#Desafio 121
*Linhas abertas*
Escrevo
de alma nua,
completamente exposta,
desnuda de amarras,
sem borrachas,
desmunida de respostas,
aberta em linhas e rimas.
Escrevo
palavras honestas,
verdades floreadas
para se tornarem digestas.
Escrevo
o que a boca não fala,
o que a alma cala…
Escrevo
porque sinto,
até mesmo
o vazio do nada!
Escrevo
como quem se lê,
e, lendo a mim mesma,
sei que também
escrevo você.
Escrevo
tudo isso,
e sei
que não escrevi nada.
É ínfimo
o que tenho produzido.
Mesmo escrevendo bonito,
ainda tenho muito
que escrever…
Traduzindo
meu caminho
em letras,
fluindo no papel
o caminho
que a caneta
quiser escrever.
MarU
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Mar.U
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*Palavras cruzadas*
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
#Desafio 120
*Letras e Metáforas*
Por hoje, me encontro
na lisura das palavras vagas.
Escorrego entre parênteses
e, por uma vírgula, não me entrego.
Alinho a estrofe
na barreira do parágrafo,
e escrevo, fugindo de mim.
Te leio entrementes,
e marco o texto
com um coração
que sente.
Me escrevo em palavras rasas,
fazendo o papel de tolo.
Loto a página com reticências
dos sentimentos que não escrevo,
mas absorvo.
Fujo da regra,
(— Incompetente!).
Me acho às cegas
nestes versos rimados,
algumas vezes indecentes.
Suplico em poesias
meus lamentos calados,
nessa cruel dicotomia,
que de poeta me faço.
Dedicando, em versos contidos,
tudo o que sinto,
em letras que beijam,
letras que abraçam,
me rasgo, não minto.
Em letras, acolho de ti
toda forma de poesia
E em metáforas
imaginativas,
me escrevo
devota
e escorregadia.
Escrevo uma nota,
pequena,
de quem se recorda
que um dia
um bonito sentimento
se escreveu
na nossa história.
MarU
*Letras e Metáforas*
Por hoje, me encontro
na lisura das palavras vagas.
Escorrego entre parênteses
e, por uma vírgula, não me entrego.
Alinho a estrofe
na barreira do parágrafo,
e escrevo, fugindo de mim.
Te leio entrementes,
e marco o texto
com um coração
que sente.
Me escrevo em palavras rasas,
fazendo o papel de tolo.
Loto a página com reticências
dos sentimentos que não escrevo,
mas absorvo.
Fujo da regra,
(— Incompetente!).
Me acho às cegas
nestes versos rimados,
algumas vezes indecentes.
Suplico em poesias
meus lamentos calados,
nessa cruel dicotomia,
que de poeta me faço.
Dedicando, em versos contidos,
tudo o que sinto,
em letras que beijam,
letras que abraçam,
me rasgo, não minto.
Em letras, acolho de ti
toda forma de poesia
E em metáforas
imaginativas,
me escrevo
devota
e escorregadia.
Escrevo uma nota,
pequena,
de quem se recorda
que um dia
um bonito sentimento
se escreveu
na nossa história.
MarU
#Desafio 119
*Boa noite*
Hoje a noite não tem seu ar,
não tem seu cheiro, seu toque.
Hoje a noite não tem seus beijos…
Tem gosto de saudades!
Hoje a noite sussurra vontades
e mistura a razão e a loucura,
bagunçando tudo que sinto.
Hoje a noite não é de intimidade,
mas de autocontrole, admito.
Hoje a noite eu sinto,
mas não vou baixar a guarda.
Hoje a noite tarda, num vazio.
Hoje a noite eu passo vontade.
Hoje a noite não fala “boa noite”,
mas…
Eu queria dizer:
“boa noite!” pra você.
— Boa noite!
MarU
*Boa noite*
Hoje a noite não tem seu ar,
não tem seu cheiro, seu toque.
Hoje a noite não tem seus beijos…
Tem gosto de saudades!
Hoje a noite sussurra vontades
e mistura a razão e a loucura,
bagunçando tudo que sinto.
Hoje a noite não é de intimidade,
mas de autocontrole, admito.
Hoje a noite eu sinto,
mas não vou baixar a guarda.
Hoje a noite tarda, num vazio.
Hoje a noite eu passo vontade.
Hoje a noite não fala “boa noite”,
mas…
Eu queria dizer:
“boa noite!” pra você.
— Boa noite!
MarU
#Desafio 118
*Luz*
Nasce o dia,
e a correria…
Mas minha
primeira alegria
é ver seu sorriso
todos os dias.
Sua luz ilumina
meu coração,
mesmo nos dias
em que o sol
não brilha.
Não preciso de nada
além do som
da sua alegria.
Isso me salva
da dureza da vida,
renova minhas energias,
é minha força vital
para não me deixar
abater pela apatia.
MarU
*Luz*
Nasce o dia,
e a correria…
Mas minha
primeira alegria
é ver seu sorriso
todos os dias.
Sua luz ilumina
meu coração,
mesmo nos dias
em que o sol
não brilha.
Não preciso de nada
além do som
da sua alegria.
Isso me salva
da dureza da vida,
renova minhas energias,
é minha força vital
para não me deixar
abater pela apatia.
MarU
#Desafio 117
*Alerta de tempestade*
Os ventos estão mudando,
sinto o cheiro da chuva chegando,
meus cabelos ao vento, voando,
olhos atentos às nuvens se formando.
Os ventos estão anunciando
que a chuva que vem será bem forte!
Na pele, já sinto o frescor do vento norte,
me arrepiando dos pés à cabeça.
Tenho medo de tempestades!
Tenho medo do estrondo dos raios,
tenho medo de trovões incendiários…
Tenho medo de ser atingida…
De um raio ceifar minha vida,
atraído por um estranho magnetismo.
Me acende o alerta de perigo:
Eu tenho medo do que atraio!
Quando o tempo ameaça chuva,
eu me protejo e não saio,
prefiro ficar retraída.
MarU
*Alerta de tempestade*
Os ventos estão mudando,
sinto o cheiro da chuva chegando,
meus cabelos ao vento, voando,
olhos atentos às nuvens se formando.
Os ventos estão anunciando
que a chuva que vem será bem forte!
Na pele, já sinto o frescor do vento norte,
me arrepiando dos pés à cabeça.
Tenho medo de tempestades!
Tenho medo do estrondo dos raios,
tenho medo de trovões incendiários…
Tenho medo de ser atingida…
De um raio ceifar minha vida,
atraído por um estranho magnetismo.
Me acende o alerta de perigo:
Eu tenho medo do que atraio!
Quando o tempo ameaça chuva,
eu me protejo e não saio,
prefiro ficar retraída.
MarU
#Desafio 116
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
#Desafio 115
*O amor é um absurdo*
Como falar
o que palavras
não expressam?
Que no coração
aperta,
silente…
Talvez,
no silêncio,
a gente se entende…
E aprende
a decifrar
nossos olhos,
traduzir
ânsias do coração,
calar
as angústias
e deixar falar
a emoção.
Talvez,
alma com alma,
falando sem fala,
possamos compreender
por dentro,
sem precisar
verter sangue
do peito.
Talvez
seja o jeito
mais impróprio
e inglório,
mas é nosso jeito
simplório
de viver
esta paixão:
Com dor
e ardor
no coração,
sem poder controlar
o que a boca
não fala.
Sentindo,
sentimos…
Tentamos!
Não conseguimos,
apesar
de nossos caminhos.
O amor
é um absurdo!
se perguntar,
eu nego tudo…
Apesar
do meu coração
me desmentindo.
MarU
*O amor é um absurdo*
Como falar
o que palavras
não expressam?
Que no coração
aperta,
silente…
Talvez,
no silêncio,
a gente se entende…
E aprende
a decifrar
nossos olhos,
traduzir
ânsias do coração,
calar
as angústias
e deixar falar
a emoção.
Talvez,
alma com alma,
falando sem fala,
possamos compreender
por dentro,
sem precisar
verter sangue
do peito.
Talvez
seja o jeito
mais impróprio
e inglório,
mas é nosso jeito
simplório
de viver
esta paixão:
Com dor
e ardor
no coração,
sem poder controlar
o que a boca
não fala.
Sentindo,
sentimos…
Tentamos!
Não conseguimos,
apesar
de nossos caminhos.
O amor
é um absurdo!
se perguntar,
eu nego tudo…
Apesar
do meu coração
me desmentindo.
MarU
#Desafio 114
*Corações rompantes*
Quando encontrar
Com você,
Não vou te ceder
Meu abraço.
Com um beijo
Delicado no rosto,
E um sorriso
Acanhado,
Vou cumprimentá-lo
De longe…
Te fitar
E, rapidamente,
Desviar
Para o lado.
Pode soar indiferença…
Que seja,
A forma que pensa…
(Melhor assim!)
Mas, na realidade…
É o medo
De não resistir
Ao seu “apelo”…
Na sua presença,
Seus olhos nos meus…
Me olhando assim…
Nem conseguir
Sustentar
Minha promessa
Ensaiada diante
Do espelho.
De jogar sobre mim
Seu charme,
E fazer-me sentir viva!
Me encantar, sem piedade,
Com sua mandinga.
De sentir
Sua mão pesada
Na minha cintura,
E o sangue
Fervendo
Nas veias.
De amolecer
Minhas pernas,
E, num grito
De susto involuntário,
Cair, subitamente,
Em seus braços,
Indefesa.
De esquecer
Do resto do mundo,
E estremecer,
Entregue,
Na base.
De não querer mais
Te soltar,
Por nada
Neste mundo.
E escolher viver,
Em vez
De me esconder,
Covarde.
De sentir
Que você vê
A realidade,
E que também sente
Este arrebate…
E entende que,
Cedo ou tarde,
Nossos corações,
Rompantes,
Em sintonia,
Denunciarão
Nosso impasse.
MarU
*Corações rompantes*
Quando encontrar
Com você,
Não vou te ceder
Meu abraço.
Com um beijo
Delicado no rosto,
E um sorriso
Acanhado,
Vou cumprimentá-lo
De longe…
Te fitar
E, rapidamente,
Desviar
Para o lado.
Pode soar indiferença…
Que seja,
A forma que pensa…
(Melhor assim!)
Mas, na realidade…
É o medo
De não resistir
Ao seu “apelo”…
Na sua presença,
Seus olhos nos meus…
Me olhando assim…
Nem conseguir
Sustentar
Minha promessa
Ensaiada diante
Do espelho.
De jogar sobre mim
Seu charme,
E fazer-me sentir viva!
Me encantar, sem piedade,
Com sua mandinga.
De sentir
Sua mão pesada
Na minha cintura,
E o sangue
Fervendo
Nas veias.
De amolecer
Minhas pernas,
E, num grito
De susto involuntário,
Cair, subitamente,
Em seus braços,
Indefesa.
De esquecer
Do resto do mundo,
E estremecer,
Entregue,
Na base.
De não querer mais
Te soltar,
Por nada
Neste mundo.
E escolher viver,
Em vez
De me esconder,
Covarde.
De sentir
Que você vê
A realidade,
E que também sente
Este arrebate…
E entende que,
Cedo ou tarde,
Nossos corações,
Rompantes,
Em sintonia,
Denunciarão
Nosso impasse.
MarU
*Nossa cama*
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#