#Desafio 95
*Tempo de chuva*
Quando a chuva cai
Ouço a gota que pinga,
Sinto o tempo esfriando
Na pele que arrepia.
Quando a chuva cai
Pego de café, uma xícara,
Aqueço com ela as mãos
E meu coração, com poesia.
Quando a chuva cai
Reflito na canção da vida,
Ouço no vento e no trovão,
A voz da perfeição divina.
Quando a chuva cai
Sinto, na mente onde
As ideias que ferviam,
A água também a me refrigerar.
Hoje,
Com a chuva ainda caindo,
Apenas paro para pensar, reflito
E aproveito para descansar.
Eu preciso!
MarU
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#Desafio 94
*Meu algoz, minha paixão*
Ele detém meu fogo…
Desejo ardente que absorvo.
Degusto, fremente, seu jogo bobo…
Envolvente, sabe que sorvo.
Ele é meu confidente…
Sidera presente em minha mente.
Confiante e imponente, me pressente…
Mesmo quando me escondo.
Ele é meu algoz…
Pune meu amor com sua presença atroz.
Sentencia-me a uma vida de tédio,
Esperando você… me dar algum crédito.
Ele é minha paixão…
Desejo ardente em corpos, combustão.
Ânsia vertente, da mente ao ventre…
Nas veias, incêndio bravo…
Orgasmo…
Tesão!
MarU
*Meu algoz, minha paixão*
Ele detém meu fogo…
Desejo ardente que absorvo.
Degusto, fremente, seu jogo bobo…
Envolvente, sabe que sorvo.
Ele é meu confidente…
Sidera presente em minha mente.
Confiante e imponente, me pressente…
Mesmo quando me escondo.
Ele é meu algoz…
Pune meu amor com sua presença atroz.
Sentencia-me a uma vida de tédio,
Esperando você… me dar algum crédito.
Ele é minha paixão…
Desejo ardente em corpos, combustão.
Ânsia vertente, da mente ao ventre…
Nas veias, incêndio bravo…
Orgasmo…
Tesão!
MarU
*Ligação*
Acorda meus instintos.
Desperta minha libido.
Conexão,
Em nossa digital.
Voz de desejo,
Além do fio,
Ligação que pulsa:
Querer.
Sua voz,
Tão intensa…
Me marca
Com sua presença.
Sinto um calafrio
Que começa na garganta
Desce para as ancas
E acaba
Me deixando no cio.
Te ouvindo guiar meus sentidos,
Te sigo como aluna,
Afinco.
Narrando o que devo fazer comigo,
Através desta voz safada,
Se divertindo
A cada gemido.
Ligada…
Conectada…
Guiada…
Te sigo…
Dedilhando a emoção
Através dos meus sentidos.
Meu toque,
Minha mão…
Seu toque,
Sensação.
Não seguro a emoção,
Perco os sentidos.
Me contorço,
Arquejo,
Giro…
Pulso gostoso,
E derramo meu gozo.
Sinto seu toque
Através das minhas mãos…
Te sinto!
MarU
#
Acorda meus instintos.
Desperta minha libido.
Conexão,
Em nossa digital.
Voz de desejo,
Além do fio,
Ligação que pulsa:
Querer.
Sua voz,
Tão intensa…
Me marca
Com sua presença.
Sinto um calafrio
Que começa na garganta
Desce para as ancas
E acaba
Me deixando no cio.
Te ouvindo guiar meus sentidos,
Te sigo como aluna,
Afinco.
Narrando o que devo fazer comigo,
Através desta voz safada,
Se divertindo
A cada gemido.
Ligada…
Conectada…
Guiada…
Te sigo…
Dedilhando a emoção
Através dos meus sentidos.
Meu toque,
Minha mão…
Seu toque,
Sensação.
Não seguro a emoção,
Perco os sentidos.
Me contorço,
Arquejo,
Giro…
Pulso gostoso,
E derramo meu gozo.
Sinto seu toque
Através das minhas mãos…
Te sinto!
MarU
#
#Desafio 93
*Sopro do coração*
Soprei ao vento saudades.
Vaguei, buscando-te à tarde.
Escrevi, com cuidado, o texto,
Declarando ao vento o sentimento
Que guardei dentro, a sete chaves.
Soprei ao vento que te amo,
E ele respondeu, em sopro insano,
Que, pra mim, tem outros planos.
Chorei de dor, amargamente,
Chamando o vento de insolente.
Soprei ao vento, novamente,
Mas o vento parou de repente.
E, no vazio do tempo silente,
Concluí te amar rebeldemente, pois
Não mando no que meu coração sente.
Soprei ao vento por engano.
Queria dizer logo que te amo.
Acabei soprando errado,
Meu recado saiu sussurrado,
E meu amor continuou trancado,
Graças ao vento enrolado,
Que pegou o meu recado.
Espero, com o peito emaranhado
Nesse sentimento complicado,
Que o amor convença o vento
A te entregar o meu recado.
— Te amo!
MarU
*Sopro do coração*
Soprei ao vento saudades.
Vaguei, buscando-te à tarde.
Escrevi, com cuidado, o texto,
Declarando ao vento o sentimento
Que guardei dentro, a sete chaves.
Soprei ao vento que te amo,
E ele respondeu, em sopro insano,
Que, pra mim, tem outros planos.
Chorei de dor, amargamente,
Chamando o vento de insolente.
Soprei ao vento, novamente,
Mas o vento parou de repente.
E, no vazio do tempo silente,
Concluí te amar rebeldemente, pois
Não mando no que meu coração sente.
Soprei ao vento por engano.
Queria dizer logo que te amo.
Acabei soprando errado,
Meu recado saiu sussurrado,
E meu amor continuou trancado,
Graças ao vento enrolado,
Que pegou o meu recado.
Espero, com o peito emaranhado
Nesse sentimento complicado,
Que o amor convença o vento
A te entregar o meu recado.
— Te amo!
MarU
#Desafio 92
*Sol encoberto*
Se apagar meu sorriso
E a cara fechar,
Serei capaz de transparecer
Doçura através do olhar?
Por detrás da carranca de frieza,
Através dos olhos,
Vermelhos de tristeza,
Ainda verão em mim beleza?
Verão os resquícios
Do meu sol adormecido,
Onde o tempo repousa,
Deprimido, contido em mim?
Tocarei, através das sombras,
A luz no horizonte das almas.
Entre nuvens escuras,
De céu encoberto, serei luz?
Não é tempo perdido,
É pausa para o sentimento,
Doer dolorido até exaurir-se,
Onde o silêncio me refaz.
E, da tempestade que hoje vivo,
Depois de chover tudo que sinto,
De corpo e alma lavadas, renovada,
Verei o sol resplandecer manumisso?
E, da minha carranca,
Verão nascer um sorriso?
Singela e verdadeira beleza,
Que vem de dentro da alma curada,
Reflexo do que sinto.
Sentirei, depois da enxurrada,
De lágrimas enxugadas,
Um arco-íris na alma, regenerada,
E então, meu sol fará o verão.
Verão!
MarU
*Sol encoberto*
Se apagar meu sorriso
E a cara fechar,
Serei capaz de transparecer
Doçura através do olhar?
Por detrás da carranca de frieza,
Através dos olhos,
Vermelhos de tristeza,
Ainda verão em mim beleza?
Verão os resquícios
Do meu sol adormecido,
Onde o tempo repousa,
Deprimido, contido em mim?
Tocarei, através das sombras,
A luz no horizonte das almas.
Entre nuvens escuras,
De céu encoberto, serei luz?
Não é tempo perdido,
É pausa para o sentimento,
Doer dolorido até exaurir-se,
Onde o silêncio me refaz.
E, da tempestade que hoje vivo,
Depois de chover tudo que sinto,
De corpo e alma lavadas, renovada,
Verei o sol resplandecer manumisso?
E, da minha carranca,
Verão nascer um sorriso?
Singela e verdadeira beleza,
Que vem de dentro da alma curada,
Reflexo do que sinto.
Sentirei, depois da enxurrada,
De lágrimas enxugadas,
Um arco-íris na alma, regenerada,
E então, meu sol fará o verão.
Verão!
MarU
#Desafio 91
*A mentira que amei*
Eu vi a luz dos seus olhos
E enxerguei sua alma.
Identifiquei sua essência,
Me vi em cada sua palavra.
Ao som de liras e flautas,
Dancei o epitalâmico cântico.
Em nuvens, na noite estrelada,
Me entreguei a você, sonhando.
Acreditei amar um amor etéreo,
Alimentei, sem perceber, seu ego.
Me vi, aos poucos, definhando,
Pois fui a única que estava amando.
Acordei para a vida, ainda em tempo.
Tentei esquecer o cruel sentimento,
Fracassei terrivelmente e, remoendo,
Aceitei: Amor se ama até não querendo.
Sentimento também tem orgulho ferido,
Dói a dor do amor não correspondido.
Mas prefiro ter sentido tudo isso
Do que não poder mais sentir nada.
Escolhi acolher no amor sua doce falácia
Em meu coração iludido,
Do que aceitar a verdade escancarada,
Pois só em meus sonhos faria sentido.
MarU
*A mentira que amei*
Eu vi a luz dos seus olhos
E enxerguei sua alma.
Identifiquei sua essência,
Me vi em cada sua palavra.
Ao som de liras e flautas,
Dancei o epitalâmico cântico.
Em nuvens, na noite estrelada,
Me entreguei a você, sonhando.
Acreditei amar um amor etéreo,
Alimentei, sem perceber, seu ego.
Me vi, aos poucos, definhando,
Pois fui a única que estava amando.
Acordei para a vida, ainda em tempo.
Tentei esquecer o cruel sentimento,
Fracassei terrivelmente e, remoendo,
Aceitei: Amor se ama até não querendo.
Sentimento também tem orgulho ferido,
Dói a dor do amor não correspondido.
Mas prefiro ter sentido tudo isso
Do que não poder mais sentir nada.
Escolhi acolher no amor sua doce falácia
Em meu coração iludido,
Do que aceitar a verdade escancarada,
Pois só em meus sonhos faria sentido.
MarU
#Desafio 90
*Estrelas tardias*
Não é lógico
Sentir tanto
A sua falta.
Mas sinto!
Não esperava
O coração,
Desta forma,
Tão apertado.
Mas está!
Sei que tenho
Ao meu alcance,
Tão acessível,
Você disponível.
Mas não quero!
Não tenho o direito
De te atrapalhar.
Então,
Sinto no peito
A sua ausência.
Saudade necessária,
Na falta
Da tua presença.
Sofro calada.
Em silêncio, absorvo
Qualquer vestígio
Da tua passada.
Mas engulo a frio
E me contento
Com isso!
Não importa
O que passou.
Só importa
O que será!
Inda que
Desarraigue-se
Nosso tempo,
Na urbe mônada
Deste sentimento,
Ao fim do dia,
Nos ecos da penumbra.
Como estrelas tardias,
Nos juntaremos
No firmamento,
Quando o sol
Não mais brilhar!
MarU
*Estrelas tardias*
Não é lógico
Sentir tanto
A sua falta.
Mas sinto!
Não esperava
O coração,
Desta forma,
Tão apertado.
Mas está!
Sei que tenho
Ao meu alcance,
Tão acessível,
Você disponível.
Mas não quero!
Não tenho o direito
De te atrapalhar.
Então,
Sinto no peito
A sua ausência.
Saudade necessária,
Na falta
Da tua presença.
Sofro calada.
Em silêncio, absorvo
Qualquer vestígio
Da tua passada.
Mas engulo a frio
E me contento
Com isso!
Não importa
O que passou.
Só importa
O que será!
Inda que
Desarraigue-se
Nosso tempo,
Na urbe mônada
Deste sentimento,
Ao fim do dia,
Nos ecos da penumbra.
Como estrelas tardias,
Nos juntaremos
No firmamento,
Quando o sol
Não mais brilhar!
MarU
#Desafio 89
*Trinta e oito anos do meu silêncio*
Silêncio,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio!
O tempo passou,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio…
Em silêncio,
Estou refletindo.
Em silêncio,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio!
Em silêncio,
O tempo passou,
E dentro de mim,
Em silêncio,
Estou refletindo “o silêncio”,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio…
Sem silêncio,
Os anos passaram,
Mais de três décadas
E menos do que quatro.
Hoje, estou em silêncio…
E sem silêncio, os anos passaram.
O silêncio encontraram tarde,
Silêncio nem sempre calado.
Silêncio tão turbulento
Quanto um mar agitado.
Silêncio almejado,
Nem sempre alcançado.
Silêncio bradado
Nos ecos dos quatro ventos,
Silêncio vazado de dentro
Nos olhos molhados.
Hoje, estou em silêncio,
Nesta única vida.
Em silêncio…
Mas dentro deste silêncio,
Já vivi tantas outras!
Já fui várias versões
Da mesma pessoa.
Muda… No meu silêncio,
O silêncio muda a pessoa!
E o silêncio?
O silêncio…
Hoje, estou em silêncio.
Dentro de mim,
O tempo passou.
Estou refletindo,
Conversando comigo…
Os anos passaram!
Hoje, estou em silêncio.
Mas já foram turbulentos.
Hoje, estão em silêncio,
Nesta única vida.
Mas já vivi outras,
Versões da mesma pessoa.
E o silêncio?
Ah, o silêncio…
Ecoa, ardendo, revivendo
Cada fagulha de mim.
Gritando, reacendendo
Minha essência
No que ficou abafado,
Afogado por cada “silêncio”
Que guardei ao longo dos anos.
“Trinta e oito anos de silêncios.”
Hoje, tenho muito a refletir.
MarU
*Trinta e oito anos do meu silêncio*
Silêncio,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio!
O tempo passou,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio…
Em silêncio,
Estou refletindo.
Em silêncio,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio!
Em silêncio,
O tempo passou,
E dentro de mim,
Em silêncio,
Estou refletindo “o silêncio”,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio…
Sem silêncio,
Os anos passaram,
Mais de três décadas
E menos do que quatro.
Hoje, estou em silêncio…
E sem silêncio, os anos passaram.
O silêncio encontraram tarde,
Silêncio nem sempre calado.
Silêncio tão turbulento
Quanto um mar agitado.
Silêncio almejado,
Nem sempre alcançado.
Silêncio bradado
Nos ecos dos quatro ventos,
Silêncio vazado de dentro
Nos olhos molhados.
Hoje, estou em silêncio,
Nesta única vida.
Em silêncio…
Mas dentro deste silêncio,
Já vivi tantas outras!
Já fui várias versões
Da mesma pessoa.
Muda… No meu silêncio,
O silêncio muda a pessoa!
E o silêncio?
O silêncio…
Hoje, estou em silêncio.
Dentro de mim,
O tempo passou.
Estou refletindo,
Conversando comigo…
Os anos passaram!
Hoje, estou em silêncio.
Mas já foram turbulentos.
Hoje, estão em silêncio,
Nesta única vida.
Mas já vivi outras,
Versões da mesma pessoa.
E o silêncio?
Ah, o silêncio…
Ecoa, ardendo, revivendo
Cada fagulha de mim.
Gritando, reacendendo
Minha essência
No que ficou abafado,
Afogado por cada “silêncio”
Que guardei ao longo dos anos.
“Trinta e oito anos de silêncios.”
Hoje, tenho muito a refletir.
MarU
#Desafio 88
*Meus escombros*
Perdi o palato,
A fragrância não me incita.
Olho a vida em preto e branco,
E o trajeto: uma reta sem saídas.
Meu fogo se tornou brando,
Meu ardor se amornou.
A luz que me mantinha acesa
Era reflexo, e não mais me encontrou.
Me perdi aqui dentro, em pensamentos,
Vagando num castelo que construí.
Castelo que hoje é vazio e em ruínas,
Mas que, ainda, não desmoronou.
Assim como eu, continua em pé…
Até nos tornarmos escombros,
Lembranças do que um dia fomos.
Somos sombras, seremos assombros!
Apagados com o tempo,
Não permaneceremos nem memórias,
Até não sermos mais nada,
Perdidos no tempo e na história.
MarU
*Meus escombros*
Perdi o palato,
A fragrância não me incita.
Olho a vida em preto e branco,
E o trajeto: uma reta sem saídas.
Meu fogo se tornou brando,
Meu ardor se amornou.
A luz que me mantinha acesa
Era reflexo, e não mais me encontrou.
Me perdi aqui dentro, em pensamentos,
Vagando num castelo que construí.
Castelo que hoje é vazio e em ruínas,
Mas que, ainda, não desmoronou.
Assim como eu, continua em pé…
Até nos tornarmos escombros,
Lembranças do que um dia fomos.
Somos sombras, seremos assombros!
Apagados com o tempo,
Não permaneceremos nem memórias,
Até não sermos mais nada,
Perdidos no tempo e na história.
MarU
#Desafio 87
*Molhada*
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Tirei os sapatos e corri descalço.
Sequei ao vento, meu corpo molhado.
Minha pele, alegre, recebe o agrado,
Natureza rupestre, de alegria o arado.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Deitei na grama e dormi no orvalho.
Acordei sentindo que estive ao seu lado.
Sonhei manhã de amantes apaixonados.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Entreguei-me ao desejo tão sonhado,
Provei dos beijos, dormi em seus braços.
Senti na pele, no corpo suado… Acordei,
Com meus cabelos cacheados,
Molhados do meu suor.
MarU
*Molhada*
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Tirei os sapatos e corri descalço.
Sequei ao vento, meu corpo molhado.
Minha pele, alegre, recebe o agrado,
Natureza rupestre, de alegria o arado.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Deitei na grama e dormi no orvalho.
Acordei sentindo que estive ao seu lado.
Sonhei manhã de amantes apaixonados.
Molhei de chuva
Meus cabelos cacheados!
Entreguei-me ao desejo tão sonhado,
Provei dos beijos, dormi em seus braços.
Senti na pele, no corpo suado… Acordei,
Com meus cabelos cacheados,
Molhados do meu suor.
MarU