Enquanto você está aí
no seu canto aceitando
tudo que aconteceu
o mundo sente tua falta
sem você falta luz
sem você faltam sorrisos
sem você falta alegria
sem você faltam amores
enquanto você não percebe
que ninguém tem o direito
de te anular assim
o mundo chora
sem você não há revolução
sem você não há poesia
sem você não há música
sem você não há salvação!
Edu Liguori
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#Desafio. 037
Vento
balança a rede
leva meus sonhos
lá e acolá.
O Norte sopra
te traz agora
sem aviso
sem demora.
Não acalma;
aperta,
inquieta,
desorienta.
Mas é no desassossego
que te encontro em mim:
no fervor do pensamento,
no desejo que não passa.
Por fim,
na ausência ou presença
felicidade não se desfaz.
É isso:
você e eu,
voando.
Crs Ribeiro
Vento
balança a rede
leva meus sonhos
lá e acolá.
O Norte sopra
te traz agora
sem aviso
sem demora.
Não acalma;
aperta,
inquieta,
desorienta.
Mas é no desassossego
que te encontro em mim:
no fervor do pensamento,
no desejo que não passa.
Por fim,
na ausência ou presença
felicidade não se desfaz.
É isso:
você e eu,
voando.
Crs Ribeiro
#Desafio 365 Dias (036 de 365)
Ref. 05/02
Um dos concursos de contos mais legais do Brasil é o Concurso Aline Alencar.
Ele foi criado pelos irmãos da Aline, que faleceu ainda jovem, vítima de câncer de mama. Seus irmãos decidiram criar um concurso de contos, para homenagear a sua paixão pela literatura.
Em 2024, tivemos a segunda edição do concurso, que distribuiu R$2.000,00 para os cinco primeiros colocados. O tema desse ano era: "O SOM DO AMOR".
A divulgação do resultado foi hoje à noite.
É aqui que eu entro na história.
Meu conto "Badinerie" FOI O GRANDE VENCEDOR!!!
E eu, fico como? SURTADO DE FELICIDADE!!!朗
"Badinerie" é o nome de uma dança e é, também, um termo usado para designar um movimento de uma suíte (normalmente barroca). A mais famosa, Suíte Orquestral nº 2 para flauta e cordas BWV 1067 de Johann Sebastian Bach, foi quem me inspirou nessa história.
Não é uma história "alegre", no entanto. Essa é uma das ironias. Mas há muitas outras. Vale a pena ler (bem, vale mesmo, né, já que agora sou um escritor premiado )
Vou deixar o link para leitura aqui embaixo. Eu havia disponibilizado o texto a R$ 1,00 aqui mesmo, na LITERUNICO - não percam a oportunidade de ler!
Agora eu vou até ali na rua, sair correndo e gritando de alegria, e já volto, ok?
Ref. 05/02
Um dos concursos de contos mais legais do Brasil é o Concurso Aline Alencar.
Ele foi criado pelos irmãos da Aline, que faleceu ainda jovem, vítima de câncer de mama. Seus irmãos decidiram criar um concurso de contos, para homenagear a sua paixão pela literatura.
Em 2024, tivemos a segunda edição do concurso, que distribuiu R$2.000,00 para os cinco primeiros colocados. O tema desse ano era: "O SOM DO AMOR".
A divulgação do resultado foi hoje à noite.
É aqui que eu entro na história.
Meu conto "Badinerie" FOI O GRANDE VENCEDOR!!!
E eu, fico como? SURTADO DE FELICIDADE!!!朗
"Badinerie" é o nome de uma dança e é, também, um termo usado para designar um movimento de uma suíte (normalmente barroca). A mais famosa, Suíte Orquestral nº 2 para flauta e cordas BWV 1067 de Johann Sebastian Bach, foi quem me inspirou nessa história.
Não é uma história "alegre", no entanto. Essa é uma das ironias. Mas há muitas outras. Vale a pena ler (bem, vale mesmo, né, já que agora sou um escritor premiado )
Vou deixar o link para leitura aqui embaixo. Eu havia disponibilizado o texto a R$ 1,00 aqui mesmo, na LITERUNICO - não percam a oportunidade de ler!
Agora eu vou até ali na rua, sair correndo e gritando de alegria, e já volto, ok?
#Desafio 035
Sem Sentido
Vi um touro espanhol, devorando holandeses, de tempero, pôs açúcar, sal saliva e concreto!
Sem sentido, sem sentido, pro sentido eu não ligo! Sem sentido é mais gostoso! Vá pra lá pra com seu sentido!
Esse touro era valente, invocou com um indigente, teve sangue e voadora, teve abraço e teve dança!
Foram tudo pra um foguete, vistar os marcianos, deu vontade de um churrasco, se olharam meio estranho
Só depois de muito briga decidiram o cardápio, ia ser touro espanhol com cerveja marciana
Sem sentido, sem sentido! Eu não gosto do sentido! sem sentido é mais gostoso, vá pra lá com seu sentido.
Do churrasco marciano embarcamos num bondinho, viajamos pra saturno e roubamos tudo as jóias! Demos cabo de Plutão que entrou na nossa frente! O coitado era sozinho, o velório foi vazio.
Sem sentido, sem sentido! Sem sentido é mais gostoso, sem sentido é divertido, só faz riso e não faz choro!
(Um pequena homenagem ao meu amor pelo humor non sense )
P.S: A foto do pato é só porque eu acho eles fofos
Sem Sentido
Vi um touro espanhol, devorando holandeses, de tempero, pôs açúcar, sal saliva e concreto!
Sem sentido, sem sentido, pro sentido eu não ligo! Sem sentido é mais gostoso! Vá pra lá pra com seu sentido!
Esse touro era valente, invocou com um indigente, teve sangue e voadora, teve abraço e teve dança!
Foram tudo pra um foguete, vistar os marcianos, deu vontade de um churrasco, se olharam meio estranho
Só depois de muito briga decidiram o cardápio, ia ser touro espanhol com cerveja marciana
Sem sentido, sem sentido! Eu não gosto do sentido! sem sentido é mais gostoso, vá pra lá com seu sentido.
Do churrasco marciano embarcamos num bondinho, viajamos pra saturno e roubamos tudo as jóias! Demos cabo de Plutão que entrou na nossa frente! O coitado era sozinho, o velório foi vazio.
Sem sentido, sem sentido! Sem sentido é mais gostoso, sem sentido é divertido, só faz riso e não faz choro!
(Um pequena homenagem ao meu amor pelo humor non sense )
P.S: A foto do pato é só porque eu acho eles fofos
Lições Marítimas
as ondas comem
minhas desesperanças
quebra e ronca
dorme o peso
acorda o sonho
maré convida a navegar
expulsa âncoras
há profundidades
habitando toda coisa
há tesouro apenas
a quem não teme naufragar
enfrentar o dissabor do sal
usá-lo de tempero
para uma doce conquista.
as ondas comem
minhas desesperanças
quebra e ronca
dorme o peso
acorda o sonho
maré convida a navegar
expulsa âncoras
há profundidades
habitando toda coisa
há tesouro apenas
a quem não teme naufragar
enfrentar o dissabor do sal
usá-lo de tempero
para uma doce conquista.
#Desafio 035
Perdida em Você
Tropeço no ar.
Voar com os pés no chão
é um jeito de não cair…
Mas cair, quem sabe,
seja só outra forma de voar.
Coloro o dia sem querer.
Sorrio pro nada,
vejo tudo:
tudo que lembra você.
Talvez seja o mundo,
de um jeito torto,
te repetindo pra mim.
Viajo sem sair:
o corpo, âncora;
o pensamento, vento.
Mexo no cabelo,
desarrumo a razão.
Tento tirar você de mim,
mas sempre me encontro no meio.
Sorriso bobo,
coração fora do compasso.
Mãos suadas,
alma em febre.
E eu?
Pareço calma:
mar antes da tempestade.
O sono vem leve
mas nunca inteiro,
pois no escuro ainda te espero.
Será que um dia virá?
Ou já veio
e eu dormi?
Diagnóstico?
Encantamento
(sem cura).
Prognóstico: viver.
Até virar poesia…
Crs Ribeiro
Perdida em Você
Tropeço no ar.
Voar com os pés no chão
é um jeito de não cair…
Mas cair, quem sabe,
seja só outra forma de voar.
Coloro o dia sem querer.
Sorrio pro nada,
vejo tudo:
tudo que lembra você.
Talvez seja o mundo,
de um jeito torto,
te repetindo pra mim.
Viajo sem sair:
o corpo, âncora;
o pensamento, vento.
Mexo no cabelo,
desarrumo a razão.
Tento tirar você de mim,
mas sempre me encontro no meio.
Sorriso bobo,
coração fora do compasso.
Mãos suadas,
alma em febre.
E eu?
Pareço calma:
mar antes da tempestade.
O sono vem leve
mas nunca inteiro,
pois no escuro ainda te espero.
Será que um dia virá?
Ou já veio
e eu dormi?
Diagnóstico?
Encantamento
(sem cura).
Prognóstico: viver.
Até virar poesia…
Crs Ribeiro
Devo dois textos. O do dia 01 e o de hoje... Vamos lá:
#Desafio 365 Dias (032 de 365)
Havia falado em como é o meu processo para escrever livros.
Hoje vou explicar como costumo fazer com poesia.
As coisas que mais gosto em poesia têm a ver com estrutura e sonoridade; uma frase bem feita e que fique gostosa aos ouvidos, o uso de repetições fonéticas, etc. Há um poema meu que diz:
"Doce instrumento dos deuses e dos sábios,
Sabe os segredos dos suspiros teus"
Aqui, uso "sábios" e, em seguida, "Sabe os" - o que, sonoramente, impõe uma repetição fonética.
A estrutura também é parte importante dos meus poemas. Embora eu tenha vários poemas "livres", gosto de usar regras internas para segui-los. Outro dia, li uma estrofe linda da poeta MarU que tinha a seguinte estrutura:
- Estrofes de 3 versos.
- verso 1 com 6 sílabas poéticas e rima A.
- verso 2 com mais sílabas (mas com apoios) e rima B.
- verso 3 com 10 sílabas poéticas; rima A na 6ª sílaba e rima B na última.
Exemplo: o poema "Ao Luar", nº 028 do desafio 365 dias (dêem uma olhada na minha página).
Assim, explicado, parece sem sentido (afinal, a ideia do poema é extravasar sentimentos, emocionar, etc). Mas sinto que, usando estruturas fixas, se consegue isso de maneira mais perene.
Outras estruturas: utilizar rimas internas e trançadas (uma rima do fim de um verso aparece no meio do verso seguinte), formas consagradas (soneto, versos alexandrinos, Limerick, etc). Sempre procuro estipular uma regra para meus poemas; isso me ajuda a evoluir como se fosse um estudo (e é, no fim das contas). Ezra Pound incentivava a poesia modernista livre, mas sempre reiterava a necessidade de estudo das estruturas, como aprendizado.
Já tentou fazer um poema apenas com palavras que comecem com a letra A? Já tentou fazer um poema com rimas perfeitas e proparoxítonas? Já tentou fazer um poema com apenas 2 sílabas poéticas por verso? Tudo isso é aprendizado, e, mesmo que o poema em si não fique lá muito bonito, já serviu para te fazer encontrar soluções técnicas.
No meu próximo poema (que postarei daqui a pouco, como o nº 032 do desafio), eu criei a seguinte estrutura:
- todas as Estrofes possuem 4 versos. Os versos 2 e 3 (internos) rimam com os versos 1 e 4 (externos) da estrofe anterior.
- a primeira estrofe começa com 13 sílabas poéticas e, a cada estrofe, vou diminuindo uma, até que a última estrofe tenha apenas uma sílaba poética.
Termino de explicar no próximo post, com o poema...
#Desafio 365 Dias (032 de 365)
Havia falado em como é o meu processo para escrever livros.
Hoje vou explicar como costumo fazer com poesia.
As coisas que mais gosto em poesia têm a ver com estrutura e sonoridade; uma frase bem feita e que fique gostosa aos ouvidos, o uso de repetições fonéticas, etc. Há um poema meu que diz:
"Doce instrumento dos deuses e dos sábios,
Sabe os segredos dos suspiros teus"
Aqui, uso "sábios" e, em seguida, "Sabe os" - o que, sonoramente, impõe uma repetição fonética.
A estrutura também é parte importante dos meus poemas. Embora eu tenha vários poemas "livres", gosto de usar regras internas para segui-los. Outro dia, li uma estrofe linda da poeta MarU que tinha a seguinte estrutura:
- Estrofes de 3 versos.
- verso 1 com 6 sílabas poéticas e rima A.
- verso 2 com mais sílabas (mas com apoios) e rima B.
- verso 3 com 10 sílabas poéticas; rima A na 6ª sílaba e rima B na última.
Exemplo: o poema "Ao Luar", nº 028 do desafio 365 dias (dêem uma olhada na minha página).
Assim, explicado, parece sem sentido (afinal, a ideia do poema é extravasar sentimentos, emocionar, etc). Mas sinto que, usando estruturas fixas, se consegue isso de maneira mais perene.
Outras estruturas: utilizar rimas internas e trançadas (uma rima do fim de um verso aparece no meio do verso seguinte), formas consagradas (soneto, versos alexandrinos, Limerick, etc). Sempre procuro estipular uma regra para meus poemas; isso me ajuda a evoluir como se fosse um estudo (e é, no fim das contas). Ezra Pound incentivava a poesia modernista livre, mas sempre reiterava a necessidade de estudo das estruturas, como aprendizado.
Já tentou fazer um poema apenas com palavras que comecem com a letra A? Já tentou fazer um poema com rimas perfeitas e proparoxítonas? Já tentou fazer um poema com apenas 2 sílabas poéticas por verso? Tudo isso é aprendizado, e, mesmo que o poema em si não fique lá muito bonito, já serviu para te fazer encontrar soluções técnicas.
No meu próximo poema (que postarei daqui a pouco, como o nº 032 do desafio), eu criei a seguinte estrutura:
- todas as Estrofes possuem 4 versos. Os versos 2 e 3 (internos) rimam com os versos 1 e 4 (externos) da estrofe anterior.
- a primeira estrofe começa com 13 sílabas poéticas e, a cada estrofe, vou diminuindo uma, até que a última estrofe tenha apenas uma sílaba poética.
Termino de explicar no próximo post, com o poema...
푪풐풏풕풂품풆풎 푹풆품풓풆풔풔풊풗풂
#Desafio 365 dias (033 de 365)
Neste post, continuo minha explicação sobre o poema (que, não por acaso, se chama "Contagem Regressiva"):
Observem como, a cada estrofe, a leitura fica um pouco mais "sem perna"; cada estrofe possui uma musicalidade própria, por causa da quantidade de sílabas poéticas, e temos que esquecer a musicalidade da anterior para ler a próxima.
Ah, e, é claro, o poema todo deve ser coeso, fazer sentido, contar alguma coisa, expressar alguma emoção. Senão, será apenas um exercício.
푪풐풏풕풂품풆풎 푹풆품풓풆풔풔풊풗풂
13
Toma um poema. Há coisas que não sei dizer...
Melhor fazer, do papel, um mero confidente
Para guardar o que no peito se guarda e sente
Eis um poema: isto é tudo o que sei fazer.
12
Lê o poema: tenta entender o que te diz
As palavras soltas: sou eu a te dizer
O que não se diz: que só se tenta esconder
E se finge esquecer; e se é feliz.
11
Leva este poema a te falar de amor,
Um amor vivo e forte, qual a raiz
Do mais alto ipê; e eu, que tanto quis
Negá-lo, sei que de mim já é senhor.
10
Como ficar sem teu perfume, agora
Que já provei, meu Deus, do teu odor?
Como fazer morrer tamanha dor
Que fica e vive, e não vai embora?...
9
Não... não é o poema. Sou só eu
Que finjo ser teu a toda hora;
E, de ser um fingidor por fora,
Por dentro devo já estar no céu.
8
Qu’este poema possa dar-te
Um beijo meu, perdido ao léu;
E qu’este beijo faça réu
O teu coração, de tal arte
7
Que a ti, seja um elixir:
E que me ames, destarte,
A dor, que ora me parte,
Não haverá de existir.
6
Sente o meu beijo; sente:
Sou eu a te sorrir.
Mas, não... Quando eu a vir,
Sorrirei, simplesmente...
5
E este meu sorriso,
É o hausto da gente
Que traz, de repente
Teu sonho impreciso.
4
Quero te dar
Um paraíso
Quero e preciso
Tanto te amar!...
3
O celeste
Deste olhar
É um mar
Que me deste.
2
Adeus!...
Sou este.
Me veste
Os teus.
1
Sem
Ti,
Meu
Deus!...
#Desafio 365 dias (033 de 365)
Neste post, continuo minha explicação sobre o poema (que, não por acaso, se chama "Contagem Regressiva"):
Observem como, a cada estrofe, a leitura fica um pouco mais "sem perna"; cada estrofe possui uma musicalidade própria, por causa da quantidade de sílabas poéticas, e temos que esquecer a musicalidade da anterior para ler a próxima.
Ah, e, é claro, o poema todo deve ser coeso, fazer sentido, contar alguma coisa, expressar alguma emoção. Senão, será apenas um exercício.
푪풐풏풕풂품풆풎 푹풆품풓풆풔풔풊풗풂
13
Toma um poema. Há coisas que não sei dizer...
Melhor fazer, do papel, um mero confidente
Para guardar o que no peito se guarda e sente
Eis um poema: isto é tudo o que sei fazer.
12
Lê o poema: tenta entender o que te diz
As palavras soltas: sou eu a te dizer
O que não se diz: que só se tenta esconder
E se finge esquecer; e se é feliz.
11
Leva este poema a te falar de amor,
Um amor vivo e forte, qual a raiz
Do mais alto ipê; e eu, que tanto quis
Negá-lo, sei que de mim já é senhor.
10
Como ficar sem teu perfume, agora
Que já provei, meu Deus, do teu odor?
Como fazer morrer tamanha dor
Que fica e vive, e não vai embora?...
9
Não... não é o poema. Sou só eu
Que finjo ser teu a toda hora;
E, de ser um fingidor por fora,
Por dentro devo já estar no céu.
8
Qu’este poema possa dar-te
Um beijo meu, perdido ao léu;
E qu’este beijo faça réu
O teu coração, de tal arte
7
Que a ti, seja um elixir:
E que me ames, destarte,
A dor, que ora me parte,
Não haverá de existir.
6
Sente o meu beijo; sente:
Sou eu a te sorrir.
Mas, não... Quando eu a vir,
Sorrirei, simplesmente...
5
E este meu sorriso,
É o hausto da gente
Que traz, de repente
Teu sonho impreciso.
4
Quero te dar
Um paraíso
Quero e preciso
Tanto te amar!...
3
O celeste
Deste olhar
É um mar
Que me deste.
2
Adeus!...
Sou este.
Me veste
Os teus.
1
Sem
Ti,
Meu
Deus!...
À luz da manhã,
corações
são criados
num estalar de dedos.
No meu peito,
um problema:
o encanto
é tanto
que me transborda
respingando na cama
(e no papel)
arritmia de desejos
de tomar
você
para mim
e nas tuas mãos
me fazer poema.
Alberto Busquets.
#Desafio 034
corações
são criados
num estalar de dedos.
No meu peito,
um problema:
o encanto
é tanto
que me transborda
respingando na cama
(e no papel)
arritmia de desejos
de tomar
você
para mim
e nas tuas mãos
me fazer poema.
Alberto Busquets.
#Desafio 034
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