Entre tudo que não vivi,
E o tsunami que me alaga,
Das vidas em que já fui,
Alguém, para pessoas,
Que não conheço mais,
Há a possibilidade
Da distopia.
Das pessoas que amei,
E das qualidades que eu mesma,
Criei para elas.
Para desculpar meus medos,
De nunca ser amada,
Escolhida ou desejada.
E mesmo que eu nunca tenha sido
A escolha delas, em primeiro lugar,
Me senti como se fosse,
Pois amei tanto, que transbordei
Meus sentimentos,
Imputando à elas, algo,
Que elas nunca sentiram.
E enfim, me livrei,
Quando o auto conhecimento,
E o reconhecimento de mim mesma
E do que eu merecia, se fez presente,
Vivo, pulsante, colorido e amante.
Eu transbordei,
Me alaguei novamente,
Desta vez, do tsunami de amor próprio.
É libertador se ver no espelho que você mesma idealizou.
Defeitos e qualidades, equiparados,
Lapidados.
A melhor forma de mim,
Será sempre o meu futuro,
Mas posso aproveitar muito bem,
Todo o meu prazer
Em ser quem sou.
Eliz Leão
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RAFAEL ARAUJO
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Eder B. Jr.
Um fim de tarde
Sempre que chega o fim da tarde
as casas se recolhem.
Algumas mais cedo,
outras mais tarde.
O relógio da tarde no interior
é o adeus do sol.
Vai-se cedo — às vezes,
pois senão, as casas não se recolhem.
Os sábios não são os que falam bonito,
mas quem ama a simplicidade
que é o fim desta tarde.
Miguel Soares
#poemadodia
Sempre que chega o fim da tarde
as casas se recolhem.
Algumas mais cedo,
outras mais tarde.
O relógio da tarde no interior
é o adeus do sol.
Vai-se cedo — às vezes,
pois senão, as casas não se recolhem.
Os sábios não são os que falam bonito,
mas quem ama a simplicidade
que é o fim desta tarde.
Miguel Soares
#poemadodia
(Conteúdo +18)
O sexo é poesia? Ou a poesia é como sexo?
O sexo também é poema.
Porque temos dois corpos que se unem em um só, declamando o desejo.
E os versos são sussurrados entre os beijos que aumentam o tesão.
Em cada pausa, há carícias e malícias, mas também fragmentos de palavras escritas pelo fogo da paixão.
O sexo é carnal... e é a arte sem pontuação exata.
É como verbo no presente: sentir e escrever com suor e gemidos.
Assim como o artista cria para outros sentirem... o sexo nem sempre é por amor.
Mas quase sempre é por poesia.
E você, já escreveu seu poema hoje?
© 2025 Rafael Araújo
O sexo é poesia? Ou a poesia é como sexo?
O sexo também é poema.
Porque temos dois corpos que se unem em um só, declamando o desejo.
E os versos são sussurrados entre os beijos que aumentam o tesão.
Em cada pausa, há carícias e malícias, mas também fragmentos de palavras escritas pelo fogo da paixão.
O sexo é carnal... e é a arte sem pontuação exata.
É como verbo no presente: sentir e escrever com suor e gemidos.
Assim como o artista cria para outros sentirem... o sexo nem sempre é por amor.
Mas quase sempre é por poesia.
E você, já escreveu seu poema hoje?
© 2025 Rafael Araújo
Poema em homenagem a @MarU , nosso inspiradora dos mais belos sentidos. Espero que esteja à altura e claro, escrito com todo o respeito que uma musa merece.
***
Se não me vigio, me perco
Me prendo e me cedo por inteiro
Em cada linha, em cada frase me derreto
Deste poema quente, que torna o fogo obsceno
Se não me percebo, só lhe percebo
E logo me rendo neste enredo
Uma rede e um beijo, longo e sorrisos
Nada mais erótico que esse sonho contido
Se não me seguro, me vejo em sua pele
Segurando por debaixo da renda
Bendita saia que convida e nela me lambuzo
E lhe ouço em gemidos, nada contidos
Se não me contenho, me entrego
E lhe entrego tudo o que desejas
E sob a mesa, somos dois corpos alimentados
Saciados, sem pudor nem julgamentos
Se não me acordo, me mergulho
Em toda a calda sabor cereja
Que contém tudo aquilo que o dia almeja
E que um dia, em nosso encontro, assim seja
>> Poema dos Sonhos Hipotéticos
***
Se não me vigio, me perco
Me prendo e me cedo por inteiro
Em cada linha, em cada frase me derreto
Deste poema quente, que torna o fogo obsceno
Se não me percebo, só lhe percebo
E logo me rendo neste enredo
Uma rede e um beijo, longo e sorrisos
Nada mais erótico que esse sonho contido
Se não me seguro, me vejo em sua pele
Segurando por debaixo da renda
Bendita saia que convida e nela me lambuzo
E lhe ouço em gemidos, nada contidos
Se não me contenho, me entrego
E lhe entrego tudo o que desejas
E sob a mesa, somos dois corpos alimentados
Saciados, sem pudor nem julgamentos
Se não me acordo, me mergulho
Em toda a calda sabor cereja
Que contém tudo aquilo que o dia almeja
E que um dia, em nosso encontro, assim seja
>> Poema dos Sonhos Hipotéticos
#Desafio 109
O Sal do Teu Riso
Sonho um café contigo. Não desses corridos, com xícaras nervosas e olhares no relógio. Um café sereno. Sem ontem, sem depois. Apenas agora. E o mar.
Ali, diante das ondas, a alma se deita como quem se despe: sem medo do sal, sem medo de si. O tempo, esquecido de sua função, desaprende a andar. Tudo respira mais lento, no compasso de um instante que parece eterno.
Quero tua rima. E teu caos. Sem molduras. Inteiros, desordenados, belamente reais. Quero teus amores costurados às pressas, tuas dores deixadas na beira da cama, tuas pausas longas e aquele silêncio; não o que cala, mas o que grita por dentro.
Desejo tua risada. Aquela tímida, quase tímida demais para existir. Aquela que chega devagar e, sem pedir licença, acende o que estava apagado. Pedra preciosa perdida no meio de um dia qualquer. Um milagre sutil de um mundo que ainda sente.
Sem pressa.
Sem pose.
Sem filtro.
Depois, caminhar contigo. Passo ao lado de passo. Na areia. No vento. Na entrega. O coração, enfim, descalço. E que o silêncio diga o que falta, não com palavras, mas com presença.
Ao fim, nós dois. E o céu virando verso diante dos nossos olhos. O sol se retirando com elegância, a lua chegando de mansinho. E entre eles, esse intervalo sagrado que ninguém sabe explicar, mas que o corpo entende.
Cumplicidade.
Essa forma de amor que não grita, mas invade.
Que não prende, mas abriga.
Que chega feito maré mansa,
ocupando os vazios com tudo aquilo que o mundo esqueceu…
Com tudo o que somos,
juntos,
você e eu.
Crs Ribeiro
***Um poema revisitado em prosa poética.
@Albertobusquets, todo seu!
O Sal do Teu Riso
Sonho um café contigo. Não desses corridos, com xícaras nervosas e olhares no relógio. Um café sereno. Sem ontem, sem depois. Apenas agora. E o mar.
Ali, diante das ondas, a alma se deita como quem se despe: sem medo do sal, sem medo de si. O tempo, esquecido de sua função, desaprende a andar. Tudo respira mais lento, no compasso de um instante que parece eterno.
Quero tua rima. E teu caos. Sem molduras. Inteiros, desordenados, belamente reais. Quero teus amores costurados às pressas, tuas dores deixadas na beira da cama, tuas pausas longas e aquele silêncio; não o que cala, mas o que grita por dentro.
Desejo tua risada. Aquela tímida, quase tímida demais para existir. Aquela que chega devagar e, sem pedir licença, acende o que estava apagado. Pedra preciosa perdida no meio de um dia qualquer. Um milagre sutil de um mundo que ainda sente.
Sem pressa.
Sem pose.
Sem filtro.
Depois, caminhar contigo. Passo ao lado de passo. Na areia. No vento. Na entrega. O coração, enfim, descalço. E que o silêncio diga o que falta, não com palavras, mas com presença.
Ao fim, nós dois. E o céu virando verso diante dos nossos olhos. O sol se retirando com elegância, a lua chegando de mansinho. E entre eles, esse intervalo sagrado que ninguém sabe explicar, mas que o corpo entende.
Cumplicidade.
Essa forma de amor que não grita, mas invade.
Que não prende, mas abriga.
Que chega feito maré mansa,
ocupando os vazios com tudo aquilo que o mundo esqueceu…
Com tudo o que somos,
juntos,
você e eu.
Crs Ribeiro
***Um poema revisitado em prosa poética.
@Albertobusquets, todo seu!
Um dos primeiros poemas feitos para alguém pra lá de especial... 凉
*Inteira*
Ela é sol
de se inflamar;
É tempestade
de se afogar...
Ela é amor
de se entregar
completa
repleta
almejada por
qualquer poeta...
Tem mente sábia
corpo são
e espírito escudeiro.
Meio-amor é em vão...
Intensa como deve ser,
ela só ama por Inteiro!
Alberto Busquets.
#Desafio 109
(@CrisRibeiro , toda sua. )
*Inteira*
Ela é sol
de se inflamar;
É tempestade
de se afogar...
Ela é amor
de se entregar
completa
repleta
almejada por
qualquer poeta...
Tem mente sábia
corpo são
e espírito escudeiro.
Meio-amor é em vão...
Intensa como deve ser,
ela só ama por Inteiro!
Alberto Busquets.
#Desafio 109
(@CrisRibeiro , toda sua. )
3 trechos na dramaturgia "Fios", que deram um nó, bem apertado, na garganta, na hora de escrever e reler:
1º Alguns acham que morrer é um ato de coragem! Mal sabem eles como é corajoso respirar o ar impuro de hoje em dia, dia após dia.
2º O Sol levantou-se mais cedo naquele dia. A chuva parou, mas o arco-íris não veio.
3º Foi um erro. Quando é que eu achei que poderia cuidar de uma criança, sozinha, nesse mundo louco.
E você? Já leu?
Deixa aqui nos comentários, o que achou da história. Vamos nos conectar um pouquinho mais.
1º Alguns acham que morrer é um ato de coragem! Mal sabem eles como é corajoso respirar o ar impuro de hoje em dia, dia após dia.
2º O Sol levantou-se mais cedo naquele dia. A chuva parou, mas o arco-íris não veio.
3º Foi um erro. Quando é que eu achei que poderia cuidar de uma criança, sozinha, nesse mundo louco.
E você? Já leu?
Deixa aqui nos comentários, o que achou da história. Vamos nos conectar um pouquinho mais.
⍃̷
͈ ⍁͈
̷̏ ⍁̴̹
͉̿ ⍁̷̕
Idioma: Monar
͈ ⍁͈
̷̏ ⍁̴̹
͉̿ ⍁̷̕
Idioma: Monar
Entre os cacos de vidro
opacos e sangrentos
pés desnudos perdem
a dignidade e a cor
são pés de quem segue
nas sombras da solidão
feridos e sujos são pouco
perante a dor e a rua
sem saída nua e crua
o som rouco dos escapamentos
os assentos sem chão
nada que se apegue
só tristeza e a dor
mesmo que neguem
todos os ventos
são o nosso anoitecer
Edu Liguori
opacos e sangrentos
pés desnudos perdem
a dignidade e a cor
são pés de quem segue
nas sombras da solidão
feridos e sujos são pouco
perante a dor e a rua
sem saída nua e crua
o som rouco dos escapamentos
os assentos sem chão
nada que se apegue
só tristeza e a dor
mesmo que neguem
todos os ventos
são o nosso anoitecer
Edu Liguori
100 sentidos
O ABC
O ABECÊ
O ABECEDÁRIO
O ABACAXI
O A - BA - CA ... Xi?
O meio caminho andado
O pão
O P e ÃO
o pião
O PEÃO
O SÁBIO
O VELHO
O NOVO
O AMIGO
O que lê
O que não lê
O que simplesmente vê
O cê?
O vê?
Por quê?
Ocê
© 2025 Rafael Araújo
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O ABACAXI
O A - BA - CA ... Xi?
O meio caminho andado
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O P e ÃO
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O que não lê
O que simplesmente vê
O cê?
O vê?
Por quê?
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