#Desafio 270
*Cadência*
Corpos são feitos de encaixes.
Carnes, músculos, sangue…
Calores, ardores fugazes.
Desejos, delírios mundanos.
Deveres, deveras submissos.
Desvios dos nossos instintos.
Escárnio das vontades frementes.
Encontros em sonhos frequentes.
Enamorados, prazeres pretendem.
Fazem-me presa em desejo latente.
Fracamente resisto, não nego.
Francamente, não quero… não quero!
MarU
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#Desafio 269
*Sexo de reconciliação*
Nem tudo
são flores
no amor!
Às vezes,
amamos
com ódio,
fúria
e rancor.
Às vezes,
com
o coração
sangrando
dentro do peito,
sentido,
talvez,
até chorando
por dentro…
Mas desejando,
furiosamente,
sexo violento.
Amamos!
Gememos!
Fodemos!
Nos acabamos!
Descontando tudo
em sexo
feroz.
Sedentos
pelo gozo,
barulhentos,
como se
fôssemos loucos.
Nos perdendo,
até arrancar
do peito
todos
os sentimentos
negativos,
e nos desfazermos
em apenas
dois corpos
suados…
exaustos…
cansados…
sem fôlego…
Com sede
e falta de ar,
com o rosto
e a ponta
da língua
dormentes.
Desfalecemos
em silêncio,
colados…
olhando
profundamente
nos olhos.
Sentindo
o êxtase
aliviando,
e o corpo
permitindo
outra sensação:
alívio
para o coração,
com o amor
se refazendo
como novo.
Um brinde,
ao sexo
de reconciliação!
MarU
*Sexo de reconciliação*
Nem tudo
são flores
no amor!
Às vezes,
amamos
com ódio,
fúria
e rancor.
Às vezes,
com
o coração
sangrando
dentro do peito,
sentido,
talvez,
até chorando
por dentro…
Mas desejando,
furiosamente,
sexo violento.
Amamos!
Gememos!
Fodemos!
Nos acabamos!
Descontando tudo
em sexo
feroz.
Sedentos
pelo gozo,
barulhentos,
como se
fôssemos loucos.
Nos perdendo,
até arrancar
do peito
todos
os sentimentos
negativos,
e nos desfazermos
em apenas
dois corpos
suados…
exaustos…
cansados…
sem fôlego…
Com sede
e falta de ar,
com o rosto
e a ponta
da língua
dormentes.
Desfalecemos
em silêncio,
colados…
olhando
profundamente
nos olhos.
Sentindo
o êxtase
aliviando,
e o corpo
permitindo
outra sensação:
alívio
para o coração,
com o amor
se refazendo
como novo.
Um brinde,
ao sexo
de reconciliação!
MarU
#Desafio 268
*Morri*
O nó, que me ata o peito.
Me sufoca e me mata
A desmazelo.
De dor,
sucumbi em desassossego
De dor,
esmoreci em agonia.
Morre a alma,
que vive em mim
Morre a vida,
que tive aqui.
A ferida do que passou ficou.
A ferida que não cicatrizou
e nem fechou.
Doendo dia após dia.
Doente sem o amor,
que me prometia.
Morri!
MarU
*Morri*
O nó, que me ata o peito.
Me sufoca e me mata
A desmazelo.
De dor,
sucumbi em desassossego
De dor,
esmoreci em agonia.
Morre a alma,
que vive em mim
Morre a vida,
que tive aqui.
A ferida do que passou ficou.
A ferida que não cicatrizou
e nem fechou.
Doendo dia após dia.
Doente sem o amor,
que me prometia.
Morri!
MarU
#Desafio 267
*Natal*
Natal perfeito,
seria me abrigar
no teu peito.
Sentir
sua pele desnuda,
acariciar com as unhas
seus pelos.
Sentir do suor
a fragrância de perfume,
misturado
com teu cheiro.
E, nos seus olhos,
ver estrelas,
explorando os céus
na sua boca,
com a língua.
Sentir, neste momento,
o complemento
de um desejo
que se realiza,
gravar
como memória
de Natal.
E amar
de cama farta
o banquete especial.
Ceiando meus seios
com fome de beijos,
arfando com seus dedos
entre minhas coxas.
Eu…
você,
em uma noite enluarada
entre lençóis…
até a alvorada..
Provando
sabor de vida,
na noite
mais esperada…
Nos servindo presentes,
sem mais tempo
a perder.
Meu feliz Natal
pra você!
MarU
*Natal*
Natal perfeito,
seria me abrigar
no teu peito.
Sentir
sua pele desnuda,
acariciar com as unhas
seus pelos.
Sentir do suor
a fragrância de perfume,
misturado
com teu cheiro.
E, nos seus olhos,
ver estrelas,
explorando os céus
na sua boca,
com a língua.
Sentir, neste momento,
o complemento
de um desejo
que se realiza,
gravar
como memória
de Natal.
E amar
de cama farta
o banquete especial.
Ceiando meus seios
com fome de beijos,
arfando com seus dedos
entre minhas coxas.
Eu…
você,
em uma noite enluarada
entre lençóis…
até a alvorada..
Provando
sabor de vida,
na noite
mais esperada…
Nos servindo presentes,
sem mais tempo
a perder.
Meu feliz Natal
pra você!
MarU
#Desafio 266
*Reticências*
Os ventos sopram
palavras fugazes,
mas o tempo
firma as permanências,
e nelas
marca reticências
para mais tarde.
Em tempos ferozes,
somos os algozes.
Maré cheia
de sentimentos traiçoeiros,
errantes navegantes
em mares estrangeiros.
Talvez os céus,
respondendo
às nossas preces,
se abram
e nos toquem
de sol e sal à pele,
aqueçam
e alegrem
nossos dias,
como guia.
E assim,
quem sabe,
acabe nossa agonia.
Do tempo,
teremos
brisa suave,
ondas de mar paradisíaco,
céu aberto
no lugar
de tempestades.
E o mundo
será pequeno,
e o tempo
será ameno,
e os caminhos
se entrelaçarão,
de encontro
ao mesmo destino.
E a vida
será completa,
para nunca mais
se perder.
MarU
*Reticências*
Os ventos sopram
palavras fugazes,
mas o tempo
firma as permanências,
e nelas
marca reticências
para mais tarde.
Em tempos ferozes,
somos os algozes.
Maré cheia
de sentimentos traiçoeiros,
errantes navegantes
em mares estrangeiros.
Talvez os céus,
respondendo
às nossas preces,
se abram
e nos toquem
de sol e sal à pele,
aqueçam
e alegrem
nossos dias,
como guia.
E assim,
quem sabe,
acabe nossa agonia.
Do tempo,
teremos
brisa suave,
ondas de mar paradisíaco,
céu aberto
no lugar
de tempestades.
E o mundo
será pequeno,
e o tempo
será ameno,
e os caminhos
se entrelaçarão,
de encontro
ao mesmo destino.
E a vida
será completa,
para nunca mais
se perder.
MarU
#Desafio 265
*Um mais um*
Um vinho
e massagem,
para criar
o clima de intimidade.
Uma noite
e boa vontade,
para deixar
os problemas
para mais tarde.
Um carinho
e óleo,
para deslizar
as mãos
com mais facilidade.
Um pouquinho
de malícia,
para esquentar
o clima
e partir
para o abate.
Um corpo,
mais um,
para refazerem-se
de prazer,
em só um.
MarU
*Um mais um*
Um vinho
e massagem,
para criar
o clima de intimidade.
Uma noite
e boa vontade,
para deixar
os problemas
para mais tarde.
Um carinho
e óleo,
para deslizar
as mãos
com mais facilidade.
Um pouquinho
de malícia,
para esquentar
o clima
e partir
para o abate.
Um corpo,
mais um,
para refazerem-se
de prazer,
em só um.
MarU
#Desafio 264
*Abandonei a leitura*
Mais uma vez,
parei no tempo…
temporal.
Por um momento,
cabelos escorrendo no rosto,
com tantas águas,
não hão mais lágrimas,
talvez lástimas,
no final.
Desta vez,
ao relento,
relendo textos
do arquivo mental…
revejo mais uma vez
aquela história,
que abandonei a leitura
para não ficar mal.
MarU
*Abandonei a leitura*
Mais uma vez,
parei no tempo…
temporal.
Por um momento,
cabelos escorrendo no rosto,
com tantas águas,
não hão mais lágrimas,
talvez lástimas,
no final.
Desta vez,
ao relento,
relendo textos
do arquivo mental…
revejo mais uma vez
aquela história,
que abandonei a leitura
para não ficar mal.
MarU
#Desafio 263
*Meu amor*
Meu amor…
meu coração
já sofreu demais!
As feridas abertas
ainda não fecharam.
Meu peito sangra vivo,
bate forte,
resistindo.
Minha vida
parece pouco,
porque não me valorizo.
Internalizo sentimentos fortes,
tomando fraquezas por norte.
Faço aporte de inseguranças,
sobressalentes à esperança.
Me recolho
à insignificância
e me retiro
do alcance
de quem talvez me ama.
Na ânsia
de não lhe ser
um desatino…
destinada ao fracasso
de amores
não correspondidos.
MarU
*Meu amor*
Meu amor…
meu coração
já sofreu demais!
As feridas abertas
ainda não fecharam.
Meu peito sangra vivo,
bate forte,
resistindo.
Minha vida
parece pouco,
porque não me valorizo.
Internalizo sentimentos fortes,
tomando fraquezas por norte.
Faço aporte de inseguranças,
sobressalentes à esperança.
Me recolho
à insignificância
e me retiro
do alcance
de quem talvez me ama.
Na ânsia
de não lhe ser
um desatino…
destinada ao fracasso
de amores
não correspondidos.
MarU
#Desafio 262
*Se assim for o seu querer*
Deságuo no texto,
sem outra opção,
de aliviar o desejo,
a fome, o tesão…
Queimo o papel em palavras,
acesa por dentro,
nas profundezas da alma,
querendo, sentindo, contendo.
Escrevo despindo em versos,
meus avessos,
meus confessos…
Sabendo o quão imperfeita sou feita…
mas humana, dos pés a cabeça.
Não é a razão que fala,
é a alma…
O instinto não tem calma,
a pele chama ardendo pelo toque,
o corpo pede gemendo que me note.
E se bote no papel
que entreguei a você.
Venha ser o homem
do resto dos meus dias
e das noites
todo meu prazer…
se assim for o seu querer.
MarU
*Se assim for o seu querer*
Deságuo no texto,
sem outra opção,
de aliviar o desejo,
a fome, o tesão…
Queimo o papel em palavras,
acesa por dentro,
nas profundezas da alma,
querendo, sentindo, contendo.
Escrevo despindo em versos,
meus avessos,
meus confessos…
Sabendo o quão imperfeita sou feita…
mas humana, dos pés a cabeça.
Não é a razão que fala,
é a alma…
O instinto não tem calma,
a pele chama ardendo pelo toque,
o corpo pede gemendo que me note.
E se bote no papel
que entreguei a você.
Venha ser o homem
do resto dos meus dias
e das noites
todo meu prazer…
se assim for o seu querer.
MarU
#Desafio 261
*Impermanência*
Vivo uma vida,
com as malas prontas…
sempre pronta para partir.
Essa sensação de impermanência
me persegue e, mesmo ficando,
não me sinto enraizada ali.
Se fosse uma planta,
não viveria num pasto,
seria uma planta de vaso,
impedida de me fixar aqui.
Sempre trocada,
sempre mudada,
sem saber onde me ir.
MarU
*Impermanência*
Vivo uma vida,
com as malas prontas…
sempre pronta para partir.
Essa sensação de impermanência
me persegue e, mesmo ficando,
não me sinto enraizada ali.
Se fosse uma planta,
não viveria num pasto,
seria uma planta de vaso,
impedida de me fixar aqui.
Sempre trocada,
sempre mudada,
sem saber onde me ir.
MarU