#Desafio 260
*Sobram as borboletas*
Me faltam palavras…
sobram as borboletas.
Seu olhar me ilumina,
sua atenção me faz ir às estrelas,
sonhar com um dia bonito,
querer viver isso acordada.
Imaginando as mil maravilhas
que faria ao seu lado.
As palavras me fogem do texto,
escondem-se longe da boca,
entaladas dentro do peito,
reunidas na cabeça,
que pensa que te ama.
Falar eu não falo,
mas é cada diálogo
que invento na cabeça,
e debatendo comigo
por fora eu calo,
mas por dentro
me entrego inteira.
MarU
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#Desafio 259
*Sem lua*
Cantoria
de riacho,
cachoeira,
canário…
vagalumes
no pasto,
fogueira
estralando alto.
Céu de estrelas
sem lua.
Noite fresca,
saudades sua.
MarU
*Sem lua*
Cantoria
de riacho,
cachoeira,
canário…
vagalumes
no pasto,
fogueira
estralando alto.
Céu de estrelas
sem lua.
Noite fresca,
saudades sua.
MarU
#Desafio 258
*Vontade de viver*
Uma vida
parece tão pouco,
comparado
a capacidade
de expectativas
e possibilidades
que temos.
Nesta vida,
já vivi
tantas outras…
e mesmo
as tendo vivido,
quanto mais
eu vivo,
mais vejo o quanto
foram poucas.
Em meu coração,
carrego comigo
a vontade
incansável
de viver
ainda mais.
MarU
*Vontade de viver*
Uma vida
parece tão pouco,
comparado
a capacidade
de expectativas
e possibilidades
que temos.
Nesta vida,
já vivi
tantas outras…
e mesmo
as tendo vivido,
quanto mais
eu vivo,
mais vejo o quanto
foram poucas.
Em meu coração,
carrego comigo
a vontade
incansável
de viver
ainda mais.
MarU
#Desafio 257
*Retrato erótico*
Cheirosa e molhada,
vertendo desejo,
recebo-o dentro,
aberta e apertada.
Sinto-o quente,
deslizar suavemente…
enterrando-se
na textura aconchegante
do meu ventre.
Absorvendo-te,
acomodando-se,
me sentindo
em cada espasmo pulsante.
Permitindo o corpo fundir,
fluindo na energia um do outro.
Controlando o ritmo no lento,
no fundo, intenso, gostoso…
profundo, encaixando-se, vigoroso.
Do exercício: pompoar.
Artifício de querer tê-lo… preso,
sentindo do contorno o aperto,
o pulso, o impulso…
te expulso, espremendo…
se empurra pra dentro… gemendo.
Sentindo-me
massageando-o com a vulva…
pra dentro, pra fora,
sem deixar que o encaixe fuja.
O ritmo alterna,
elevo minhas pernas…
cruzada de sereia
sob seus ombros…
acelera… acelera…
Usa as mãos
para dar impulso…
estalido de corpos,
som de fluidos
molhados de gozo,
meus seios no ritmo,
balançando hipnóticos…
Seus olhos
sobre mim repousam,
gravando mentalmente
um retrato erótico.
Você está no controle.
Meus quadris
nas suas mãos,
meu seio na sua boca,
sua língua
no meu mamilo,
fazendo voltas…
me deixando louca,
e assim, eu gosto!
Me encontro
no seu ritmo,
no seu toque,
no seu cheiro,
nos seus olhos…
Gozo escandalosa,
me contorcendo,
enquanto você
comemora meu orgasmo…
sem perder o ritmo,
sem dar chance ao marasmo.
O tempo
que perdermos afastados
será recompensado encaixados,
até nos render ao cansaço
e acordarmos colados,
quando o dia amanhecer
neste quarto.
MarU
*Retrato erótico*
Cheirosa e molhada,
vertendo desejo,
recebo-o dentro,
aberta e apertada.
Sinto-o quente,
deslizar suavemente…
enterrando-se
na textura aconchegante
do meu ventre.
Absorvendo-te,
acomodando-se,
me sentindo
em cada espasmo pulsante.
Permitindo o corpo fundir,
fluindo na energia um do outro.
Controlando o ritmo no lento,
no fundo, intenso, gostoso…
profundo, encaixando-se, vigoroso.
Do exercício: pompoar.
Artifício de querer tê-lo… preso,
sentindo do contorno o aperto,
o pulso, o impulso…
te expulso, espremendo…
se empurra pra dentro… gemendo.
Sentindo-me
massageando-o com a vulva…
pra dentro, pra fora,
sem deixar que o encaixe fuja.
O ritmo alterna,
elevo minhas pernas…
cruzada de sereia
sob seus ombros…
acelera… acelera…
Usa as mãos
para dar impulso…
estalido de corpos,
som de fluidos
molhados de gozo,
meus seios no ritmo,
balançando hipnóticos…
Seus olhos
sobre mim repousam,
gravando mentalmente
um retrato erótico.
Você está no controle.
Meus quadris
nas suas mãos,
meu seio na sua boca,
sua língua
no meu mamilo,
fazendo voltas…
me deixando louca,
e assim, eu gosto!
Me encontro
no seu ritmo,
no seu toque,
no seu cheiro,
nos seus olhos…
Gozo escandalosa,
me contorcendo,
enquanto você
comemora meu orgasmo…
sem perder o ritmo,
sem dar chance ao marasmo.
O tempo
que perdermos afastados
será recompensado encaixados,
até nos render ao cansaço
e acordarmos colados,
quando o dia amanhecer
neste quarto.
MarU
#Desafio 256
*Coração atado*
Coração atado
no peito,
no leito
a nota é dó.
Meus olhos
dos seus
marejam,
nas mãos vazias
sem nós.
Na garganta
um nó se ata,
o silêncio
assume
minha voz.
Quisera ouvir
seus sonetos,
de mensagens
secretas
de nós.
MarU
*Coração atado*
Coração atado
no peito,
no leito
a nota é dó.
Meus olhos
dos seus
marejam,
nas mãos vazias
sem nós.
Na garganta
um nó se ata,
o silêncio
assume
minha voz.
Quisera ouvir
seus sonetos,
de mensagens
secretas
de nós.
MarU
#Desafio 255
*Ventos*
Os ventos
sopram ares.
Revolvem
os galhos
das árvores,
guiam,
nos céus,
as aves,
ondulam
as águas
dos mares.
Sopram quente
e sopram o frio.
Arrepiam a pele,
refrescam
o calor vil.
Movem
areias de dunas
de seus lugares.
Revoltam-se,
revolvendo-se,
arrastam
e carregam,
com fúria,
tudo pelos ares.
Seu furor
não vê desculpas:
faça fogo,
faça chuva,
faça tudo
que há na terra…
alimento
para sua busca.
E depois
de todo movimento,
plácido
e isento,
cessa
sua revolta.
E, à sua volta,
a brisa
é calmaria.
Após o tormento,
os ecos
do silêncio
entre os destroços
da força
de selvageria.
Ruídos altos
de silêncio,
gritos
do que foi,
um dia,
algo.
Gemidos doloridos
de todos,
aturdidos
pelo sentimento
de impotência
diante
de sua magnitude
e violência.
Os ventos
que sopram calmos
também sopram
árduos.
Só não sopram
de volta
o que já foi…
se foi.
Se foi!
MarU
*Ventos*
Os ventos
sopram ares.
Revolvem
os galhos
das árvores,
guiam,
nos céus,
as aves,
ondulam
as águas
dos mares.
Sopram quente
e sopram o frio.
Arrepiam a pele,
refrescam
o calor vil.
Movem
areias de dunas
de seus lugares.
Revoltam-se,
revolvendo-se,
arrastam
e carregam,
com fúria,
tudo pelos ares.
Seu furor
não vê desculpas:
faça fogo,
faça chuva,
faça tudo
que há na terra…
alimento
para sua busca.
E depois
de todo movimento,
plácido
e isento,
cessa
sua revolta.
E, à sua volta,
a brisa
é calmaria.
Após o tormento,
os ecos
do silêncio
entre os destroços
da força
de selvageria.
Ruídos altos
de silêncio,
gritos
do que foi,
um dia,
algo.
Gemidos doloridos
de todos,
aturdidos
pelo sentimento
de impotência
diante
de sua magnitude
e violência.
Os ventos
que sopram calmos
também sopram
árduos.
Só não sopram
de volta
o que já foi…
se foi.
Se foi!
MarU
#Desafio 254
*Merengue*
Gosto da cor,
da textura.
Gosto da forma,
e da temperatura.
Gosto do gosto,
de como sinto
com língua…
E, de súbito,
abocanhar
inteiro
dentro da boca…
e deslizar
pra fora,
lentamente,
como quem aprecia…
Aquela sensação
de crescer
e diminuir,
explodindo em leite
doce
dentro da boca.
Uma sensação pulsante,
que instiga a saliva
e me deixa
ansiando por outra.
Gosto de brincar
com as mãos,
e passear
com os dedos
nos intervalos…
intercalando
a respiração
com o toque.
O gosto,
a força,
a visão,
a temperatura…
E todas as outras coisas
que envolvem
degustá-lo.
Decantá-lo,
abocanhá-lo
e devorá-lo
lentamente,
até sentir
se desfazer…
Dentro da minha boca…
só suspiros…
e creme.
Merengue…
meu docinho
favorito
de comer.
MarU
*Merengue*
Gosto da cor,
da textura.
Gosto da forma,
e da temperatura.
Gosto do gosto,
de como sinto
com língua…
E, de súbito,
abocanhar
inteiro
dentro da boca…
e deslizar
pra fora,
lentamente,
como quem aprecia…
Aquela sensação
de crescer
e diminuir,
explodindo em leite
doce
dentro da boca.
Uma sensação pulsante,
que instiga a saliva
e me deixa
ansiando por outra.
Gosto de brincar
com as mãos,
e passear
com os dedos
nos intervalos…
intercalando
a respiração
com o toque.
O gosto,
a força,
a visão,
a temperatura…
E todas as outras coisas
que envolvem
degustá-lo.
Decantá-lo,
abocanhá-lo
e devorá-lo
lentamente,
até sentir
se desfazer…
Dentro da minha boca…
só suspiros…
e creme.
Merengue…
meu docinho
favorito
de comer.
MarU
#Desafio 253
*Entre nós*
Entre nós,
as palavras falam
mais do que dizemos.
Os silêncios gritam
o que precisa ser dito.
Nossos olhos calam,
mas não se deviam…
nem por um instante,
estão fixos
em cada detalhe
que julgarem importante.
Os ouvidos atentos
captam o tom da voz,
as notas da música…
captam o som
da respiração
nas pausas,
captam o que há no entorno:
se vento,
se mar,
se chuva…
se trânsito
nas ruas.
Mas o que há entre nós
de mais bonito,
sem dúvidas,
é o que sentimos.
Cada descoberta,
na memória,
um registro.
Cada palavra pronunciada,
assimilo.
Cada dor compartilhada,
sangro contigo.
…mas não largo
a sua mão,
e sinto
que não largará a minha,
mesmo que a distância
nos mantenha distantes
em corpo vivo.
A alma
nunca se ausenta:
faz memória,
se apresenta,
e, em consciência,
é presença…
em pensamento vívido.
MarU
*Entre nós*
Entre nós,
as palavras falam
mais do que dizemos.
Os silêncios gritam
o que precisa ser dito.
Nossos olhos calam,
mas não se deviam…
nem por um instante,
estão fixos
em cada detalhe
que julgarem importante.
Os ouvidos atentos
captam o tom da voz,
as notas da música…
captam o som
da respiração
nas pausas,
captam o que há no entorno:
se vento,
se mar,
se chuva…
se trânsito
nas ruas.
Mas o que há entre nós
de mais bonito,
sem dúvidas,
é o que sentimos.
Cada descoberta,
na memória,
um registro.
Cada palavra pronunciada,
assimilo.
Cada dor compartilhada,
sangro contigo.
…mas não largo
a sua mão,
e sinto
que não largará a minha,
mesmo que a distância
nos mantenha distantes
em corpo vivo.
A alma
nunca se ausenta:
faz memória,
se apresenta,
e, em consciência,
é presença…
em pensamento vívido.
MarU
#Desafio 252
*Vezes*
As vezes que eu queria falar,
e não falei nada.
As vezes que você poderia falar,
mas decidiu calar e ir embora pra casa.
As vezes que pensei estar conectada…
Sinto falta.
As vezes que você decidiu se afastar…
de tanto ter que lidar, decidi aceitar, calada.
As vezes que nos abrimos um pro outro,
mas, de um dia pro outro, nos fechamos.
As vezes que incluí você nos meus planos…
foram tantos!
As vezes que não soube dizer
se era amor ou engano.
As vezes que, num surto de ardor,
acabei transbordando.
Às vezes…
as vezes…
por vezes…
uma vez que… cada vez mais…
de vez em quando… ou desta vez…
vez por outra… de uma vez por todas!
Invés de… outra vez… dessa vez…
vês?! A vez… nossa vez…
talvez…
talvez!
MarU
*Vezes*
As vezes que eu queria falar,
e não falei nada.
As vezes que você poderia falar,
mas decidiu calar e ir embora pra casa.
As vezes que pensei estar conectada…
Sinto falta.
As vezes que você decidiu se afastar…
de tanto ter que lidar, decidi aceitar, calada.
As vezes que nos abrimos um pro outro,
mas, de um dia pro outro, nos fechamos.
As vezes que incluí você nos meus planos…
foram tantos!
As vezes que não soube dizer
se era amor ou engano.
As vezes que, num surto de ardor,
acabei transbordando.
Às vezes…
as vezes…
por vezes…
uma vez que… cada vez mais…
de vez em quando… ou desta vez…
vez por outra… de uma vez por todas!
Invés de… outra vez… dessa vez…
vês?! A vez… nossa vez…
talvez…
talvez!
MarU
#Desafio 251
*Lugar de paz*
Meu lugar de paz…
tem silêncio!
Cortinas fechadas,
cama desarrumada,
corpos nus,
sem energias para mais nada,
colados peito a peito.
O silêncio de tudo
que não mais importa
para este momento…
não agora!
Alma quieta,
completude manifesta,
carinho com dedos,
raspar suave de unhas
pela pele escorregadia.
Escaneando os detalhes
do seu corpo,
conhecendo com tato
o que a alma pressentia…
em sonhos.
Amortecida,
com uma suave sensação
de dormência no rosto,
e o olhar perdido…
pausado no seu,
meu céu.
viajando em cada nuance,
arcos da íris… profundos…
águas turvas, dias nublados,
cinza lua, brilhante…
cheia…
de calor de dentro,
dos nossos corpos,
no conforto desta cama,
entre lençóis,
no silêncio que ecoa,
ressona… dentro deste nó
em nós.
Neste momento
sou completa,
uníssona,
satisfeita,
sua…
tudo…
e nada mais.
MarU
*Lugar de paz*
Meu lugar de paz…
tem silêncio!
Cortinas fechadas,
cama desarrumada,
corpos nus,
sem energias para mais nada,
colados peito a peito.
O silêncio de tudo
que não mais importa
para este momento…
não agora!
Alma quieta,
completude manifesta,
carinho com dedos,
raspar suave de unhas
pela pele escorregadia.
Escaneando os detalhes
do seu corpo,
conhecendo com tato
o que a alma pressentia…
em sonhos.
Amortecida,
com uma suave sensação
de dormência no rosto,
e o olhar perdido…
pausado no seu,
meu céu.
viajando em cada nuance,
arcos da íris… profundos…
águas turvas, dias nublados,
cinza lua, brilhante…
cheia…
de calor de dentro,
dos nossos corpos,
no conforto desta cama,
entre lençóis,
no silêncio que ecoa,
ressona… dentro deste nó
em nós.
Neste momento
sou completa,
uníssona,
satisfeita,
sua…
tudo…
e nada mais.
MarU