O que alimenta nossa alma?
a calma pelo estabelecido
ou a loucura do desconhecido?
contenta minha aura
saber da ternura de outrem
quem pode fugir do destino?
em desatino e confuso sigo
mas certo de conseguir
meu aconchego e doce lar
ela existe e está a sorrir
devagar chego e me aproximo
um breve aperto no peito
íntimo contato que suspeito
será crucial razão para de novo
palpitar o coração
Edu Liguori
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EDU LIGUORI
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Poesia, amor e vida entre a metrópole e o mar.
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RAFAEL ARAUJO
Ao fechar a porta sem olhar pra trás, percebi o quanto é difícil viver...
a pedra jogada no lago
o primeiro pássaro a se lançar
a pedra do dominó que dispara a reação em cadeia
toda ação tem reação
toda luz vem da escuridão
como viver sem teu afago?
meu filho que vi crescer e fiz abraçar
numa revolução crescente que incendeia
a gata de rua adotada
sem nada entender ou prever
me olhou desconfiada
será que ainda vou lhe ver?
no carro sentido centro
o trabalho a dor a confusão
lágrimas brotavam de dentro
e encabulado as removia com emoção
dura sexta feira
terrível não entender
caminho sem eira nem beira
em busca do mais novo e corajoso viver
Edu Liguori
a pedra jogada no lago
o primeiro pássaro a se lançar
a pedra do dominó que dispara a reação em cadeia
toda ação tem reação
toda luz vem da escuridão
como viver sem teu afago?
meu filho que vi crescer e fiz abraçar
numa revolução crescente que incendeia
a gata de rua adotada
sem nada entender ou prever
me olhou desconfiada
será que ainda vou lhe ver?
no carro sentido centro
o trabalho a dor a confusão
lágrimas brotavam de dentro
e encabulado as removia com emoção
dura sexta feira
terrível não entender
caminho sem eira nem beira
em busca do mais novo e corajoso viver
Edu Liguori
Quebrar muros nunca foi tarefa fácil
A marreta funciona bem e depressa
Difícil é lidar com a sujeira que fica
Lascas por todo lado provando os danos
Unhas sangrando de dor por estarem no local errado, na hora errada
Cabelos encardidos de poeira do passado
Um só banho não remove as marcas da destruição
É preciso paciência, calma e determinação
O corpo permanece por um tempo cansado
A obra nunca parece realmente terminada
São pequenos desvios e enganos
Cicatrizes e cheiro de arnica
Dores a curar com água quente em compressa
No romance ou no concreto não há tarefa fácil
Edu Liguori
A marreta funciona bem e depressa
Difícil é lidar com a sujeira que fica
Lascas por todo lado provando os danos
Unhas sangrando de dor por estarem no local errado, na hora errada
Cabelos encardidos de poeira do passado
Um só banho não remove as marcas da destruição
É preciso paciência, calma e determinação
O corpo permanece por um tempo cansado
A obra nunca parece realmente terminada
São pequenos desvios e enganos
Cicatrizes e cheiro de arnica
Dores a curar com água quente em compressa
No romance ou no concreto não há tarefa fácil
Edu Liguori
Um silêncio ensurdecedor
toma conta de mim
em meio a fúria e dor
num momento sem fim
São os ossos rangendo
ao redor do coração ferido
o amor morrendo
neste corpo partido
Lamento extenso
vem de dentro urrando
um músculo tenso
que comprime dilacerando
Hoje é noite
sou vítima ou assassino?
Hoje sinto o açoite
do duro escolhido destino
Mas ainda pulsa
a esperança bandida
de que após tanta repulsa
encontrarei a estrela perdida
Edu Liguori
toma conta de mim
em meio a fúria e dor
num momento sem fim
São os ossos rangendo
ao redor do coração ferido
o amor morrendo
neste corpo partido
Lamento extenso
vem de dentro urrando
um músculo tenso
que comprime dilacerando
Hoje é noite
sou vítima ou assassino?
Hoje sinto o açoite
do duro escolhido destino
Mas ainda pulsa
a esperança bandida
de que após tanta repulsa
encontrarei a estrela perdida
Edu Liguori
Gira mundo
Roda pião
Cada dia é uma volta
Cada noite uma revolta
Neste mundo
Sem solução
Cada ato é uma aposta
Cada pergunta sem resposta
Canto hoje calado
Minha dor escondida
Mas não desisto da vida
Que vai renascer colorida
Levantarei amanhã ainda abalado
Mas com o pulmão cheio de ar
Certo da escolha sem pestanejar
Em frente destemido a remar
Edu Liguori
Roda pião
Cada dia é uma volta
Cada noite uma revolta
Neste mundo
Sem solução
Cada ato é uma aposta
Cada pergunta sem resposta
Canto hoje calado
Minha dor escondida
Mas não desisto da vida
Que vai renascer colorida
Levantarei amanhã ainda abalado
Mas com o pulmão cheio de ar
Certo da escolha sem pestanejar
Em frente destemido a remar
Edu Liguori
Bendito o inventor das janelas
quem terá sido
ao adicionar o balcão
então atingiu a perfeição
jovens donzelas
Gabrielas
um mundo de sorrisos
timidez e descoberta
ela vê enrubescida
ele descendo a ladeira
vem em sua direção
com paixão
ele todo matreiro
caminha com altivez
espera a donzela conquistar
num aceno de chapéu
janelas trazem o mundo pra dentro de casa
janelas abrem os corações antes escondidos
janelas são a proa do navio que as ondas arrebentam
janelas
um lugar ao sol no colo do universo
Edu Liguori
quem terá sido
ao adicionar o balcão
então atingiu a perfeição
jovens donzelas
Gabrielas
um mundo de sorrisos
timidez e descoberta
ela vê enrubescida
ele descendo a ladeira
vem em sua direção
com paixão
ele todo matreiro
caminha com altivez
espera a donzela conquistar
num aceno de chapéu
janelas trazem o mundo pra dentro de casa
janelas abrem os corações antes escondidos
janelas são a proa do navio que as ondas arrebentam
janelas
um lugar ao sol no colo do universo
Edu Liguori
Quando o mundo estava para acabar
uma flor nasceu no deserto
tudo que era certo se tornou incerto
e a dúvida fez a vida de novo dominar
o espaço morto definhado
deu lugar a verde esperança
ao invés de luto, dança
e outra vez ressurgiu o pecado
o velho rejuvenesceu
a jovem outra vez sorriu
e o amor ressurgiu
no mundo que outra vez cresceu
Edu Liguori
uma flor nasceu no deserto
tudo que era certo se tornou incerto
e a dúvida fez a vida de novo dominar
o espaço morto definhado
deu lugar a verde esperança
ao invés de luto, dança
e outra vez ressurgiu o pecado
o velho rejuvenesceu
a jovem outra vez sorriu
e o amor ressurgiu
no mundo que outra vez cresceu
Edu Liguori
Sorte tem teu amor
que de fato recebe teu afeto
como vento desejo te envolver
mas respeito
assim caminha a civilidade
entre a dor e o sonho
suspiro aliviado
por teu sorriso encravado
nobre teu amor que me impede
mas ainda assim não entristece
Edu Liguori
que de fato recebe teu afeto
como vento desejo te envolver
mas respeito
assim caminha a civilidade
entre a dor e o sonho
suspiro aliviado
por teu sorriso encravado
nobre teu amor que me impede
mas ainda assim não entristece
Edu Liguori
Bebi mais uma dose
torpor que quase revela
do âmago muitos segredos
da pele sempre o tremor
ela me faz poses
navega a caravela
escapando dos rochedos
enquanto me escondo em dor
trêmulo confuso
exalo obtuso
tamanho desejo
sem razão ou valor
nada procuro
nada obtenho
mas tal qual vejo
isso não é amor
ode cruel do embriagado
que enxerga além mar
balança além bar
sonha sem nexo
quero sair do escuro
e olhar perplexo
tudo que não tenho
mas saio carregado
Edu Liguori
torpor que quase revela
do âmago muitos segredos
da pele sempre o tremor
ela me faz poses
navega a caravela
escapando dos rochedos
enquanto me escondo em dor
trêmulo confuso
exalo obtuso
tamanho desejo
sem razão ou valor
nada procuro
nada obtenho
mas tal qual vejo
isso não é amor
ode cruel do embriagado
que enxerga além mar
balança além bar
sonha sem nexo
quero sair do escuro
e olhar perplexo
tudo que não tenho
mas saio carregado
Edu Liguori
Isso porque não falei de tetas
tetas magras, tetas gordas
tetas e tetas e mais tetas
do teu seio liberdade
de teu alimento vida
de teu amor o calor que me anima
sagradas, caídas ou empinadas
me possua em teu colo mimoso
Edu Liguori
tetas magras, tetas gordas
tetas e tetas e mais tetas
do teu seio liberdade
de teu alimento vida
de teu amor o calor que me anima
sagradas, caídas ou empinadas
me possua em teu colo mimoso
Edu Liguori