Marejo
Meus olhos
molhados,
perdidos
em sonhos
Do amor
que careço,
do abraço
que anseio,
do calor
que preciso
Do amor
que é um risco,
mas que não
é perigo
É afago, é afeto,
é fogo, e é feito
de promessas,
de palavras,
de pertencimento.
#desafio 365/94
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Eder B. Jr.
"Você Tem Certeza?", é a 7ª dramaturgia da série "12 Textos..."
Trata-se de um thriller/suspense, que envolve três personagens principais. Que tal conhecer, só um pouquinho deles:
Adriana sempre gostou de ler, de tudo. Consumia livros e livros e não só em português. Também lia em espanhol, inglês, francês. Não entendia tudo, mas lia, do seu jeito. Já escrever era um problema. Hora era bloqueio criativo, hora era um compromisso inadiável, hora era o último capítulo da novela. Escrever um projeto pra Edital então, nem pensar. Até tentou com amigos e até contratou profissionais pra escrever os projetos pra ela, mas nada ficava do seu agrado. Difícil!
Carlos não teve uma infância muito fácil, mas não dá pra ter a certeza que foi difícil. O pai era a regra em pessoa e mantinha a casa a cabresto curto. Dizia ele que era assim que as coisas funcionavam e elas tinham de funcionar.
No aniversário de 9 anos de Carlos, a mãe foi embora de casa e nunca mais voltou. As coisas tornaram-se ainda mais difíceis e o pai dele desabou por um momento, mas se levantou… E nunca mais se casou.
Tamara, desde pequena, foi dessas crianças que atraíam todos os olhares. Inicialmente pelas manhas barulhentas que fazia. Filha única, fazia escândalos que envergonhava os pais, que gente da mais alta classe, tentavam resolver tudo com uma boa conversa. A pequena já era muito esperta e se aproveitava disso a seu favor.
Na adolescência os meninos babavam por ela e as meninas também. Todas queriam ser ela. Já na vida adulta, as coisas não mudaram muito e ela adorava… Adorava “maltratar” os homens.
E então? Qual dos personagens te deu vontade de conhecer melhor?
Trata-se de um thriller/suspense, que envolve três personagens principais. Que tal conhecer, só um pouquinho deles:
Adriana sempre gostou de ler, de tudo. Consumia livros e livros e não só em português. Também lia em espanhol, inglês, francês. Não entendia tudo, mas lia, do seu jeito. Já escrever era um problema. Hora era bloqueio criativo, hora era um compromisso inadiável, hora era o último capítulo da novela. Escrever um projeto pra Edital então, nem pensar. Até tentou com amigos e até contratou profissionais pra escrever os projetos pra ela, mas nada ficava do seu agrado. Difícil!
Carlos não teve uma infância muito fácil, mas não dá pra ter a certeza que foi difícil. O pai era a regra em pessoa e mantinha a casa a cabresto curto. Dizia ele que era assim que as coisas funcionavam e elas tinham de funcionar.
No aniversário de 9 anos de Carlos, a mãe foi embora de casa e nunca mais voltou. As coisas tornaram-se ainda mais difíceis e o pai dele desabou por um momento, mas se levantou… E nunca mais se casou.
Tamara, desde pequena, foi dessas crianças que atraíam todos os olhares. Inicialmente pelas manhas barulhentas que fazia. Filha única, fazia escândalos que envergonhava os pais, que gente da mais alta classe, tentavam resolver tudo com uma boa conversa. A pequena já era muito esperta e se aproveitava disso a seu favor.
Na adolescência os meninos babavam por ela e as meninas também. Todas queriam ser ela. Já na vida adulta, as coisas não mudaram muito e ela adorava… Adorava “maltratar” os homens.
E então? Qual dos personagens te deu vontade de conhecer melhor?
a quero assim
tão perto
a quero assim
dentro de mim
unha e carne
flor e semente
céu e pássaro
duas metades
perfeitas
premeditadas
a quero assim
quente e colada
aninhada em mim.
tão perto
a quero assim
dentro de mim
unha e carne
flor e semente
céu e pássaro
duas metades
perfeitas
premeditadas
a quero assim
quente e colada
aninhada em mim.
Você sente, não sente?
Essa sensação na sua nuca descoberta, esse arrepio que sobe como um sopro gelado na espinha? Esse peso nos seus passos, como se o chão quisesse te prender? Você finge que não é nada… mas eu sei. Seu corpo me reconhece antes da sua mente entender.
Você me sente antes de me ver.
Perdida nessa trilha, ofegante como se tivesse corrido por horas. Está cansada do quê? Da rotina, do medo ou da vontade? Porque eu sinto seu medo e desejos exalando de você como doce perfume.
Eu te observo, enquanto todas as noites você sonha com dentes, com olhos brilhando na escuridão... Cada vez que acorda molhada e assustada sem saber por quê... Sou eu.
Você me chamou.
Não com palavras. Com o sangue pulsando, com o jeito que olha por cima do ombro, esperando que algo venha. Com seu jeito impulsivo, feroz. Você queria sentir algo real.
Você corre, mas seu cheiro me atrai. A floresta inteira se cala pra te ouvir passar. E todas as trilhas me levam a você.
E agora… agora que estou tão perto, consigo escutar seu coração martelando no peito. Tão rápido. Tão vivo.
Você sabe o que eu sou.
E ainda assim… você não grita. Por quê? Está esperando o quê de mim? Que eu te poupe? Que eu te tome? Que eu te transforme?
Diga. Peça.
Porque quando eu saltar, quando meu corpo cobrir o seu na terra fria, quando meus dentes se cravarem sua pele… não haverá mais volta.
Só você.
Eu.
E a escuridão.
Pra sempre.
Essa sensação na sua nuca descoberta, esse arrepio que sobe como um sopro gelado na espinha? Esse peso nos seus passos, como se o chão quisesse te prender? Você finge que não é nada… mas eu sei. Seu corpo me reconhece antes da sua mente entender.
Você me sente antes de me ver.
Perdida nessa trilha, ofegante como se tivesse corrido por horas. Está cansada do quê? Da rotina, do medo ou da vontade? Porque eu sinto seu medo e desejos exalando de você como doce perfume.
Eu te observo, enquanto todas as noites você sonha com dentes, com olhos brilhando na escuridão... Cada vez que acorda molhada e assustada sem saber por quê... Sou eu.
Você me chamou.
Não com palavras. Com o sangue pulsando, com o jeito que olha por cima do ombro, esperando que algo venha. Com seu jeito impulsivo, feroz. Você queria sentir algo real.
Você corre, mas seu cheiro me atrai. A floresta inteira se cala pra te ouvir passar. E todas as trilhas me levam a você.
E agora… agora que estou tão perto, consigo escutar seu coração martelando no peito. Tão rápido. Tão vivo.
Você sabe o que eu sou.
E ainda assim… você não grita. Por quê? Está esperando o quê de mim? Que eu te poupe? Que eu te tome? Que eu te transforme?
Diga. Peça.
Porque quando eu saltar, quando meu corpo cobrir o seu na terra fria, quando meus dentes se cravarem sua pele… não haverá mais volta.
Só você.
Eu.
E a escuridão.
Pra sempre.
Eu sei que existe em você uma urgência silenciosa que grita:
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
E se, por convicção,
eu me agarrasse à vida
e me amarrasse a você?
Faria do meu peito guarida
para a minha Musa sabida
se aninhar e adormecer ...
Levar-te-ia em mil aventuras!
Cobrir-te-ia das carícias mais puras
com a dedicação de quem vê
Que mil cachoeiras é pouco
para esse nosso amor louco
cessar de florescer!
Por certo eu sempre sonharia
muito bem acordado todo dia!
Vivendo o Entremeio em você.
E para embalar cada momento
teríamos rimas e música em alento
enquanto nos fartamos de amor e prazer!
Alberto Busquets
#Desafio 097
eu me agarrasse à vida
e me amarrasse a você?
Faria do meu peito guarida
para a minha Musa sabida
se aninhar e adormecer ...
Levar-te-ia em mil aventuras!
Cobrir-te-ia das carícias mais puras
com a dedicação de quem vê
Que mil cachoeiras é pouco
para esse nosso amor louco
cessar de florescer!
Por certo eu sempre sonharia
muito bem acordado todo dia!
Vivendo o Entremeio em você.
E para embalar cada momento
teríamos rimas e música em alento
enquanto nos fartamos de amor e prazer!
Alberto Busquets
#Desafio 097
Despretensiosa
mas sei bem o que quero.
Te provoco num gesto leve
como quem não quer nada…
Te puxo pra perto
te subo na mesa
te viro no sofá
Tua bunda empinada
me chama pra mergulhar
E se estás ocupada…
não me importa
quero agora!
Tua pele arrepia sob a minha
és minha.
Minha boca desliza
minha língua te encontra
tua flor fechada se abre
orvalhada, entregue.
Te aperto firme
puxo teus cabelos
mordo teu mamilo
lambo teu grelo
Te penetro com os dedos
fundo, com vontade
sem pressa de parar
Teu gemido me conta
que queres mais
E mais…
Minhas costas riscadas
pelas tuas unhas
teu corpo implora
sem pudor.
Te viro de novo
te tomo inteira
só minha.
Meu corpo te doma
me enlouquece.
E no fim, exausta
me sussurras:
me coma, mais!
mas sei bem o que quero.
Te provoco num gesto leve
como quem não quer nada…
Te puxo pra perto
te subo na mesa
te viro no sofá
Tua bunda empinada
me chama pra mergulhar
E se estás ocupada…
não me importa
quero agora!
Tua pele arrepia sob a minha
és minha.
Minha boca desliza
minha língua te encontra
tua flor fechada se abre
orvalhada, entregue.
Te aperto firme
puxo teus cabelos
mordo teu mamilo
lambo teu grelo
Te penetro com os dedos
fundo, com vontade
sem pressa de parar
Teu gemido me conta
que queres mais
E mais…
Minhas costas riscadas
pelas tuas unhas
teu corpo implora
sem pudor.
Te viro de novo
te tomo inteira
só minha.
Meu corpo te doma
me enlouquece.
E no fim, exausta
me sussurras:
me coma, mais!
Para não falar de amor,
Eu falo dos olhos teus,
De como são pequenos,
Castanhos e apertados,
E de como os cantos se enrugam,
Ao abrir do sorriso,
Mas lindo e encantador.
E de como seu rosto se Ilumina
Ao olhar-me, com admiração e amor.
Mas eu não iria falar do amor.
Então, falarei das atitudes.
Que ao iniciar do dia,
O bom dia é coisa certa,
Acompanhado do "te amo"
De uma foto, que abraça e aperta.
Aconchegando o coração,
Que logo cedo, já acelera.
Mas pra não falar de amor,
Eu menciono as pequenas coisas, Que fazem do meu dia a dia,
Muito mais leve e facilitado.
Do café na caneca,
Da louça lavada,
Da roupa limpa e estendida no varal,
Das várias mensagens,
De carinho e cuidado,
Durante o dia.
Da necessidade de almoçar juntos,
De levar nossa menina pra escola.
Das mãos dadas e pés encostados,
Ao assistir um seriado.
Da dedicação diária,
Minuto a minuto...
Tudo pra não falar de amor.
Eliz Leão
Eu falo dos olhos teus,
De como são pequenos,
Castanhos e apertados,
E de como os cantos se enrugam,
Ao abrir do sorriso,
Mas lindo e encantador.
E de como seu rosto se Ilumina
Ao olhar-me, com admiração e amor.
Mas eu não iria falar do amor.
Então, falarei das atitudes.
Que ao iniciar do dia,
O bom dia é coisa certa,
Acompanhado do "te amo"
De uma foto, que abraça e aperta.
Aconchegando o coração,
Que logo cedo, já acelera.
Mas pra não falar de amor,
Eu menciono as pequenas coisas, Que fazem do meu dia a dia,
Muito mais leve e facilitado.
Do café na caneca,
Da louça lavada,
Da roupa limpa e estendida no varal,
Das várias mensagens,
De carinho e cuidado,
Durante o dia.
Da necessidade de almoçar juntos,
De levar nossa menina pra escola.
Das mãos dadas e pés encostados,
Ao assistir um seriado.
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Tudo pra não falar de amor.
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Às sextas, sextamos
Na simbologia
Sejam poetas, sejam bestas
Amamos
Aos sons de trombetas
Usando tecnologia
Brinquedos, brincamos
Ou só euforia
Entre gregos e troianos
Carinhosos
Ou parecendo rituais e seitas
Sonhando
O que nem imaginaria
Semente penetrada
Saborosa colheita
Da ideia ao "aceita?"
Todos querem afinal
A boca
Seja de uau
Seja de eita!
Eder B. Jr.
#
Na simbologia
Sejam poetas, sejam bestas
Amamos
Aos sons de trombetas
Usando tecnologia
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Ou só euforia
Entre gregos e troianos
Carinhosos
Ou parecendo rituais e seitas
Sonhando
O que nem imaginaria
Semente penetrada
Saborosa colheita
Da ideia ao "aceita?"
Todos querem afinal
A boca
Seja de uau
Seja de eita!
Eder B. Jr.
#
Algo me diz que a gente é foto, tipo polaroid,
Que não se apaga totalmente, mas desbota
E vai amarelando e ficando, aos poucos, irreconhecível
Como aquele VHS velho, com a fita, magnética, toda avacalhada
A imagem, ali gravada, distorce à tela, distorce a vida
Que um dia foi e agora é só mais um “não era”
O metal evaporado contamina o ambiente fechado
Enquanto inalamos produtos tóxicos por todo o lado
O mundo não tinha acabado, mas estava acabado
Quando inventaram um novo modo de guardá-lo
Modo instantâneo, disseram, tomou conta de tudo
Tornamo-nos instantâneos, fajutos, descartáveis
Um reflexo nas fotografias que queríamos guardar,
Bem mais próximos de um retrato do que gostaríamos de esquecer
>> Polaroid
Que não se apaga totalmente, mas desbota
E vai amarelando e ficando, aos poucos, irreconhecível
Como aquele VHS velho, com a fita, magnética, toda avacalhada
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Que um dia foi e agora é só mais um “não era”
O metal evaporado contamina o ambiente fechado
Enquanto inalamos produtos tóxicos por todo o lado
O mundo não tinha acabado, mas estava acabado
Quando inventaram um novo modo de guardá-lo
Modo instantâneo, disseram, tomou conta de tudo
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Bem mais próximos de um retrato do que gostaríamos de esquecer
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