MERGULHO APAIXONADO
Hoje, como toda semana faço, eu mergulhei em busca da paz, que só o fundo das águas pode trazer, e em meio a paz que na profundeza eu deslumbrava, vi seu belo rosto se moldar na água, e então uma imensa paz abrandou meu coração, foi aí que percebi que só você era capaz de me dar mas paz do que as águas!
Não só de paz meu coração transbordava, mas também de amor e de alegria! E em meio ao meu delírio apaixonado, eu nadei como se eu fosse incansável na esperança de encontrá-la entre águas! No anseio de beijá-la, logo após minha próxima braçada!
Ao chegar ao final da piscina, fiquei triste por não encontrá-la, e por um momento minha paz foi embora, mas eu não não pararia tão fácil, então eu logo recuperei o fôlego, e voltei novamente para o fundo da água, só para sentir tudo de novo, só para vê-la novamente, só para nadar e nadar eternamente até finalmente encontrá-la, só pra nadar e nadar novamente até finalmente beijá-la! Só para olhá-la e dizer incessantemente "Eu te amo!"
Ah, como eu queria tê-la aqui perto, mas até lá terei que me contentar com sua imagem nas profundezas da água, por enquanto terei que me saciar com meus nados a sua procura, por enquanto irei me viciar em meus mergulhos apaixonados! Mas só por enquanto, pois sei que um dia eu estarei com ela!
@MarU
Mar.U
381
posts
58
Seguidores
48
Seguindo
Séries por #
@Sjangelsautora
sj Angels
@liria
Líria Azevedo
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jotorquato
Josué Pereira Torquato
@alexsander-oliveira-g00U8
Alexsander Oliveira
@karen622
Karen Kazumi de Souza Moraes Yoritoni
@cynthiabrum
Cynthia Brum
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@francisco579
Francisco Calmon
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@danielmareis
Maria Danielma dos Santos Reis
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@louaguillarautora
Louisa Aguillar
@projvts
João Victor Tavares Sampaio
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@autorsilviojunior
Silvio Junior
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Baennfox
Maddison Baennfox
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@Yasmine
Yasmine Gabriela da Silva
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@luanaescritora
Luana Oliveira
@tecaschiavo
Teca Schiavo
@uaipaulinnn
Paulin Basalces
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@brunob612
Bruno Barboza
@mirian52
Mirian SCalvo
@fernanda51
Fernanda Piotrowski
@Cilene
CILENE RESENDE
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@marcia48
MÁRCIA MARIA DE MEDEIROS
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@zamiescritora
Zami Fernandez
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@beatrizkath
Beatriz Kath da Silva Ribeiro
@cynthiabrum
Cynthia Brum
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@danielmareis
Maria Danielma dos Santos Reis
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@wilcipolli
Wilcleverson Cipolli Pereira Junior
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@dani_ln
Dani. LN
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@autorsilviojunior
Silvio Junior
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@carlajaia
Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@priscilamoreira
Priscila Moreira
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@Branca20
Branca
@aleituracria
A Leitura Cria
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@gisele
Gisele Carmona
@corinievre
Corine Gueniévre
@eliz_leao
Eliz Leão
@zamiescritora
Zami Fernandez
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@literunico
Eder B. Jr.
#Desafio 136
Querer Ser
Riso que veste tua dor,
disfarce de carnaval.
O que te rasga por dentro
quando empurra ao fundo:
quieto.
Vidro quebrado
que não se esconde
sob o tapete.
Feridas viram rotina,
medos sussurram
em lábios entreabertos
exaustos da espera.
Sonhos deixados no acostamento,
entre uma escolha e outra,
te acordam afobada
por temer a derrapada.
Mil versões,
um só nome.
Prazos, metas, boletos.
A existência pendurada
no último cabide
do guarda-vidas.
Te esqueces:
Ser é verbo que exige mergulho.
É se ver no espelho
e escolher acender,
escolher querer.
E,
mais que tudo,
querer ser.
Crs Ribeiro
Querer Ser
Riso que veste tua dor,
disfarce de carnaval.
O que te rasga por dentro
quando empurra ao fundo:
quieto.
Vidro quebrado
que não se esconde
sob o tapete.
Feridas viram rotina,
medos sussurram
em lábios entreabertos
exaustos da espera.
Sonhos deixados no acostamento,
entre uma escolha e outra,
te acordam afobada
por temer a derrapada.
Mil versões,
um só nome.
Prazos, metas, boletos.
A existência pendurada
no último cabide
do guarda-vidas.
Te esqueces:
Ser é verbo que exige mergulho.
É se ver no espelho
e escolher acender,
escolher querer.
E,
mais que tudo,
querer ser.
Crs Ribeiro
Dia 334
Fadiga
Ela não guarda, acumula.
Na visão, um vulto sem nome.
Fadiga é o corpo que recusa,
É alma que dorme com fome.
Não é dor aguda,
Nem temor, nem pranto.
É peso que nunca ajuda,
É sombras embaixo do manto.
Senta-se ao lado sem aviso,
Com cheiro do tempo vencido.
Fadiga é o gesto indeciso,
O agudo ânimo fugido.
Mesmo o riso
vem com custo.
Fadiga é o abismo,
Que nos mata de susto.
Eder B. Jr.
Fadiga
Ela não guarda, acumula.
Na visão, um vulto sem nome.
Fadiga é o corpo que recusa,
É alma que dorme com fome.
Não é dor aguda,
Nem temor, nem pranto.
É peso que nunca ajuda,
É sombras embaixo do manto.
Senta-se ao lado sem aviso,
Com cheiro do tempo vencido.
Fadiga é o gesto indeciso,
O agudo ânimo fugido.
Mesmo o riso
vem com custo.
Fadiga é o abismo,
Que nos mata de susto.
Eder B. Jr.
Um poema pra se fazer pelado
(um nome sugestivo para uma sexta-feira - seria este o meu primeiro "sexxxtou" na Literúnico? Duvido que esteja nesse nível).
Um poema pra se fazer pelado
Um banho frio.
Para lavar o corpo e a alma,
Para esfriar a cabeça e as ideias.
Um banho frio
Para dizer aos músculos que eles ainda têm trabalho a fazer.
Água gelada para refrescar a noite quente,
Para colocar as coisas no seu devido lugar,
Na sua devida temperatura.
Um banho frio.
Um santo remédio contra a gripe,
O cansaço
E o mau humor.
Ajuda a combater ainda
O excesso de preguiça
E a falta de vontade...
Um banho frio:
A água que bate impetuosa sobre o corpo,
Massageando-o,
Para depois deslizar suave pelo Espírito,
Adormecendo-o.
E depois do banho frio,
Deitar na cama e aproveitar o resto da noite,
Com um travesseiro macio
Um colchão firme,
E, sobre os dois, o corpo do meu Amor,
Que é, ao mesmo tempo, macio e firme, na medida e na temperatura perfeita...
(um nome sugestivo para uma sexta-feira - seria este o meu primeiro "sexxxtou" na Literúnico? Duvido que esteja nesse nível).
Um poema pra se fazer pelado
Um banho frio.
Para lavar o corpo e a alma,
Para esfriar a cabeça e as ideias.
Um banho frio
Para dizer aos músculos que eles ainda têm trabalho a fazer.
Água gelada para refrescar a noite quente,
Para colocar as coisas no seu devido lugar,
Na sua devida temperatura.
Um banho frio.
Um santo remédio contra a gripe,
O cansaço
E o mau humor.
Ajuda a combater ainda
O excesso de preguiça
E a falta de vontade...
Um banho frio:
A água que bate impetuosa sobre o corpo,
Massageando-o,
Para depois deslizar suave pelo Espírito,
Adormecendo-o.
E depois do banho frio,
Deitar na cama e aproveitar o resto da noite,
Com um travesseiro macio
Um colchão firme,
E, sobre os dois, o corpo do meu Amor,
Que é, ao mesmo tempo, macio e firme, na medida e na temperatura perfeita...
Pavões em Linha Reta
O homem que vendia relógios
dizia que o tempo era caro,
mas aceitava figurinhas
em troca de segundos falsos.
Um peixe gritava no metrô:
“Comprem sapatos de vento!”
e ninguém achava estranho,
porque os pés já estavam cansados
de pisar em promessas de cimento.
Na escola ensinaram a contar
até treze, mas pularam o vinte
porque disseram que pensar demais
causava inchaço nas ideias.
Tinha um ministério só de espelhos,
mas todos quebrados
para refletir a liberdade
em fragmentos bem editados.
O juiz da noite
proibia o pôr do sol
com medo que as pessoas
vissem as cores
e lembrassem de sonhos.
Mulheres plantavam trovões
em vasos de cerâmica,
porque ouviam que flores
só servem pra decorar tragédias.
No fim, um cartaz dizia:
“Proibido entender.
Sentir também está sob análise.”
Mas era tarde
as crianças já estavam
brincando de revolução
com giz de cera
e as caras pintadas.
Desde que a ficção
Virou ação
Virou nação
Virou subversão...
Eder B. Jr.
O homem que vendia relógios
dizia que o tempo era caro,
mas aceitava figurinhas
em troca de segundos falsos.
Um peixe gritava no metrô:
“Comprem sapatos de vento!”
e ninguém achava estranho,
porque os pés já estavam cansados
de pisar em promessas de cimento.
Na escola ensinaram a contar
até treze, mas pularam o vinte
porque disseram que pensar demais
causava inchaço nas ideias.
Tinha um ministério só de espelhos,
mas todos quebrados
para refletir a liberdade
em fragmentos bem editados.
O juiz da noite
proibia o pôr do sol
com medo que as pessoas
vissem as cores
e lembrassem de sonhos.
Mulheres plantavam trovões
em vasos de cerâmica,
porque ouviam que flores
só servem pra decorar tragédias.
No fim, um cartaz dizia:
“Proibido entender.
Sentir também está sob análise.”
Mas era tarde
as crianças já estavam
brincando de revolução
com giz de cera
e as caras pintadas.
Desde que a ficção
Virou ação
Virou nação
Virou subversão...
Eder B. Jr.
+18 #
a percorro
com a ponta dos dedos
contorno o mamilo
os pelos finos
a traço
encontro pois tuas pétalas
róseas, úmidas, viscosas
penetro este jardim
lhe provo com tato
não contente
almejo lhe comer
com os olhos
nariz
boca
com o corpo
vagaroso e paciente
em riste, a infiltro
sinto a tua chama
molho a cama
rejo melodia
de ofego, gemido
estalo molhado
explodo!
alivio...
e
s
c
o
r
r
o
alvo
entre
tuas
coxas.
a percorro
com a ponta dos dedos
contorno o mamilo
os pelos finos
a traço
encontro pois tuas pétalas
róseas, úmidas, viscosas
penetro este jardim
lhe provo com tato
não contente
almejo lhe comer
com os olhos
nariz
boca
com o corpo
vagaroso e paciente
em riste, a infiltro
sinto a tua chama
molho a cama
rejo melodia
de ofego, gemido
estalo molhado
explodo!
alivio...
e
s
c
o
r
r
o
alvo
entre
tuas
coxas.
Em uma linda tarde
a ébria nudez
se revela amarela
sob os cabelos
e ondas macias
só havia ela
a beleza da luz
de uma aquarela
Edu Liguori
a ébria nudez
se revela amarela
sob os cabelos
e ondas macias
só havia ela
a beleza da luz
de uma aquarela
Edu Liguori
Mergulho em tua ausência,
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.
Eliz Leão
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.
Eliz Leão
Sem tua mão, imagino seus dedos traçando os contornos da minha derme.
A maciez dos meus lábios.
E adentra, minha boca úmida, espalhando, sugando, como se fosse você.
Sem pressa, desliza o contorno do meu pescoço esguio,
Os dedos molhados
Espalhando saliva, até o bico dos túrgidos seios.
Picos rosados, arrepiados, arfantes.
A imaginação vai longe, num beliscar.
A outra mão brinca, abaixo do umbigo.
Fabricando desejos, nos meus pensamentos.
Desejos que molham e escorrem, por entre as pernas.
Que as mãos alcançam.
Os nervos tensos, que massageados, explodem orgasmos,
Múltiplos, suados.
Intensos, aproveitados.
Tudo isso com você na imaginação.
Eliz Leão
#
A maciez dos meus lábios.
E adentra, minha boca úmida, espalhando, sugando, como se fosse você.
Sem pressa, desliza o contorno do meu pescoço esguio,
Os dedos molhados
Espalhando saliva, até o bico dos túrgidos seios.
Picos rosados, arrepiados, arfantes.
A imaginação vai longe, num beliscar.
A outra mão brinca, abaixo do umbigo.
Fabricando desejos, nos meus pensamentos.
Desejos que molham e escorrem, por entre as pernas.
Que as mãos alcançam.
Os nervos tensos, que massageados, explodem orgasmos,
Múltiplos, suados.
Intensos, aproveitados.
Tudo isso com você na imaginação.
Eliz Leão
#
#Desafio 128
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Crs Ribeiro
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Crs Ribeiro