# Desafio 129
❤️❤️
Um olhar
me come,
uma boca
me despe:
lenta,
desarmada.
Um cheiro
enxerga
cada desejo
desatinado
que se abre
no leito
quando
me sinto
em teu peito:
frágil,
mas inteira.
Uma mão
me aspira,
uma língua
me ausculta;
uma voz
rouca
arranha
suspiros,
gemidos;
ferroa
prazer.
Só eu
e você.
Toda
noite,
a noite
toda.
Vais
querer?
Crs Ribeiro
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Tenho por prática
a derrota
poetas sao perdedores
perdem versos
pelos ralos
perdem amores
pelos cabelos
tenho por prática
sobreviver
poetas são imortais
perdem vidas
pelos corredores
perdem seivas
pelas veias
tenho por prática
rir de mim mesmo
Edu Liguori
a derrota
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tenho por prática
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poetas são imortais
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Edu Liguori
#Desafio130
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Crs Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Crs Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
Escritório (07/05/25 - 15:38)
Entre pilhas de papeis,
Tarefas incessantes...
Dividem a mesa frente a frente...
Confidencias são realizadas...
Intimidades compartilhadas...
Olhares que queimam,
Um tesão guardado nos olhos...
Pulsando entre as pernas...
Ela,
Loira de curvas fartas,
Tímida,
Confessa suas necessidades...
Há tanto tempo que não sente o calor masculino...
Que não aguenta mais esconder sua essência submissa...
A conversa esquenta,
E ela sente o calor subindo pelas coxas grossas...
Um arrepio que a entrega,
Mesmo sem querer...
Incontrolada,
Ela por baixo da mesa,
Roça de leve a perna dele...
Um toque descarado...
Ele sente a sensação...
A curiosidade começa a lhe invadir a mente...
Como será aquele corpo por baixo desse traje de recato?
Ele retribui o roçar...
Pele na pele faz os corpos se acenderem...
Ela já começa a sonhar acordada com
Aquele príncipe de ébano imponente,
Pressionando seu corpo negro contra o seu corpo sedento...
A irracionalidade lhe toma a mente...
Propositalmente,
A caneta escorrega dos dedos...
E ela se enfia debaixo da mesa para pegar...
Seus olhos já vão direto para seu desejo,
E o volume nas calças denuncia que ele sente o mesmo...
O ar fica mais pesado...
Isso vai mesmo acontecer?
Os dois pensam em conexão...
Lá embaixo,
Sem cerimônia,
Ela desabotoa o cinto...
A mão firme desliza,
E o membro se revela...
Grosso...
Pulsante...
A timidez é posta de lado...
Ela sem hesitar,
Lambe os lábios e prova.
A boca quente o envolve...
Vai e vem sem pressa...
Ela mama com gosto,
Saliva escorrendo pelos cantos...
Os gemidos dele abafados,
Mordendo os lábios para não gritar.
Os olhos dela sobem,
Olhar safado encontra os dele,
Enquanto a língua desliza...
Os movimentos se intensificam,
Ele segura seus cabelos,
Pressionando a cabeça dela mais fundo,
Num ritmo marcado...
Molhado...
Indecente.
Ele não resiste,
Geme baixo, a mão se fecha na madeira da mesa...
E ela não para,
Se aprofunda...
Engole sem medo....
Os olhos fechados,
Entregue ao prazer que o domina.
Eles querem mais.
Mas as câmeras são testemunhas frias...
Para fugir do flagrante,
Eles entram na salinha ao lado,
Sem vigilância...
O pudor se torna ausente...
O desejo se aflora de forma mais urgente...
Ele a joga contra a mesa,
Arranca sua blusa...
Fazendo os seios fartos saltarem...
Ela geme de esperança.
Que saudade de um toque másculo,
Sussurra.
As mãos dele percorrem cada curva,
Como um avido explorador...
Os dedos apertam as curvas volúpias...
A boca suga o mamilo...
Morde...
E a calcinha desliza pelas pernas grossas...
Ela se deita sobre a mesa,
Ele se ajoelha,
Com a boca faminta explora.
A língua percorre os lábios íntimos dela...
Cada gemido se torna um convite...
Cada suspiro,
Um clamor...
Ele se afunda,
Se deliciando no sabor.
Molhado...
Deslizando os dedos junto.
Ela arqueia o corpo, rendida ao furor...
Se derrete entre gemidos contidos...
Ele a devora sem pressa...
Escorrendo...
E o cheiro do tesão inunda o ar da sala...
Ela se perde em gemidos...
Se contorce...
Se entrega.
Quando ele se ergue,
Os olhos famintos de selvageria...
A empurra contra a mesa,
Pernas abertas,
E em um único movimento,
Ele a preenche por inteiro...
A sala é tomada por estalos e suspiros.
Ela se agarra à mesa,
Que range...
Mas aguenta...
Ela rebola no ritmo...
Seus corpos se chocam...
A carne quente e viva...
Ele não para...
Aprofunda...
Acelera...
Domina.
Os gemidos dela se misturam aos dele,
Pura sintonia.
Sem aviso,
Ele a vira...
Empina aquelas ancas,
Aquelas nadegas abundante...
Com uma mão firme nas costas,
A outra a segura com destreza...
Ele penetra seu ânus com virilidade e vontade...
Um gemido rouco escapa...
Mistura de dor e prazer.
Ele acelera...
Feroz...
Dominador...
As mãos seguram sua cintura,
Controlando o galope...
Ele finca mais fundo,
Possuindo cada centímetro...
Ela apenas geme...
Seu corpo inerte pelo prazer...
Os dois à beira do abismo...
Sem fôlego...
Entregados...
Um estalo de corpos,
Gemidos abafados.
O clímax vem violento...
Corpos em espasmos...
Ele se afasta...
Segura ela por seus cabelos,
E a faz com que se ajoelhe...
Saciada e com o olhar em chamas,
Ela se rende...
Ela queria tanto aquilo...
E com um gemido rouco,
Ele atende ao pedido...
Marca o rosto dela com o gozo quente.
O néctar esbranquiçado que escorre...
Ofegantes, se recompõem...
Realizados,
Ajeitam as roupas...
Voltam para o escritório,
Como se nada tivesse acontecido...
Agora cúmplices de um segredo...
Sabem que não podem mais voltar atrás...
Os olhares que trocam queimam como brasas...
E daqui para frente a cada encontro,
A memória arderá...
A vontade se renovará,
Até que o desejo os consuma novamente.
#
Entre pilhas de papeis,
Tarefas incessantes...
Dividem a mesa frente a frente...
Confidencias são realizadas...
Intimidades compartilhadas...
Olhares que queimam,
Um tesão guardado nos olhos...
Pulsando entre as pernas...
Ela,
Loira de curvas fartas,
Tímida,
Confessa suas necessidades...
Há tanto tempo que não sente o calor masculino...
Que não aguenta mais esconder sua essência submissa...
A conversa esquenta,
E ela sente o calor subindo pelas coxas grossas...
Um arrepio que a entrega,
Mesmo sem querer...
Incontrolada,
Ela por baixo da mesa,
Roça de leve a perna dele...
Um toque descarado...
Ele sente a sensação...
A curiosidade começa a lhe invadir a mente...
Como será aquele corpo por baixo desse traje de recato?
Ele retribui o roçar...
Pele na pele faz os corpos se acenderem...
Ela já começa a sonhar acordada com
Aquele príncipe de ébano imponente,
Pressionando seu corpo negro contra o seu corpo sedento...
A irracionalidade lhe toma a mente...
Propositalmente,
A caneta escorrega dos dedos...
E ela se enfia debaixo da mesa para pegar...
Seus olhos já vão direto para seu desejo,
E o volume nas calças denuncia que ele sente o mesmo...
O ar fica mais pesado...
Isso vai mesmo acontecer?
Os dois pensam em conexão...
Lá embaixo,
Sem cerimônia,
Ela desabotoa o cinto...
A mão firme desliza,
E o membro se revela...
Grosso...
Pulsante...
A timidez é posta de lado...
Ela sem hesitar,
Lambe os lábios e prova.
A boca quente o envolve...
Vai e vem sem pressa...
Ela mama com gosto,
Saliva escorrendo pelos cantos...
Os gemidos dele abafados,
Mordendo os lábios para não gritar.
Os olhos dela sobem,
Olhar safado encontra os dele,
Enquanto a língua desliza...
Os movimentos se intensificam,
Ele segura seus cabelos,
Pressionando a cabeça dela mais fundo,
Num ritmo marcado...
Molhado...
Indecente.
Ele não resiste,
Geme baixo, a mão se fecha na madeira da mesa...
E ela não para,
Se aprofunda...
Engole sem medo....
Os olhos fechados,
Entregue ao prazer que o domina.
Eles querem mais.
Mas as câmeras são testemunhas frias...
Para fugir do flagrante,
Eles entram na salinha ao lado,
Sem vigilância...
O pudor se torna ausente...
O desejo se aflora de forma mais urgente...
Ele a joga contra a mesa,
Arranca sua blusa...
Fazendo os seios fartos saltarem...
Ela geme de esperança.
Que saudade de um toque másculo,
Sussurra.
As mãos dele percorrem cada curva,
Como um avido explorador...
Os dedos apertam as curvas volúpias...
A boca suga o mamilo...
Morde...
E a calcinha desliza pelas pernas grossas...
Ela se deita sobre a mesa,
Ele se ajoelha,
Com a boca faminta explora.
A língua percorre os lábios íntimos dela...
Cada gemido se torna um convite...
Cada suspiro,
Um clamor...
Ele se afunda,
Se deliciando no sabor.
Molhado...
Deslizando os dedos junto.
Ela arqueia o corpo, rendida ao furor...
Se derrete entre gemidos contidos...
Ele a devora sem pressa...
Escorrendo...
E o cheiro do tesão inunda o ar da sala...
Ela se perde em gemidos...
Se contorce...
Se entrega.
Quando ele se ergue,
Os olhos famintos de selvageria...
A empurra contra a mesa,
Pernas abertas,
E em um único movimento,
Ele a preenche por inteiro...
A sala é tomada por estalos e suspiros.
Ela se agarra à mesa,
Que range...
Mas aguenta...
Ela rebola no ritmo...
Seus corpos se chocam...
A carne quente e viva...
Ele não para...
Aprofunda...
Acelera...
Domina.
Os gemidos dela se misturam aos dele,
Pura sintonia.
Sem aviso,
Ele a vira...
Empina aquelas ancas,
Aquelas nadegas abundante...
Com uma mão firme nas costas,
A outra a segura com destreza...
Ele penetra seu ânus com virilidade e vontade...
Um gemido rouco escapa...
Mistura de dor e prazer.
Ele acelera...
Feroz...
Dominador...
As mãos seguram sua cintura,
Controlando o galope...
Ele finca mais fundo,
Possuindo cada centímetro...
Ela apenas geme...
Seu corpo inerte pelo prazer...
Os dois à beira do abismo...
Sem fôlego...
Entregados...
Um estalo de corpos,
Gemidos abafados.
O clímax vem violento...
Corpos em espasmos...
Ele se afasta...
Segura ela por seus cabelos,
E a faz com que se ajoelhe...
Saciada e com o olhar em chamas,
Ela se rende...
Ela queria tanto aquilo...
E com um gemido rouco,
Ele atende ao pedido...
Marca o rosto dela com o gozo quente.
O néctar esbranquiçado que escorre...
Ofegantes, se recompõem...
Realizados,
Ajeitam as roupas...
Voltam para o escritório,
Como se nada tivesse acontecido...
Agora cúmplices de um segredo...
Sabem que não podem mais voltar atrás...
Os olhares que trocam queimam como brasas...
E daqui para frente a cada encontro,
A memória arderá...
A vontade se renovará,
Até que o desejo os consuma novamente.
#
abrasa-me
me queima com teu corpo
a língua de fogo
de tua maciez
fricciona
até nos incendiar
roça e lubrifica
dois rios
o veludo molhado
quente e lúbrico
não olvidarei
o cheiro de tua rosa
perpetuará
o néctar em meu beiço
doce e amargo
único
como tua flora
deságua em mim
vazarei em tua boca
todo o prazer
que cultivaste.
#
me queima com teu corpo
a língua de fogo
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até nos incendiar
roça e lubrifica
dois rios
o veludo molhado
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o cheiro de tua rosa
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#
quando meus olhos bateram nos teus
soube no íntimo: perdi a luta
teu riso baixou minha guarda
como não cair de amores?
vitória seria pousar em tua boca
dar-lhe uma chave de abraço
admirar a constelação de teus olhos
desfaleço, apaixonado
rendo-me ao encanto
não faço questão de revidar.
soube no íntimo: perdi a luta
teu riso baixou minha guarda
como não cair de amores?
vitória seria pousar em tua boca
dar-lhe uma chave de abraço
admirar a constelação de teus olhos
desfaleço, apaixonado
rendo-me ao encanto
não faço questão de revidar.
Domingamos
Sozinhas…
Meia luz
Pernas entreabertas
Esperando tua língua a
massagear meu clitóris
Abro mais, fome, sede
De você, saudade
Do teu gosto
Do teu cheiro
Das mãos nos teus cabelos
Puxando pra mim
Urgente
Pedinte
Querendo
Tua boca molhada
Teu olhar de promessa
Os seios roçando os meus
Teu corpo quente
Minha pele febril
Tua respiração no meu ouvido
Teus dedos passeando sem pressa
Mas, sabendo o caminho
Minha vontade se derramando
Te chamando
Impondo
Fica
Me toma
Me faz tua.
Mulher.
Sozinhas…
Meia luz
Pernas entreabertas
Esperando tua língua a
massagear meu clitóris
Abro mais, fome, sede
De você, saudade
Do teu gosto
Do teu cheiro
Das mãos nos teus cabelos
Puxando pra mim
Urgente
Pedinte
Querendo
Tua boca molhada
Teu olhar de promessa
Os seios roçando os meus
Teu corpo quente
Minha pele febril
Tua respiração no meu ouvido
Teus dedos passeando sem pressa
Mas, sabendo o caminho
Minha vontade se derramando
Te chamando
Impondo
Fica
Me toma
Me faz tua.
Mulher.
Quero viver assim,
Cativa entre tuas pernas.
Se te adoro, e te venero
Te amar é um ato sagrado
Sou tua serva profana
Em busca de redenção
Faço minha penitência
Dia e noite no colchão.
#desafio 365/119
Cativa entre tuas pernas.
Se te adoro, e te venero
Te amar é um ato sagrado
Sou tua serva profana
Em busca de redenção
Faço minha penitência
Dia e noite no colchão.
#desafio 365/119
Tudo ao seu Tempo
Este é um poema que fiz para a minha esposa, logo que nos (re) encontramos.
퐈 – 퐏퐚퐬퐬퐚퐝퐨
Te quero hoje como há vinte anos.
Como se nunca tivéssemos nos separado;
Como se fosse possível voltar no tempo e corrigir
Todas as ocasiões em que não me mostrei,
Todas as vezes em que me calei,
Todos os beijos que não roubei por medo.
Te quero hoje como nunca te quis.
Como nunca imaginei que pudesse querer alguém.
Como nunca ousei querer,
Na minha tola experiência de adolescente,
No meu infantil querer de faz-de-conta,
Naquela minha vida de menino mais novo.
Te quero como sempre pensei em querer.
Como sempre desejei, como sempre quis querer.
Te quero como não posso querer alguém que já lhe tem quem queira
Mas te quero ainda assim, pois sei
Que ninguém há de querer-te tanto nem tão bem quanto eu.
Te quero minha. Te quero aqui.
Quero a ti como quero a mim; preciso de ti
Quero teus beijos, teu corpo, teu amor
Quero teus pensamentos em mim
Pesando e repousando sobre mim
Leves como o peso dos teus olhos da cor da água.
I tuoi occhi di colore dall acqua.
Quero ser teu. Enfim. Finalmente. Sem mais demora.
Quero finalmente te mostrar
Que se antes eu era um garoto que jamais te mereceria
Hoje sou um homem que nunca te mereceu tanto.
퐈퐈 – 퐏퐫퐞퐬퐞퐧퐭퐞
풔풐풏풆풕풐 풆풎 풗풆풓풔풐:
Há, no teu olhar, um universo;
Há um oceano de beleza e de ternura
Que não consigo expressar em prosa ou verso:
Há o Amor nos teus olhos, em forma pura.
Há, no teu olhar, tanta doçura
Que me ilumina de azul e me põe imerso
Em anseios de amor; e se figura
Topázio no qual perco-me disperso.
Há, nos teus olhos, épocas distantes,
Anos passados, frescos na lembrança;
Há lembranças de sonhos e instantes
De um tempo em que o mundo a nós servia
De berço de encontros e esperança
De anseios e medos, e de alegria.
홨홤홣홚황홤 홚홢 홥홧홤홨홖:
Não, não é o poema que é belo;
Ele não é belo por minha causa.
Ele ser bonito não é mérito meu.
É seu.
Você é especial. Você é linda.
E nem faz ideia do quanto...
A beleza não está no poema:
Está em você.
O poema não é nada; é tão somente
A minha tentativa de mostrar ao papel
Toda a beleza que já há em você...
O poema é somente uma sombra:
Você é a luz, você é o brilho.
Você é a verdadeira poesia.
퐈퐈퐈 – 퐅퐮퐭퐮퐫퐨
핍ai dar certo? Não vai? Não sei.
픸s nossas vidas nos dirão. O resto
ℕão sei. Simplesmente não sei.
핍ou deixar que tudo aconteça, vou sentir você a cada dia
픸 cada letra, a cada palavra, a cada respiração...
ℕão vou mais te deixar sair daqui de dentro.
핍ida! Até que enfim serás boa comigo!
픸té que enfim serei dela, e serei feliz!
ℕada mais peço, nada mais mereço; é tudo o que quero.
핍enha, Anjo, venha ser minha.
픸comode em mim estes cristais que tens,
ℕos olhos, a acalmar essa alma vã.
피핤핤핒
Alma
Vã.
Este é um poema que fiz para a minha esposa, logo que nos (re) encontramos.
퐈 – 퐏퐚퐬퐬퐚퐝퐨
Te quero hoje como há vinte anos.
Como se nunca tivéssemos nos separado;
Como se fosse possível voltar no tempo e corrigir
Todas as ocasiões em que não me mostrei,
Todas as vezes em que me calei,
Todos os beijos que não roubei por medo.
Te quero hoje como nunca te quis.
Como nunca imaginei que pudesse querer alguém.
Como nunca ousei querer,
Na minha tola experiência de adolescente,
No meu infantil querer de faz-de-conta,
Naquela minha vida de menino mais novo.
Te quero como sempre pensei em querer.
Como sempre desejei, como sempre quis querer.
Te quero como não posso querer alguém que já lhe tem quem queira
Mas te quero ainda assim, pois sei
Que ninguém há de querer-te tanto nem tão bem quanto eu.
Te quero minha. Te quero aqui.
Quero a ti como quero a mim; preciso de ti
Quero teus beijos, teu corpo, teu amor
Quero teus pensamentos em mim
Pesando e repousando sobre mim
Leves como o peso dos teus olhos da cor da água.
I tuoi occhi di colore dall acqua.
Quero ser teu. Enfim. Finalmente. Sem mais demora.
Quero finalmente te mostrar
Que se antes eu era um garoto que jamais te mereceria
Hoje sou um homem que nunca te mereceu tanto.
퐈퐈 – 퐏퐫퐞퐬퐞퐧퐭퐞
풔풐풏풆풕풐 풆풎 풗풆풓풔풐:
Há, no teu olhar, um universo;
Há um oceano de beleza e de ternura
Que não consigo expressar em prosa ou verso:
Há o Amor nos teus olhos, em forma pura.
Há, no teu olhar, tanta doçura
Que me ilumina de azul e me põe imerso
Em anseios de amor; e se figura
Topázio no qual perco-me disperso.
Há, nos teus olhos, épocas distantes,
Anos passados, frescos na lembrança;
Há lembranças de sonhos e instantes
De um tempo em que o mundo a nós servia
De berço de encontros e esperança
De anseios e medos, e de alegria.
홨홤홣홚황홤 홚홢 홥홧홤홨홖:
Não, não é o poema que é belo;
Ele não é belo por minha causa.
Ele ser bonito não é mérito meu.
É seu.
Você é especial. Você é linda.
E nem faz ideia do quanto...
A beleza não está no poema:
Está em você.
O poema não é nada; é tão somente
A minha tentativa de mostrar ao papel
Toda a beleza que já há em você...
O poema é somente uma sombra:
Você é a luz, você é o brilho.
Você é a verdadeira poesia.
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핍ai dar certo? Não vai? Não sei.
픸s nossas vidas nos dirão. O resto
ℕão sei. Simplesmente não sei.
핍ou deixar que tudo aconteça, vou sentir você a cada dia
픸 cada letra, a cada palavra, a cada respiração...
ℕão vou mais te deixar sair daqui de dentro.
핍ida! Até que enfim serás boa comigo!
픸té que enfim serei dela, e serei feliz!
ℕada mais peço, nada mais mereço; é tudo o que quero.
핍enha, Anjo, venha ser minha.
픸comode em mim estes cristais que tens,
ℕos olhos, a acalmar essa alma vã.
피핤핤핒
Alma
Vã.
Meus melhores momentos ficaram na luz do olhar dos meus filhos.
No riso desdentado, que gargalhou a vida e deu vida, movimento e cor ao meu sorriso.
Meus melhores momentos foram rodeada dos seus braços.
Foi no pedido do colo, foi na felicidade do ganhar um presente tão esperado.
Meus momentos mais infinitos, ficaram na memória olfativa do cheiro da cabeça deles, desde quando nasceram. Na mãozinha pequena, procurando pela minha.
Nos passinhos incertos e na alegria de vê-los seguramente, caminhar pela vida.
Meus mais memoráveis momentos, foram gravados, filmados e fotógrafados, para que quando a memória falhar, a nuvem possa relembrar.
Meus melhores momentos, sempre serão em torno daqueles que eu amo, que me causaram esse amor e que me deram em dobro, só com seu simples e precioso existir.
Meus melhores momentos, foram quando me descobri mãe, com os peitos vazando e doendo, por ter leite em excesso, os cabelos sujos, por priorizar o sono e a alimentação.
Meus melhores momentos foram cheios de piores momentos, de quando me vi só, mesmo estando acompanhada, de quando não tive forças, e chorei por ter que ir ou fazer mesmo assim.
De quando chorei de medo no chuveiro, para não assustá-los com a minha dor.
De quando surtei e gritei e de quando desisti.
De quando não me reconheci mais como a mulher que eu era e me fechei e sofri até me achar.
E de quando cabelos ficaram mais ralos, e minha pele envelheceu e perdeu a elasticidade.
De quando eu estava tão cansada, que não tive forças nem para chorar, mas recebi abraço, um cafuné e um olhar.
Ser mãe, é como tudo na vida, ganhos e perdas, mas todos eles, regados de uma felicidade, orgulho e um amor invencível, por aquele ser que você viu crescer.
Eliz Leão
No riso desdentado, que gargalhou a vida e deu vida, movimento e cor ao meu sorriso.
Meus melhores momentos foram rodeada dos seus braços.
Foi no pedido do colo, foi na felicidade do ganhar um presente tão esperado.
Meus momentos mais infinitos, ficaram na memória olfativa do cheiro da cabeça deles, desde quando nasceram. Na mãozinha pequena, procurando pela minha.
Nos passinhos incertos e na alegria de vê-los seguramente, caminhar pela vida.
Meus mais memoráveis momentos, foram gravados, filmados e fotógrafados, para que quando a memória falhar, a nuvem possa relembrar.
Meus melhores momentos, sempre serão em torno daqueles que eu amo, que me causaram esse amor e que me deram em dobro, só com seu simples e precioso existir.
Meus melhores momentos, foram quando me descobri mãe, com os peitos vazando e doendo, por ter leite em excesso, os cabelos sujos, por priorizar o sono e a alimentação.
Meus melhores momentos foram cheios de piores momentos, de quando me vi só, mesmo estando acompanhada, de quando não tive forças, e chorei por ter que ir ou fazer mesmo assim.
De quando chorei de medo no chuveiro, para não assustá-los com a minha dor.
De quando surtei e gritei e de quando desisti.
De quando não me reconheci mais como a mulher que eu era e me fechei e sofri até me achar.
E de quando cabelos ficaram mais ralos, e minha pele envelheceu e perdeu a elasticidade.
De quando eu estava tão cansada, que não tive forças nem para chorar, mas recebi abraço, um cafuné e um olhar.
Ser mãe, é como tudo na vida, ganhos e perdas, mas todos eles, regados de uma felicidade, orgulho e um amor invencível, por aquele ser que você viu crescer.
Eliz Leão