calmo deslizo
por tua água
duas carnes
macias
valsando
duas chamas
bailando
arquejantes
pelos eretos
corpos arfantes
indo e vindo
provando-se
incêndio
entre quatro paredes
de quatro
de ladinho
decúbito
missionária
louvando ao delírio
do gozo!
#
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Num lapso de memória
Eu te perdi outra vez
Ao esquecer como você dançava, quando bebia
Ao lembrar de como você cuidava de nós, quando éramos crianças
Seus desejos de felicidade
A primeira e tão sonhada boneca que me deu.
O seu esforço para que todos os filhos ficassem bem
Os lugares que frequentavamos
A chácara que você comprou, fruto de muito trabalho.
O cheiro do teu cabelo lavado
Na escova que a mamãe guarda até hoje.
E que se perdeu com o tempo.
Tanta saudade.
O tempo dissolve tudo.
Leva com ele, como partículas de areia, tudo que pensamos ter, como certo e imutável.
Nada é imutável.
Nem mesmo amor profundo e a saudade, que com apenas algumas gerações, vão se esquecer que existiu, em mim,
Que guardava todo esse sentimento, do que era você, nas memórias.
Hoje, eu tive saudade do meu pai,
Noutro dia, terão de mim.
E tudo que eu sabia de você, que te fazia ser vivo, dentro do meu peito,
Também morrerá, no fim.
Eliz Leão
Eu te perdi outra vez
Ao esquecer como você dançava, quando bebia
Ao lembrar de como você cuidava de nós, quando éramos crianças
Seus desejos de felicidade
A primeira e tão sonhada boneca que me deu.
O seu esforço para que todos os filhos ficassem bem
Os lugares que frequentavamos
A chácara que você comprou, fruto de muito trabalho.
O cheiro do teu cabelo lavado
Na escova que a mamãe guarda até hoje.
E que se perdeu com o tempo.
Tanta saudade.
O tempo dissolve tudo.
Leva com ele, como partículas de areia, tudo que pensamos ter, como certo e imutável.
Nada é imutável.
Nem mesmo amor profundo e a saudade, que com apenas algumas gerações, vão se esquecer que existiu, em mim,
Que guardava todo esse sentimento, do que era você, nas memórias.
Hoje, eu tive saudade do meu pai,
Noutro dia, terão de mim.
E tudo que eu sabia de você, que te fazia ser vivo, dentro do meu peito,
Também morrerá, no fim.
Eliz Leão
#desafio 37/365
Lá fora há um céu cinzento.
Ainda assim,
vejo no jardim
lindas borboletas
voando paralelas,
com suas asas amarelas,
numa delicada dança
de alegria e esperança.
Olhando, me sinto criança
que se admira das
pequenas coisas.
Me esqueço
por um momento
depois cresço
Desassossego.
Jusley Naiane
Lá fora há um céu cinzento.
Ainda assim,
vejo no jardim
lindas borboletas
voando paralelas,
com suas asas amarelas,
numa delicada dança
de alegria e esperança.
Olhando, me sinto criança
que se admira das
pequenas coisas.
Me esqueço
por um momento
depois cresço
Desassossego.
Jusley Naiane
Grande
alto
sublime
é o meu pensar
Não tente limitar o que sou
o que escrevo
o que vivo
Não peça além do que posso dar
Olhe os campos
escute os pássaros
Sonho ser como eles
mas, por ora, apenas sonho
Deixa-me sonhar sem grilhões
Não molda meu querer
Nem o meu escrever
Isso é fatal para mim
Sou assim
livre
inteira
nas letras do poema
posso ser assim
dona de mim.
alto
sublime
é o meu pensar
Não tente limitar o que sou
o que escrevo
o que vivo
Não peça além do que posso dar
Olhe os campos
escute os pássaros
Sonho ser como eles
mas, por ora, apenas sonho
Deixa-me sonhar sem grilhões
Não molda meu querer
Nem o meu escrever
Isso é fatal para mim
Sou assim
livre
inteira
nas letras do poema
posso ser assim
dona de mim.
Às vezes,
o dia começa
sem cor
sem voz
O tempo corre
mas meus passos
ficam
Se ao menos
houvesse um canto
onde coubesse
o que sou
Olho ao redor
mas tudo segue igual
Carrego um peso
que ninguém nota
E, em silêncio,
sigo sem saber
até quando
vou aguentar.
o dia começa
sem cor
sem voz
O tempo corre
mas meus passos
ficam
Se ao menos
houvesse um canto
onde coubesse
o que sou
Olho ao redor
mas tudo segue igual
Carrego um peso
que ninguém nota
E, em silêncio,
sigo sem saber
até quando
vou aguentar.
Devir é o que
escapa das mãos
o que nunca se prende ao agora.
É o instante que
se desfaz
antes de ser nomeado.
Não há forma fixa,
não há chegada certa.
Só o movimento
a curva, o passo seguinte.
Devir é vento que não volta
rio que se perde no caminho.
É tudo que somos
sem nunca sermos o mesmo.
É o olhar que não seguramos
o abraço que ficou no peito.
As palavras que nunca dissemos
o tempo partindo sem se despedir.
Deves ir.
escapa das mãos
o que nunca se prende ao agora.
É o instante que
se desfaz
antes de ser nomeado.
Não há forma fixa,
não há chegada certa.
Só o movimento
a curva, o passo seguinte.
Devir é vento que não volta
rio que se perde no caminho.
É tudo que somos
sem nunca sermos o mesmo.
É o olhar que não seguramos
o abraço que ficou no peito.
As palavras que nunca dissemos
o tempo partindo sem se despedir.
Deves ir.
Se as palavras forem folhas ao vento,
quero plantar robustas florestas
tornando esmeralda
o olho de cada tempestade.
Que o vento desarrume os versos!
Não me importo.
Um dia, certamente,
uma folha talvez já amarelada
encontrará o caminho à janela certa.
E ela saberá que seu viço, sua cor,
seu riso e seu perfume
Propagar-se-ão eternamente
levando mundo afora amor,
beleza e alegria
renovados a cada ventania.
Alberto Busquets.
#Desafio 036
quero plantar robustas florestas
tornando esmeralda
o olho de cada tempestade.
Que o vento desarrume os versos!
Não me importo.
Um dia, certamente,
uma folha talvez já amarelada
encontrará o caminho à janela certa.
E ela saberá que seu viço, sua cor,
seu riso e seu perfume
Propagar-se-ão eternamente
levando mundo afora amor,
beleza e alegria
renovados a cada ventania.
Alberto Busquets.
#Desafio 036
Meu coração está
na ponta dos meus dedos
quando os deslizo em ritmo
pelo seu corpo.
Meu coração salta
e foge do meu peito
cada vez que gemes baixinho
no meu ouvido.
Meu coração, pobre coitado,
não tem descanso:
Cada fôlego que me esvai
sobre teus seios
é ele quem, heroico,
mantém minha fome.
Mas há o momento em que
meu coração já não basta...
E aí, quando estamos
entrelaçados em gozo mútuo,
O seu coração me visita
e realimenta os desejos
do meu.
Alberto Busquets.
#Desafio 035
na ponta dos meus dedos
quando os deslizo em ritmo
pelo seu corpo.
Meu coração salta
e foge do meu peito
cada vez que gemes baixinho
no meu ouvido.
Meu coração, pobre coitado,
não tem descanso:
Cada fôlego que me esvai
sobre teus seios
é ele quem, heroico,
mantém minha fome.
Mas há o momento em que
meu coração já não basta...
E aí, quando estamos
entrelaçados em gozo mútuo,
O seu coração me visita
e realimenta os desejos
do meu.
Alberto Busquets.
#Desafio 035
#Desafio 36
*Café da tarde*
À tarde
Tem cheiro de café coado
E bolo recém-assado.
Tem pão fresco,
ainda quentinho.
Tem xícaras grandes
Pra quem prefere
Tomar com leitinho.
Tem chá de capim-limão.
Tem gente muito disposta,
Se oferecendo pra dar uma mão.
Tem açúcar e adoçante.
Tem um lugar à mesa,
Pra ninguém sentar distante.
Tem conversa com gargalhada alta,
Tem assunto pra ninguém sentir falta.
Tem de tudo, só não tem pressa.
Hoje o relógio nos deu folga
Pra pôr em dia a conversa.
MarU
*Café da tarde*
À tarde
Tem cheiro de café coado
E bolo recém-assado.
Tem pão fresco,
ainda quentinho.
Tem xícaras grandes
Pra quem prefere
Tomar com leitinho.
Tem chá de capim-limão.
Tem gente muito disposta,
Se oferecendo pra dar uma mão.
Tem açúcar e adoçante.
Tem um lugar à mesa,
Pra ninguém sentar distante.
Tem conversa com gargalhada alta,
Tem assunto pra ninguém sentir falta.
Tem de tudo, só não tem pressa.
Hoje o relógio nos deu folga
Pra pôr em dia a conversa.
MarU
#desafio 365 dias
Dia 28 - Fale sobre seu livro preferido de contos!
Eu sempre gostei bastante de fluxos de consciência e de prosa poética. E o livro de contos que, para mim, foi uma experiência inesquecível nesse sentido foi “Morangos Mofados”, de Caio Fernando Abreu.
Publicado em 1982, o livro é composto por 18 contos e dividido em três partes: “O Mofo”, “Os Morangos” e “Morangos Mofados”. São textos que tratam sobre a condição humana da sexualidade, da introspecção, da solidão, ambientados em um lugar de repressão militar.
Dia 28 - Fale sobre seu livro preferido de contos!
Eu sempre gostei bastante de fluxos de consciência e de prosa poética. E o livro de contos que, para mim, foi uma experiência inesquecível nesse sentido foi “Morangos Mofados”, de Caio Fernando Abreu.
Publicado em 1982, o livro é composto por 18 contos e dividido em três partes: “O Mofo”, “Os Morangos” e “Morangos Mofados”. São textos que tratam sobre a condição humana da sexualidade, da introspecção, da solidão, ambientados em um lugar de repressão militar.