~§~
Mia Luna mia.
Completamente bordada
presenteia-me com tuas sombras.
Vestida de noiva vens,
cheia de vél e grinalda.
Calda rodada desfilas no céu
noite afora feitas de mel.
...
Mia Luna mia.
És intangível meu amor almeja-la?
Ilumina meus olhos estrela,
vaga-lumes enamorados.
Perfumai nuvens tristeza
cheiro de terra chuva.
...
Mia Luna mia sola.
Atrai-me Sol a sóis
encoberta por meus raios.
Serei horizonte onde sempre estais.
perseguir-te hei a olhar seguindo-me.
Sempre estais, sempre vais,
sempre sois tua noite
Mia luna.
~§~
JJr.
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#Desafio140
Partitura da Falta
O real
escapa
me
assusta.
Sigo
na marcha silenciosa
da falta
do que nunca foi meu
e ainda assim
me move.
Causa do meu desejo:
tão perto
que queima
tão presente
que fere.
Visceral.
O gozo impossível
não me curva.
Me ergue.
Me afirma.
Sou mulher
na corda bamba
do querer:
barrada
cortada
castrada.
Não posso
ter tudo.
Mas desejo.
E o desejo rasteja
circula
lateja.
Insiste
mesmo sem razão
mesmo sem licença.
A angústia
rasga o peito
sem nome certo.
Desloca
condensa
encena.
Alerta vermelho:
o perigo mora dentro.
Ali
sob o tapete
varri
o que recusei sentir.
Crs Ribeiro
Partitura da Falta
O real
escapa
me
assusta.
Sigo
na marcha silenciosa
da falta
do que nunca foi meu
e ainda assim
me move.
Causa do meu desejo:
tão perto
que queima
tão presente
que fere.
Visceral.
O gozo impossível
não me curva.
Me ergue.
Me afirma.
Sou mulher
na corda bamba
do querer:
barrada
cortada
castrada.
Não posso
ter tudo.
Mas desejo.
E o desejo rasteja
circula
lateja.
Insiste
mesmo sem razão
mesmo sem licença.
A angústia
rasga o peito
sem nome certo.
Desloca
condensa
encena.
Alerta vermelho:
o perigo mora dentro.
Ali
sob o tapete
varri
o que recusei sentir.
Crs Ribeiro
O simples ato de existir
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Se falar dói.
Calar, então, corrói.
É estranho existir num mundo que pede pressa, mas nunca escuta. Todo mundo quer saber como você está, mas não se espera pela resposta inteira. E, se por acaso você resolve dizer, sente a garganta arder, porque dói abrir o peito e o sentimento.
Se respirar cansa, não respirar mata. Vivo correndo de um lado para o outro, tentando dar conta de tudo, às vezes esqueço de mim. Respiro pela metade, sorrio no automático, existo no intervalo entre uma obrigação e outra. O tempo virou inimigo e no entanto, eu sou refém dele.
A vida virou essa mistura de “vai logo” com “por que você não veio antes?”. De “preciso de você” com “não tem como ser depois?”. De “cuide de você” com “não pode faltar amanhã”.
Se pedir ajuda pesa, carregar sozinha afunda.Vou assim equilibrando as dores que não contei pra ninguém, os cansaços que disfarcei, os medos que guardei. Pq dizer que está difícil, às vezes, é mais difícil do que o próprio difícil.
Se lembrar dói, esquecer destrói.
Tem dias que a memória aperta, traz aquele cheiro, aquela frase, aquele olhar. E eu queria esquecer, mas esquecer seria apagar também as partes boas, as risadas que me salvaram em tardes inteiras, os detalhes pequenos que me diziam: fica.
Só que ficar cansa. Ir embora também.É essa dança entre o tudo e o nada. Entre querer colo e se fechar. Entre precisar de um abraço e não saber pedir. Entre ser forte porque é o que esperam e querer desabar porque é o que se sente. Se viver assim sufoca, viver de outro jeito parece que não dá.
Mas, no meio desse caos todo, a gente segue. Às vezes respirando fundo. Às vezes fingindo que não sente. Às vezes chorando no chuveiro para ninguém ver.
Porque, no fim, ninguém entende e quando entendem, já é tarde.
Calar, então, corrói.
É estranho existir num mundo que pede pressa, mas nunca escuta. Todo mundo quer saber como você está, mas não se espera pela resposta inteira. E, se por acaso você resolve dizer, sente a garganta arder, porque dói abrir o peito e o sentimento.
Se respirar cansa, não respirar mata. Vivo correndo de um lado para o outro, tentando dar conta de tudo, às vezes esqueço de mim. Respiro pela metade, sorrio no automático, existo no intervalo entre uma obrigação e outra. O tempo virou inimigo e no entanto, eu sou refém dele.
A vida virou essa mistura de “vai logo” com “por que você não veio antes?”. De “preciso de você” com “não tem como ser depois?”. De “cuide de você” com “não pode faltar amanhã”.
Se pedir ajuda pesa, carregar sozinha afunda.Vou assim equilibrando as dores que não contei pra ninguém, os cansaços que disfarcei, os medos que guardei. Pq dizer que está difícil, às vezes, é mais difícil do que o próprio difícil.
Se lembrar dói, esquecer destrói.
Tem dias que a memória aperta, traz aquele cheiro, aquela frase, aquele olhar. E eu queria esquecer, mas esquecer seria apagar também as partes boas, as risadas que me salvaram em tardes inteiras, os detalhes pequenos que me diziam: fica.
Só que ficar cansa. Ir embora também.É essa dança entre o tudo e o nada. Entre querer colo e se fechar. Entre precisar de um abraço e não saber pedir. Entre ser forte porque é o que esperam e querer desabar porque é o que se sente. Se viver assim sufoca, viver de outro jeito parece que não dá.
Mas, no meio desse caos todo, a gente segue. Às vezes respirando fundo. Às vezes fingindo que não sente. Às vezes chorando no chuveiro para ninguém ver.
Porque, no fim, ninguém entende e quando entendem, já é tarde.
#Desafio 137
❤️❤️
Língua na Curva
Flor se abre,
molhada.
Lua: cúmplice,
calada.
Sussurro rouco.
Minha sede
é tua dobra.
Tua pele
nunca foge.
No vão da perna,
minha boca
silencia,
arde,
implora.
Tua entrega
me devora.
Lençol no chão.
Tua sombra
me atravessa.
Cada gesto
uma promessa.
Meu peito arfa,
ritmo cru
dos teus dedos.
Minhas coxas,
teus segredos.
Tua carne pulsa.
Te penetro com a fala
e com a língua…
calas.
Teu gosto me guia.
Me afundo
até a espinha.
Sou fome
que te alinha.
Espasmo violento.
Chuva
arde em meu queixo.
Teu gozo
no meu beijo.
Me habitas inteira.
Teu prazer
me incendeia.
Sou vulva.
Fogo.
Fogueira.
Meu corpo é tua prova.
Tua boca
me conduz.
Sou mulher,
não peça:
me traduz!
Crs Ribeiro
❤️❤️
Língua na Curva
Flor se abre,
molhada.
Lua: cúmplice,
calada.
Sussurro rouco.
Minha sede
é tua dobra.
Tua pele
nunca foge.
No vão da perna,
minha boca
silencia,
arde,
implora.
Tua entrega
me devora.
Lençol no chão.
Tua sombra
me atravessa.
Cada gesto
uma promessa.
Meu peito arfa,
ritmo cru
dos teus dedos.
Minhas coxas,
teus segredos.
Tua carne pulsa.
Te penetro com a fala
e com a língua…
calas.
Teu gosto me guia.
Me afundo
até a espinha.
Sou fome
que te alinha.
Espasmo violento.
Chuva
arde em meu queixo.
Teu gozo
no meu beijo.
Me habitas inteira.
Teu prazer
me incendeia.
Sou vulva.
Fogo.
Fogueira.
Meu corpo é tua prova.
Tua boca
me conduz.
Sou mulher,
não peça:
me traduz!
Crs Ribeiro
Na Sacada (13/05/25 - 17:08)
A cidade dorme lá embaixo...
Os apartamentos vizinhos, apagados...
Apenas as luzes dos carros distantes...
Tendo apenas a lua como testemunha,
Na sacada, ela se encontra encostada na grade fria,
Seus seios firmes, arrepiados pelo vento.
A visão de seu corpo nu,
Banhado pela noite, é pura excitação...
Eu a puxo pela cintura,
Minhas mãos grandes deslizam pela pele nua...
Um arrepio percorre suas costas,
E o desejo umedece entre as suas pernas.
A minha virilidade pulsa com vigor...
Os nossos lábios se encontram,
Quentes e urgentes,
Em um beijo molhado,
Cheio de vontade...
Minhas mãos apertam suas nádegas...
Entregue,
Ela geme baixo, pedindo mais.
A blusa desliza pelos meus ombros...
O meu tórax pressionando os seios que saltam à luz da lua...
Quero mais...
Preciso de mais...
Abocanho seus seios...
Sugo com força...
A língua brinca,
E um gemido rouco escapa da boca dela.
Encostada na grade,
As pernas abertas...
Meus dedos percorrem o caminho...
Espalham o calor entre as coxas,
Fazendo-a se contorcer...
Arfando baixinho.
A cidade é um cenário distante,
Os carros passam sem imaginar
Que ali, sob o céu estrelado,
Ela, sem hesitar, se entrega a mim...
Os corpos colados...
O calor aumentando...
Cada estocada firme...
Profunda.
Um vai e vem que arranca suspiros,
E a sacada inteira vibra com a fome conjunta.
Ela segura a grade com força,
Rebolando no ritmo...
Pede mais fundo...
Pedindo por mais...
Finco os dedos em sua pele...
Deixando a minha marca em suas ancas...
Fazendo os gemidos se perderem no mundo.
A lua soturna observa silenciosa...
As estrelas piscam em consentimento...
E ali, na sacada esquecida...
Nós dois nos entregamos sem arrependimentos.
Desejos realizados e consentidos...
A respiração se torna ofegante...
Os corpos em chamas...
Os movimentos mais rápidos...
Intensos...
Até que o clímax explode em ondas...
E os gemidos abafados ecoam...
Os corpos tensos,
Relaxam...
Ofegantes,
Se olham com desejo...
Os olhos dela ainda brilham de vontade...
Eu a tomo em meus braços de novo...
E de novo...
Fazendo da noite eterna...
Porque a sacada agora é guardiã do nosso laço...
#
A cidade dorme lá embaixo...
Os apartamentos vizinhos, apagados...
Apenas as luzes dos carros distantes...
Tendo apenas a lua como testemunha,
Na sacada, ela se encontra encostada na grade fria,
Seus seios firmes, arrepiados pelo vento.
A visão de seu corpo nu,
Banhado pela noite, é pura excitação...
Eu a puxo pela cintura,
Minhas mãos grandes deslizam pela pele nua...
Um arrepio percorre suas costas,
E o desejo umedece entre as suas pernas.
A minha virilidade pulsa com vigor...
Os nossos lábios se encontram,
Quentes e urgentes,
Em um beijo molhado,
Cheio de vontade...
Minhas mãos apertam suas nádegas...
Entregue,
Ela geme baixo, pedindo mais.
A blusa desliza pelos meus ombros...
O meu tórax pressionando os seios que saltam à luz da lua...
Quero mais...
Preciso de mais...
Abocanho seus seios...
Sugo com força...
A língua brinca,
E um gemido rouco escapa da boca dela.
Encostada na grade,
As pernas abertas...
Meus dedos percorrem o caminho...
Espalham o calor entre as coxas,
Fazendo-a se contorcer...
Arfando baixinho.
A cidade é um cenário distante,
Os carros passam sem imaginar
Que ali, sob o céu estrelado,
Ela, sem hesitar, se entrega a mim...
Os corpos colados...
O calor aumentando...
Cada estocada firme...
Profunda.
Um vai e vem que arranca suspiros,
E a sacada inteira vibra com a fome conjunta.
Ela segura a grade com força,
Rebolando no ritmo...
Pede mais fundo...
Pedindo por mais...
Finco os dedos em sua pele...
Deixando a minha marca em suas ancas...
Fazendo os gemidos se perderem no mundo.
A lua soturna observa silenciosa...
As estrelas piscam em consentimento...
E ali, na sacada esquecida...
Nós dois nos entregamos sem arrependimentos.
Desejos realizados e consentidos...
A respiração se torna ofegante...
Os corpos em chamas...
Os movimentos mais rápidos...
Intensos...
Até que o clímax explode em ondas...
E os gemidos abafados ecoam...
Os corpos tensos,
Relaxam...
Ofegantes,
Se olham com desejo...
Os olhos dela ainda brilham de vontade...
Eu a tomo em meus braços de novo...
E de novo...
Fazendo da noite eterna...
Porque a sacada agora é guardiã do nosso laço...
#
Você lê.
Devagar.
Experimentando.
Meu texto desliza.
Palavras invadem.
Fronteiras somem.
Entre linhas.
Você sente.
Finge que não.
Cada ponto.
Suspiro.
Cada vírgula.
Desvio.
Te prendo nas entrelinhas.
E você deixa.
Gosta.
Minha palavra entra.
Te atravessa.
Te faz arder.
Página após página.
Você treme.
É só vontade?
Eu escrevo.
Você se entrega a leitura.
Silenciosa.
Mas eu escuto.
O som do seu corpo lendo.
Ofegante.
Não termine agora.
Leia de novo.
Recomece.
Te espero no próximo parágrafo.
Quer que eu continue?
Devagar.
Experimentando.
Meu texto desliza.
Palavras invadem.
Fronteiras somem.
Entre linhas.
Você sente.
Finge que não.
Cada ponto.
Suspiro.
Cada vírgula.
Desvio.
Te prendo nas entrelinhas.
E você deixa.
Gosta.
Minha palavra entra.
Te atravessa.
Te faz arder.
Página após página.
Você treme.
É só vontade?
Eu escrevo.
Você se entrega a leitura.
Silenciosa.
Mas eu escuto.
O som do seu corpo lendo.
Ofegante.
Não termine agora.
Leia de novo.
Recomece.
Te espero no próximo parágrafo.
Quer que eu continue?
#Desafio 133
(Imersa)
Aturdida.
Invadida.
Molhada.
Ar?
Suspiros
cor/ta/dos.
Naufrágio.
(Só o doce)
Não-tragédia
é desejo.
Desejo o fundo:
insanamente.
Virar água.
E sal.
E ti.
Me dissolver em você.
E depois,
talvez,
nascer
de novo.
Mais uma vez
renascer.
(Ou não.)
Crs Ribeiro
(Imersa)
Aturdida.
Invadida.
Molhada.
Ar?
Suspiros
cor/ta/dos.
Naufrágio.
(Só o doce)
Não-tragédia
é desejo.
Desejo o fundo:
insanamente.
Virar água.
E sal.
E ti.
Me dissolver em você.
E depois,
talvez,
nascer
de novo.
Mais uma vez
renascer.
(Ou não.)
Crs Ribeiro
Eu sou uma pessoa triste
não porque eu quis
mas porque ela me adotou
no meio de todos ela me escolheu
olhou em meus olhos e disse
você será meu
sim você que sente demais
você que quer mais
você que decidiu sonhar
eu quero você pra mim
e me adotou
até meu fim
Edu Liguori
não porque eu quis
mas porque ela me adotou
no meio de todos ela me escolheu
olhou em meus olhos e disse
você será meu
sim você que sente demais
você que quer mais
você que decidiu sonhar
eu quero você pra mim
e me adotou
até meu fim
Edu Liguori
Olhava pela janela
em busca de sonhos
outrora perdidos.
Mas de tanto olhar para fora
desapercebida esqueceu,
que os sonhos seus
estavam do lado de dentro.
#desafio 365/129
em busca de sonhos
outrora perdidos.
Mas de tanto olhar para fora
desapercebida esqueceu,
que os sonhos seus
estavam do lado de dentro.
#desafio 365/129