Há dias em que a saudade aperta;
assumindo o lugar de um abraço,
que não mais me será dado.
Seu calor, não mais sentirei.
por aqui, só ficou o rastro
de um amor desenfreado.
Como um trem, que saiu do trilho
como um astro, que perdeu o brilho
e agora jaz em mim,
sepultado.
#desafio 365/138
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Mais um, ignorado no bloco de notas.
#desafio 365/140
#desafio 365/140
********************************************************************
...pela brisa, finos fios dourados afagam sua face,
gestos Simples & Timidos realçam sua beleza natural diante minhas acastanhadas orbitas.
A brisa teimosa retorna por seu aroma e os mesmos gestos se repetem.
Linda & Radiante observo-a como a Lua Cheia de ponta de nariz Minguante,
a brisa esvai-se mas os gestos guardo em mim...
********************************************************************
JJr.
...pela brisa, finos fios dourados afagam sua face,
gestos Simples & Timidos realçam sua beleza natural diante minhas acastanhadas orbitas.
A brisa teimosa retorna por seu aroma e os mesmos gestos se repetem.
Linda & Radiante observo-a como a Lua Cheia de ponta de nariz Minguante,
a brisa esvai-se mas os gestos guardo em mim...
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JJr.
Tudo começa com um sorriso
#Desafio141
Noite no centro:
olhos cegos, mãos nuas.
Espadas cruzam.
Silêncio zingra,
acende o fogo,
morde a carne,
sangra sem aviso.
O peito, covarde, hesita.
Gota seca,
copo vazio,
ninguém vai encher.
Não se mente para dentro:
corte o talvez,
arranque o “se”,
fode a dúvida até ela gritar.
Diz teu nome,
pelada,
sem pedir desculpa
por querer,
por queimar,
por viver.
Não tem prêmio,
não tem castigo,
só consequência.
Você é tudo.
Por que ajoelhar-se
pedindo permissão
para ser amada?
Ama-te primeiro,
sem bênção,
sem perdão.
É o fim.
Ou começo…
Nunca mais como antes.
Levanta,
espelho,
desnuda o desejo:
tempestade que sussurra,
fúria que acaricia a alma,
vento que derruba a calma,
sem ousar disfarce:
Incinera tudo.
Sê inteira.
Crs Ribeiro
Noite no centro:
olhos cegos, mãos nuas.
Espadas cruzam.
Silêncio zingra,
acende o fogo,
morde a carne,
sangra sem aviso.
O peito, covarde, hesita.
Gota seca,
copo vazio,
ninguém vai encher.
Não se mente para dentro:
corte o talvez,
arranque o “se”,
fode a dúvida até ela gritar.
Diz teu nome,
pelada,
sem pedir desculpa
por querer,
por queimar,
por viver.
Não tem prêmio,
não tem castigo,
só consequência.
Você é tudo.
Por que ajoelhar-se
pedindo permissão
para ser amada?
Ama-te primeiro,
sem bênção,
sem perdão.
É o fim.
Ou começo…
Nunca mais como antes.
Levanta,
espelho,
desnuda o desejo:
tempestade que sussurra,
fúria que acaricia a alma,
vento que derruba a calma,
sem ousar disfarce:
Incinera tudo.
Sê inteira.
Crs Ribeiro
Epifania Alada
No âmbar translúcido do instante,
A abelha, efêmera sacerdotisa
Perambula entre epífitas e abismos,
Bordando, com probóscide precisa,
O destino das espécies.
Não sabe da catástrofe que evita,
Nem da eternidade que carrega
Em cada espiral de pólen disperso.
Só segue, inexorável e silente,
Cumprindo o rito cósmico
De fecundar o mundo
Com a tessitura invisível
Da permanência.
#DiaMundialdasAbelhas
No âmbar translúcido do instante,
A abelha, efêmera sacerdotisa
Perambula entre epífitas e abismos,
Bordando, com probóscide precisa,
O destino das espécies.
Não sabe da catástrofe que evita,
Nem da eternidade que carrega
Em cada espiral de pólen disperso.
Só segue, inexorável e silente,
Cumprindo o rito cósmico
De fecundar o mundo
Com a tessitura invisível
Da permanência.
#DiaMundialdasAbelhas
Vou compartilhar um poema da Hilda Hilst, mas antes disso, vou contar uma história sobre mim, um pouco longa, até chegar lá, espero que tenham paciência e achem interessante.
Há 24 anos, passei no meu primeiro vestibular. Cursei Relações Internacionais na Unesp em Franca, no interior de São Paulo.
Em 2008, passei na UFOP e cursei Administração à distância, num pioneiro curso do tipo, na época.
Em 2012, passei na USP em Letras e depois de 3 anos de curso, com algumas matérias trancadas...
... parei definitivamente para conciliar trabalho e a vida de pai.
Ontem, sem nunca mais ter tido nenhum contato com esse tipo de lógica, voltei a prestar um vestibular.
A prova da Univesp, para voltar a cursar Letras, me causou uma sensação muito forte de voltar no tempo e ao mesmo tempo ter um contexto completamente diferente.
Mesmo com a sensação cada vez mais crescente da desvalorização do curso superior, que me fez até começar a escrever "Placa de Proibido Estacionar" que conta...
... a história de um morador de rua com doutorado, num futuro onde nenhum conhecimento humano é mais válido e tudo pode ser substituído por dispositivos, porém, numa sociedade em crise absurda com disparidade de acessos, eu ainda insisto em acreditar que vale a pena o saber e o retransmitir....
Espero que gostem do poema que esteve nessa prova, que vou postar a seguir.
Há 24 anos, passei no meu primeiro vestibular. Cursei Relações Internacionais na Unesp em Franca, no interior de São Paulo.
Em 2008, passei na UFOP e cursei Administração à distância, num pioneiro curso do tipo, na época.
Em 2012, passei na USP em Letras e depois de 3 anos de curso, com algumas matérias trancadas...
... parei definitivamente para conciliar trabalho e a vida de pai.
Ontem, sem nunca mais ter tido nenhum contato com esse tipo de lógica, voltei a prestar um vestibular.
A prova da Univesp, para voltar a cursar Letras, me causou uma sensação muito forte de voltar no tempo e ao mesmo tempo ter um contexto completamente diferente.
Mesmo com a sensação cada vez mais crescente da desvalorização do curso superior, que me fez até começar a escrever "Placa de Proibido Estacionar" que conta...
... a história de um morador de rua com doutorado, num futuro onde nenhum conhecimento humano é mais válido e tudo pode ser substituído por dispositivos, porém, numa sociedade em crise absurda com disparidade de acessos, eu ainda insisto em acreditar que vale a pena o saber e o retransmitir....
Espero que gostem do poema que esteve nessa prova, que vou postar a seguir.
Quem pudera imaginar
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
Eliz Leão
#festadascalcinhas
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
Eliz Leão
#festadascalcinhas
Silencioso mistério
Pelas linhas converso
Talvez leia meu inverso
Controverso
De um jeito tão seu
que, sem palavras, confesso
Um jeito tão meu
que, ao observa-la, revelo
De querer perto
o que está longe
E de ser diário
o que é só um dia
Nunca é o bastante:
o mundo que não faz parte, mas arrepia
E mesmo sem um pio
faz a alma inteira gritar
Já não posso esconder
que o que não fica, aguarda
E o que se guarda, finca
Criando um furacão no meio do nosso (a)mar
Fernando Paz
Pelas linhas converso
Talvez leia meu inverso
Controverso
De um jeito tão seu
que, sem palavras, confesso
Um jeito tão meu
que, ao observa-la, revelo
De querer perto
o que está longe
E de ser diário
o que é só um dia
Nunca é o bastante:
o mundo que não faz parte, mas arrepia
E mesmo sem um pio
faz a alma inteira gritar
Já não posso esconder
que o que não fica, aguarda
E o que se guarda, finca
Criando um furacão no meio do nosso (a)mar
Fernando Paz
Ao Dormires...
Poemas Antigos 005
Ah! Os poemas bobinhos da juventude - que vão e que voltam para nós redizer coisas que voltam a fazer sentido!...
Ao Dormires...
Ao deitares, enfim, serei teu manto
A cobrir-te inteira, e abraçar-te;
Ao dormires, serei eu, com tal encanto,
O sonho belo e profundo; e, destarte,
Neste sonho, serei eu o bravo herói,
Que então te salva das garras da maldade
E que dentro de ti a dor destrói
Para que enfim, me adores de verdade.
E, assim, ao acordares encantada
Deste sonho, perfeito conto-de-fada,
Perceba a luz que entra pela janela:
Pois serei eu, também, o brilho do desejo
Que invade o teu quarto e te dá um beijo,
E que ilumina, como o Sol, tua face bela.
Poemas Antigos 005
Ah! Os poemas bobinhos da juventude - que vão e que voltam para nós redizer coisas que voltam a fazer sentido!...
Ao Dormires...
Ao deitares, enfim, serei teu manto
A cobrir-te inteira, e abraçar-te;
Ao dormires, serei eu, com tal encanto,
O sonho belo e profundo; e, destarte,
Neste sonho, serei eu o bravo herói,
Que então te salva das garras da maldade
E que dentro de ti a dor destrói
Para que enfim, me adores de verdade.
E, assim, ao acordares encantada
Deste sonho, perfeito conto-de-fada,
Perceba a luz que entra pela janela:
Pois serei eu, também, o brilho do desejo
Que invade o teu quarto e te dá um beijo,
E que ilumina, como o Sol, tua face bela.