#Desafio 042
Âmavência
Sentimento
além do desejo
mais que querer
menos que sobreviver
Se lança
se perde
se queima
É busca
é parte do que busca
é falta do que nunca foi
Palavra nova
inventada
arrancada de dentro
tentativa vã
de traduzir o indizível.
Mas não traduz
seduz
machuca um pouco também.
Então vem,
ou não…
mas saiba:
aqui estou
à espera,
consumida
de você.
Crs Ribeiro
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#Desafio 041
Bão? Bão!
Casa de taipa
porta aberta
milharal espiando
sol-menino
brinca de esconde-esconde
por trás do espantalho calado
galo entoa
dia espreguiça
vem vindo, vem vindo
descalço, dourado
xue-xue do rio
besouro zum-zum
ziguezagueia no ar
suspiro de vento
coisas que só o campo escuta
brisa brota
beija, baila
brinca na beira da grota
riso risonho
ressoa, renova
eco no céu sem pressa
vida leve
canto curto
pássaro sabe:
a magia do pequenino
entre o sussurro das folhas
cheiro de terra chovida
o mundo cabe inteiro
no riso da lua
que dorme na roça.
Crs Ribeiro
Bão? Bão!
Casa de taipa
porta aberta
milharal espiando
sol-menino
brinca de esconde-esconde
por trás do espantalho calado
galo entoa
dia espreguiça
vem vindo, vem vindo
descalço, dourado
xue-xue do rio
besouro zum-zum
ziguezagueia no ar
suspiro de vento
coisas que só o campo escuta
brisa brota
beija, baila
brinca na beira da grota
riso risonho
ressoa, renova
eco no céu sem pressa
vida leve
canto curto
pássaro sabe:
a magia do pequenino
entre o sussurro das folhas
cheiro de terra chovida
o mundo cabe inteiro
no riso da lua
que dorme na roça.
Crs Ribeiro
#Desafio 40
Corpo bonito
É o que se entrega
sem rédea, sem norte
sem medo da sorte;
rasgando as amarras
da carne e da dor.
Sabe que é sombra,
fulgor e abismo.
Arde. Implora.
Sangra no riso.
Sabe, e se agarra
com plural esplendor.
Cede, se rende,
sem culpa, sem trégua;
inteiro se lança
dispensa o escudo.
Sem medo. Sem fundo.
Sem meio ou fim,
o corpo bonito
são e sabido
com prática e estudo
demole o não dito
e arranca, aflito,
a certeza de mim.
@Albertobusquets e Crs Ribeiro
*** 4 mãos, um toque. Grata pela parceria!
Corpo bonito
É o que se entrega
sem rédea, sem norte
sem medo da sorte;
rasgando as amarras
da carne e da dor.
Sabe que é sombra,
fulgor e abismo.
Arde. Implora.
Sangra no riso.
Sabe, e se agarra
com plural esplendor.
Cede, se rende,
sem culpa, sem trégua;
inteiro se lança
dispensa o escudo.
Sem medo. Sem fundo.
Sem meio ou fim,
o corpo bonito
são e sabido
com prática e estudo
demole o não dito
e arranca, aflito,
a certeza de mim.
@Albertobusquets e Crs Ribeiro
*** 4 mãos, um toque. Grata pela parceria!
#Desafio 039
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
#Desafio 038
#
Te busco
no silêncio:
um toque,
um cheiro.
Teu pescoço,
ponto de fuga
onde o tempo
se dissolve
com um beijo.
Te enroscas
e me sabes:
não há curvas,
só a reta da vontade.
Te quero lentamente.
A cama é meta,
não há pressa.
Leitura de corpos,
gemidos...
delícia ou excesso?
Onde a dor começa,
ou o prazer explode?
Não há tempo,
não há regras.
Só nós.
E quando o fim
chegar,
o que sobra?
Só o corpo,
um eco,
um suspiro.
O resto
se perde no ar,
silenciado pela
liberdade
de nunca
mais
voltar.
Crs Ribeiro
#
Te busco
no silêncio:
um toque,
um cheiro.
Teu pescoço,
ponto de fuga
onde o tempo
se dissolve
com um beijo.
Te enroscas
e me sabes:
não há curvas,
só a reta da vontade.
Te quero lentamente.
A cama é meta,
não há pressa.
Leitura de corpos,
gemidos...
delícia ou excesso?
Onde a dor começa,
ou o prazer explode?
Não há tempo,
não há regras.
Só nós.
E quando o fim
chegar,
o que sobra?
Só o corpo,
um eco,
um suspiro.
O resto
se perde no ar,
silenciado pela
liberdade
de nunca
mais
voltar.
Crs Ribeiro
#Desafio. 037
Vento
balança a rede
leva meus sonhos
lá e acolá.
O Norte sopra
te traz agora
sem aviso
sem demora.
Não acalma;
aperta,
inquieta,
desorienta.
Mas é no desassossego
que te encontro em mim:
no fervor do pensamento,
no desejo que não passa.
Por fim,
na ausência ou presença
felicidade não se desfaz.
É isso:
você e eu,
voando.
Crs Ribeiro
Vento
balança a rede
leva meus sonhos
lá e acolá.
O Norte sopra
te traz agora
sem aviso
sem demora.
Não acalma;
aperta,
inquieta,
desorienta.
Mas é no desassossego
que te encontro em mim:
no fervor do pensamento,
no desejo que não passa.
Por fim,
na ausência ou presença
felicidade não se desfaz.
É isso:
você e eu,
voando.
Crs Ribeiro
#Desafio 036
Aproxima-te do espelho.
Vê como cresces?
Vasta como o coração errante,
intensa como a alma que arde.
Tu, borboleta,
não mais serás larva.
O chão já não te sabe.
Há um voo à tua espera:
um azul teu.
És universo,
não apenas reflexo.
Abraça a estrela
que queima em ti.
Deixa-a nascer-te por dentro,
como quem carrega o fogo
e se faz manhã.
Deixa a chama consumir-te
até o último pedaço de céu.
Crs Ribeiro
** Inspirada na borboleta mais linda que voa pelo meu céu de amigos: @calorliterario_
Aproxima-te do espelho.
Vê como cresces?
Vasta como o coração errante,
intensa como a alma que arde.
Tu, borboleta,
não mais serás larva.
O chão já não te sabe.
Há um voo à tua espera:
um azul teu.
És universo,
não apenas reflexo.
Abraça a estrela
que queima em ti.
Deixa-a nascer-te por dentro,
como quem carrega o fogo
e se faz manhã.
Deixa a chama consumir-te
até o último pedaço de céu.
Crs Ribeiro
** Inspirada na borboleta mais linda que voa pelo meu céu de amigos: @calorliterario_
#Desafio 035
Perdida em Você
Tropeço no ar.
Voar com os pés no chão
é um jeito de não cair…
Mas cair, quem sabe,
seja só outra forma de voar.
Coloro o dia sem querer.
Sorrio pro nada,
vejo tudo:
tudo que lembra você.
Talvez seja o mundo,
de um jeito torto,
te repetindo pra mim.
Viajo sem sair:
o corpo, âncora;
o pensamento, vento.
Mexo no cabelo,
desarrumo a razão.
Tento tirar você de mim,
mas sempre me encontro no meio.
Sorriso bobo,
coração fora do compasso.
Mãos suadas,
alma em febre.
E eu?
Pareço calma:
mar antes da tempestade.
O sono vem leve
mas nunca inteiro,
pois no escuro ainda te espero.
Será que um dia virá?
Ou já veio
e eu dormi?
Diagnóstico?
Encantamento
(sem cura).
Prognóstico: viver.
Até virar poesia…
Crs Ribeiro
Perdida em Você
Tropeço no ar.
Voar com os pés no chão
é um jeito de não cair…
Mas cair, quem sabe,
seja só outra forma de voar.
Coloro o dia sem querer.
Sorrio pro nada,
vejo tudo:
tudo que lembra você.
Talvez seja o mundo,
de um jeito torto,
te repetindo pra mim.
Viajo sem sair:
o corpo, âncora;
o pensamento, vento.
Mexo no cabelo,
desarrumo a razão.
Tento tirar você de mim,
mas sempre me encontro no meio.
Sorriso bobo,
coração fora do compasso.
Mãos suadas,
alma em febre.
E eu?
Pareço calma:
mar antes da tempestade.
O sono vem leve
mas nunca inteiro,
pois no escuro ainda te espero.
Será que um dia virá?
Ou já veio
e eu dormi?
Diagnóstico?
Encantamento
(sem cura).
Prognóstico: viver.
Até virar poesia…
Crs Ribeiro
#Desafio 034
(Des) montagem
Construo
com tudo que sou:
cabeça, olhos, fala.
Édens, searas,
castelos de vento…
Belos no sonho,
no toque, no traço.
Na vida?
Anseio encaixes.
Aperto. Forço. Insisto.
Nada feito.
Bloco sem base,
peça sem par,
casa sem chão.
Fico. Olho.
Ruindo, desmanchando.
O que resta?
Um punhado de nada
e a certeza de sempre:
recomeçar.
Quem sabe, um dia,
me encaixar.
Crs Ribeiro
(Des) montagem
Construo
com tudo que sou:
cabeça, olhos, fala.
Édens, searas,
castelos de vento…
Belos no sonho,
no toque, no traço.
Na vida?
Anseio encaixes.
Aperto. Forço. Insisto.
Nada feito.
Bloco sem base,
peça sem par,
casa sem chão.
Fico. Olho.
Ruindo, desmanchando.
O que resta?
Um punhado de nada
e a certeza de sempre:
recomeçar.
Quem sabe, um dia,
me encaixar.
Crs Ribeiro
#Desafio 033
Cafuné:
cheiro
beijo suave de alento.
Adormeço no abrigo
morno do teu peito.
Pele, pelos
pintas soltas
bordam sonhos
bordam vida
bordam nós:
nós dois.
Teus dedos traçam rotas:
giz delicado
vento manso.
Desenha rios
nas margens tensas
das minhas costas.
Carinho.
Canção.
Amor que dói
mas dói bonito.
Amor que embala
e sempre regressa.
Amor que ama
e tem de volta.
Mar que à praia retorna
sem nunca ter partido.
Crs Ribeiro
Cafuné:
cheiro
beijo suave de alento.
Adormeço no abrigo
morno do teu peito.
Pele, pelos
pintas soltas
bordam sonhos
bordam vida
bordam nós:
nós dois.
Teus dedos traçam rotas:
giz delicado
vento manso.
Desenha rios
nas margens tensas
das minhas costas.
Carinho.
Canção.
Amor que dói
mas dói bonito.
Amor que embala
e sempre regressa.
Amor que ama
e tem de volta.
Mar que à praia retorna
sem nunca ter partido.
Crs Ribeiro