SUOR A consagração do silêncio · Capítulo 43 de 51
Obra Menu

SUOR

SUOR

o corpo arqueia, quente, teso

a respiração rasgada

em ondas curtas

cada gota escorre lenta

como se te esperasse na pele

os músculos estremecem

como recordassem teu toque

o mundo afunila

sou só

e o movimento que me abre em brasa

a língua úmida desliza pelo canto da boca

o ar entra em soluços

o chão geme sob meus pés

há um instante em que tudo desaparece

e o prazer pulsa feroz

em cada veia, cada poro, cada fibra

os gemidos se perdem no ar

misturados ao som ritmado do impacto

as veias queimam,

mordo os lábios

então paro; respiro, tremo, sorrio,

encosto as mãos nos joelhos,

sinto o suor arder no rosto...

terminei a corrida.

1/1
Menu

Fazer anotação