#Desafio 117
*Alerta de tempestade*
Os ventos estão mudando,
sinto o cheiro da chuva chegando,
meus cabelos ao vento, voando,
olhos atentos às nuvens se formando.
Os ventos estão anunciando
que a chuva que vem será bem forte!
Na pele, já sinto o frescor do vento norte,
me arrepiando dos pés à cabeça.
Tenho medo de tempestades!
Tenho medo do estrondo dos raios,
tenho medo de trovões incendiários…
Tenho medo de ser atingida…
De um raio ceifar minha vida,
atraído por um estranho magnetismo.
Me acende o alerta de perigo:
Eu tenho medo do que atraio!
Quando o tempo ameaça chuva,
eu me protejo e não saio,
prefiro ficar retraída.
MarU
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#Desafio 116
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
*Abraço*
Às vezes…
Eu só quero ficar deitada.
Quieta… Calada.
Mas espero,
profundamente,
que você permaneça
ao meu lado…
Não desista de mim!
Sem dizer nada,
se aproxime,
me abrace, assim…
Apenas me abrace!
Com vontade!
Sem dizer nada.
Sem me apressar,
nem ter pressa…
Esteja comigo,
abraçado,
até haver me curado
com seu abraço,
colando peça por peça…
Apenas sinta meu coração,
com o seu, em sintonia…
Sinta comigo,
Batidas rítmicas,
enquanto eu me sinto “querida”.
Você virá a ser o curandeiro
da minha vida,
através desse abraço,
estancando as feridas
com seus próprios braços.
Entrarei em convalescença
de uma dor dolorida,
da doença maldita
na minha cabeça.
No calor do seu abraço,
eu acho que saro.
Me abrace!
Permaneça!
MarU
#Desafio 115
*O amor é um absurdo*
Como falar
o que palavras
não expressam?
Que no coração
aperta,
silente…
Talvez,
no silêncio,
a gente se entende…
E aprende
a decifrar
nossos olhos,
traduzir
ânsias do coração,
calar
as angústias
e deixar falar
a emoção.
Talvez,
alma com alma,
falando sem fala,
possamos compreender
por dentro,
sem precisar
verter sangue
do peito.
Talvez
seja o jeito
mais impróprio
e inglório,
mas é nosso jeito
simplório
de viver
esta paixão:
Com dor
e ardor
no coração,
sem poder controlar
o que a boca
não fala.
Sentindo,
sentimos…
Tentamos!
Não conseguimos,
apesar
de nossos caminhos.
O amor
é um absurdo!
se perguntar,
eu nego tudo…
Apesar
do meu coração
me desmentindo.
MarU
*O amor é um absurdo*
Como falar
o que palavras
não expressam?
Que no coração
aperta,
silente…
Talvez,
no silêncio,
a gente se entende…
E aprende
a decifrar
nossos olhos,
traduzir
ânsias do coração,
calar
as angústias
e deixar falar
a emoção.
Talvez,
alma com alma,
falando sem fala,
possamos compreender
por dentro,
sem precisar
verter sangue
do peito.
Talvez
seja o jeito
mais impróprio
e inglório,
mas é nosso jeito
simplório
de viver
esta paixão:
Com dor
e ardor
no coração,
sem poder controlar
o que a boca
não fala.
Sentindo,
sentimos…
Tentamos!
Não conseguimos,
apesar
de nossos caminhos.
O amor
é um absurdo!
se perguntar,
eu nego tudo…
Apesar
do meu coração
me desmentindo.
MarU
#Desafio 114
*Corações rompantes*
Quando encontrar
Com você,
Não vou te ceder
Meu abraço.
Com um beijo
Delicado no rosto,
E um sorriso
Acanhado,
Vou cumprimentá-lo
De longe…
Te fitar
E, rapidamente,
Desviar
Para o lado.
Pode soar indiferença…
Que seja,
A forma que pensa…
(Melhor assim!)
Mas, na realidade…
É o medo
De não resistir
Ao seu “apelo”…
Na sua presença,
Seus olhos nos meus…
Me olhando assim…
Nem conseguir
Sustentar
Minha promessa
Ensaiada diante
Do espelho.
De jogar sobre mim
Seu charme,
E fazer-me sentir viva!
Me encantar, sem piedade,
Com sua mandinga.
De sentir
Sua mão pesada
Na minha cintura,
E o sangue
Fervendo
Nas veias.
De amolecer
Minhas pernas,
E, num grito
De susto involuntário,
Cair, subitamente,
Em seus braços,
Indefesa.
De esquecer
Do resto do mundo,
E estremecer,
Entregue,
Na base.
De não querer mais
Te soltar,
Por nada
Neste mundo.
E escolher viver,
Em vez
De me esconder,
Covarde.
De sentir
Que você vê
A realidade,
E que também sente
Este arrebate…
E entende que,
Cedo ou tarde,
Nossos corações,
Rompantes,
Em sintonia,
Denunciarão
Nosso impasse.
MarU
*Corações rompantes*
Quando encontrar
Com você,
Não vou te ceder
Meu abraço.
Com um beijo
Delicado no rosto,
E um sorriso
Acanhado,
Vou cumprimentá-lo
De longe…
Te fitar
E, rapidamente,
Desviar
Para o lado.
Pode soar indiferença…
Que seja,
A forma que pensa…
(Melhor assim!)
Mas, na realidade…
É o medo
De não resistir
Ao seu “apelo”…
Na sua presença,
Seus olhos nos meus…
Me olhando assim…
Nem conseguir
Sustentar
Minha promessa
Ensaiada diante
Do espelho.
De jogar sobre mim
Seu charme,
E fazer-me sentir viva!
Me encantar, sem piedade,
Com sua mandinga.
De sentir
Sua mão pesada
Na minha cintura,
E o sangue
Fervendo
Nas veias.
De amolecer
Minhas pernas,
E, num grito
De susto involuntário,
Cair, subitamente,
Em seus braços,
Indefesa.
De esquecer
Do resto do mundo,
E estremecer,
Entregue,
Na base.
De não querer mais
Te soltar,
Por nada
Neste mundo.
E escolher viver,
Em vez
De me esconder,
Covarde.
De sentir
Que você vê
A realidade,
E que também sente
Este arrebate…
E entende que,
Cedo ou tarde,
Nossos corações,
Rompantes,
Em sintonia,
Denunciarão
Nosso impasse.
MarU
*Nossa cama*
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
Vamos fazer amor,
A tarde inteira!
Vamos esgotar a dor,
Mexendo,
Violentamente,
As cadeiras!
Vamos nos amar,
Até causar
Um incêndio!
E depois,
Exaustos,
Descansar colados,
Peito a peito.
Vamos desmontar a cama,
De tanta fúria
Que nosso amor
Se ama!
Vamos matar toda a dor,
Na base do amor,
Em cima,
E embaixo
Da cama!
E sentir
O torpor ardente,
Consumindo a gente…
Em desejo.
Quero morrer
Nos seus braços,
Na base
Do beijo!
Quero sentir você,
Nas minhas entranhas!
Quero ouvir sua voz,
Rouca,
Cansada,
Dizendo
Que me ama…
E só a mim,
Na nossa cama.
Quero você,
Só pra mim!
MarU
#
#Desafio 113
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
Di(VIDA)
Tem dias
que a ferida se abre.
Tem dias
que a dor sangra,
arde.
Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.
Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.
Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.
Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”
Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.
Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.
Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.
Um ombro,
pra não chorar sozinho.
E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.
Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.
Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…
Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.
Sua,
e de quem
se importa com você.
Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…
MarU
*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
#Desafio 112
*Horizonte*
Vou olhar
Da janela,
Mirando
O horizonte.
Vou apertar
Bem os olhos,
Tentando enxergar,
Do sol,
Os raios
Fulgurantes…
Para além
Das nuvens,
No céu
Fumegante.
Vou permanecer
Estática…
Uns instantes,
Desfrutando
Da luz,
Abduzida.
Vou recarregar
As energias
De vida,
Por qualquer
Triz
De luz que brilha.
Vou aceitar
O carinho
Do vento,
Nos meus cabelos
Cacheados.
Vou permanecer
Neste momento,
Pelo tempo
Que for necessário…
Renovar
Minhas energias,
Captando luz
Pela retina,
Convertendo
Impulsos elétricos,
Com a alma
Luminosa
E a mente
Imagética.
MarU
*Horizonte*
Vou olhar
Da janela,
Mirando
O horizonte.
Vou apertar
Bem os olhos,
Tentando enxergar,
Do sol,
Os raios
Fulgurantes…
Para além
Das nuvens,
No céu
Fumegante.
Vou permanecer
Estática…
Uns instantes,
Desfrutando
Da luz,
Abduzida.
Vou recarregar
As energias
De vida,
Por qualquer
Triz
De luz que brilha.
Vou aceitar
O carinho
Do vento,
Nos meus cabelos
Cacheados.
Vou permanecer
Neste momento,
Pelo tempo
Que for necessário…
Renovar
Minhas energias,
Captando luz
Pela retina,
Convertendo
Impulsos elétricos,
Com a alma
Luminosa
E a mente
Imagética.
MarU
#Desafio 111
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU
#Desafio 110
*Me ilumina*
Todos os dias,
Agradeço a Deus
Pela sua companhia.
Meu anjo, que veio
De dentro do peito,
Nasceu em meu
Coração primeiro.
Preencheu um vazio,
Curou uma dor…
Tinha que ter vindo homem,
Para me mostrar
Outro tipo de amor.
Esse amor, que
Brotou em meu ventre,
Fazendo uma mulher
Estéril em fértil.
Conectado a mim
Por uma linha de vida,
Me permitir o poder
De dar a você a luz…
Me fazer sentir
A mulher mais divina,
Um portal
Para a sua humanidade…
Uma divindade sagrada,
Na tua vida.
Que ironia…
Eu?
Eu renasci para uma nova vida.
Eu te dei a luz…
Mas é você
Que com seu amor,
Todos os dias,
Me ilumina!
MarU
*Me ilumina*
Todos os dias,
Agradeço a Deus
Pela sua companhia.
Meu anjo, que veio
De dentro do peito,
Nasceu em meu
Coração primeiro.
Preencheu um vazio,
Curou uma dor…
Tinha que ter vindo homem,
Para me mostrar
Outro tipo de amor.
Esse amor, que
Brotou em meu ventre,
Fazendo uma mulher
Estéril em fértil.
Conectado a mim
Por uma linha de vida,
Me permitir o poder
De dar a você a luz…
Me fazer sentir
A mulher mais divina,
Um portal
Para a sua humanidade…
Uma divindade sagrada,
Na tua vida.
Que ironia…
Eu?
Eu renasci para uma nova vida.
Eu te dei a luz…
Mas é você
Que com seu amor,
Todos os dias,
Me ilumina!
MarU
#Desafio 109
*Beijo de língua*
É algo…
Nesse hálito fresco,
Adocicado…
Nesse batom vermelho,
Delineando seus lábios…
Esse sabor de paraíso,
Com tempero de pecado.
Tabu divino:
Degustar essa boca bandida.
Tentar me enrolar
Nessa língua arredia.
Saborear sua saliva,
Boca a boca,
Dentro da minha.
Nessa pele suave,
Cheirosa,
Macia.
Nessas mãos tão geladas,
De unhas alongadas,
Nessa pegada delicada,
Apertando minha cintura
A cada investida
Da minha língua
Contra a sua.
E as minhas mãos
Nas suas curvas…
Sem a intenção, mas…
Dando-te a direção,
Guiadas sob influência
Do mais puro tesão.
Coladas,
Caladas,
Enquanto minha boca
Com gosto te degusta.
Suadas,
Excitadas…
Mas mais que isso:
Conectadas
Por um delicado fio.
Matriarcas poderosas no cio.
Feminilidade glamurosa,
Com instinto primitivo.
Mulheres são carinhosas,
Têm a pegada gostosa.
Duas forças da natureza,
Misturando tanta beleza
Com safadeza…
Como deusas!
Enquanto o mundo
Se acaba lá fora,
A gente aqui
Se explora.
Dando margem
À vontade
Que implora:
Saborear os céus
Dentro da sua boca…
Lambendo-te as estrelas,
Entrelinhas com a língua,
Sem tempo
Nem hora…
Afinal,
Este papo
É apenas
Entre as meninas…
Que são as
“Senhoras de si”.
MarU
*Beijo de língua*
É algo…
Nesse hálito fresco,
Adocicado…
Nesse batom vermelho,
Delineando seus lábios…
Esse sabor de paraíso,
Com tempero de pecado.
Tabu divino:
Degustar essa boca bandida.
Tentar me enrolar
Nessa língua arredia.
Saborear sua saliva,
Boca a boca,
Dentro da minha.
Nessa pele suave,
Cheirosa,
Macia.
Nessas mãos tão geladas,
De unhas alongadas,
Nessa pegada delicada,
Apertando minha cintura
A cada investida
Da minha língua
Contra a sua.
E as minhas mãos
Nas suas curvas…
Sem a intenção, mas…
Dando-te a direção,
Guiadas sob influência
Do mais puro tesão.
Coladas,
Caladas,
Enquanto minha boca
Com gosto te degusta.
Suadas,
Excitadas…
Mas mais que isso:
Conectadas
Por um delicado fio.
Matriarcas poderosas no cio.
Feminilidade glamurosa,
Com instinto primitivo.
Mulheres são carinhosas,
Têm a pegada gostosa.
Duas forças da natureza,
Misturando tanta beleza
Com safadeza…
Como deusas!
Enquanto o mundo
Se acaba lá fora,
A gente aqui
Se explora.
Dando margem
À vontade
Que implora:
Saborear os céus
Dentro da sua boca…
Lambendo-te as estrelas,
Entrelinhas com a língua,
Sem tempo
Nem hora…
Afinal,
Este papo
É apenas
Entre as meninas…
Que são as
“Senhoras de si”.
MarU