#Desafio 012
Hoje vou compartilhar algo muito especial: um dos primeiros poemas que escrevi! É simples, cheio de coração, e nasceu sem qualquer pretensão estética, mas de um sentimento puro. Ele carrega aquela sensação gostosa de início, de timidez e coragem misturadas — como um primeiro passo ou um sorriso dado sem saber se será retribuído. Espero que gostem!
Se de joelhos me ponho,
não intenciono rezar.
Também não cabe malícia,
apenas vou questionar:
Gostaria de encontrar, no Entremeio,
sua Musa-moleca,
por todos os dias da vida
desse admirado Poeta?
Na sua cachoeira, ou na minha?
Crs Ribeiro
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#Desafio 011
Tormento
amor atento,
sereno,
não perde o prumo.
seguro,
descortina o mundo,
me quer voar.
livre,
quero ficar,
marca indelével
na pele
a te tatuar.
amor tanto,
transborda,
pelos olhos escapa:
emoção nua.
não me aprisionas
contemplas-me inteira:
não tua,
me queres minha.
Eu? tua!
de toda maneira.
Crs Ribeiro.
#Desafio 011
Tormento
amor atento,
sereno,
não perde o prumo.
seguro,
descortina o mundo,
me quer voar.
livre,
quero ficar,
marca indelével
na pele
a te tatuar.
amor tanto,
transborda,
pelos olhos escapa:
emoção nua.
não me aprisionas
contemplas-me inteira:
não tua,
me queres minha.
Eu? tua!
de toda maneira.
Crs Ribeiro.
#Desafio 011
#Desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
#Desafio 009
Brinco de amarelinha,
olhando o céu:
pedra vai,
pé vem.
O chão dança
sob meus pés.
O jogo é simples, dizem:
errar, cair,
levantar, seguir;
fingir que não doeu.
De perna bamba,
já sou rainha
(você sabe,
é a causa, a razão).
Quem insiste
pula mais alto;
quem desiste
nem percebe
que o paraíso mora
no próximo salto.
Se a pedra cair fora,
não me aborreço.
Refaço a linha,
rabisco o chão
e desenho de novo
o mundo que me cabe.
E te puxo pra mim.
Não tem fuga,
não tem chão.
A alegria,
essa danada,
só vem
se me der sua mão.
Mas cuidado!
Ela vai com o vento,
vira espuma,
sabão em banho apressado.
No fim,
te ganho.
Volto pro bis:
sou campeã!
Até o próximo tropeço…
Que será, quem sabe,
um poema pra pular.
Crs Carneiro
Brinco de amarelinha,
olhando o céu:
pedra vai,
pé vem.
O chão dança
sob meus pés.
O jogo é simples, dizem:
errar, cair,
levantar, seguir;
fingir que não doeu.
De perna bamba,
já sou rainha
(você sabe,
é a causa, a razão).
Quem insiste
pula mais alto;
quem desiste
nem percebe
que o paraíso mora
no próximo salto.
Se a pedra cair fora,
não me aborreço.
Refaço a linha,
rabisco o chão
e desenho de novo
o mundo que me cabe.
E te puxo pra mim.
Não tem fuga,
não tem chão.
A alegria,
essa danada,
só vem
se me der sua mão.
Mas cuidado!
Ela vai com o vento,
vira espuma,
sabão em banho apressado.
No fim,
te ganho.
Volto pro bis:
sou campeã!
Até o próximo tropeço…
Que será, quem sabe,
um poema pra pular.
Crs Carneiro
#Desafio 008. Por favor, clique para ler.
#Desafio 007
O olhar do outro
é rio que me atravessa.
Carrega espelhos que não me sabem,
reflexos que não me alcançam.
Diz se sou barco que flutua
ou pedra que afunda,
mas não toca o chão
onde planto meus passos.
Lê-me feito mapa,
mas meu destino não tem linhas.
É vento que invento
quando a alma precisa ser pássaro.
É estrada improvisada
onde meus pés rejeitam a espera.
Há olhares que pesam feito tempestade,
mas sou chuva que escolhe onde cair.
Há em mim um grito de asas presas,
uma sede sem nome,
sangue inquieto que corre no fundo dos meus versos.
Sou folha, sim,
mas folha que escreve sua história.
Sou sombra, talvez.
mas sombra que dança com a luz.
Quem se dissolve no outro
perde o cheiro da terra,
o sal dos dias,
o abraço das raízes.
Quem vive no outro,
esquece-se de ser árvore:
tronco, seiva e fruto.
Sou o que invento.
E se o horizonte não me chama,
eu o desenho.
Vou mesmo sem bússola.
Sigo, ainda que doa.
Sigo, ainda que me perca.
Pois a promessa do Sol em mim
é bem maior que o silêncio do mundo.
Crs Ribeiro
O olhar do outro
é rio que me atravessa.
Carrega espelhos que não me sabem,
reflexos que não me alcançam.
Diz se sou barco que flutua
ou pedra que afunda,
mas não toca o chão
onde planto meus passos.
Lê-me feito mapa,
mas meu destino não tem linhas.
É vento que invento
quando a alma precisa ser pássaro.
É estrada improvisada
onde meus pés rejeitam a espera.
Há olhares que pesam feito tempestade,
mas sou chuva que escolhe onde cair.
Há em mim um grito de asas presas,
uma sede sem nome,
sangue inquieto que corre no fundo dos meus versos.
Sou folha, sim,
mas folha que escreve sua história.
Sou sombra, talvez.
mas sombra que dança com a luz.
Quem se dissolve no outro
perde o cheiro da terra,
o sal dos dias,
o abraço das raízes.
Quem vive no outro,
esquece-se de ser árvore:
tronco, seiva e fruto.
Sou o que invento.
E se o horizonte não me chama,
eu o desenho.
Vou mesmo sem bússola.
Sigo, ainda que doa.
Sigo, ainda que me perca.
Pois a promessa do Sol em mim
é bem maior que o silêncio do mundo.
Crs Ribeiro
#Desafio 006
As Mãos do Meu Pai
Mãos que guardam a força dos dias,
de quem cedo enfrentou o labor.
Aos nove, no campo,
cultivava esperanças,
sonhando além dos passos dos pais.
Lançou-se ao destino,
com a fé dos que teimam vencer.
Ergueu muralhas de luta:
formou um lar, semeou o amanhã,
colheu honrarias,
nunca esquecendo que o afago
vale mais que o aplauso intenso.
Mãos que tocaram mil faces
e jamais se ergueram como tempestade.
Que seguraram três filhos
com a firmeza de quem envolve o mundo.
Que se despediram da amada
em prantos calados,
cinquenta dezembros de amor,
força silente nos murmúrios do tempo.
Hoje, marcadas
por manchas e sulcos,
mapas que o tempo esculpiu sem pressa…
Cada traço é história,
cada linha, uma estrada que ficou.
Mãos que ainda seguram o peso do mundo,
mas o erguem com graça serena.
São porto onde ancoro meus dias,
baluartes contra ventos bravios.
Teus gestos são mais que memórias,
são futuro que ainda pulsa,
vida que germina,
que deseja e insiste
em ser raiz e ser asa.
Crs Ribeiro
#desafio 006
As Mãos do Meu Pai
Mãos que guardam a força dos dias,
de quem cedo enfrentou o labor.
Aos nove, no campo,
cultivava esperanças,
sonhando além dos passos dos pais.
Lançou-se ao destino,
com a fé dos que teimam vencer.
Ergueu muralhas de luta:
formou um lar, semeou o amanhã,
colheu honrarias,
nunca esquecendo que o afago
vale mais que o aplauso intenso.
Mãos que tocaram mil faces
e jamais se ergueram como tempestade.
Que seguraram três filhos
com a firmeza de quem envolve o mundo.
Que se despediram da amada
em prantos calados,
cinquenta dezembros de amor,
força silente nos murmúrios do tempo.
Hoje, marcadas
por manchas e sulcos,
mapas que o tempo esculpiu sem pressa…
Cada traço é história,
cada linha, uma estrada que ficou.
Mãos que ainda seguram o peso do mundo,
mas o erguem com graça serena.
São porto onde ancoro meus dias,
baluartes contra ventos bravios.
Teus gestos são mais que memórias,
são futuro que ainda pulsa,
vida que germina,
que deseja e insiste
em ser raiz e ser asa.
Crs Ribeiro
#desafio 006
#Desafio 005
Ah, esse coração armadilhado,
tão perito em fugir do risco!
Não sabes que a fragilidade
é linha fina,
fio que nos cose ao outro,
o rasgo que refaz.
A vida exige:
gira na roda dos ventos,
ou rompe, de vez,
a costura do medo.
Sê o afago,
riso que dança,
beleza que corta e cura.
Amor que queima,
lapida,
brilha diamante
no peito dos dias.
Renasce, menina,
olhar inquieto,
encantada com o mundo
pela primeira vez.
Entrega-te!
Flor que corta,
mistério que resta…
Amor é salto,
passo além do medo,
o infinito que pulsa
e não pede licença.
Simplesmente é.
Foi no ventre do tempo,
será no sopro do sempre…
E um dia, quem sabe,
tê-lo vivido bastará.
Crs Ribeiro
#desafio005
Ah, esse coração armadilhado,
tão perito em fugir do risco!
Não sabes que a fragilidade
é linha fina,
fio que nos cose ao outro,
o rasgo que refaz.
A vida exige:
gira na roda dos ventos,
ou rompe, de vez,
a costura do medo.
Sê o afago,
riso que dança,
beleza que corta e cura.
Amor que queima,
lapida,
brilha diamante
no peito dos dias.
Renasce, menina,
olhar inquieto,
encantada com o mundo
pela primeira vez.
Entrega-te!
Flor que corta,
mistério que resta…
Amor é salto,
passo além do medo,
o infinito que pulsa
e não pede licença.
Simplesmente é.
Foi no ventre do tempo,
será no sopro do sempre…
E um dia, quem sabe,
tê-lo vivido bastará.
Crs Ribeiro
#desafio005
#Desafio 004
Onde se esconde o divino?
Nos teus olhos,
nos meus.
Dois pontos no vazio:
somados,
fazem-se horizonte;
alados,
procura aflita
e, se permitidos,
carne viva
a pulsar ardida,
intermitente,
no descompasso da vida.
Ao deparar com o belo,
um suspiro;
mas que ventura descobrir
algo mais raro,
que arde na língua do espírito:
o despir da alma
revelando o avesso do véu,
descosturando a veste apática
ao expor o ser desconstruído.
E, perpetuando o olhar,
(doce, meigo, palatável)
o sagrado ali se nota
e o silêncio, outrora incômodo,
agora se torna cântico.
Crs Ribeiro
#desafio 004
Onde se esconde o divino?
Nos teus olhos,
nos meus.
Dois pontos no vazio:
somados,
fazem-se horizonte;
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e, se permitidos,
carne viva
a pulsar ardida,
intermitente,
no descompasso da vida.
Ao deparar com o belo,
um suspiro;
mas que ventura descobrir
algo mais raro,
que arde na língua do espírito:
o despir da alma
revelando o avesso do véu,
descosturando a veste apática
ao expor o ser desconstruído.
E, perpetuando o olhar,
(doce, meigo, palatável)
o sagrado ali se nota
e o silêncio, outrora incômodo,
agora se torna cântico.
Crs Ribeiro
#desafio 004
#Desafio 003
#
Gosto do que és.
Não apenas na forma,
mas na essência que se revela,
emudecida,
entre um suspiro e outro.
Teu corpo,
horizonte aberto
onde desejo e admiração se cruzam.
Nudez que se oferece ao toque:
pelos macios no peito,
mapa que orienta minha língua em descoberta.
Teu umbigo,
vértice oculto
onde os mistérios me atraem ao centro.
As pintas,
astros negros
orientam meu anseio
quando navego nas rotas do deleite.
A pele,
brisa e convite,
frescor que me toma
gota a gota;
sutil perfume que guia o toque entre calores:
cheiro que devoro,
tato que entorpece;
superfície rosada,
quente e tesa no limite do querer.
Tuas veias,
riachos vivos,
revelam a pulsação do teu ser.
Os sinais,
destino traçado.
Não hesito,
não fujo:
a trilha leva à entrega.
O amor?
Um ritual de tempo efêmero,
feito por quem sabe que
(naquele instante)
o eterno me cabe.
Crs Ribeiro
#desafio 003
#
Gosto do que és.
Não apenas na forma,
mas na essência que se revela,
emudecida,
entre um suspiro e outro.
Teu corpo,
horizonte aberto
onde desejo e admiração se cruzam.
Nudez que se oferece ao toque:
pelos macios no peito,
mapa que orienta minha língua em descoberta.
Teu umbigo,
vértice oculto
onde os mistérios me atraem ao centro.
As pintas,
astros negros
orientam meu anseio
quando navego nas rotas do deleite.
A pele,
brisa e convite,
frescor que me toma
gota a gota;
sutil perfume que guia o toque entre calores:
cheiro que devoro,
tato que entorpece;
superfície rosada,
quente e tesa no limite do querer.
Tuas veias,
riachos vivos,
revelam a pulsação do teu ser.
Os sinais,
destino traçado.
Não hesito,
não fujo:
a trilha leva à entrega.
O amor?
Um ritual de tempo efêmero,
feito por quem sabe que
(naquele instante)
o eterno me cabe.
Crs Ribeiro
#desafio 003