Alguém toparia ler o primeiro capítulo do meu novo livro?
Chama-se "O ladrão de Ideias". Pra variar, uma sci-fi. Pra variar, sobre viagens no tempo e tecnologia.
O livro fala sobre um rapaz que sempre está inventando coisas mas, pouco tempo antes de ele lançar ou terminar o seu invento, descobre que alguém acabou de lançar antes dele. Ele perde tudo o que tem (a empresa, o apê, tudo) e vira um mendigo, e desiste de criar as coisas.
É quando um antagonista aparece e diz: "Hey! Que história é essa de acabar com o meu negócio?"
Ele, então, descobre que tudo o que ele inventava o antagonista - o ladrão de ideias do título - pegava, voltava no tempo e vendia para uma empresa grande. E que tudo o que essas grandes empresas criam é, na verdade, roubos de criações do futuro.
Ele, então, faz um acordo com o ladrão de ideias: vai criar mais uma grande invenção, mas, depois, quer ter a sua vida de volta.
A premissa é boa? Alguém gostaria de ler?
Tenho o primeiro capítulo aqui (ainda pode sofrer alterações) e quem puder ler e me dar um feedback... ficarei agradecido.
@CrisRibeiro
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O medo abala
o medo abusa
o medo te usa
com medo não fala
se esconde durante o dia
não quer passar mais apuro
a noite vive no quarto escuro
sob as cobertas da covardia
sem forças para reagir
a vida se esvai vazia
no estômago azia
não consegue fugir
pobre vítima inocente
se sente horrível culpada
devidamente julgada
não se vê mais contente
hipócritas morais
julgamento sem defesa
batem na mesa
com seus gritos irracionais
impõem o medo com o dedo em riste
dominam sua presa
com uma única certeza
a impunidade existe
triste mundo esse aqui
em que um ser
acredita que pode ter
o outro para si
Edu Liguori
o medo abusa
o medo te usa
com medo não fala
se esconde durante o dia
não quer passar mais apuro
a noite vive no quarto escuro
sob as cobertas da covardia
sem forças para reagir
a vida se esvai vazia
no estômago azia
não consegue fugir
pobre vítima inocente
se sente horrível culpada
devidamente julgada
não se vê mais contente
hipócritas morais
julgamento sem defesa
batem na mesa
com seus gritos irracionais
impõem o medo com o dedo em riste
dominam sua presa
com uma única certeza
a impunidade existe
triste mundo esse aqui
em que um ser
acredita que pode ter
o outro para si
Edu Liguori
Durante a criação poética,
Prática sutil-imagética,
A minha mente trabalha
De duas formas incautas:
Ou o meu consciente fal(h)a,
Dizendo mais nas entrelinhas;
Ou meu inconsciente fal(t)a,
Trazendo palavras sozinhas.
Em meio à escrita,
Todo o intento poderá
Poetar-me ao inverso.
Mas, uma vez escrita,
O leitor a moldará
Ao seu próprio universo.
Alberto Busquets.
#Desafio 084
Prática sutil-imagética,
A minha mente trabalha
De duas formas incautas:
Ou o meu consciente fal(h)a,
Dizendo mais nas entrelinhas;
Ou meu inconsciente fal(t)a,
Trazendo palavras sozinhas.
Em meio à escrita,
Todo o intento poderá
Poetar-me ao inverso.
Mas, uma vez escrita,
O leitor a moldará
Ao seu próprio universo.
Alberto Busquets.
#Desafio 084
Ai! Quem dera ter um longo beijo teu agora
De tanto amor-calor que em mim se demora
Dilapidando cada momento em saudade...
Ai! Quem dera, ou dará razão a essa dor que chora
De plena falta, amplo abismo que se aflora
À pele arrepiada de ardente vontade...
Ai! Espaço crescente ante a ânsia minha
Quem dera ser a ponte trespassando em linha
O breu que nos afasta do nosso desejo...
Ai! Compasso tracejante do pé que caminha
Cruzar dez mil distâncias para ter-te sozinha
Quem dera ter você ao alcance de um beijo...
Alberto Busquets.
#Desafio 085
De tanto amor-calor que em mim se demora
Dilapidando cada momento em saudade...
Ai! Quem dera, ou dará razão a essa dor que chora
De plena falta, amplo abismo que se aflora
À pele arrepiada de ardente vontade...
Ai! Espaço crescente ante a ânsia minha
Quem dera ser a ponte trespassando em linha
O breu que nos afasta do nosso desejo...
Ai! Compasso tracejante do pé que caminha
Cruzar dez mil distâncias para ter-te sozinha
Quem dera ter você ao alcance de um beijo...
Alberto Busquets.
#Desafio 085
Quando estou triste
A poesia flui através dos meus olhos,
escorre para a ponta dos dedos
repousa no papel e ali,
cumpre seu propósito.
Seria o poema um depósito,
de medos confessos
segredos professos
da minh'alma profana
expondo-se insana
à espera de alguém
que a corresponda?
#desafio 78/365
A poesia flui através dos meus olhos,
escorre para a ponta dos dedos
repousa no papel e ali,
cumpre seu propósito.
Seria o poema um depósito,
de medos confessos
segredos professos
da minh'alma profana
expondo-se insana
à espera de alguém
que a corresponda?
#desafio 78/365
Silêncio.
Os ventos cessaram.
Os mundos pararam
enquanto eu contava
as estrelas em seus olhos.
Silêncio.
O calmo azul marinho
faz com que pareça
que é no céu que navegamos.
Silêncio.
E o fogo nos seus lábios
me aquece e me nutre,
Enquanto, de mãos dadas,
navegamos não ao sol poente,
Mas ao nascente lunar
que espelha a luz da sua pele
para pavimentar de prata
a rota do nosso drakkar.
Alberto Busquets
#Desafio 078
Os ventos cessaram.
Os mundos pararam
enquanto eu contava
as estrelas em seus olhos.
Silêncio.
O calmo azul marinho
faz com que pareça
que é no céu que navegamos.
Silêncio.
E o fogo nos seus lábios
me aquece e me nutre,
Enquanto, de mãos dadas,
navegamos não ao sol poente,
Mas ao nascente lunar
que espelha a luz da sua pele
para pavimentar de prata
a rota do nosso drakkar.
Alberto Busquets
#Desafio 078
Oh, brisa leve,
levante-me
e me leve
além das luzes,
da praia, do mar.
Leve brisa
em levante,
relativiza
meu peso
massante
embalando
meu corpo
à luz do luar...
Leva-me acima
e avante:
indefeso,
inconstante
mas em ti confiante
(mesmo uspenso no ar)
que meu corpo pairante
lembrará cada instante
das paixões-tempestades
rimantes
Às monções-calamidades
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 079
levante-me
e me leve
além das luzes,
da praia, do mar.
Leve brisa
em levante,
relativiza
meu peso
massante
embalando
meu corpo
à luz do luar...
Leva-me acima
e avante:
indefeso,
inconstante
mas em ti confiante
(mesmo uspenso no ar)
que meu corpo pairante
lembrará cada instante
das paixões-tempestades
rimantes
Às monções-calamidades
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 079
Esta semana, apesar dos milhares de problemas, está sendo bastante produtiva no sentido de encontrar melodias e criar novas canções. A canção a seguir nasceu pronta e fazer o arranjo dela foi tão natural o que tornou o processo bem delicioso. Espero que gostem!
>> Blood Hole <<
[Verse 1]
When you meet the crack
When the night is come down
And the hole gets so big
You’re inside and don't even realize
Walls rise from nowhere
And the doors, all blocked
You forgot the keys
And the story goes on without end
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Verse 2]
When the wound is open
It's not always good to poke
The medicine is bitter
it will burn and it will hurt
The knife always sharp
Always someone to stick it in
Captain Hook was not the villain
And the fairy was not a lighthouse
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Interlude]
Oh, Oh Oh Oh, Oh Oh Oh
[Chorus]
Tradução
>> Buraco de Sangue <<
Verso 1
Quando você encontra a rachadura
Quando a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta
Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas fechadas
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final
Refrão
Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos esgotos da cidade
O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
Verso 2
Quando a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer
A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
>> Blood Hole <<
[Verse 1]
When you meet the crack
When the night is come down
And the hole gets so big
You’re inside and don't even realize
Walls rise from nowhere
And the doors, all blocked
You forgot the keys
And the story goes on without end
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Verse 2]
When the wound is open
It's not always good to poke
The medicine is bitter
it will burn and it will hurt
The knife always sharp
Always someone to stick it in
Captain Hook was not the villain
And the fairy was not a lighthouse
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Interlude]
Oh, Oh Oh Oh, Oh Oh Oh
[Chorus]
Tradução
>> Buraco de Sangue <<
Verso 1
Quando você encontra a rachadura
Quando a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta
Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas fechadas
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final
Refrão
Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos esgotos da cidade
O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
Verso 2
Quando a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer
A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
Omnia Mutantur...
Que os fantasmas do passado
tornem-se
as fadas belas do presente.
Que as marcas do passado
tornem-se
o solo fértil do presente.
Que as mágoas do passado
tornem-se
as flores perfumadas do presente.
E que este presente,
quando passado,
dê mais viço às rosas
que guardarão a estrada
do nosso futuro.
Alberto Busquets.
#Desafio 077
Que os fantasmas do passado
tornem-se
as fadas belas do presente.
Que as marcas do passado
tornem-se
o solo fértil do presente.
Que as mágoas do passado
tornem-se
as flores perfumadas do presente.
E que este presente,
quando passado,
dê mais viço às rosas
que guardarão a estrada
do nosso futuro.
Alberto Busquets.
#Desafio 077
Amanhece.
Respingos de chuva
em minha janela.
Um bom café
fumegando,
Um ronronar
do gato,
vestir uma roupa
a contra-gosto,
E enfrentar
os compromissos.
Hoje,
quisera eu ser o gato.
manteria-me à janela,
com o respingo da chuva
e alguns raios de sol,
Olhando aquele homem
apressado
entrar num carro e ir embora.
Pularia para a cama,
aninhando-me à bela adormecida
e esqueceria do mundo.
Aliás,
que mundo?
Alberto Busquets
#Desafio 076
Respingos de chuva
em minha janela.
Um bom café
fumegando,
Um ronronar
do gato,
vestir uma roupa
a contra-gosto,
E enfrentar
os compromissos.
Hoje,
quisera eu ser o gato.
manteria-me à janela,
com o respingo da chuva
e alguns raios de sol,
Olhando aquele homem
apressado
entrar num carro e ir embora.
Pularia para a cama,
aninhando-me à bela adormecida
e esqueceria do mundo.
Aliás,
que mundo?
Alberto Busquets
#Desafio 076