#desafio - 29
Como serpente
Suas mãos percorrem o
Meu corpo quente.
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#Bom dia!
Palavra do dia:
#ℝ피핊ℙ핆ℕ핊픸픹핀핃핀픻픸픻피
Frase do dia:
"Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos e sem responsabilidade talvez não mereçamos existir."
— José Saramago
Datas comemorativas de hoje, 28 de janeiro de 2025:
Dia Internacional da Proteção de Dados — Criado para conscientizar sobre a privacidade e a segurança das informações digitais.
Dia Nacional do Comércio Exterior — Celebrando a importância do comércio internacional para o desenvolvimento econômico.
Aniversariantes:
José Saramago (1922) — Escritor português, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, autor de obras como Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo.
Arthur Rubinstein (1887) — Pianista polonês, considerado um dos maiores intérpretes de Chopin.
Jackson Pollock (1912) — Pintor norte-americano, referência no movimento do expressionismo abstrato.
Palavra do dia:
#ℝ피핊ℙ핆ℕ핊픸픹핀핃핀픻픸픻피
Frase do dia:
"Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos e sem responsabilidade talvez não mereçamos existir."
— José Saramago
Datas comemorativas de hoje, 28 de janeiro de 2025:
Dia Internacional da Proteção de Dados — Criado para conscientizar sobre a privacidade e a segurança das informações digitais.
Dia Nacional do Comércio Exterior — Celebrando a importância do comércio internacional para o desenvolvimento econômico.
Aniversariantes:
José Saramago (1922) — Escritor português, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, autor de obras como Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo.
Arthur Rubinstein (1887) — Pianista polonês, considerado um dos maiores intérpretes de Chopin.
Jackson Pollock (1912) — Pintor norte-americano, referência no movimento do expressionismo abstrato.
O que você
vê em mim?
Será que vê
além das linhas?
Será que vê
todo o vazio
entre as palavras?
Será que é
o mesmo que
eu vejo?
Na poesia,
enxergo com
a ponta dos dedos,
a ponta da língua,
a conta dos dias.
Os olhos são
para se sentir;
minha visão
é revoada
de rimas,
ou mergulho
do vento.
Não me veja
só com a vista:
Leia para dentro.
Alberto Busquets.
#Desafio 028
vê em mim?
Será que vê
além das linhas?
Será que vê
todo o vazio
entre as palavras?
Será que é
o mesmo que
eu vejo?
Na poesia,
enxergo com
a ponta dos dedos,
a ponta da língua,
a conta dos dias.
Os olhos são
para se sentir;
minha visão
é revoada
de rimas,
ou mergulho
do vento.
Não me veja
só com a vista:
Leia para dentro.
Alberto Busquets.
#Desafio 028
#Desafio 028
Se julgava perfeita.
Pior. Fazia da falha alheia
sua missa de domingo.
Duzentos gramas a mais
e seu olhar já fuzilava:
“Engordou, hein?”
Ela? Um clichê de vitrine.
Loira, bunda empinada,
gordura? Nenhuma.
Noção? Menos ainda:
“Viu como está desleixada?
Começaram a namorar
e parou de se cuidar.
Logo leva um pé…”
Rainha das quadras,
musa da academia,
com sua corte fiel:
amigas plastificadas,
série limitada, anos 80.
Não tão raras.
Todas malhadas.
Todas bronzeadas.
Todas traídas.
Porque o que ninguém diz
(mas todo mundo sabe)
é que o corpo nunca basta.
Parece suficiente…
até o dia em que não é.
Mas como é doce esfaquear
o que falta no outro.
Difícil mesmo é encarar
o espelho da alma:
onde o vazio não pesa,
mas dói.
Afinal, essência não se esculpe.
Não há Pilates para a alma.
E isso, espelho algum
consegue perdoar.
Crs Ribeiro
Se julgava perfeita.
Pior. Fazia da falha alheia
sua missa de domingo.
Duzentos gramas a mais
e seu olhar já fuzilava:
“Engordou, hein?”
Ela? Um clichê de vitrine.
Loira, bunda empinada,
gordura? Nenhuma.
Noção? Menos ainda:
“Viu como está desleixada?
Começaram a namorar
e parou de se cuidar.
Logo leva um pé…”
Rainha das quadras,
musa da academia,
com sua corte fiel:
amigas plastificadas,
série limitada, anos 80.
Não tão raras.
Todas malhadas.
Todas bronzeadas.
Todas traídas.
Porque o que ninguém diz
(mas todo mundo sabe)
é que o corpo nunca basta.
Parece suficiente…
até o dia em que não é.
Mas como é doce esfaquear
o que falta no outro.
Difícil mesmo é encarar
o espelho da alma:
onde o vazio não pesa,
mas dói.
Afinal, essência não se esculpe.
Não há Pilates para a alma.
E isso, espelho algum
consegue perdoar.
Crs Ribeiro
Ao Luar
#Desafio 365 Dias (028 de 365)
O poema de hoje é dedicado à @MarU - e foi baseado na sua genialidade de criar um verso super ritmado, que me deu inspiração para montar esse poema. Espero que ela goste (e que você, que me lê, goste também )
Ao Luar
À noite, a lua brilha,
Enchendo de luz o firmamento.
Eu vejo a maravilha, e sinto o vento.
Na alma, a luz se espelha
Nas sombras do pensamento;
A alma é uma centelha em movimento.
Quisera ter, um dia,
a brisa do amor! - mas, não;
Sou filho da agonia e solidão!...
Me sinto qual uma ilha
num mar de sonho e tormento;
A minha alma é filha d'um lamento.
Na onda, o barco dança
nos indo-e-vindos do mar.
A noite é uma criança, a brincar...
Nos ventos fundos d'alma,
No fundo do oceano da solidão,
Sinto a paz que acalma o coração.
E, então, como magia,
encontro a luz do amor, enfim,
E sinto o nascer do dia, dentro, em mim.
#Desafio 365 Dias (028 de 365)
O poema de hoje é dedicado à @MarU - e foi baseado na sua genialidade de criar um verso super ritmado, que me deu inspiração para montar esse poema. Espero que ela goste (e que você, que me lê, goste também )
Ao Luar
À noite, a lua brilha,
Enchendo de luz o firmamento.
Eu vejo a maravilha, e sinto o vento.
Na alma, a luz se espelha
Nas sombras do pensamento;
A alma é uma centelha em movimento.
Quisera ter, um dia,
a brisa do amor! - mas, não;
Sou filho da agonia e solidão!...
Me sinto qual uma ilha
num mar de sonho e tormento;
A minha alma é filha d'um lamento.
Na onda, o barco dança
nos indo-e-vindos do mar.
A noite é uma criança, a brincar...
Nos ventos fundos d'alma,
No fundo do oceano da solidão,
Sinto a paz que acalma o coração.
E, então, como magia,
encontro a luz do amor, enfim,
E sinto o nascer do dia, dentro, em mim.
#desafio - 28
Nem só de alegria
Vive o poeta.
Mas ele sabe,
A Poesia salva
E a palavra
Liberta.
Jusley Naiane
Bom dia!
Nem só de alegria
Vive o poeta.
Mas ele sabe,
A Poesia salva
E a palavra
Liberta.
Jusley Naiane
Bom dia!
Lhe envolvo
com todas as coisas desconhecidas
que não são
e por não serem
mal não fazem
aproveite esse mistério
olhe meu olho sério
e o outro sorrindo
pra ti meu remédio
Edu Liguori
com todas as coisas desconhecidas
que não são
e por não serem
mal não fazem
aproveite esse mistério
olhe meu olho sério
e o outro sorrindo
pra ti meu remédio
Edu Liguori
푷풐풆풎풊풏풉풂
#Desafio 365 dias (027 de 365)
Tenho lido por aqui tantos poemas leves, com palavras doces e gostosas de ler... E às vezes acho os meus poemas um tanto sisudos, prepotentes, cheios de "técnicas" e estruturas acadêmicas...
Ô, Tiago, custa fazer um poema bonitinho, engraçadinho?
Bem, custa... Mas às vezes eu consigo. Então, hoje, vou postar um que sempre achei gostoso e fácil de ler, e que inclusive virou música (se eu conseguir, posto aqui também).
푷풐풆풎풊풏풉풂
Se eu fosse um anjo, eu te guiaria
Por uma estrada, que teria fim
Num belo destino, que nos uniria;
Se eu fosse um anjo, te trazia pra mim.
Se fosse uma rosa, Meu Deus, eu iria
Enfeitar seu lar, graciosa, assim;
E quando me olhasse, então pediria
Para que você olhasse mais pra mim.
E se fosse o Sol, por ti, entraria
No seu quarto escuro, como um Querubim,
Pra ninar seu sono, rumo a um novo dia,
E te dizer, em sonho, pra gostar de mim.
Mas nada sou eu, além de uma fria
Lembrança de amor, saudade ruim,
Que espera o momento em que, por magia,
Você se apaixone, de uma vez, por mim.
#Desafio 365 dias (027 de 365)
Tenho lido por aqui tantos poemas leves, com palavras doces e gostosas de ler... E às vezes acho os meus poemas um tanto sisudos, prepotentes, cheios de "técnicas" e estruturas acadêmicas...
Ô, Tiago, custa fazer um poema bonitinho, engraçadinho?
Bem, custa... Mas às vezes eu consigo. Então, hoje, vou postar um que sempre achei gostoso e fácil de ler, e que inclusive virou música (se eu conseguir, posto aqui também).
푷풐풆풎풊풏풉풂
Se eu fosse um anjo, eu te guiaria
Por uma estrada, que teria fim
Num belo destino, que nos uniria;
Se eu fosse um anjo, te trazia pra mim.
Se fosse uma rosa, Meu Deus, eu iria
Enfeitar seu lar, graciosa, assim;
E quando me olhasse, então pediria
Para que você olhasse mais pra mim.
E se fosse o Sol, por ti, entraria
No seu quarto escuro, como um Querubim,
Pra ninar seu sono, rumo a um novo dia,
E te dizer, em sonho, pra gostar de mim.
Mas nada sou eu, além de uma fria
Lembrança de amor, saudade ruim,
Que espera o momento em que, por magia,
Você se apaixone, de uma vez, por mim.
#desafio 365 dias
dia 26 - Poética da Existência
Foi por um segundo que existiu. Num tom ainda lívido, não de medo, mas de inexperiência, maravilhada. E existiu, assim, inexata, entre lençóis e pensamentos, e habitava a palavra. Nada ainda havia eclodido; nada ainda havia de suspeito. Era toda em forma de som, os quais eu me repetia até adormecer, sozinha.
Foi só por um segundo, mas eu a tive, corporificada. Estava um tanto fria, um tanto doce e molhada, porque era uma manhã aquosa e os tons cinza de agosto se dissolviam na chuva. Um segundo meu de inércia, não por espanto, mas por zelo. Era toda de poesia feita e a mim eu a recitava até me desfazer em lama.
A existência do segundo demorado, em que ela, paixão sensata, sabia-se viva e, então, à mercê da morte. Foi no fim desse instante que ela se pôs de ponta de pés à beirada da cama, e eu tinha olhos de paralisia, não por covardia, mas por destino. Ela era toda suicídio e já se vestia de mortalhas quando, finalmente, o segundo passou.
dia 26 - Poética da Existência
Foi por um segundo que existiu. Num tom ainda lívido, não de medo, mas de inexperiência, maravilhada. E existiu, assim, inexata, entre lençóis e pensamentos, e habitava a palavra. Nada ainda havia eclodido; nada ainda havia de suspeito. Era toda em forma de som, os quais eu me repetia até adormecer, sozinha.
Foi só por um segundo, mas eu a tive, corporificada. Estava um tanto fria, um tanto doce e molhada, porque era uma manhã aquosa e os tons cinza de agosto se dissolviam na chuva. Um segundo meu de inércia, não por espanto, mas por zelo. Era toda de poesia feita e a mim eu a recitava até me desfazer em lama.
A existência do segundo demorado, em que ela, paixão sensata, sabia-se viva e, então, à mercê da morte. Foi no fim desse instante que ela se pôs de ponta de pés à beirada da cama, e eu tinha olhos de paralisia, não por covardia, mas por destino. Ela era toda suicídio e já se vestia de mortalhas quando, finalmente, o segundo passou.
#desafio 365 dias
Dia 27 - Poesia
E há poesia quando te perco
e tenho saudades.
Porque nem tudo é sempre,
e nem sempre preenchido,
do Lótus cai uma luz púrpura
e tudo vira vazio.
E porque me despetalei
e sequer percebeste
outra pele nasceu.
Fresca, de sabor róseo,
um luar tangível:
substantivo concreto.
E de tuas mãos correram ventos
que me assanharam o cabelo
e a poeira de lágrimas há tanto caídas
verteu-se em água novamente:
um fluxo da morte à vida
como as águas deste rio.
Dia 27 - Poesia
E há poesia quando te perco
e tenho saudades.
Porque nem tudo é sempre,
e nem sempre preenchido,
do Lótus cai uma luz púrpura
e tudo vira vazio.
E porque me despetalei
e sequer percebeste
outra pele nasceu.
Fresca, de sabor róseo,
um luar tangível:
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E de tuas mãos correram ventos
que me assanharam o cabelo
e a poeira de lágrimas há tanto caídas
verteu-se em água novamente:
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