SOBRE A PEPITA
SOBRE A PEPITA
A pepita é um selo de poesia que surge do ímpeto de mapear e reunir vozes poéticas relevantes do presente tempo. Idealizada e organizada por Matheus Peleteiro, deriva de um verdadeiro trabalho de garimpo literário — uma busca cuidadosa e comprometida por poetas que, apesar de produzirem obras de valor inestimável, muitas vezes permanecem fora dos circuitos tradicionais de evidência.
Fazendo referência à pepita de ouro, matéria-prima ainda não processada ou purificada que pode variar em tamanho e pureza, mas por si só carrega um valor intrínseco — mesmo em seu estado bruto —, a pepita se propõe como um catálogo vivo e pulsante do que está sendo escrito hoje. No sentido figurado, pepita é uma metáfora poderosa: representa aquilo que é valioso, autêntico e raro, ainda que esteja fora das formas polidas ou dos grandes circuitos. Algo que precisa ser descoberto, reconhecido e, muitas vezes, resgatado do meio da terra ou do ruído para ter seu brilho revelado.
Trata-se, portanto, de uma iniciativa cujo intuito é formar um coletivo plural de poetas contemporâneos, selecionados criteriosamente, um a um, com o cuidado de quem entende que cada voz aqui presente carrega algo essencial do seu tempo. Ouro ainda por lapidar. Seu intuito é não apenas catalogar uma cena, mas uni-la e fortalecê-la, propondo uma leitura do presente que é, ao mesmo tempo, um gesto de valorização do agora e um investimento para o futuro.
OUTROS TÍTULOS DA PEPITA
1. Poeta torto – Tiago Correia
2. Dias azuis – Lausamar Humberto
3. Contemplas tua sina – Jorge Antônio Ribeiro