Pois as mesmas mãos
que guardam o coração,
ofertam-se em
completa doação.
Se é real,
que seja!
Amém!
Não é normal...
É muito além!
Isso é amar:
Um oceano de entrega,
em marés de sonhar!
E essa corrente
me leva,
me traz,
me solta
à nossa mercê.
Posso ser seu barco,
se fores minha vela!
Só quero navegar
se for com você!
Alberto Busquets.
#Desafio 107
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Eder B. Jr.
#Desafio 106
Na tela
na dela
ao alcance?
Trancada
sentinela
jogada
descabelada
na cama
uma fada:
safada
sem nada
rainha
sem coroa
cilada
feriado
na pele
taça cheia
riso profundo
sem relógio
sem culpa
só o silêncio
ecoando dentro
bem tirado
só ela
centelha
solta
nua
sem coleira
sem limites
alma vestida
de brilho
e cicatriz
de quem goza
sem pressa
as próprias descobertas
dona de si:
Feliz.
Crs Ribeiro
Na tela
na dela
ao alcance?
Trancada
sentinela
jogada
descabelada
na cama
uma fada:
safada
sem nada
rainha
sem coroa
cilada
feriado
na pele
taça cheia
riso profundo
sem relógio
sem culpa
só o silêncio
ecoando dentro
bem tirado
só ela
centelha
solta
nua
sem coleira
sem limites
alma vestida
de brilho
e cicatriz
de quem goza
sem pressa
as próprias descobertas
dona de si:
Feliz.
Crs Ribeiro
#Desafio 107
Coração Solto
Levo nada.
Trarei tudo?
Meus pés?
Bússolas bêbadas.
Meu coração?
Cão sem coleira.
Não quero certezas.
Quero estradas que mudam de nome,
encontros de uma estação;
o silêncio
que só existe
fora de casa.
O medo?
Chora no armário.
A culpa?
Dormiu no passado.
Hoje, sou filha do vento:
não me desculpo por danos.
Se eu tropeçar,
que seja em poesia.
Se me perder,
que seja de mim,
pra me achar melhor.
Viajar
desobedecer a rotina,
romper a cela do costume
de vestido novo
e alma nua.
E eu vou.
A Roda gira,
eu danço.
Temperança me guia
com mãos leves
e olhos no Enamorado.
E o Louco…
O Louco segura minha mão
e com a outra
afaga as estrelas.
Crs Ribeiro
Coração Solto
Levo nada.
Trarei tudo?
Meus pés?
Bússolas bêbadas.
Meu coração?
Cão sem coleira.
Não quero certezas.
Quero estradas que mudam de nome,
encontros de uma estação;
o silêncio
que só existe
fora de casa.
O medo?
Chora no armário.
A culpa?
Dormiu no passado.
Hoje, sou filha do vento:
não me desculpo por danos.
Se eu tropeçar,
que seja em poesia.
Se me perder,
que seja de mim,
pra me achar melhor.
Viajar
desobedecer a rotina,
romper a cela do costume
de vestido novo
e alma nua.
E eu vou.
A Roda gira,
eu danço.
Temperança me guia
com mãos leves
e olhos no Enamorado.
E o Louco…
O Louco segura minha mão
e com a outra
afaga as estrelas.
Crs Ribeiro
Deságua em mim
um silêncio sem margem.
Sou o leito que cede
ao toque da lembrança.
As pedras não falam,
mas guardam os gestos.
E eu, rio contido,
revivo o que escoamos.
Entre curvas e suspiros,
não fui tua nascente,
mas fui o caminho
onde tua essência nadou.
Não fazes pegadas,
mas ondas.
E toda vez que cerro os olhos,
elas me buscam,
me dobram,
nos desenham, nas almas.
Sou o som sem o ar.
Sou o fluir do molhar.
Sou o depois do ainda.
Depois.
Eder B. Jr.
um silêncio sem margem.
Sou o leito que cede
ao toque da lembrança.
As pedras não falam,
mas guardam os gestos.
E eu, rio contido,
revivo o que escoamos.
Entre curvas e suspiros,
não fui tua nascente,
mas fui o caminho
onde tua essência nadou.
Não fazes pegadas,
mas ondas.
E toda vez que cerro os olhos,
elas me buscam,
me dobram,
nos desenham, nas almas.
Sou o som sem o ar.
Sou o fluir do molhar.
Sou o depois do ainda.
Depois.
Eder B. Jr.
#Dia 310
Assombro
Surgiu calado, à margem da vigília,
Fez-se presença antes de ser vislumbre.
Assombro vestiu na própria pele, a matilha
Habitando a espreita que oculta o deslumbre.
É lâmina fria que afaga e desconcerta,
O brilho estranho em olhos sem memória.
Não pede crença, apenas se desperta
Como um sussurro herdado de mais uma história.
Nem dor, nem júbilo, um contente espanto,
Um passo hesita, a alma, enfim, suspende,
Mistura rara de temor, sabor e encanto.
O tempo cede ao que jamais se entende.
Assombro é o limiar entre o riso e o pranto.
A sombra onde reluz o que nos surpreende.
Eder B. Jr.
Assombro
Surgiu calado, à margem da vigília,
Fez-se presença antes de ser vislumbre.
Assombro vestiu na própria pele, a matilha
Habitando a espreita que oculta o deslumbre.
É lâmina fria que afaga e desconcerta,
O brilho estranho em olhos sem memória.
Não pede crença, apenas se desperta
Como um sussurro herdado de mais uma história.
Nem dor, nem júbilo, um contente espanto,
Um passo hesita, a alma, enfim, suspende,
Mistura rara de temor, sabor e encanto.
O tempo cede ao que jamais se entende.
Assombro é o limiar entre o riso e o pranto.
A sombra onde reluz o que nos surpreende.
Eder B. Jr.
Faz do meu corpo um altar
Para teus murmúrios e adoração
Beija meus pés com olhar, subindo aos tornozelos, então.
Rouquidão na voz, causada pelo ofego, arrepia a derme,
Causando comoção.
Toca, e faz o que quiser de mim,
Teu desejo é meu,
Já sou sua, na imaginação.
E mesmo antes dos teus lábios, provarem o sabor dos meus,
Eu já sonhava, com os desejos teus.
Sofri, chorei e morri, sem ter segurado sua mão.
Pedi, sonhei e enlouqueci,
Falando com a lua, em vão.
Pedi, por um sonho tão lindo, ganhei muito mais que isso.
Um cúmplice, um amor, um desejo e um amigo.
Me devora, penetra, firme me completa, até só restarmos, suor, gozo e tesão.
Eliz Leão
Para teus murmúrios e adoração
Beija meus pés com olhar, subindo aos tornozelos, então.
Rouquidão na voz, causada pelo ofego, arrepia a derme,
Causando comoção.
Toca, e faz o que quiser de mim,
Teu desejo é meu,
Já sou sua, na imaginação.
E mesmo antes dos teus lábios, provarem o sabor dos meus,
Eu já sonhava, com os desejos teus.
Sofri, chorei e morri, sem ter segurado sua mão.
Pedi, sonhei e enlouqueci,
Falando com a lua, em vão.
Pedi, por um sonho tão lindo, ganhei muito mais que isso.
Um cúmplice, um amor, um desejo e um amigo.
Me devora, penetra, firme me completa, até só restarmos, suor, gozo e tesão.
Eliz Leão
Hoje
quero me perder
na tua boca.
Quero bruxulear
ao teu sopro,
tal chama que sou.
Quero derreter
ao teu toque
e escorrer
por teus seios.
Quero
que me respires,
que me bebas,
que me devores.
Pois assim
renascerei
e, sólido,
te consumirei
de novo e de novo,
até as estrelas
se apagarem
de inveja e tesão.
Alberto Busquets.
#Desafio 108
Hoje
quero me perder
na tua boca.
Quero bruxulear
ao teu sopro,
tal chama que sou.
Quero derreter
ao teu toque
e escorrer
por teus seios.
Quero
que me respires,
que me bebas,
que me devores.
Pois assim
renascerei
e, sólido,
te consumirei
de novo e de novo,
até as estrelas
se apagarem
de inveja e tesão.
Alberto Busquets.
#Desafio 108
Se você deixa… O universo te puxa
Só que sem a devida atenção,
É perigoso ser arrastado para um lado
Em que a saída está a quilômetros do chão
Onde se vêem distâncias
Eu enxergo fios
E nos buracos, que a maioria se desvia
Existem milhares de tubos e conexões
Na terra há diásporas
Se conversando o tempo todo
E se convencendo de que
No ser humano ainda há razão
Se você deixa… O universo te guia
E com a devida atenção,
Sente-se cada pingo de energia
Elevando-nos ao mais alto cume
E já não se vêem distâncias
Só um emaranhado de fios
Preenchendo as lacunas
Com os sonhos e segredos
Diásporas, que habitam na terra
No ar, na pele e no coração
, Tiago Andreatto
Só que sem a devida atenção,
É perigoso ser arrastado para um lado
Em que a saída está a quilômetros do chão
Onde se vêem distâncias
Eu enxergo fios
E nos buracos, que a maioria se desvia
Existem milhares de tubos e conexões
Na terra há diásporas
Se conversando o tempo todo
E se convencendo de que
No ser humano ainda há razão
Se você deixa… O universo te guia
E com a devida atenção,
Sente-se cada pingo de energia
Elevando-nos ao mais alto cume
E já não se vêem distâncias
Só um emaranhado de fios
Preenchendo as lacunas
Com os sonhos e segredos
Diásporas, que habitam na terra
No ar, na pele e no coração
, Tiago Andreatto
#Desafio 108
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
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em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro