푨풔 풗풆풛풆풔, 풆풍풂 풗풐풍풕풂
#Desafio 365 dias (037 de 365)
Ref 06/02
푨풔 풗풆풛풆풔, 풆풍풂 풗풐풍풕풂
Ele acordou
No meio da noite;
Ela ainda estava ali.
Fingiu que não era nada,
Ignorou sua presença.
Preferia estar sozinho.
Mas ela
Se recusava a ir embora
Ficava dançando à sua frente
Marcando lugar
Escrevendo o seu nome:
Solidão.
E no frio da madrugada,
seus suspiros eram o vento,
um eco persistente de memórias
que ele preferia não ter.
Ele estendeu a mão,
mas o vazio respondeu,
pois a solidão não tem corpo.
No limbo eterno
entre o querer e o não querer,
ele se rendeu ao inevitável.
Até que um novo dia nascesse
e a luz dissipasse a névoa,
Ela seria sua única companhia.
Mas, por enquanto, noite.
Dor e escuridão.
Solidão.
Silêncio no quarto,
Um perfume distante,
sussurros perdidos.
Caminhos sem volta,
passos que se vão.
Um amor que se esvai.
Cartas não enviadas.
palavras esquecidas.
Solidão.
um olhar que não diz,
mas tudo revela.
Um olhar que se apaga
Quando a luz se esconde.
solidão, uma sombra,
silenciosa e pesada,
Sombras na parede.
Um vestido escuro,
Ela dança no espaço.
Ela senta ao seu lado.
Risos longínquos,
ecos do passado,
Órfãos de memórias.
Na mesa, um vazio,
na taça, um vazio,
Um copo quebrado,
fragmentos de "nós".
Nas sobras do jantar,
Nas sombras, nem o eu nem o tu
A desatar nós.
Mas não há mais nós:
Desata-os a aurora;
Um novo dia, uma nova esperança.
Ela ainda está ali.
No fim das sombras, a depressão:
Solidão.
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Eder B. Jr.
#Desafio 038
#
Te busco
no silêncio:
um toque,
um cheiro.
Teu pescoço,
ponto de fuga
onde o tempo
se dissolve
com um beijo.
Te enroscas
e me sabes:
não há curvas,
só a reta da vontade.
Te quero lentamente.
A cama é meta,
não há pressa.
Leitura de corpos,
gemidos...
delícia ou excesso?
Onde a dor começa,
ou o prazer explode?
Não há tempo,
não há regras.
Só nós.
E quando o fim
chegar,
o que sobra?
Só o corpo,
um eco,
um suspiro.
O resto
se perde no ar,
silenciado pela
liberdade
de nunca
mais
voltar.
Crs Ribeiro
#
Te busco
no silêncio:
um toque,
um cheiro.
Teu pescoço,
ponto de fuga
onde o tempo
se dissolve
com um beijo.
Te enroscas
e me sabes:
não há curvas,
só a reta da vontade.
Te quero lentamente.
A cama é meta,
não há pressa.
Leitura de corpos,
gemidos...
delícia ou excesso?
Onde a dor começa,
ou o prazer explode?
Não há tempo,
não há regras.
Só nós.
E quando o fim
chegar,
o que sobra?
Só o corpo,
um eco,
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O resto
se perde no ar,
silenciado pela
liberdade
de nunca
mais
voltar.
Crs Ribeiro
#desafio 38/365
Melancolia,
me visitava algumas
vezes por dia.
Era sempre um ímpeto
em desaparecer,
um desejo íntimo
em deixar de ser,
desvanecer.
Jusley Naiane
Melancolia,
me visitava algumas
vezes por dia.
Era sempre um ímpeto
em desaparecer,
um desejo íntimo
em deixar de ser,
desvanecer.
Jusley Naiane
Euforia
Me surpreende
um desejo crescente;
sorrisos, danças, fotos,
autoestima latente
Explode em ímpetos
de conexão,
se sente pertencente,
se enche de pretensão
No alto do seu castelo
ela tropeça na solidão,
dolorosa e repentina
é a queda até o chão.
Ela se arrasta,
perde o sentido
já pressentindo
o seu final.
Jusley Naiane
Me surpreende
um desejo crescente;
sorrisos, danças, fotos,
autoestima latente
Explode em ímpetos
de conexão,
se sente pertencente,
se enche de pretensão
No alto do seu castelo
ela tropeça na solidão,
dolorosa e repentina
é a queda até o chão.
Ela se arrasta,
perde o sentido
já pressentindo
o seu final.
Jusley Naiane
Fico à contemplar-te
Bela, linda, nua...
Sua pele a reluzir como a lua
luz e prata, acesa
no meu céu de melancolia,
tecendo um véu de estrelas,
epifania.
Enquanto isso, eu me prendo
à sua imagem,
à adorar-te na vastidão da noite
à amar-te, minha amante
exuberante, sublime
é quase um crime
te amar de longe,
minha Afrodite.
Jusley Naiane
Bela, linda, nua...
Sua pele a reluzir como a lua
luz e prata, acesa
no meu céu de melancolia,
tecendo um véu de estrelas,
epifania.
Enquanto isso, eu me prendo
à sua imagem,
à adorar-te na vastidão da noite
à amar-te, minha amante
exuberante, sublime
é quase um crime
te amar de longe,
minha Afrodite.
Jusley Naiane
calmo deslizo
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
arquejantes
pelos eretos
corpos arfantes
indo e vindo
provando-se
incêndio
entre quatro paredes
de quatro
de ladinho
decúbito
missionária
louvando ao delírio
do gozo!
#
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
arquejantes
pelos eretos
corpos arfantes
indo e vindo
provando-se
incêndio
entre quatro paredes
de quatro
de ladinho
decúbito
missionária
louvando ao delírio
do gozo!
#
Num lapso de memória
Eu te perdi outra vez
Ao esquecer como você dançava, quando bebia
Ao lembrar de como você cuidava de nós, quando éramos crianças
Seus desejos de felicidade
A primeira e tão sonhada boneca que me deu.
O seu esforço para que todos os filhos ficassem bem
Os lugares que frequentavamos
A chácara que você comprou, fruto de muito trabalho.
O cheiro do teu cabelo lavado
Na escova que a mamãe guarda até hoje.
E que se perdeu com o tempo.
Tanta saudade.
O tempo dissolve tudo.
Leva com ele, como partículas de areia, tudo que pensamos ter, como certo e imutável.
Nada é imutável.
Nem mesmo amor profundo e a saudade, que com apenas algumas gerações, vão se esquecer que existiu, em mim,
Que guardava todo esse sentimento, do que era você, nas memórias.
Hoje, eu tive saudade do meu pai,
Noutro dia, terão de mim.
E tudo que eu sabia de você, que te fazia ser vivo, dentro do meu peito,
Também morrerá, no fim.
Eliz Leão
Eu te perdi outra vez
Ao esquecer como você dançava, quando bebia
Ao lembrar de como você cuidava de nós, quando éramos crianças
Seus desejos de felicidade
A primeira e tão sonhada boneca que me deu.
O seu esforço para que todos os filhos ficassem bem
Os lugares que frequentavamos
A chácara que você comprou, fruto de muito trabalho.
O cheiro do teu cabelo lavado
Na escova que a mamãe guarda até hoje.
E que se perdeu com o tempo.
Tanta saudade.
O tempo dissolve tudo.
Leva com ele, como partículas de areia, tudo que pensamos ter, como certo e imutável.
Nada é imutável.
Nem mesmo amor profundo e a saudade, que com apenas algumas gerações, vão se esquecer que existiu, em mim,
Que guardava todo esse sentimento, do que era você, nas memórias.
Hoje, eu tive saudade do meu pai,
Noutro dia, terão de mim.
E tudo que eu sabia de você, que te fazia ser vivo, dentro do meu peito,
Também morrerá, no fim.
Eliz Leão
Fim da tarde,
luz externa em declínio.
A lembrança do teu sorriso
acende-me por dentro.
Talvez por isso
meus olhos hoje são
faróis no litoral,
chamando-te sempre
ao nosso porto.
O céu está límpido.
A água, convidativa.
Por quilhas e ondas,
estamos seguros.
Vem!
No cais dos meus braços
só tua nau interessa...
Alberto Busquets.
#Desafio 037
luz externa em declínio.
A lembrança do teu sorriso
acende-me por dentro.
Talvez por isso
meus olhos hoje são
faróis no litoral,
chamando-te sempre
ao nosso porto.
O céu está límpido.
A água, convidativa.
Por quilhas e ondas,
estamos seguros.
Vem!
No cais dos meus braços
só tua nau interessa...
Alberto Busquets.
#Desafio 037
#desafio 365 dias
Dia 37 - Poema
São dez anos.
Ou foram dez anos?
Quanto mais estudo linguagem,
mais me perco nas representações temporais.
Talvez por senti-los apenas como evento único,
seria mais correto dizer: é dez anos,
a despeito de meus enganos
ou do que a dona Norma diga.
Eu odeio dona Norma, na verdade.
Por ela, eu deveria ter chorado,
perdido o controle, ter ido à missa,
ter refletido sobre aquela premissa
de amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Mas eu não consigo ser assim.
Pena. Não para mim, claro.
É dez anos sabendo da continuidade
de sua existência apenas no que sou,
daí só me restou o presente verbal.
O espelho me mostra seus olhos;
o espelho me mostra seus traços
adquiridos com a idade.
Eu sou tão ela, até mesmo no que ela
queria que eu não lhe tivesse sido.
Prefiro que pensem que esqueci.
Prefiro que pensem que não sinto.
Prefiro sempre ser aquele verso do Pessoa:
“Quem quer dizer o que sente/
não sabe o que há de dizer:/
Fala, parece que mente/
Cala, parece esquecer”.
Se é para ser, que seja poesia!
Dez anos com minha mãe em mim.
E nos rouxinóis que vejo por aí.
(nota: e agora já se passaram vinte...)
Dia 37 - Poema
São dez anos.
Ou foram dez anos?
Quanto mais estudo linguagem,
mais me perco nas representações temporais.
Talvez por senti-los apenas como evento único,
seria mais correto dizer: é dez anos,
a despeito de meus enganos
ou do que a dona Norma diga.
Eu odeio dona Norma, na verdade.
Por ela, eu deveria ter chorado,
perdido o controle, ter ido à missa,
ter refletido sobre aquela premissa
de amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Mas eu não consigo ser assim.
Pena. Não para mim, claro.
É dez anos sabendo da continuidade
de sua existência apenas no que sou,
daí só me restou o presente verbal.
O espelho me mostra seus olhos;
o espelho me mostra seus traços
adquiridos com a idade.
Eu sou tão ela, até mesmo no que ela
queria que eu não lhe tivesse sido.
Prefiro que pensem que esqueci.
Prefiro que pensem que não sinto.
Prefiro sempre ser aquele verso do Pessoa:
“Quem quer dizer o que sente/
não sabe o que há de dizer:/
Fala, parece que mente/
Cala, parece esquecer”.
Se é para ser, que seja poesia!
Dez anos com minha mãe em mim.
E nos rouxinóis que vejo por aí.
(nota: e agora já se passaram vinte...)
#desafio 37/365
Lá fora há um céu cinzento.
Ainda assim,
vejo no jardim
lindas borboletas
voando paralelas,
com suas asas amarelas,
numa delicada dança
de alegria e esperança.
Olhando, me sinto criança
que se admira das
pequenas coisas.
Me esqueço
por um momento
depois cresço
Desassossego.
Jusley Naiane
Lá fora há um céu cinzento.
Ainda assim,
vejo no jardim
lindas borboletas
voando paralelas,
com suas asas amarelas,
numa delicada dança
de alegria e esperança.
Olhando, me sinto criança
que se admira das
pequenas coisas.
Me esqueço
por um momento
depois cresço
Desassossego.
Jusley Naiane