Para que servem os poemas
Para que serve um poema? Para nada?
Para contar uma verdade velada?
Para conquistar um coração frio?
Para transbordar sentimentos até ficar vazio?
Para quem escrevo um poema, me diz?
Para que eu mesmo possa ser feliz?
Para que eu me liberte? Me solte?
Para que aquele Amor, um dia, volte?
A arte do poema está em transmitir
Verdades de de mim que não saberei sentir
E esperar que quem o leia o entenda
E que, no seu íntimo, uma fagulha se acenda.
O poema cumpriria seu propósito, então:
Convidar aquela pessoa à reflexão.
Ela o leria e entenderia o que digo:
Meu poema, então, seria seu melhor amigo.
E, ao pensar no que eu, calado, lhe diria
Através da minha reles poesia,
Esta pessoa entenderia que, também,
Eu lhe faço pensar, e lhe quero bem.
Mas, e se o que eu tenho pra dizer não lhe apraz?
Se ela entender errado, então, como se faz?
Se a minha mensagem não lhe for direta,
É sinal, então, de que não sou um bom poeta.
E se minha ânsia de verdades indizíveis
Me privar de futuros felizes e impossíveis?
Então devo guardá-lo para mim, apenas,
Porque não quero me meter nos seus problemas.
Então, anjo, não fique brava comigo.
Meu poema só pretende ser abrigo
Do que eu acho que se deve ter na vida:
E, assim, ele terá sua missão cumprida.
Meu poema não pretende dar lição:
Está não é, enfim, a sua função.
Ele só quer te mostrar que os seus medos
Não deveriam te privar de novos enredos.
Ele só quer me livrar da necessidade
De te contar a mais profunda verdade:
Que só existe para o poeta te dizer
Que te ama tanto que não quer te ver sofrer.
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Mar.U
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Eder B. Jr.
Arte, Cinto, Pele, Poesia
Entrei de roupa.
Saí atravessado.
Não foi o nu que me expôs
foi a poesia.
Cada palavra que li e ouvi
abria minha pele
como quem rasga um envelope suado
escrito com pressa e tesão.
Não performei.
Me confessei.
Na frente de corpos
que não pedem permissão pra gozar,
mas gozam como quem reza.
Vi bocas molhadas de verso,
outra de sêmen,
e umas que sabiam dizer "quero"
com o olhar cravado entre as pernas.
Teve gemido no palco,
e gemido que ninguém ouviu
mas que ficou gravado na carne de quem olhava.
Teve dor ritual,
tesão cênico,
arte que morde,
corda que prende,
e gozo que liberta.
Vi cenas.
Toquei outras.
Entrei nelas.
O sarau não acabou quando as luzes baixaram.
Acabou quando voltei pra casa
e ainda sentia a arte
escorrendo da minha pele.
Entrei de roupa.
Saí atravessado.
Não foi o nu que me expôs
foi a poesia.
Cada palavra que li e ouvi
abria minha pele
como quem rasga um envelope suado
escrito com pressa e tesão.
Não performei.
Me confessei.
Na frente de corpos
que não pedem permissão pra gozar,
mas gozam como quem reza.
Vi bocas molhadas de verso,
outra de sêmen,
e umas que sabiam dizer "quero"
com o olhar cravado entre as pernas.
Teve gemido no palco,
e gemido que ninguém ouviu
mas que ficou gravado na carne de quem olhava.
Teve dor ritual,
tesão cênico,
arte que morde,
corda que prende,
e gozo que liberta.
Vi cenas.
Toquei outras.
Entrei nelas.
O sarau não acabou quando as luzes baixaram.
Acabou quando voltei pra casa
e ainda sentia a arte
escorrendo da minha pele.
Cartas.
"...deixar gravadas nas linhas da minha mão uma história onde possa ler seu nome como cigana..."
JJr.
"...deixar gravadas nas linhas da minha mão uma história onde possa ler seu nome como cigana..."
JJr.
Tenho me perdido mais
do que me encontrado.
Mas viver é isso...
Se perder por ter amado
Se encontrar sem ser achado.
#desafio 365/163
do que me encontrado.
Mas viver é isso...
Se perder por ter amado
Se encontrar sem ser achado.
#desafio 365/163
Pessoas são plurais.
Algumas sentem menos,
outras, sentem demais
Algumas,
amam com o coração exposto
completamente disposto
Outras,
amam em silêncio,
em demonstrações contidas
mas ainda assim amam
na sua própria visão
na sua própria versão
Afinal, o amor é isso:
Se enxergar no outro, e
apesar das diferenças
compreender e bem querer...
Amar acima de tudo.
#desafio 365/164
Algumas sentem menos,
outras, sentem demais
Algumas,
amam com o coração exposto
completamente disposto
Outras,
amam em silêncio,
em demonstrações contidas
mas ainda assim amam
na sua própria visão
na sua própria versão
Afinal, o amor é isso:
Se enxergar no outro, e
apesar das diferenças
compreender e bem querer...
Amar acima de tudo.
#desafio 365/164
Eu gostaria de entender
O que o silêncio quer me dizer,
Mas eu ainda não aprendi
A me traduzir.
#desafio 365/165
O que o silêncio quer me dizer,
Mas eu ainda não aprendi
A me traduzir.
#desafio 365/165
Que confusão você causou em mim.
Seu beijo me deixou assim...
Com desejo de me sentir amada,
minha carne quer ser saciada
— Que tortura não ser beijada!
#desafio 365/166
*Me senti uma adolescente escrevendo isso
Seu beijo me deixou assim...
Com desejo de me sentir amada,
minha carne quer ser saciada
— Que tortura não ser beijada!
#desafio 365/166
*Me senti uma adolescente escrevendo isso
Nó na Garganta
(Poemas Antigos 017)
Dura ausência...
Fosse o nosso amor, Conto de Fadas,
Não teria a nossa História as duras penas,
Os momentos de solidão fria, os mais nadas,
Os sentimentos de falta das tuas mãos pequenas,
A Tua Essência.
Duros enganos...
Fosse as nossas vidas, uma somente,
Sem os sofrimentos que minh’alma devora,
Sem que precisasse plantar, de meu amor, a semente
E esperar o fim da tempestade para germinar ante a aurora
Longos anos.
Desencontros banais:
O Tempo, a distância, uma nova vida, um novo alguém
Não são para mim empecilhos para que ainda possa ter
Os teus carinhos, pois sei que vou chegar além
Até que um dia eu conquistarei você
Nada mais.
Mas para que o teu coração eu um dia alcance,
Precisarei ser muito mais que um adolescente:
Terei que ser homem à altura do teu amor
E te fazer feliz, mas para que eu tente,
Sem mais ter que suportar tamanha dor,
Me dê a chance.
(Poemas Antigos 017)
Dura ausência...
Fosse o nosso amor, Conto de Fadas,
Não teria a nossa História as duras penas,
Os momentos de solidão fria, os mais nadas,
Os sentimentos de falta das tuas mãos pequenas,
A Tua Essência.
Duros enganos...
Fosse as nossas vidas, uma somente,
Sem os sofrimentos que minh’alma devora,
Sem que precisasse plantar, de meu amor, a semente
E esperar o fim da tempestade para germinar ante a aurora
Longos anos.
Desencontros banais:
O Tempo, a distância, uma nova vida, um novo alguém
Não são para mim empecilhos para que ainda possa ter
Os teus carinhos, pois sei que vou chegar além
Até que um dia eu conquistarei você
Nada mais.
Mas para que o teu coração eu um dia alcance,
Precisarei ser muito mais que um adolescente:
Terei que ser homem à altura do teu amor
E te fazer feliz, mas para que eu tente,
Sem mais ter que suportar tamanha dor,
Me dê a chance.
Tira-se a cortina
O espetáculo se avizinha.
Ela, que toda tímida, acuada , amarrada, se obrigava a ser cordata, agora se agiganta , brilha!
No palco, ela encanta, mostra a que veio,
Seus sapatos dourados, vestem os passos acertados, antes incertos, mas agora, completamente embasados.
Embasados na sua inteligência e na sua interpretação de mundo.
Ela é grande, já extravasou suas viseiras.
Viva, repleta, ela não é metade, como a fizeram acreditar .
Essa moça, é inteira!
Eliz Leão
O espetáculo se avizinha.
Ela, que toda tímida, acuada , amarrada, se obrigava a ser cordata, agora se agiganta , brilha!
No palco, ela encanta, mostra a que veio,
Seus sapatos dourados, vestem os passos acertados, antes incertos, mas agora, completamente embasados.
Embasados na sua inteligência e na sua interpretação de mundo.
Ela é grande, já extravasou suas viseiras.
Viva, repleta, ela não é metade, como a fizeram acreditar .
Essa moça, é inteira!
Eliz Leão
Ainda não sei o que escrever na dedicatória dos livros físicos! Gesus amado me ajude.