#Desafio 009
Brinco de amarelinha,
olhando o céu:
pedra vai,
pé vem.
O chão dança
sob meus pés.
O jogo é simples, dizem:
errar, cair,
levantar, seguir;
fingir que não doeu.
De perna bamba,
já sou rainha
(você sabe,
é a causa, a razão).
Quem insiste
pula mais alto;
quem desiste
nem percebe
que o paraíso mora
no próximo salto.
Se a pedra cair fora,
não me aborreço.
Refaço a linha,
rabisco o chão
e desenho de novo
o mundo que me cabe.
E te puxo pra mim.
Não tem fuga,
não tem chão.
A alegria,
essa danada,
só vem
se me der sua mão.
Mas cuidado!
Ela vai com o vento,
vira espuma,
sabão em banho apressado.
No fim,
te ganho.
Volto pro bis:
sou campeã!
Até o próximo tropeço…
Que será, quem sabe,
um poema pra pular.
Crs Carneiro
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#desafio - 4
Reflexo
Ao olhar para o espelho refleti,
Se ainda era eu
Quem estava ali.
Me olho e não me reconheço,
Eu sou essa pessoa que vejo?
Um amontoado de cansaço,
Decepções e anseios.
Eu sou isso que vejo?
Eu vejo o que você vê?
Quem é você?
Eu sou o que quero ser,
Sou o que você quer ser.
Você me vê?
Jusley Naiane
Reflexo
Ao olhar para o espelho refleti,
Se ainda era eu
Quem estava ali.
Me olho e não me reconheço,
Eu sou essa pessoa que vejo?
Um amontoado de cansaço,
Decepções e anseios.
Eu sou isso que vejo?
Eu vejo o que você vê?
Quem é você?
Eu sou o que quero ser,
Sou o que você quer ser.
Você me vê?
Jusley Naiane
#Desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
Sem Nome
(010 de 365)
Coube aos meus lábios dizer-te, um dia,
Com rachos n’alma, a palavra vil:
“Adeus”; coube a mim a despedida fria
Na fria palavra, no olhar frio...
Estou bem, contudo; e melhor seria
Se, na nossa história, houvesse um vazio
Ao invés da dor e da agonia
Maior e mais forte que já alguém sentiu.
É assim a vida: uma breve poesia
É assim a vida, afinal: dores mil
Que invadem o peito, e à boca guia
A palavra – “Adeus!” – de quem jamais partiu:
Faz-se como um mar, de água bravia,
Que jamais recusa a candura d’um rio.
(010 de 365)
Coube aos meus lábios dizer-te, um dia,
Com rachos n’alma, a palavra vil:
“Adeus”; coube a mim a despedida fria
Na fria palavra, no olhar frio...
Estou bem, contudo; e melhor seria
Se, na nossa história, houvesse um vazio
Ao invés da dor e da agonia
Maior e mais forte que já alguém sentiu.
É assim a vida: uma breve poesia
É assim a vida, afinal: dores mil
Que invadem o peito, e à boca guia
A palavra – “Adeus!” – de quem jamais partiu:
Faz-se como um mar, de água bravia,
Que jamais recusa a candura d’um rio.
Eu deixarei que cresça em mim,
A necessidade de amar
Uma única pessoa.
Deixarei que seja, meu destino,
O desejo de me ver,
Na luz do seu olhar,
Enquanto tua voz, canta,
Em todo canto do meu ser.
Eu deixarei os teus sorrisos,
Me alagarem como mar bravio,
Enquanto leio a gargalhada
Que saiu de ti, e me completa a vida.
Eu deixarei que saia de mim,
Todo aquele calor,
Que vai acompanhado do meu toque
Sereno, que vaga pela tua pele,
Tão linda, tão tua, tão desejo meu.
Eu deixarei tua cabeça pousar,
No regaço dos meus abraços,
No compasso, das batidas do meu coração,
E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Eliz Leão
A necessidade de amar
Uma única pessoa.
Deixarei que seja, meu destino,
O desejo de me ver,
Na luz do seu olhar,
Enquanto tua voz, canta,
Em todo canto do meu ser.
Eu deixarei os teus sorrisos,
Me alagarem como mar bravio,
Enquanto leio a gargalhada
Que saiu de ti, e me completa a vida.
Eu deixarei que saia de mim,
Todo aquele calor,
Que vai acompanhado do meu toque
Sereno, que vaga pela tua pele,
Tão linda, tão tua, tão desejo meu.
Eu deixarei tua cabeça pousar,
No regaço dos meus abraços,
No compasso, das batidas do meu coração,
E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Eliz Leão
Olhamos o mar
ele reflete
o que não dizemos
Teu olhar
tão perto
desarma o tempo
Teu abraço
Tão terno
Me enche de acolhimento
E eu
na calma das ondas
me perco completamente em você
Amigos, amantes
cúmplices do instante
Nós dois.
殺
ele reflete
o que não dizemos
Teu olhar
tão perto
desarma o tempo
Teu abraço
Tão terno
Me enche de acolhimento
E eu
na calma das ondas
me perco completamente em você
Amigos, amantes
cúmplices do instante
Nós dois.
殺
Será que…
Se gritarmos para o mundo a nossa dor, ela diminui?
Será que…
Se chorarmos até não restarem lágrimas, a ansiedade acaba?
Será que…
Se sumirmos, mesmo que por um breve momento, entenderão nosso valor?
Será que…
Se deixarmos de ser úteis, aí sim nos abandonarão?
Será que…
Se nos calarmos diante do caos, ele nos engole ou nos esquece?
Será que…
Se entregarmos nossos sonhos ao vento, ele os carrega para longe ou os devolve com força?
Será que…
Se nos despirmos de tudo o que somos finalmente nos enxergarão?
Será que…
Se nos perdemos no meio do caminho, o destino ainda nos encontrará?
Será que…
Se pararmos de buscar, o que tanto desejamos virá até nós?
Será?
梁
Se gritarmos para o mundo a nossa dor, ela diminui?
Será que…
Se chorarmos até não restarem lágrimas, a ansiedade acaba?
Será que…
Se sumirmos, mesmo que por um breve momento, entenderão nosso valor?
Será que…
Se deixarmos de ser úteis, aí sim nos abandonarão?
Será que…
Se nos calarmos diante do caos, ele nos engole ou nos esquece?
Será que…
Se entregarmos nossos sonhos ao vento, ele os carrega para longe ou os devolve com força?
Será que…
Se nos despirmos de tudo o que somos finalmente nos enxergarão?
Será que…
Se nos perdemos no meio do caminho, o destino ainda nos encontrará?
Será que…
Se pararmos de buscar, o que tanto desejamos virá até nós?
Será?
梁
#desafio - 1
Triste,
Mas nem tão triste assim.
No meu olhar ainda existe,
Um pontinho de felicidade.
Um barquinho de papel, perdido
Em um imenso mar de saudade.
Jusley Naiane
Triste,
Mas nem tão triste assim.
No meu olhar ainda existe,
Um pontinho de felicidade.
Um barquinho de papel, perdido
Em um imenso mar de saudade.
Jusley Naiane
#Desafio 001
“O Ano Novo de um tempo ido” é um passeio sensorial por um Ano Novo vivido aos olhos de uma criança, onde a magia da celebração transborda nos pequenos detalhes: os cheiros, os sons, os gestos de carinho e os olhares iluminados. É um convite a perceber como o tempo e as pessoas ao nosso redor se transformam diante da esperança e da renovação de um novo ciclo. Se você já viveu a espera de um recomeço, certamente se encontrará nessa história. #desafio (001)
“O Ano Novo de um tempo ido” é um passeio sensorial por um Ano Novo vivido aos olhos de uma criança, onde a magia da celebração transborda nos pequenos detalhes: os cheiros, os sons, os gestos de carinho e os olhares iluminados. É um convite a perceber como o tempo e as pessoas ao nosso redor se transformam diante da esperança e da renovação de um novo ciclo. Se você já viveu a espera de um recomeço, certamente se encontrará nessa história. #desafio (001)