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#Desafio153
Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.
Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.
Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.
Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.
Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.
Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.
Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.
Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor
a me devorar.
Crs Ribeiro
****Releitura
Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.
Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.
Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.
Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.
Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.
Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.
Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.
Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor
a me devorar.
Crs Ribeiro
****Releitura
#Desafio 152
***IMENSIDÃO DO OBSERVAR
Há quem veja. E há quem enxergue o que ninguém mais vê.
Aqui, olhos são portais: os poetas sussurram sobre aquilo que escapa no cotidiano, mas grita na alma.
O livro te observa até que você se veja inteiro.
Imensidões por um fio é uma travessia com olhos, carne e alma.
Cada poema, um convite.
Cada autor, uma olhar que talvez seja o seu.
Adquira agora.
Viva a sua própria imensidão.
***IMENSIDÃO DO OBSERVAR
Há quem veja. E há quem enxergue o que ninguém mais vê.
Aqui, olhos são portais: os poetas sussurram sobre aquilo que escapa no cotidiano, mas grita na alma.
O livro te observa até que você se veja inteiro.
Imensidões por um fio é uma travessia com olhos, carne e alma.
Cada poema, um convite.
Cada autor, uma olhar que talvez seja o seu.
Adquira agora.
Viva a sua própria imensidão.
#Desafio 151
✧ IMENSIDÕES POR UM FIO:
Um livro.
Sete abismos que arrebatam por dentro.
***IMENSIDÃO DO SER
Quando a pergunta é maior que a resposta, o que ecoa é poesia.
É sobre o ser que se estilhaça no silêncio do universo.
É sobre o sagrado que vive no peito.
Sobre existir entre o ruído e o sopro.
Imensidões por um fio é mais do que um livro.
É uma travessia com olhos, carne e alma.
Cada poema, um convite.
Cada autor, uma voz que talvez seja sua.
Adquira agora.
Viva a sua própria imensidão.
✧ IMENSIDÕES POR UM FIO:
Um livro.
Sete abismos que arrebatam por dentro.
***IMENSIDÃO DO SER
Quando a pergunta é maior que a resposta, o que ecoa é poesia.
É sobre o ser que se estilhaça no silêncio do universo.
É sobre o sagrado que vive no peito.
Sobre existir entre o ruído e o sopro.
Imensidões por um fio é mais do que um livro.
É uma travessia com olhos, carne e alma.
Cada poema, um convite.
Cada autor, uma voz que talvez seja sua.
Adquira agora.
Viva a sua própria imensidão.
#Desafio149
Teus pelos,
meu olhar:
minhas mãos
a deslizar.
Tuas pintas,
o meu fraco:
minha língua
a mapear.
Teu desejo,
os meus lábios :
meu pescoço
a ritmar
Teu suspiro,
meu prazer.
Minha aflição:
te ver gozar.
Teu gemido,
meu sorriso:
minha boca
a se fartar.
Teu carinho,
meu amor.
Nossas mãos
a entrelaçar.
Crs Carneiro
Teus pelos,
meu olhar:
minhas mãos
a deslizar.
Tuas pintas,
o meu fraco:
minha língua
a mapear.
Teu desejo,
os meus lábios :
meu pescoço
a ritmar
Teu suspiro,
meu prazer.
Minha aflição:
te ver gozar.
Teu gemido,
meu sorriso:
minha boca
a se fartar.
Teu carinho,
meu amor.
Nossas mãos
a entrelaçar.
Crs Carneiro
#Desafio148
Inteira
Sou a escolha
que espera
ser feita.
(por mim)
A dança
entre o risco
e o enraizar.
Nada de metade.
Meu desejo
não é tropeço:
é bússola de pele.
Meu tempo é colheita.
Sei onde sangro,
sei onde floresço.
Me basto.
Mas, se quiserem ficar,
que venham com as mãos nuas
e o coração
sem tréguas.
Crs Ribeiro
Inteira
Sou a escolha
que espera
ser feita.
(por mim)
A dança
entre o risco
e o enraizar.
Nada de metade.
Meu desejo
não é tropeço:
é bússola de pele.
Meu tempo é colheita.
Sei onde sangro,
sei onde floresço.
Me basto.
Mas, se quiserem ficar,
que venham com as mãos nuas
e o coração
sem tréguas.
Crs Ribeiro
#Desafio147
A chuva chove
os olhos, olham
A ansiedade?
Ansia, ora bolas!
Tudo é.
Menos o amor…
Preguiçoso,
se espreguiça no limiar
e não se atreve.
Que medo de tentar!
Crs Ribeiro
A chuva chove
os olhos, olham
A ansiedade?
Ansia, ora bolas!
Tudo é.
Menos o amor…
Preguiçoso,
se espreguiça no limiar
e não se atreve.
Que medo de tentar!
Crs Ribeiro
#Desafio146
Não mata de uma vez.
Corteja.
Faz do corpo
violino em desatino,
encordoado em nervo,
arqueado em angústia.
É flor do mal
sem vaso.
Não carece jardim:
brota do sangue,
na veia do “tanto faz”.
Cheira amargo:
infância mal digerida,
conselho de mãe cansada.
Dá náusea.
Não,
não é alcaloide.
Não é estricnina.
Não é veneno vendido.
É só a consciência.
Essa vadia elegante
que te visita
ao romper da manhã,
ensinada por infelizes
a se importar com todos
e esquecer de si.
Como uma puta.
Ou uma metralhadora de afetos
em forma de mulher
que, por ser,
já morre
de si.
Crs Ribeiro
Não mata de uma vez.
Corteja.
Faz do corpo
violino em desatino,
encordoado em nervo,
arqueado em angústia.
É flor do mal
sem vaso.
Não carece jardim:
brota do sangue,
na veia do “tanto faz”.
Cheira amargo:
infância mal digerida,
conselho de mãe cansada.
Dá náusea.
Não,
não é alcaloide.
Não é estricnina.
Não é veneno vendido.
É só a consciência.
Essa vadia elegante
que te visita
ao romper da manhã,
ensinada por infelizes
a se importar com todos
e esquecer de si.
Como uma puta.
Ou uma metralhadora de afetos
em forma de mulher
que, por ser,
já morre
de si.
Crs Ribeiro
#Desafio145
Em Trânsito
Nunca
os vi.
Nunca.
Mas
nos lemos
por dentro.
Nos salvamos
em madrugadas tortas,
sem toque,
sem rosto.
Presença que atravessa,
não é tela.
É
pele.
Agora
vou.
A estrada:
rito.
Travessia para
tornar
carne
o que já
era
coração.
Urgência
do
tato.
fim
de
exílio,
fome
de
abraço,
olho
no
olho.
Suor.
Riso.
Presença.
Ao vivo.
Não é São Paulo,
são
eles.
Vozes
que
me
cabem.
Amores
que
me
invadem.
Afetos
que
o
corpo
desconhece,
mas
a
alma…
chama
de
casa.
Dia doze:
partida.
Dia treze:
encontro.
Meu mundo
se rende:
sentimento,
verdade.
Sem distância.
Crs Ribeiro
Em Trânsito
Nunca
os vi.
Nunca.
Mas
nos lemos
por dentro.
Nos salvamos
em madrugadas tortas,
sem toque,
sem rosto.
Presença que atravessa,
não é tela.
É
pele.
Agora
vou.
A estrada:
rito.
Travessia para
tornar
carne
o que já
era
coração.
Urgência
do
tato.
fim
de
exílio,
fome
de
abraço,
olho
no
olho.
Suor.
Riso.
Presença.
Ao vivo.
Não é São Paulo,
são
eles.
Vozes
que
me
cabem.
Amores
que
me
invadem.
Afetos
que
o
corpo
desconhece,
mas
a
alma…
chama
de
casa.
Dia doze:
partida.
Dia treze:
encontro.
Meu mundo
se rende:
sentimento,
verdade.
Sem distância.
Crs Ribeiro