
Em dor e sangue,
Lavada… Ferida?
… Eu caberia,
Finalmente,
Na sua entrada.
Mas…
Não!
Não adiantaria.
Sem asas,
Não alcançaria
A janela.
E a porta fechada,
Você teria de abrir,
Para me deixar passar.
Se eu sobreviver,
Irei te encontrar.
MarU
*Cortaria minhas asas*
Fecha-me a porta
Abre a janela,
Assobia…
Como pássaro,
Convidando-me
Para entrar.
Fecha-me a porta
Abre a janela,
De onde sequer saberia
Dizer onde me encontrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Pequena,
Comparada à extensão
Das minhas asas,
Onde, mesmo escancarada,
Eu jamais caberia
Para passar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Assobia, assobia…
Seu canto
Me instiga,
Me provoca…
Assobiando
Me convida
A entrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Onde te ouço, encolhida,
Pensando numa forma
Bem cabida de me encaixar.
Quem sabe,
Pena por pena,
Das asas arrancadas?
Quem sabe,
De asas quebradas?
Ou apenas,
Cortando completamente
Minhas asas?
Eu caberia?
Ainda me acharia bonita,
Sem voo, nem pouso,
Em dor e sangue,
Lavada… Ferida?
… Eu caberia,
Finalmente,
Na sua entrada.
Mas…
Não!
Não adiantaria.
Sem asas,
Não alcançaria
A janela.
E a porta fechada,
Você teria de abrir,
Para me deixar passar.
Se eu sobreviver,
Irei te encontrar.
MarU
#Desafio 95
*Tempo de chuva*
Quando a chuva cai
Ouço a gota que pinga,
Sinto o tempo esfriando
Na pele que arrepia.
Quando a chuva cai
Pego de café, uma xícara,
Aqueço com ela as mãos
E meu coração, com poesia.
Quando a chuva cai
Reflito na canção da vida,
Ouço no vento e no trovão,
A voz da perfeição divina.
Quando a chuva cai
Sinto, na mente onde
As ideias que ferviam,
A água também a me refrigerar.
Hoje,
Com a chuva ainda caindo,
Apenas paro para pensar, reflito
E aproveito para descansar.
Eu preciso!
MarU
*Tempo de chuva*
Quando a chuva cai
Ouço a gota que pinga,
Sinto o tempo esfriando
Na pele que arrepia.
Quando a chuva cai
Pego de café, uma xícara,
Aqueço com ela as mãos
E meu coração, com poesia.
Quando a chuva cai
Reflito na canção da vida,
Ouço no vento e no trovão,
A voz da perfeição divina.
Quando a chuva cai
Sinto, na mente onde
As ideias que ferviam,
A água também a me refrigerar.
Hoje,
Com a chuva ainda caindo,
Apenas paro para pensar, reflito
E aproveito para descansar.
Eu preciso!
MarU
#Desafio 94
*Meu algoz, minha paixão*
Ele detém meu fogo…
Desejo ardente que absorvo.
Degusto, fremente, seu jogo bobo…
Envolvente, sabe que sorvo.
Ele é meu confidente…
Sidera presente em minha mente.
Confiante e imponente, me pressente…
Mesmo quando me escondo.
Ele é meu algoz…
Pune meu amor com sua presença atroz.
Sentencia-me a uma vida de tédio,
Esperando você… me dar algum crédito.
Ele é minha paixão…
Desejo ardente em corpos, combustão.
Ânsia vertente, da mente ao ventre…
Nas veias, incêndio bravo…
Orgasmo…
Tesão!
MarU
*Meu algoz, minha paixão*
Ele detém meu fogo…
Desejo ardente que absorvo.
Degusto, fremente, seu jogo bobo…
Envolvente, sabe que sorvo.
Ele é meu confidente…
Sidera presente em minha mente.
Confiante e imponente, me pressente…
Mesmo quando me escondo.
Ele é meu algoz…
Pune meu amor com sua presença atroz.
Sentencia-me a uma vida de tédio,
Esperando você… me dar algum crédito.
Ele é minha paixão…
Desejo ardente em corpos, combustão.
Ânsia vertente, da mente ao ventre…
Nas veias, incêndio bravo…
Orgasmo…
Tesão!
MarU
#Desafio 93
*Sopro do coração*
Soprei ao vento saudades.
Vaguei, buscando-te à tarde.
Escrevi, com cuidado, o texto,
Declarando ao vento o sentimento
Que guardei dentro, a sete chaves.
Soprei ao vento que te amo,
E ele respondeu, em sopro insano,
Que, pra mim, tem outros planos.
Chorei de dor, amargamente,
Chamando o vento de insolente.
Soprei ao vento, novamente,
Mas o vento parou de repente.
E, no vazio do tempo silente,
Concluí te amar rebeldemente, pois
Não mando no que meu coração sente.
Soprei ao vento por engano.
Queria dizer logo que te amo.
Acabei soprando errado,
Meu recado saiu sussurrado,
E meu amor continuou trancado,
Graças ao vento enrolado,
Que pegou o meu recado.
Espero, com o peito emaranhado
Nesse sentimento complicado,
Que o amor convença o vento
A te entregar o meu recado.
— Te amo!
MarU
*Sopro do coração*
Soprei ao vento saudades.
Vaguei, buscando-te à tarde.
Escrevi, com cuidado, o texto,
Declarando ao vento o sentimento
Que guardei dentro, a sete chaves.
Soprei ao vento que te amo,
E ele respondeu, em sopro insano,
Que, pra mim, tem outros planos.
Chorei de dor, amargamente,
Chamando o vento de insolente.
Soprei ao vento, novamente,
Mas o vento parou de repente.
E, no vazio do tempo silente,
Concluí te amar rebeldemente, pois
Não mando no que meu coração sente.
Soprei ao vento por engano.
Queria dizer logo que te amo.
Acabei soprando errado,
Meu recado saiu sussurrado,
E meu amor continuou trancado,
Graças ao vento enrolado,
Que pegou o meu recado.
Espero, com o peito emaranhado
Nesse sentimento complicado,
Que o amor convença o vento
A te entregar o meu recado.
— Te amo!
MarU
#Desafio 92
*Sol encoberto*
Se apagar meu sorriso
E a cara fechar,
Serei capaz de transparecer
Doçura através do olhar?
Por detrás da carranca de frieza,
Através dos olhos,
Vermelhos de tristeza,
Ainda verão em mim beleza?
Verão os resquícios
Do meu sol adormecido,
Onde o tempo repousa,
Deprimido, contido em mim?
Tocarei, através das sombras,
A luz no horizonte das almas.
Entre nuvens escuras,
De céu encoberto, serei luz?
Não é tempo perdido,
É pausa para o sentimento,
Doer dolorido até exaurir-se,
Onde o silêncio me refaz.
E, da tempestade que hoje vivo,
Depois de chover tudo que sinto,
De corpo e alma lavadas, renovada,
Verei o sol resplandecer manumisso?
E, da minha carranca,
Verão nascer um sorriso?
Singela e verdadeira beleza,
Que vem de dentro da alma curada,
Reflexo do que sinto.
Sentirei, depois da enxurrada,
De lágrimas enxugadas,
Um arco-íris na alma, regenerada,
E então, meu sol fará o verão.
Verão!
MarU
*Sol encoberto*
Se apagar meu sorriso
E a cara fechar,
Serei capaz de transparecer
Doçura através do olhar?
Por detrás da carranca de frieza,
Através dos olhos,
Vermelhos de tristeza,
Ainda verão em mim beleza?
Verão os resquícios
Do meu sol adormecido,
Onde o tempo repousa,
Deprimido, contido em mim?
Tocarei, através das sombras,
A luz no horizonte das almas.
Entre nuvens escuras,
De céu encoberto, serei luz?
Não é tempo perdido,
É pausa para o sentimento,
Doer dolorido até exaurir-se,
Onde o silêncio me refaz.
E, da tempestade que hoje vivo,
Depois de chover tudo que sinto,
De corpo e alma lavadas, renovada,
Verei o sol resplandecer manumisso?
E, da minha carranca,
Verão nascer um sorriso?
Singela e verdadeira beleza,
Que vem de dentro da alma curada,
Reflexo do que sinto.
Sentirei, depois da enxurrada,
De lágrimas enxugadas,
Um arco-íris na alma, regenerada,
E então, meu sol fará o verão.
Verão!
MarU
#Desafio 91
*A mentira que amei*
Eu vi a luz dos seus olhos
E enxerguei sua alma.
Identifiquei sua essência,
Me vi em cada sua palavra.
Ao som de liras e flautas,
Dancei o epitalâmico cântico.
Em nuvens, na noite estrelada,
Me entreguei a você, sonhando.
Acreditei amar um amor etéreo,
Alimentei, sem perceber, seu ego.
Me vi, aos poucos, definhando,
Pois fui a única que estava amando.
Acordei para a vida, ainda em tempo.
Tentei esquecer o cruel sentimento,
Fracassei terrivelmente e, remoendo,
Aceitei: Amor se ama até não querendo.
Sentimento também tem orgulho ferido,
Dói a dor do amor não correspondido.
Mas prefiro ter sentido tudo isso
Do que não poder mais sentir nada.
Escolhi acolher no amor sua doce falácia
Em meu coração iludido,
Do que aceitar a verdade escancarada,
Pois só em meus sonhos faria sentido.
MarU
*A mentira que amei*
Eu vi a luz dos seus olhos
E enxerguei sua alma.
Identifiquei sua essência,
Me vi em cada sua palavra.
Ao som de liras e flautas,
Dancei o epitalâmico cântico.
Em nuvens, na noite estrelada,
Me entreguei a você, sonhando.
Acreditei amar um amor etéreo,
Alimentei, sem perceber, seu ego.
Me vi, aos poucos, definhando,
Pois fui a única que estava amando.
Acordei para a vida, ainda em tempo.
Tentei esquecer o cruel sentimento,
Fracassei terrivelmente e, remoendo,
Aceitei: Amor se ama até não querendo.
Sentimento também tem orgulho ferido,
Dói a dor do amor não correspondido.
Mas prefiro ter sentido tudo isso
Do que não poder mais sentir nada.
Escolhi acolher no amor sua doce falácia
Em meu coração iludido,
Do que aceitar a verdade escancarada,
Pois só em meus sonhos faria sentido.
MarU