#Desafio 092
O encontro inesperado:
um elogio,
um cumprimento,
um apreço…
E o peito?
Sorriu, satisfeito!
O olhar curioso,
a atenção sem medida,
o afeto,
a urgência.
Ah, a urgência!
Vontade sem fim de estar perto.
Suas mentes faziam amor
a cada toque de suas palavras.
Seus corpos dialogavam aflitos,
ardiam no desejo que os percorria.
Tudo se harmonizava:
Ela, a luz que ele merecia.
Ele, fogo ardente e sua calmaria.
Um imaginava, o outro respondia.
Sorte? Acaso? Sincronia?
Nomear era irrelevante.
Nada alterava o fato
que nenhuma ciência refutaria:
A existência de uma falta.
Ardida, sentida, dolorida.
Do que apenas era,
(ainda)
uma promessa…
Crs Ribeiro
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
372
posts
54
Seguidores
56
Seguindo
@eniovedovello
Enio Vedovello
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@gledson489
Gledson Rogério Viana Raimundo
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@andreza199
Andreza Pereira
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@pammellamarins
Pammella Marins
@rodrigo153
Rodrigo de almeida
@inifadadresch
Inifada Dresch
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@manuaraujo
Manuella Araújo
@ariadene113
Ariadene Caillot
@luanaescritora
Luana Oliveira
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@yasmin97
Yasmin Oliveira
@rejoverso
Rejo Naldo
@brunob612
Bruno Barboza
@Cilene
CILENE RESENDE
@anete46
Anete Aparecida Bagli Mariosa
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Eliz Leão
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@joaoedulima
João Eduardo Lima
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@glaucofreitas
Glauco Freitas
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Annezinhadivulga
CRISTIANE NASCIMENTO DA CONCEIÇÃO
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@autoramarianaaguiar
Mariana Alves Aguiar
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@marialima
Maria D. Lima
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@feelings
Feelings
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas
Lendas Urbanas
@luanaescritora
Luana Oliveira
@poetaencantado
Poeta Encantado
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@_tissa_
Tissa The Artista
@literunico
Eder B. Jr.
Séries por #
#desafio
#desafio
· Em andamento
#Desafio 91
Seres errantes, pedaços soltos.
Costuram no outro o que lhes falta.
Sonham um amor inteiro, exato.
Mesmo que a linha seja de névoa.
Lançam-se cegos na febre do encontro.
Bocas sussurram promessas de cura.
Ilusão?
Delírio?
Ou
só
mais
um
tropeço
bonito?
Crs Ribeiro
Seres errantes, pedaços soltos.
Costuram no outro o que lhes falta.
Sonham um amor inteiro, exato.
Mesmo que a linha seja de névoa.
Lançam-se cegos na febre do encontro.
Bocas sussurram promessas de cura.
Ilusão?
Delírio?
Ou
só
mais
um
tropeço
bonito?
Crs Ribeiro
#Desafio 90
Espiralante
Nômade do orvalho,
pegadas de prata
no caminho.
Poeta da lentidão,
esculpe mundos invisíveis
na terra úmida.
Viaja sem pressa,
sem testemunhas,
um suspiro de sombra
entre folhas.
Nas costas,
a espiral do tempo:
casulo de cal,
refúgio e destino,
diário de voltas
e recomeços.
Na noite fresca,
desliza:
mole, silencioso,
ancestral.
Seu casco frágil:
escudo e fardo,
prisão e abrigo,
segredo que pesa leve.
Sob o sol,
vira silêncio.
Fecha-se em si,
aprende a espera.
Busca graça no caminho,
enquanto se dissolve na luz.
Deseja chegar
Mas sabe que
chegar
é só um jeito bonito
de continuar
Indo…
Crs Ribeiro
Espiralante
Nômade do orvalho,
pegadas de prata
no caminho.
Poeta da lentidão,
esculpe mundos invisíveis
na terra úmida.
Viaja sem pressa,
sem testemunhas,
um suspiro de sombra
entre folhas.
Nas costas,
a espiral do tempo:
casulo de cal,
refúgio e destino,
diário de voltas
e recomeços.
Na noite fresca,
desliza:
mole, silencioso,
ancestral.
Seu casco frágil:
escudo e fardo,
prisão e abrigo,
segredo que pesa leve.
Sob o sol,
vira silêncio.
Fecha-se em si,
aprende a espera.
Busca graça no caminho,
enquanto se dissolve na luz.
Deseja chegar
Mas sabe que
chegar
é só um jeito bonito
de continuar
Indo…
Crs Ribeiro
#Desafio 89
#Desafio 088
Ainda mora em mim
uma menina:
desajeitada, distraída,
cheia de céu nos olhos.
Dança sem razão,
só porque sim;
fita o voo dos pássaros,
sussurra segredos às flores.
Mergulha fundo,
deixa o sol tatuar
lembranças na pele.
Uma menina que espera
(sempre espera)
que a vida traga rostos novos,
a conduza a mundos intocados
e a embriague com sabores
que explodem na boca.
Cheiros, toques, tudo que arrepia…
Vibra com um “oi” de repente,
com o nada embrulhado num laço,
com a esperança teimosa
de que o mundo pode ser bom,
se cada um entregar
o que tem de mais bonito.
E ela ri, ri alto,
chora sem medo de borrar,
não esconde o que sente
(nunca aprendeu essa parte).
O tempo passa,
mas ela ainda brinca
na calçada onde os dias escorrem:
descalça,
solta…
Sem pressa de crescer.
Crs Ribeiro
****Revisado
Ainda mora em mim
uma menina:
desajeitada, distraída,
cheia de céu nos olhos.
Dança sem razão,
só porque sim;
fita o voo dos pássaros,
sussurra segredos às flores.
Mergulha fundo,
deixa o sol tatuar
lembranças na pele.
Uma menina que espera
(sempre espera)
que a vida traga rostos novos,
a conduza a mundos intocados
e a embriague com sabores
que explodem na boca.
Cheiros, toques, tudo que arrepia…
Vibra com um “oi” de repente,
com o nada embrulhado num laço,
com a esperança teimosa
de que o mundo pode ser bom,
se cada um entregar
o que tem de mais bonito.
E ela ri, ri alto,
chora sem medo de borrar,
não esconde o que sente
(nunca aprendeu essa parte).
O tempo passa,
mas ela ainda brinca
na calçada onde os dias escorrem:
descalça,
solta…
Sem pressa de crescer.
Crs Ribeiro
****Revisado
#Desafio 087
Entre Sol e Sal
Imenso, azul, espumante
ansioso por engolir.
Fulgurante, ardente, impiedoso
devorador de pele e sombras.
Amantes vorazes!
E ela, ali, na areia
voyeur à espreita do casal libertino.
Seria justo assistir sem arder?
Os olhos denunciam:
febre, ânsia, entrega.
Os pés afundam,
o corpo cede.
Um mergulho lascivo
arrepiando a pele.
Ali se dissolve…
Nas investidas impetuosas das ondas
nas carícias atrevidas da brisa
no domínio implacável do sol.
Esquece-se de que não se dobra.
Abre-se inteira
não quer ser poupada.
Gotas desprendem dos cabelos
serpenteiam pelo pescoço
cirandam o seio teso
descem famintas ao umbigo
despedem-se
onde deveriam fazer-se de línguas.
E então vem:
sem toque
sem trégua
sem perdão.
Um sismo intenso, cruel, redentor.
O gozo escorre salgado.
O riso explode trôpego.
A alma, descalça
caminha vitoriosa
exibe seu êxtase
sobre as águas.
Crs Ribeiro
***Revisado
Entre Sol e Sal
Imenso, azul, espumante
ansioso por engolir.
Fulgurante, ardente, impiedoso
devorador de pele e sombras.
Amantes vorazes!
E ela, ali, na areia
voyeur à espreita do casal libertino.
Seria justo assistir sem arder?
Os olhos denunciam:
febre, ânsia, entrega.
Os pés afundam,
o corpo cede.
Um mergulho lascivo
arrepiando a pele.
Ali se dissolve…
Nas investidas impetuosas das ondas
nas carícias atrevidas da brisa
no domínio implacável do sol.
Esquece-se de que não se dobra.
Abre-se inteira
não quer ser poupada.
Gotas desprendem dos cabelos
serpenteiam pelo pescoço
cirandam o seio teso
descem famintas ao umbigo
despedem-se
onde deveriam fazer-se de línguas.
E então vem:
sem toque
sem trégua
sem perdão.
Um sismo intenso, cruel, redentor.
O gozo escorre salgado.
O riso explode trôpego.
A alma, descalça
caminha vitoriosa
exibe seu êxtase
sobre as águas.
Crs Ribeiro
***Revisado
#Desafio 086
Os olhos,
mais que os lábios,
falam no silêncio:
sussurram o que a boca
não ousa dizer.
O sorriso na foto,
cheio de promessas,
não se sustenta,
despenca
quando os olhos
não são fiéis.
Guardiões do além,
contam histórias
sem começo ou fim.
Revelam segredos
que a língua teme tocar,
ainda que a gente tente calar.
São delatores sem voz,
X-9s da alma,
cagoetes da essência.
Entregam o que somos,
sem piedade, sem fuga.
E o preço disso?
A verdade, meus caros,
desnuda e crua,
como o chão sob nossos pés.
Sem adornos,
Sem ilusões.
Crs Ribeiro
***Revisado
Os olhos,
mais que os lábios,
falam no silêncio:
sussurram o que a boca
não ousa dizer.
O sorriso na foto,
cheio de promessas,
não se sustenta,
despenca
quando os olhos
não são fiéis.
Guardiões do além,
contam histórias
sem começo ou fim.
Revelam segredos
que a língua teme tocar,
ainda que a gente tente calar.
São delatores sem voz,
X-9s da alma,
cagoetes da essência.
Entregam o que somos,
sem piedade, sem fuga.
E o preço disso?
A verdade, meus caros,
desnuda e crua,
como o chão sob nossos pés.
Sem adornos,
Sem ilusões.
Crs Ribeiro
***Revisado
#Desafio 085
Inimigo à Meia Luz
Um rosto partido
no vidro trincado da alma.
Sombra muda
voraz por calcanhares incautos.
Serpente de olhos abertos
nunca dorme, nunca cega
nunca cede.
Vigia.
Vigia.
Vigia.
Cruel, impassível.
E eu danço
à beira do erro
na estação do último trem
que não vem.
Esmaga.
Sufoca.
Sangra.
Obriga-me a voar mais alto.
É pedra que ensina
a raiz a resistir.
No espelho embaçado
um vulto que não se apaga.
Sou eu? Ou sou outra?
Ele ri.
Já sabe o meu nome.
E, ai de mim!
Sei bem
quem ele
é.
Crs Ribeiro
Inimigo à Meia Luz
Um rosto partido
no vidro trincado da alma.
Sombra muda
voraz por calcanhares incautos.
Serpente de olhos abertos
nunca dorme, nunca cega
nunca cede.
Vigia.
Vigia.
Vigia.
Cruel, impassível.
E eu danço
à beira do erro
na estação do último trem
que não vem.
Esmaga.
Sufoca.
Sangra.
Obriga-me a voar mais alto.
É pedra que ensina
a raiz a resistir.
No espelho embaçado
um vulto que não se apaga.
Sou eu? Ou sou outra?
Ele ri.
Já sabe o meu nome.
E, ai de mim!
Sei bem
quem ele
é.
Crs Ribeiro
#Desafio 084
O Riso do Equilibrista
Fez da vertigem morada,
aprendeu a flutuar
no fio do nada.
Já não teme
o vaivém da corda,
é ele quem sopra o compasso.
A altura já não assusta,
é partitura
dos seus passos.
O vento, que antes empurrava,
agora lambe sua pele e sussurra:
Vai.
Beijou o chão mil vezes,
sentiu na língua
o áspero da queda:
mil bocas de pedra,
mil dentes de aço.
O tropeço virou impulso,
o risco,
vício doce.
E a queda, ah, a queda!
É só um riso,
desengonçado,
do tempo
pairando
no ar.
Crs Ribeiro
O Riso do Equilibrista
Fez da vertigem morada,
aprendeu a flutuar
no fio do nada.
Já não teme
o vaivém da corda,
é ele quem sopra o compasso.
A altura já não assusta,
é partitura
dos seus passos.
O vento, que antes empurrava,
agora lambe sua pele e sussurra:
Vai.
Beijou o chão mil vezes,
sentiu na língua
o áspero da queda:
mil bocas de pedra,
mil dentes de aço.
O tropeço virou impulso,
o risco,
vício doce.
E a queda, ah, a queda!
É só um riso,
desengonçado,
do tempo
pairando
no ar.
Crs Ribeiro
#Desafio 083
A mão que afaga
pode, sem querer,
brandir a adaga.
Não por maldade,
mas por desejo esquivo
que pulsa no gesto
mesmo quando tenta amar.
O toque que embala
abre a pele sem som:
sangra sem aviso,
dói na surpresa.
Antes de empurrar,
meça bem o abismo!
Pode ser que teus pés
já tenham tocado o fundo.
A mágoa é faca torta:
fere quem sente,
e, sem querer,
dilacera quem a fez nascer.
Um eco profundo,
que à origem retorna.
Sem perdão.
Crs Ribeiro
A mão que afaga
pode, sem querer,
brandir a adaga.
Não por maldade,
mas por desejo esquivo
que pulsa no gesto
mesmo quando tenta amar.
O toque que embala
abre a pele sem som:
sangra sem aviso,
dói na surpresa.
Antes de empurrar,
meça bem o abismo!
Pode ser que teus pés
já tenham tocado o fundo.
A mágoa é faca torta:
fere quem sente,
e, sem querer,
dilacera quem a fez nascer.
Um eco profundo,
que à origem retorna.
Sem perdão.
Crs Ribeiro