#Desafio 104
*(des)Encontro*
Parei um momento
Para pensar:
Em como será
Que será?
Mergulhará
No verde dos meus olhos,
Cara a cara,
Profundamente.
Adentrará em mim,
Tomado de memórias,
Reviverá nossas histórias
Novamente,
Tudo numa fração
De segundos.
Tentará discretamente
Desviar o olhar,
Mas, de súbito,
Um abraço virá,
E meu perfume
Impregnará
Em sua mente.
Sentirá minhas nuances
De suor
Levemente,
E, tão rápido
Quanto o momento
Chegou,
Ao mesmo tempo
Me vou.
E, com um sorriso,
De cumplicidade,
Como quem sabe
O que ninguém
Além de nós
Mais sabe,
Deixarei apenas
O som
Da minha voz educada:
“— Foi bom,
Enfim,
Te conhecer!”
E, com um aceno,
De rosto baixo
E sorriso largo,
Te deixo ali parado,
Entre imagens
Do meu corpo, no passado
E as peças que faltavam,
Tudo perfeitamente
Alinhado,
Confuso…
No fundo,
Premeditado.
E não vais
Me esquecer,
Jamais.
Vai desejar
Ter vivido
Muito mais
Do que pôde
Acontecer.
Mas agora
O tempo já foi
Cumprido
E, como a voz
Que se despede
E vai sumindo,
Vais assumindo
Sua sentença:
Hás de me amar
Mais do que pensa.
Assim como eu,
Acanhada,
Discretamente
Me vou,
Sem saber
Se suportarei
Lhe esconder
Este meu amor.
MarU
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#Desafio 103
*Aos Poucos…*
Aos poucos
Vai deixando
As palavras quietas,
Vai calando a alma,
Vai deixando pra lá…
Perdendo o interesse,
Deixando de sentir.
Aos poucos
Se esquece,
Aos poucos…
Desaparece,
Aos poucos…
Será estranho,
Como quem
Não se conhece.
Aos poucos
Se perde
O que achou
Que encontrou.
Aos poucos
Se desconecta
Dos outros,
De tanto
Que se afastou.
Aos poucos
Cada lágrima
Que já escorreu,
Também já se secou.
Aos poucos
Se desencontrou…
Se enterrou
A sete palmos
O que restou.
Aos poucos…
O tempo passou,
E tempo passado
Não volta!
Não…
MarU
*Aos Poucos…*
Aos poucos
Vai deixando
As palavras quietas,
Vai calando a alma,
Vai deixando pra lá…
Perdendo o interesse,
Deixando de sentir.
Aos poucos
Se esquece,
Aos poucos…
Desaparece,
Aos poucos…
Será estranho,
Como quem
Não se conhece.
Aos poucos
Se perde
O que achou
Que encontrou.
Aos poucos
Se desconecta
Dos outros,
De tanto
Que se afastou.
Aos poucos
Cada lágrima
Que já escorreu,
Também já se secou.
Aos poucos
Se desencontrou…
Se enterrou
A sete palmos
O que restou.
Aos poucos…
O tempo passou,
E tempo passado
Não volta!
Não…
MarU
#Desafio 102
*Por um fi(lh)o*
A sutileza do vazio
Como um sexto sentido,
Subitamente me acerca.
(O sinto vindo…)
No peito, um aperto,
Um frio sem sentido.
É o vazio:
Estou alerta.
Ele vem sem aviso,
Toma de mim
O colorido,
O sabor,
A fragrância,
Essência.
Toma-me o calor,
Me deixa com frio.
Mas, por já haver
Vivido algo parecido,
Se tornou fácil
Me acostumar…
Até não sobrar
Nenhum sentido.
Vão-se os sentimentos,
Vai-se a vontade de viver.
Não tem luz,
Não tem escuridão,
Não tem nada
Que me faça sentir.
Apesar de tudo,
Há um fio fino
Pelo qual
Me amarro,
Me agarro
Com toda minha crença
De que,
Amarrada a este fio,
A minha existência
Fará diferença.
A este fio
Me amarro,
Como sentença
De permanência.
Este fio
É meu último ato
Da mais pura resistência.
Meu fi(lh)o.
MarU
*Por um fi(lh)o*
A sutileza do vazio
Como um sexto sentido,
Subitamente me acerca.
(O sinto vindo…)
No peito, um aperto,
Um frio sem sentido.
É o vazio:
Estou alerta.
Ele vem sem aviso,
Toma de mim
O colorido,
O sabor,
A fragrância,
Essência.
Toma-me o calor,
Me deixa com frio.
Mas, por já haver
Vivido algo parecido,
Se tornou fácil
Me acostumar…
Até não sobrar
Nenhum sentido.
Vão-se os sentimentos,
Vai-se a vontade de viver.
Não tem luz,
Não tem escuridão,
Não tem nada
Que me faça sentir.
Apesar de tudo,
Há um fio fino
Pelo qual
Me amarro,
Me agarro
Com toda minha crença
De que,
Amarrada a este fio,
A minha existência
Fará diferença.
A este fio
Me amarro,
Como sentença
De permanência.
Este fio
É meu último ato
Da mais pura resistência.
Meu fi(lh)o.
MarU
#Desafio 101
*Tato*
As mãos, que me tiram do sério,
E permeiam meu imaginário.
Percorrem em mim cada sentido,
Desvendando-me no tato!
Arrancando-me o marasmo,
Na ponta dos seus dedos.
Dedilhando em mim sua poesia.
Versando meus sentidos com maestria.
Me encantando sem pena,
Provando meu gosto.
Com olhar de predador, fito nos meus olhos!
Inserido dentro e ensopando de mim,
Seus dedos grossos.
MarU
*Tato*
As mãos, que me tiram do sério,
E permeiam meu imaginário.
Percorrem em mim cada sentido,
Desvendando-me no tato!
Arrancando-me o marasmo,
Na ponta dos seus dedos.
Dedilhando em mim sua poesia.
Versando meus sentidos com maestria.
Me encantando sem pena,
Provando meu gosto.
Com olhar de predador, fito nos meus olhos!
Inserido dentro e ensopando de mim,
Seus dedos grossos.
MarU
*Noite de arejo*
Hoje…
Só quero um pouco
De tranquilidade!
Vou despir minha derme
Diante do espelho,
Soltar os cabelos
E me ver nua.
Minha silhueta
Na penumbra…
Ligando o chuveiro,
Entrando na água,
Molhando meu
Corpo inteiro:
Cabelos,
Rosto,
Pescoço,
Ombros
E seios…
Minha barriga…
A tatuagem
Na minha virilha.
Os poucos pelos
Que tenho no meio…
Levarei as mãos
Aos cabelos,
Sentirei arejo.
Águas que se misturam
Com espuma perfumada,
Escorrendo por…
Nuca,
Costas,
Covinhas de Vênus,
Bandas da bunda,
(“Nas fendas…
Nos espiráculos…”)
Descendo…
Pelas coxas,
Joelhos,
Panturrilha,
Calcanhar,
Pés…
Tudo bem perfumado,
Bem ensaboado.
Hidratado,
Enxaguado…
Me vejo.
Me sinto leve.
Me alento.
De corpo inteiro,
Me acalmo
E almejo
Uma linda noite
De arejo a vocês.
MarU
#
Hoje…
Só quero um pouco
De tranquilidade!
Vou despir minha derme
Diante do espelho,
Soltar os cabelos
E me ver nua.
Minha silhueta
Na penumbra…
Ligando o chuveiro,
Entrando na água,
Molhando meu
Corpo inteiro:
Cabelos,
Rosto,
Pescoço,
Ombros
E seios…
Minha barriga…
A tatuagem
Na minha virilha.
Os poucos pelos
Que tenho no meio…
Levarei as mãos
Aos cabelos,
Sentirei arejo.
Águas que se misturam
Com espuma perfumada,
Escorrendo por…
Nuca,
Costas,
Covinhas de Vênus,
Bandas da bunda,
(“Nas fendas…
Nos espiráculos…”)
Descendo…
Pelas coxas,
Joelhos,
Panturrilha,
Calcanhar,
Pés…
Tudo bem perfumado,
Bem ensaboado.
Hidratado,
Enxaguado…
Me vejo.
Me sinto leve.
Me alento.
De corpo inteiro,
Me acalmo
E almejo
Uma linda noite
De arejo a vocês.
MarU
#
#Desafio 100
*Por hoje*
Por hoje,
Me basta
A palavra
Que me cala.
Por hoje,
Não para
A palpitação
Do que fala.
Por hoje,
Me escapa
A agonia
Que sinto.
Por hoje,
Eu paro,
Me calo,
Não minto.
Por hoje,
Eu só sinto,
Medito.
Por hoje,
Reflito.
Por hoje,
O aperto
No peito
Encontrou
Meu exício.
Por hoje,
Não almejo
Tanta agonia.
Admito,
Com dor,
Que minha aura
Está vazia.
Nem que seja
Só por hoje…
Por hoje…
Apenas,
Me limito.
MarU
*Por hoje*
Por hoje,
Me basta
A palavra
Que me cala.
Por hoje,
Não para
A palpitação
Do que fala.
Por hoje,
Me escapa
A agonia
Que sinto.
Por hoje,
Eu paro,
Me calo,
Não minto.
Por hoje,
Eu só sinto,
Medito.
Por hoje,
Reflito.
Por hoje,
O aperto
No peito
Encontrou
Meu exício.
Por hoje,
Não almejo
Tanta agonia.
Admito,
Com dor,
Que minha aura
Está vazia.
Nem que seja
Só por hoje…
Por hoje…
Apenas,
Me limito.
MarU
#Desafio 99
*Decidi…*
Decidi não te dedicar
Mais nenhum texto.
Decidi abortar o sentimento,
Matar-te dentro do peito.
Decidi que não quero mais
Viver nesta tortura,
De dedicar-te amor e ternura,
Que, com desprezo, desfaz-se de mim.
Decidi, então, que deixarás de viver
Em meu coração.
Vais morrer! Pois te mato em meu peito.
Meu pleito é viver sem este tormento.
Decidi que te darei o meu desprezo,
Como um ato autodefeso.
Libertar meu coração do seu cabresto
Será o seu ou o meu fim…
Ou nada feito!
Decidi…
Mas não sou eu quem decido.
Amar você foi um ato (auto imbuído).
Queria não ter te querido, (Aconteceu!)
…Mas darei um jeito nisso.
Meu compromisso, agora, será comigo!
(Quando eu descobrir como fazer isso).
Em mim, terás morrido,
Para eu viver.
Ou, ao ler isto, terás entendido,
Afinal, o que tento te dizer.
MarU
*Decidi…*
Decidi não te dedicar
Mais nenhum texto.
Decidi abortar o sentimento,
Matar-te dentro do peito.
Decidi que não quero mais
Viver nesta tortura,
De dedicar-te amor e ternura,
Que, com desprezo, desfaz-se de mim.
Decidi, então, que deixarás de viver
Em meu coração.
Vais morrer! Pois te mato em meu peito.
Meu pleito é viver sem este tormento.
Decidi que te darei o meu desprezo,
Como um ato autodefeso.
Libertar meu coração do seu cabresto
Será o seu ou o meu fim…
Ou nada feito!
Decidi…
Mas não sou eu quem decido.
Amar você foi um ato (auto imbuído).
Queria não ter te querido, (Aconteceu!)
…Mas darei um jeito nisso.
Meu compromisso, agora, será comigo!
(Quando eu descobrir como fazer isso).
Em mim, terás morrido,
Para eu viver.
Ou, ao ler isto, terás entendido,
Afinal, o que tento te dizer.
MarU
#Desafio 98
*Minha escolha*
Luto, dia após dia,
Contra mim mesma.
Sinto, na sutileza da vida,
Uma tristeza descabida.
A beleza de poucos
Momentos felizes,
Onde não me encaixo,
Me traz estranhamento.
Com um sorriso, consinto.
Participo invisível da cena,
Mesmo no fundo sentindo
O arrebate dessa tristeza
Que persiste, em efeito rebote.
Só eu sei quantas vezes,
Por dia, desisto…
E ao desistir uma última vez,
Te olho, reflito…
E desisto da ideia de morrer.
Por você,
Todos os dias,
Meu filho,
Minha escolha é viver.
Por você!
MarU
*Minha escolha*
Luto, dia após dia,
Contra mim mesma.
Sinto, na sutileza da vida,
Uma tristeza descabida.
A beleza de poucos
Momentos felizes,
Onde não me encaixo,
Me traz estranhamento.
Com um sorriso, consinto.
Participo invisível da cena,
Mesmo no fundo sentindo
O arrebate dessa tristeza
Que persiste, em efeito rebote.
Só eu sei quantas vezes,
Por dia, desisto…
E ao desistir uma última vez,
Te olho, reflito…
E desisto da ideia de morrer.
Por você,
Todos os dias,
Meu filho,
Minha escolha é viver.
Por você!
MarU
#Desafio 97
*Sentimento ruim*
Tem dias que dói a alma.
Um nó insiste
Em fechar a garganta.
O peito parece querer
Expulsar o coração de dentro.
Esmoreço.
Me sinto à beira do precipício.
Olho para baixo,
Com o ímpeto de saltar…
Fugir…
Me esqueço do meu valor,
Sou apenas dor.
E, assim,
Tento lutar
Contra este sentimento.
Resisto…
Permaneço…
Tento esquecer,
Mas não esqueço
Este sentimento ruim.
MarU
*Sentimento ruim*
Tem dias que dói a alma.
Um nó insiste
Em fechar a garganta.
O peito parece querer
Expulsar o coração de dentro.
Esmoreço.
Me sinto à beira do precipício.
Olho para baixo,
Com o ímpeto de saltar…
Fugir…
Me esqueço do meu valor,
Sou apenas dor.
E, assim,
Tento lutar
Contra este sentimento.
Resisto…
Permaneço…
Tento esquecer,
Mas não esqueço
Este sentimento ruim.
MarU
#Desafio 96
*Cortaria minhas asas*
Fecha-me a porta
Abre a janela,
Assobia…
Como pássaro,
Convidando-me
Para entrar.
Fecha-me a porta
Abre a janela,
De onde sequer saberia
Dizer onde me encontrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Pequena,
Comparada à extensão
Das minhas asas,
Onde, mesmo escancarada,
Eu jamais caberia
Para passar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Assobia, assobia…
Seu canto
Me instiga,
Me provoca…
Assobiando
Me convida
A entrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Onde te ouço, encolhida,
Pensando numa forma
Bem cabida de me encaixar.
Quem sabe,
Pena por pena,
Das asas arrancadas?
Quem sabe,
De asas quebradas?
Ou apenas,
Cortando completamente
Minhas asas?
Eu caberia?
Ainda me acharia bonita,
Sem voo, nem pouso,
Em dor e sangue,
Lavada… Ferida?
… Eu caberia,
Finalmente,
Na sua entrada.
Mas…
Não!
Não adiantaria.
Sem asas,
Não alcançaria
A janela.
E a porta fechada,
Você teria de abrir,
Para me deixar passar.
Se eu sobreviver,
Irei te encontrar.
MarU
*Cortaria minhas asas*
Fecha-me a porta
Abre a janela,
Assobia…
Como pássaro,
Convidando-me
Para entrar.
Fecha-me a porta
Abre a janela,
De onde sequer saberia
Dizer onde me encontrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Pequena,
Comparada à extensão
Das minhas asas,
Onde, mesmo escancarada,
Eu jamais caberia
Para passar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Assobia, assobia…
Seu canto
Me instiga,
Me provoca…
Assobiando
Me convida
A entrar.
Fecha-me a porta,
Abre a janela,
Onde te ouço, encolhida,
Pensando numa forma
Bem cabida de me encaixar.
Quem sabe,
Pena por pena,
Das asas arrancadas?
Quem sabe,
De asas quebradas?
Ou apenas,
Cortando completamente
Minhas asas?
Eu caberia?
Ainda me acharia bonita,
Sem voo, nem pouso,
Em dor e sangue,
Lavada… Ferida?
… Eu caberia,
Finalmente,
Na sua entrada.
Mas…
Não!
Não adiantaria.
Sem asas,
Não alcançaria
A janela.
E a porta fechada,
Você teria de abrir,
Para me deixar passar.
Se eu sobreviver,
Irei te encontrar.
MarU