---§§§---
...flutuam na superfície.
Devaneios sagazes são livres e sorrateiros.
Brain Stormings passageiros
não como sentimentos,
estes pairam sobre nós consideremos ou não.
Fugazes enganam a percepção fugindo em qualquer direção.
Libélulas voadoras radicais...
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JJr.
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~§~
Pó transformo em pólen,
palavras doces.
Abelhas, borboletas e Beija-flores
degustam do mel
saciando suas dores.
...
Duendes, Gnomos e Fadas
bebericando destas águas.
Ninfas se banham
de gentileza
suspiram encantamento
e irradiam beleza.
...
Um conto de fadas
para voar e recordar.
Castelos, Dragões,
Cavaleiros e Brasões.
Rainhas, Princesas,
Bruxas e Fadas madrinhas.
~§~
JJr.
Pó transformo em pólen,
palavras doces.
Abelhas, borboletas e Beija-flores
degustam do mel
saciando suas dores.
...
Duendes, Gnomos e Fadas
bebericando destas águas.
Ninfas se banham
de gentileza
suspiram encantamento
e irradiam beleza.
...
Um conto de fadas
para voar e recordar.
Castelos, Dragões,
Cavaleiros e Brasões.
Rainhas, Princesas,
Bruxas e Fadas madrinhas.
~§~
JJr.
~~~~§~~~~
Nem prosa nem tão pouco lírica,
fragmentadas unem-se as palavras.
Devaneios em vagões explícitos,
apenas pensamentos que viajam lícitos.
Encantam-se em forma de frases a qualquer tempo
relembrando outrora o momento de agora.
~~~~~~~~~§~~~~~~~~~
JJr.
Nem prosa nem tão pouco lírica,
fragmentadas unem-se as palavras.
Devaneios em vagões explícitos,
apenas pensamentos que viajam lícitos.
Encantam-se em forma de frases a qualquer tempo
relembrando outrora o momento de agora.
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JJr.
---
Das flores artificiais
sua beleza apenas,
amor jamais...
---
JJr.
Das flores artificiais
sua beleza apenas,
amor jamais...
---
JJr.
Eu poderia dizer
Que te amo
Da maneira mais clichê,
Ou poderia inventar
Mil maneiras de dizer;
Mas da forma mais singela
Eu escolho te dizer:
Eu infinitamente amo (adoro) você.
#desafio 365/135
Que te amo
Da maneira mais clichê,
Ou poderia inventar
Mil maneiras de dizer;
Mas da forma mais singela
Eu escolho te dizer:
Eu infinitamente amo (adoro) você.
#desafio 365/135
Junte todas as palavras que já escrevi;
Cada linha, cada poema
Testemunham com louvor
Este súbito,
persistente
e incontestável
amor.
#desafio 365/136
Cada linha, cada poema
Testemunham com louvor
Este súbito,
persistente
e incontestável
amor.
#desafio 365/136
A fábula das cordas
Poemas Antigos 004
Violino
Cello
Viola
Cello e Viola juntos
A fábula das cordas
- Responda, violino, onde vais tocar,
Assim, deste jeito, a nos deixar sem fala?
- Minha pobre viola, subirei no altar
E serei o centro, e serei o spalla!
- Mas, diga, violino: o que vais tocar
Para alegrar esta manhã triste?
- Meu súdito cello, tocarei eu Bach
E tocarei Mozart, e tocarei Liszt!
E serei xodó de Vivaldi, e tanto
Que ele, a mim, confiará sua primavera;
E despertarei, ao mundo, tal encanto,
Que haverão canções como nunca houvera.
Mas tu, minha irmã, se isto a consola,
Tu nunca serás, nesta vida, spalla;
1Nem nunca terás, singela viola,
Nem frase e nem palco onde possas tocá-la.
Ao passo que tu, meu simplório cello,
Jamais saberás o que é estar à frente;
E nem o que é puro, e nem o que é belo,
E não sentirão tua falta, se ausente.
Mas, eu, terei sempre os portões abertos
E receberei de todos as palmas
E emprestarei meu nome a concertos
E tocarei solos, e tocarei almas.
- Pois quanta arrogância há no teu agudo!
Meus graves jamais gostariam de sê-lo;
Voz esganiçada! Antes fosses mudo!
Saibas tu que muito me orgulho em ser cello!
- Teu grande defeito – deves percebê-lo! –
É teu timbre tosco, que cansa e que amola:
Minha voz é um veludo, e, tal como o cello,
Também eu me orgulho em ser uma viola!
Agora vai, anda! Vai tocar teu Bach!
Estoure as suas cordas, meu caro menino!
Pois sem nossa ajuda, ninguém ouvirá
O som fraco e tosco d’um reles violino!
Poemas Antigos 004
Violino
Cello
Viola
Cello e Viola juntos
A fábula das cordas
- Responda, violino, onde vais tocar,
Assim, deste jeito, a nos deixar sem fala?
- Minha pobre viola, subirei no altar
E serei o centro, e serei o spalla!
- Mas, diga, violino: o que vais tocar
Para alegrar esta manhã triste?
- Meu súdito cello, tocarei eu Bach
E tocarei Mozart, e tocarei Liszt!
E serei xodó de Vivaldi, e tanto
Que ele, a mim, confiará sua primavera;
E despertarei, ao mundo, tal encanto,
Que haverão canções como nunca houvera.
Mas tu, minha irmã, se isto a consola,
Tu nunca serás, nesta vida, spalla;
1Nem nunca terás, singela viola,
Nem frase e nem palco onde possas tocá-la.
Ao passo que tu, meu simplório cello,
Jamais saberás o que é estar à frente;
E nem o que é puro, e nem o que é belo,
E não sentirão tua falta, se ausente.
Mas, eu, terei sempre os portões abertos
E receberei de todos as palmas
E emprestarei meu nome a concertos
E tocarei solos, e tocarei almas.
- Pois quanta arrogância há no teu agudo!
Meus graves jamais gostariam de sê-lo;
Voz esganiçada! Antes fosses mudo!
Saibas tu que muito me orgulho em ser cello!
- Teu grande defeito – deves percebê-lo! –
É teu timbre tosco, que cansa e que amola:
Minha voz é um veludo, e, tal como o cello,
Também eu me orgulho em ser uma viola!
Agora vai, anda! Vai tocar teu Bach!
Estoure as suas cordas, meu caro menino!
Pois sem nossa ajuda, ninguém ouvirá
O som fraco e tosco d’um reles violino!
Eu te amo…
Amo porque inevitavelmente você me tirou do fundo do poço que eu estava…
Amo porque preencheu a solidão, a ausência, a dor da rejeição, porque…
Porque tua presença silencia as vozes ruins que moram em mim.
Porque teu jeito leve ajeita o descompasso do que antes parecia impossível de se arrumar…
Amo porque quando penso em você, é como se o mundo respirasse mais devagar, como se o tempo deixasse a gente ficar só mais um pouquinho, sem pressa, sem cobrança, só sendo…
Amo porque teu coracao encontra o meu como quem conhece todos os pedaços partidos e ainda assim escolhe ficar..,
Porque tua risada bagunça meus medos e teu abraço organiza meu caos..
Amo porque antes de você eu apenas existia. Depois, eu entendi o que era vida de verdade…
E mesmo que um dia o destino te leve pra longe, eu vou continuar te amando em silêncio, nos detalhes, nas lembranças que guardo num canto bonito e intocado de mim..,
Porque amor assim tem nome, sim. Tem o teu nome. Tem o som da tua voz, o cheiro da tua pele, o jeito desajeitado de ajeitar meu cabelo…
Tem teu sorriso gravado em mim. Tem tua mão segurando a minha nos dias bons e, principalmente, nos ruins…
E se eu fechar os olhos agora, ainda sinto você feito prece, feito casa, feito eternidade. Porque é você meu amor…
Eu te amo.
Amo porque inevitavelmente você me tirou do fundo do poço que eu estava…
Amo porque preencheu a solidão, a ausência, a dor da rejeição, porque…
Porque tua presença silencia as vozes ruins que moram em mim.
Porque teu jeito leve ajeita o descompasso do que antes parecia impossível de se arrumar…
Amo porque quando penso em você, é como se o mundo respirasse mais devagar, como se o tempo deixasse a gente ficar só mais um pouquinho, sem pressa, sem cobrança, só sendo…
Amo porque teu coracao encontra o meu como quem conhece todos os pedaços partidos e ainda assim escolhe ficar..,
Porque tua risada bagunça meus medos e teu abraço organiza meu caos..
Amo porque antes de você eu apenas existia. Depois, eu entendi o que era vida de verdade…
E mesmo que um dia o destino te leve pra longe, eu vou continuar te amando em silêncio, nos detalhes, nas lembranças que guardo num canto bonito e intocado de mim..,
Porque amor assim tem nome, sim. Tem o teu nome. Tem o som da tua voz, o cheiro da tua pele, o jeito desajeitado de ajeitar meu cabelo…
Tem teu sorriso gravado em mim. Tem tua mão segurando a minha nos dias bons e, principalmente, nos ruins…
E se eu fechar os olhos agora, ainda sinto você feito prece, feito casa, feito eternidade. Porque é você meu amor…
Eu te amo.
em QUEDA
ele cai
não grita. não chora.
só cai.
porque aprendeu cedo
que dor é coisa para calar.
asas partidas,
ossos rangendo sob o peso do mundo,
o sangue não escorre, seca por dentro.
há dias em que a vida
arranca seu voo com dentes,
e o enterra de pé,
pois não importa o que aconteça,
ele deve permanecer de pé.
mas, ainda assim,
em silêncio,
ele sente.
e tudo bem se o peito arder,
se os olhos tremerem,
se o chão for o único colo.
porque as lágrimas não choradas
são em si um mar inteiro,
e mesmo sem asas
há dignidade em tentar levantar.
ele cai
não grita. não chora.
só cai.
porque aprendeu cedo
que dor é coisa para calar.
asas partidas,
ossos rangendo sob o peso do mundo,
o sangue não escorre, seca por dentro.
há dias em que a vida
arranca seu voo com dentes,
e o enterra de pé,
pois não importa o que aconteça,
ele deve permanecer de pé.
mas, ainda assim,
em silêncio,
ele sente.
e tudo bem se o peito arder,
se os olhos tremerem,
se o chão for o único colo.
porque as lágrimas não choradas
são em si um mar inteiro,
e mesmo sem asas
há dignidade em tentar levantar.
Assassina
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.